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Posts com a tag "Palmeiras"

Ronaldinho e mais seis: confira lista de campeões da Copa Libertadores e também da Liga dos Campeões da Europa!

25 de julho de 2013 0

Ronaldinho entrou para a história do futebol mundial nesta semana. Ele se tornou o sétimo jogador da história do futebol a ter conquistado títulos continentais em dois continentes: Europa e América do Sul. O título desta temporada da Copa Libertadores pelo Atlético Mineiro se aliou à conquista da Liga dos Campeões em 2006 pelo Barcelona.

Outros três brasileiros também conquistaram esta glória incomum: Roque Júnior, Cafú e Dida. O zagueiro e volante Roque Júnior foi campeão sul-americano pelo Palmeiras em 1999 e pelo Milan em 2003. Já Cafú em 1991 e 1992 pelo São Paulo, 2007 pelo Milan impressionantes 16 anos depois de sua primeira conquista. Finalmente Dida, campeão sul-americano pelo Cruzeiro em 1997 e pelo Milan em 2003 e 2007.

Além destes, outros três argentinos conquistaram esta glória: Juan Pablo Sorín, Carlos Tévez e Walter Samuel. O caso curioso é o de Sorín: foi campeão da Libertadores em 1996 pelo River Plate, curiosamente após jogar pela Juventus na Liga dos Campeões daquele mesmo ano. Na real, Sorín estava presente nas duas finais, mas seu nome está registrado.

Tévez é mais simples: campeão no Boca Juniors em 2003, e no Manchester United em 2008. Finalizando, Walter Samuel foi campeão no Boca Juniors em 2000 e na Internazionale em 2010.

Dois casos ficaram “sob júdice”, mas o Comitê Executivo deste blog (leia-se: eu) vetou a inscrição: Edmílson (que teria vencido a Libertadores em 1993 pelo São Paulo e depois em 2006 pelo Barcelona), e Santiago Solari (em 1996 pelo River Plate e em 2002 pelo Real Madrid). O brasileiro não jogou e não estava inscrito naquela Libertadores, o mesmo ocorrendo com Solari no título argentino. Por isto ficaram de fora da listagem.

A dica deste post é do amigo Ricardo Gullo(@gullofilho)

Pontos corridos decididos nos instantes finais: Flamengo 2009, City 2012

08 de julho de 2013 5

2009 – CAMPEONATO BRASILEIRO – FLAMENGO

2009. Campeonato Brasileiro. No ano mais surreal da história dos pontos-corridos, parecia que ninguém queria ser campeão. Mas hein? Pois era esta a sensação em uma competição que teve o Internacional como campeão do primeiro turno mas o Palmeiras assumindo a liderança e disparando no início do returno. Quando o título parecia favas contadas no Palestra Italia, a chegada de Muricy Ramalho desmantelou o elenco e afundou o time alviverde, que sequer se classificou para a Libertadores (ficou em quinto lugar, atrás do Cruzeiro).

Neste momento, tínhamos um novo favorito, o São Paulo, então tricampeão nacional consecutivamente. Mas tropeços cruciais contra Botafogo e Goiás deixaram espaço para o Flamengo, em uma arrancada fulminante. O time treinado por Andrade e com Petkovic e Adriano  comandando as ações, reagiu nas rodadas finais e chegou na última, dia 6 de dezembro, para enfrentar o Grêmio. Que já tinha dado férias para os titulares e entraria no Maracanã com um time praticamente reserva. E, para completar, sabendo que um empate poderia dar o título para o arquirrival Internacional, que precisava vencer o já rebaixado Santo André e torcer por um empate no Rio para conquistar o título. Por fora, o São Paulo precisava de tropeços dos dois. E isto não ocorreu.

Adriano, campeão pelo Flamengo em 2009 - Foto: Maurício Val, Vipcomm

Enquanto o Internacional empilhava gols no Santo André (terminaria 4×1), o Flamengo vivia uma tarde de drama. Saiu perdendo, gol de Róberson em uma cobrança de escanteio aos 20 minutos. Ainda no primeiro tempo, David Braz (também em escanteio), empatou aos 33 minutos. O jogo seguia tenso, e no Beira-Rio o Inter já vencia por 3×0. Somente aos 25 do segundo tempo, o hexa chegou: gol do capitão Ronaldo Angelim e o gol da vitória, título e da história do Flamengo, 2×1. E ainda teve drama, já que Maylson quase empatou de novo para os gaúchos aos 31, mas o placar final ficou mesmo em 2×1 para o Flamengo. Compacto:

Foi o último título nacional do Flamengo. O fim do sonho de uma conquista colorada de renome no cenário nacional.

Vale ainda a flauta: reação dos colorados no gol do Grêmio e no gol do Flamengo:

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2012 – CAMPEONATO INGLÊS – MANCHESTER CITY

Se o Flamengo foi dramático, imaginem o que ocorreu com os torcedores do Manchester City. Sem títulos desde 1968, vendo o arquirrival Manchester United conquistando quase 20 títulos em 30 anos, tudo que os Citizens queriam era levantar o caneco no City of Manchester naquela ensolarada tarde de 13 de maio no Etihad Stadium. O time precisava vencer o Queens Park Rangers, que lutava para não cair, sob pena de ver justamente o arquirrival Manchester United (que havia jogado no lixo uma enorme vantagem nas últimas rodadas) vencer o Sunderland fora e ser campeão de novo.

Mas nada é fácil, ainda mais tentar destruir um jejum de 44 anos sem um título de campeão inglês. O Manchester City saiu na frente no finalzinho do primeiro tempo, um chute despretensioso do argentino Mariano Zabaleta que o goleiro Paddy Kenny aceitou. Mas no início do segundo tempo, bobagens de Joleon Lescott e do capitão Vincent Kompany deixaram o placar em um aterrador 2×1 para o Q.P.R, que virou já jogando com 10 jogadores após a estúpida expulsão do temperamental Joey Barton. Claro que a desgraça não era pouca, pois no Stadium of Light em Sunderland o United vencia por 1×0, gol de Wayne Rooney.

Manchester City campeão após 44 anos no ultimo minuto - Reprodução site oficial

45 do segundo tempo, e um milagre incrível do goleiro Kenny mantinha o jogo em 2×1 para o QPR. O sonho estava sendo adiado por mais um ano? O time do técnico Roberto Mancini precisava fazer mais 2 gols para ser campeão. Então, o milagre ocorreu. Primeiro o bósnio Edin Dzeko em escanteio cobrado pelo espanhol Davi Vila. E depois o espetacular argentino Sergio Aguero, aproveitando passe magistral do italiano Mario Balotelli, levaram este jogo para a história do futebol inglês. E para a galeria de heróis do Manchester City:

Ou isto, na TV do Manchester City:

E as reações dos torcedores do City e do United? http://www.youtube.com/watch?v=WrpDTnznE-E

VEJA TAMBÉM

Disputa de pênaltis na história - Grêmio (com vídeos!)

13 de maio de 2013 3

A derrota para o Juventude há duas semanas encerrou uma boa sequência de vitórias consecutivas nas penalidades para o Grêmio, que já somava 2 sucessos na temporada 2013. Repetindo 2011, quando perdeu o título estadual também em uma disputa de penalidades, o Tricolor ficou alijado da competição desta maneira.

Grohe defendendo o pênalti da LDU - Foto: Fernando Gomes / Agencia RBS

Ao longo da história, foram 35 disputas de pênaltis, contabilizando-se apenas jogos oficiais e divididos assim: Campeonato Gaúcho (15), Copa do Brasil (4), Campeonato Brasileiro (5), Copa CONMEBOL (2), Supercopa da Libertadores (3), Copa Mercosul (1), Copa Libertadores (4) e Copa Intercontinental (1).

O Grêmio venceu em 15 oportunidades: Campeonato Gaúcho (8), Copa do Brasil (1), Campeonato Brasileiro (1), Copa CONMEBOL (1), Supercopa da Libertadores (1)  e Copa Libertadores (3). As derrotas: Campeonato Gaúcho (7), Copa do Brasil (3), Campeonato Brasileiro (4), Copa CONMEBOL (1), Supercopa da Libertadores (2), Copa Mercosul (1) e Copa Intercontinental (1).

VITÓRIAS GREMISTAS NOS PÊNALTIS

DERROTAS GREMISTAS NOS PÊNALTIS

ALGUMAS CURIOSIDADES

  • No Brasileiro de 1988 e no Gauchão de 1989, jogos terminados em empate eram decididos em disputas de pênaltis. Por isto tantas repetições nestas duas competições.
  • O Grêmio foi campeão gaúcho de 1989 na disputa de pênaltis, com cobranças decisivas defendidas pelo veteraníssimo Mazaropi. O curioso é que o Inter tinha chegado na decisão invicto, com seis vitórias em seis disputas. Perdeu no jogo mais importante.
  • Em 1993, o Grêmio eliminou o Palmeiras nas quartas-de-final da Copa do Brasil. O curioso desta disputa é que o atacante Gílson errou duas vezes: no tempo normal e na disputa de pênaltis.
  • Em 1995, contra o Ajax, e em 2011, contra o Internacional, a disputa de pênaltis gerou não só a eliminação do Grêmio como a perda do título em disputa.
  • Em 1997, Grêmio e Brasil de Pelotas protagonizaram uma série de 22 pênaltis (Mauro Galvão tinha sido expulso, e o Brasil retirou um atleta da cobrança). Na primeira repetição, o melhor batedor Luizinho errou e o Grêmio se garantiu na final.
  • A mais bizarra foi em 1997, na Libertadores contra o Guarany de Assuncíon. O Grêmio converteu as duas primeiras, assim como o time paraguaio converteu a sua 1º cobrança. Dali em diante foram sete erros consecutivos até o erro derradeiro dos visitantes e a classificação tricolor.

VEJA TAMBÉM

Brasileiros na Libertadores - Confiram os principais recordes

14 de março de 2013 1

Não tem sido lá grandiosa a participação brasileira até o momento na Copa Libertadores 2013. O único invicto é o Atlético-MG, e times como São Paulo e Palmeiras fazem campanhas tenebrosas. Porém historicamente os números são bem melhores.

Selecionei os nove brasileiros campeões da Libertadores (pela ordem de títulos: Santos, Cruzeiro, Flamengo, Grêmio, São Paulo, Vasco, Palmeiras, Internacional e Corinthians) e tirei alguns números interessantes. Vamos à eles (dados atualizados até o início da Libertadores 2013, exclusive)?

O São Paulo, tricampeão e tri-vice campeão, é o recordista em jogos e vitórias, mas cabe ao Palmeiras o maior número de gols pelos brasileiros. O melhor aproveitamento é do Cruzeiro, e o pior é do Vasco da Gama. Campeão invicto, o Corinthians tem a maior sequência sem derrotas: 16 partidas, na última edição. Já o Vasco tem o recorde negativo: 10 jogos sem vencer nas edições de 1985 e 1990, consecutivamente.

Os dados completos estão nesta planilha do Excel, compartilhada no Google Drive

  • Maior número de títulos: São Paulo e Santos, 3 títulos cada
  • Maior número de participações entre os campeões: São Paulo, 15 disputas
  • Menor número de participações entre os campeões: Vasco da Gama, 8 disputas
  • Maior número de jogos: São Paulo, 149 jogos
  • Maior número de vitórias: São Paulo, 77 vitórias
  • Maior número de gols: Palmeiras, 255 gols
  • Melhor aproveitamento entre os brasileiros campeões: Cruzeiro, 65%
  • Pior aproveitamento entre os brasileiros campeões: Vasco da Gama, 51%
  • Maior goleada: Santos 9×1 Cerro Porteño, 1962
  • Pior derrota: Santos 0×5 Flamengo, 1984 e Grêmio 5×0 Palmeiras, 1995

Fiz um levantamento também envolvendo os confrontos nacionais: ou seja contra que países cada time brasileiro campeão da Libertadores já atuou na história. Entraram as 10 Federações da CONMEBOL mais o México, que participa desde 1998.

O Inter jamais enfrentou times chilenos, enquanto o Corinthians nunca jogou contra peruanos. Já o Vasco da Gama não enfrentou times bolivianos. O Grêmio é o único a perder para todos os países. O Inter só se escapa pois nunca perdeu para bolivianos.

Confrontos dos brasileiros campeões versus adversários por países - Arquivo Pessoal

POR TODA A VIDA: quem são os jogadores brasileiros que só defenderam um time!

18 de fevereiro de 2013 8

TREZE. Este é o número de jogadores brasileiros que atuaram em um só clube por dez ou mais temporadas. Ou seja, atletas que começaram a jogar profissionalmente e encerraram suas carreiras defendendo uma única agremiação de maneira oficial (e, em alguns casos, a Seleção Brasileira). Não vale jogadores que ficaram muito tempo e depois voltaram ao mesmo clube.

O recordista é o lendário goleiro Kafunga, do Atlético-MG, que defendeu por assombrosos 20 anos o gol do time de Belo Horizonte, de 1935 até 1955. Com um ano a menos, o goleiro palmeirense Marcos, campeão mundial pela Seleção Brasileira em 2002, com 19 temporadas. Com 16 anos, temos o zagueiro Altair, lenda do Fluminense e que também ganhou uma Copa do Mundo, em 1962, ao lado do bicampeão mundial Nilton Santos, talvez um dos maiores laterais-esquerdos da história do futebol e ídolo eterno do Botafogo.

Kafunga - Goleiro do Atlético-MG por assombrosos 20 anos

O atacante Pepe, com 15 anos pelo Santos de Pelé vem a seguir, assim como o zagueiro Junqueira (Palmeiras, 14 anos). Os atacantes Carlitos (Internacional) e Jarbas Batista (Flamengo), defenderam estes clubes por 13 anos. Com 12 anos como profissionais por um só time, dois laterais-direito do Flamengo: Biguá (dos anos 40) e Leandro (dos anos 70 e 80), e o atacante Preguinho (Fluminense). Nesta longa lista, o único meia: Carlinhos, que desfilou seu futebol clássico por 11 anos no Flamengo. Por último, um volante, Zé do Monte, que atuou por 10 anos no Atlético-MG

Nenhum deles está em atividade, boa parte já faleceu e o mais jovem da lista encerrou a carreira em 2011. São 2 goleiros, 2 zagueiros, 3 laterais, 1 volante, 1 meia e 4 atacantes. O que jogou há mais tempo foi Preguinho, que iniciou a carreira em 1928. E o mais recente, o goleiro Marcos, que encerrou em 2011.

O Almanaque Esportivo está aberto a novas inclusões, sobretudo de jogadores de futebol do interior, inclusive jogadores que ainda estão em atividade! Aguardo indicações (a primeira veio com Rafael Kfoury, de Belo Horizonte, que lembrou de Zé do Monte), seguindo as regras:

  • Jogou profissionalmente em um, e apenas um, time.
  • Jogou pelo menos 10 ou mais anos por este time.

AMANHÃ: jogadores famosos que defenderam apenas um clube ainda em atividade


PESQUISA: Todos os estrangeiros campeões ou vice da Libertadores jogando no Brasil

12 de julho de 2012 2

Depois do post falando sobre  Brasileiros no exterior: quais venceram a Libertadores e Liga dos Campeões!, resolvi inverter. Pesquisei quais jogadores estrangeiros foram campeões da Copa Libertadores da América jogando por clubes brasileiros. A lista, ao contrário do que eu pensava, não é muito extensa. O último a entrar foi o reserva, e quase nunca acionado, Luís Ramirez, peruano e campeão pelo Corinthians na semana passada.

O primeiro  estrangeiro campeão foi uma surpresa para mim. Achava que tinha sido o argentino Perfumo pelo Cruzeiro em 1976, mas depois vi que o defensor tinha sido adversário do Cruzeiro na final, jogando pelo River Plate.

Sendo assim, a primazia coube ao capitão gremista Hugo de León, campeão da América em 1983. Apenas dez anos depois, o também uruguaio Matosas (reserva), foi campeão. Depois tivemos dois títulos de Arce e Rivarola, os únicos estrangeiros bicampeões por clubes brasileiros (no Grêmio em 1995 e Palmeiras em 1999).

O recorde eu imaginava: o Inter de 2010 com 5 estrangeiros campeões da América, dois deles titulares e outros dois que começaram titulares, mas terminaram no banco. Curiosidade: o Santos jamais foi campeão ou vice-campeão da Libertadores com um atleta estrangeiro no grupo.

ESTRANGEIROS CAMPEÕES DA LIBERTADORES POR TIMES BRASILEIROS

  • 1983 – De León (URU) – Grêmio
  • 1993 – Matosas (URU) – São Paulo
  • 1995 – Arce (PAR), Rivarola (PAR) – Grêmio
  • 1999 – Arce (PAR), Rivarola (PAR) – Palmeiras
  • 2005 – Lugano (URU) – São Paulo
  • 2006 – Rentería (COL) – Internacional
  • 2010 – Bruno Silva (URU), Sorondo (URU), Pato Abbondanzieri (ARG), Guiñazu (ARG), D’Alessandro (ARG) – Internacional
  • 2012 – Luís Ramirez (PER) – Corinthians
  • Total: 12 jogadores campeões. Arce e Rivarola foram campeões 2 vezes.

Os vice-campeões são praticamente o mesmo número. Os primeiros foram os uruguaios Pedro Rocha e Forlán, vice-campeões em 1974 pelo São Paulo. Como curiosidade, Matosas que foi campeão em 1993 e vice-campeão em 1994, assim como Arce e Asprilla em 1999 e 2000; e Lugano em 2005 e 2006
ESTRANGEIROS VICE-CAMPEÕES DA LIBERTADORES POR TIMES BRASILEIROS

  • 1974 – Pedro Rocha (URU), Forlán (URU) – São Paulo
  • 1980 – Benítez (PAR) – Internacional
  • 1984 – De León (URU) – Grêmio
  • 1994 – Matosas (URU) – São Paulo
  • 2000 – Arce (PAR), Asprilla (COL) – Palmeiras
  • 2006 – Lugano (URU) – São Paulo
  • 2007 – Saja (ARG), Schiavi (ARG), Gavilán (PAR) – Grêmio
  • 2008 – Darío Conca (ARG) – Fluminense
  • 2009 – Sorín (ARG) – Cruzeiro
  • TOTAL: 13 jogadores vice-campeões

LEITURA COMPLEMENTAR

Grêmio atropela no centésimo jogo do Bahia pela Copa do Brasil: confira os recordistas

18 de maio de 2012 0

100. Este é o número de jogos da história do Bahia pela Copa do Brasil. Mas o Grêmio não quis saber e deu um verdadeiro “presente de grego” contra o tricolor baiano, vencendo por 2×1 em pleno Pituaçu e praticamente se garantindo nas semifinais da competição.

Fernando comemora o gol de empate do Grêmio contra o Bahia - Diego Vara/RBS

O Grêmio, apesar de dividir com o Cruzeiro o recorde de títulos na Copa do Brasil (4 conquistas), tem um número bem maior de jogos. É o recordista com 139 partidas, superando o Vasco da Gama na noite de ontem (o time carioca está fora da Copa do Brasil). Logo na sequência, Flamengo, Atlético-MG e Vitória completam o G5. Antes que me perguntem, o Internacional tem 99 jogos.

TIMES COM MAIS JOGOS NA HISTÓRIA DA COPA DO BRASIL

  1. GRÊMIO – 139 jogos
  2. VASCO DA GAMA – 138 jogos
  3. FLAMENGO – 132 jogos
  4. ATLÉTICO-MG – 128 jogos
  5. VITÓRIA – 126 jogos
  6. CORINTHIANS – 114 jogos
  7. PALMEIRAS – 108 jogos
  8. FLUMINENSE – 107 jogos
  9. CRUZEIRO – 106 jogos
  10. BOTAFOGO – 103 jogos
  11. GOIÁS – 101 jogos
  12. BAHIA – 100 jogos

Fonte: Arquivo Pessoal do pesquisador Edison Klein

Campeonato Brasileiro: Recordes e maiores goleadas desde 1971

17 de maio de 2012 5

Em 41 anos de história (não vou considerar a unificação dos títulos), o Campeonato Brasileiro teve muitos campeões: 17 equipes. A principal competição nacional também já teve um número quase insano de fórmulas, bizarras em sua maioria (uma delas tinha como critério de classificação a média de público, em 1974!) até a estabilização com os pontos corridos desde 2003. Mas e as goleadas? E os recordes? Todas as infos estatísticas foram obtidas com o sempre atento colaborador Edison Klein.

No Campeonato Brasileiro foram 2011 goleadas em 15.250 jogos desde 1971, totalizando 13,18%. Na “era pontos corridos” (isto é de 2003 em diante), a frequência de goleadas aumenta: 14,45% de goleadas, 556 em 3846 jogos. Sempre considerando goleada por 3 gols ou mais.

O time que mais goleou neste período é o Santos. A equipe paulista sapecou 113 goleadas até o momento, superando por muito pouco o São Paulo, que tem 112. Na sequência, o Cruzeiro com 107 goleadas, o Internacional com 103 e três times empatados com 95: Flamengo, Vasco da Gama e Atlético-MG. Em casa, o recordista de surras também é o Santos com 85, à frente de Cruzeiro e São Paulo com 81. Já como visitante, o São Paulo tem 31 goleadas, o Santos tem 28 e o Palmeiras 27.

No quesito negativo, o inglório líder das estatísticas é o Vitória com 67 goleadas sofridas, à frente de Goiás (61), Flamengo (57), Botafogo (54) e Cruzeiro (52). Em casa o time mais goleado da história é o Corinthians, com 20 derrotas. Depois, o Vitória com 19 e, empatados, Cruzeiro e Goiás com 14 derrotas por goleada. Já fora de seus domínios, o ‘líder’ é o Vitória com 48, à frente de Goiás com 47, Flamengo e Paysandú com 45.

As maiores goleadas de todos os tempos no Brasileirão:

  1. 09/02/1983 – Corinthians 10×1 Tiradentes/PI
  2. 14/02/1984 – Vasco da Gama 9×0 Tuna Luso/PA
  3. 02/10/1986 – Guarani 8×2 Piauí/PI
  4. 05/12/1993 – Guarani 8×2 Remo/PA
  5. 16/09/1976 – Flamengo 8×1 Sampaio Corrêa-MA
  6. 23/03/1980 – Vitória/BA 8×1 América/RN
  7. 07/02/1982 – Guarani 8×1 Ceará
  8. 04/02/1982 – Guarani 8×0 River/PI
  9. 04/02/1981 – Flamengo 8×0 Fortaleza
  10. 08/11/1997 – Internacional 7×0 Bragantino (OBS: valeu, Otávio!)

Copa do Brasil: Recordes e maiores goleadas desde 1989

13 de abril de 2012 2

Ontem tivemos mais três jogos da Copa do Brasil 2012. Curiosamente três goleadas pela mesma diferença: Atlético-PR 5×1 no Criciúma, mais os 4×0 da Portuguesa no Juventude e do Fortaleza sobre o Náutico, todos pela segunda fase da competição. Considerando-se “goleada” no critério por 3 ou mais gols de diferença. A maioria das informações deste post são do grande colaborador Edison Klein.

Até hoje foram 447 goleadas em 2245 jogos, percentual de 19,91% na competição. Para efeito de comparação, no Campeonato Brasileiro foram 2011 goleadas em 15.250 jogos desde 1971, totalizando 13,18%. Se formos considerar apenas desde 1989, foram 13,19% de goleadas, 1022 em 7746 jogos. Idêntico! Mesmo nos pontos corridos (isto é de 2003 em diante), este panorama não se inverte, pelo contrário: 14,45% de goleadas, 556 em 3846 jogos. Confesso que fiquei bastante surpreso com estes dados.

O Atlético-MG é o time que mais goleou na história desta competição nacional: 25 vezes, a última de 5×0 no Peñarol-AM fora de casa. Ele superou o Flamengo, que tem 24 goleadas, o São Paulo e o Vasco da Gama com 21 goleadas. Na sequência, Vitória, Palmeiras, Corinthians e Cruzeiro com 20. Em casa, o Atlético-MG e o Vitória tem 17 goleadas, contra 16 do Palmeiras. Já como visitante, o recordista é o Corinthians com 9, seguido por Atlético-MG e Flamengo com 8.

O outro lado da moeda: os times mais goleados da competição. O ‘recorde’ é dividido por quatro times: CSA-AL, Rio Branco-AC, Remo e América-RN, todos goleados 9 vezes. Em casa, o América-RN, o CSA-AL, o Flamengo-PI, o Náutico e, pasmem, o Vasco da Gama tem 3 goleadas sofridas. Já como visitante, o Remo ‘lidera’ com 8, seguido por Rio Branco-AC e Atlético-MG.
Como referência, as maiores goleadas da competição em todos os tempos:

  1. 28/02/1991 – Atlético/MG 11 x 0 Caiçara/PI – Belo Horizonte/MG
  2. 28/03/2001 – São Paulo/SP 10 x 0 Botafogo/PB – São Paulo/SP
  3. 10/03/2010 – Santos/SP 10 x 0 Naviraiense/MS – Santos/SP
  4. 06/04/1993 – Internacional/RS 9 x 1 Ji-Paraná/RO – Porto Alegre/RS
  5. 28/02/1996 – Sergipe/SE 0 x 8 Palmeiras/SP – Aracajú/SE
  6. 10/02/1998 – Vasco da Gama/RJ 8 x 0 Picos/PI – Rio de Janeiro/RJ
  7. 04/03/1997 – Portuguesa/SP 8 x 0 Kaburé/TO – São Paulo/SP
  8. 26/04/1995 – Flamengo/RJ 8 x 0 Kaburé/TO - Rio de Janeiro/RJ
  9. 15/03/2000 – Interporto/TO 0 x 8 Bahia/BA – Porto Nacional/TO

Desempenho: Corinthians liderou por 27 rodadas, vejam outras curiosidades

06 de dezembro de 2011 0

Nada mais justo que o título brasileiro de 2011 para o Corinthians. O time de Parque São Jorge liderou o Brasileirão por 27 de 38 rodadas, um aproveitamento realmente espetacular.  Só uma rodada abaixo do G5 (naquela rodada o Vasco não estava entre os melhores), então absolutamente merecido.

Quem realmente bobeou foi o São Paulo, que ficou 29 das 38 rodadas na zona da Libertadores, mas acabou de fora, assim como Botafogo (31 rodadas) e Palmeiras (13 rodadas). Já o Internacional ficou apenas 3 rodadas no G5, e acabou obtendo a vaga. Em uma campanha absolutamente média, o Grêmio ficou 11 rodadas na insossa 12º colocação, posição aliás que acabou encerrando a competição.

Na ponta de baixo, o Atlético-MG ficou 15 rodadas no Z4 e escapou, assim como o Atlético-GO (6 rodadas) e o Cruzeiro (4 rodadas). O Avaí ficou todo o Brasileirão na zona de rebaixamento, sendo rebaixado merecidamente em último lugar. Outro que jamais saiu do Z4 foi o Atlético-PR. Porém foi o América-MG, também rebaixado (e 34 rodadas no Z4), quem ficou mais tempo na lanterna: 21 jogos.

Confira a relação completa (tabela NACOPA.NET):

Mapa do Desempenho - Brasileirão 2011 - Foto: Arquivo Pessoal