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Posts com a tag "real madrid"

Ronaldinho e mais seis: confira lista de campeões da Copa Libertadores e também da Liga dos Campeões da Europa!

25 de julho de 2013 0

Ronaldinho entrou para a história do futebol mundial nesta semana. Ele se tornou o sétimo jogador da história do futebol a ter conquistado títulos continentais em dois continentes: Europa e América do Sul. O título desta temporada da Copa Libertadores pelo Atlético Mineiro se aliou à conquista da Liga dos Campeões em 2006 pelo Barcelona.

Outros três brasileiros também conquistaram esta glória incomum: Roque Júnior, Cafú e Dida. O zagueiro e volante Roque Júnior foi campeão sul-americano pelo Palmeiras em 1999 e pelo Milan em 2003. Já Cafú em 1991 e 1992 pelo São Paulo, 2007 pelo Milan impressionantes 16 anos depois de sua primeira conquista. Finalmente Dida, campeão sul-americano pelo Cruzeiro em 1997 e pelo Milan em 2003 e 2007.

Além destes, outros três argentinos conquistaram esta glória: Juan Pablo Sorín, Carlos Tévez e Walter Samuel. O caso curioso é o de Sorín: foi campeão da Libertadores em 1996 pelo River Plate, curiosamente após jogar pela Juventus na Liga dos Campeões daquele mesmo ano. Na real, Sorín estava presente nas duas finais, mas seu nome está registrado.

Tévez é mais simples: campeão no Boca Juniors em 2003, e no Manchester United em 2008. Finalizando, Walter Samuel foi campeão no Boca Juniors em 2000 e na Internazionale em 2010.

Dois casos ficaram “sob júdice”, mas o Comitê Executivo deste blog (leia-se: eu) vetou a inscrição: Edmílson (que teria vencido a Libertadores em 1993 pelo São Paulo e depois em 2006 pelo Barcelona), e Santiago Solari (em 1996 pelo River Plate e em 2002 pelo Real Madrid). O brasileiro não jogou e não estava inscrito naquela Libertadores, o mesmo ocorrendo com Solari no título argentino. Por isto ficaram de fora da listagem.

A dica deste post é do amigo Ricardo Gullo(@gullofilho)

Especial Liga dos Campeões 1999 a 2009 no Almanaque Esportivo

25 de maio de 2013 1

Como aquecimento para a grande final entre os alemães Bayern de Munique e Borussia Dortmund, que chegaram na final da Liga dos Campeões 2012/13 em Wembley. Com campanhas empolgantes e semifinais devastadora, o futebol alemão comprovou sua força na atualidade e tem agradado até os mais fervorosos críticos.

Borussia Dortmund é o azarão - Foto: JOHN MACDOUGALL - AFP

Nada melhor que recuperar as melhores histórias do Almanaque Esportivo ao longo destes anos envolvendo a final da Liga dos Campeões da Europa. Vamos então repetir as histórias de 1999 a 2009? Recontamos a história de dois títulos do Real Madrid, dois do Barcelona, dois do Manchester United, um do Bayern de Munique, outro do Milan, um do Liverpool e finalizando um do Porto. Fico na dívida com 2010 (Internazionale campeã), 2011 (Barcelona campeão) e 2012 (Chelsea campeão), mas prometo que farei um especial sobre elas no início da próxima temporada.

Bayern de Munique é o favorito na final da Liga dos Campeões - Foto: Pierre-Philippe Marcou/AFP

Especial Finais de 1999 a 2007
  • As finais de 1999, 2000 e 2001 – A virada nos acréscimos do Manchester United, o passeio do Real Madrid e o sofrido título do Bayern de Munique
  • As finais de 2002, 2003 e 2004 – O gol antológico de Zidane, a modorrenta vitória nos pênaltis do Milan e o inesperado título do Porto de Mourinho
  • As finais de 2005, 2006 e 2007 – A histórica “remontada” do Liverpool em Istambul, o herói Belletti dá o título ao Barcelona e a “vendetta” do Milan

Especial Final de 2008:

Especial Final de 2009:

David Beckham anuncia aposentadoria: confira grandes lances do astro inglês

16 de maio de 2013 0

O meia inglês David Beckham, um dos ícones do futebol mundial nas últimas duas décadas, anunciou hoje sua aposentadoria ao final da temporada. Jogador do Paris Saint-Germain, aos 38 anos o ex-astro do Manchester United, Real Madrid, Milan, Los Angeles Galaxy termina sua participação no Campeonato Francês e vai curtir as benesses de um ex-jogador milionário, símbolo sexual e que marcou uma mudança na visão dos jogadores perante o mercado publicitário.

David Beckham, em seu último time, o PSG. E agora oficialmente aposentado - Franck Fife/AFP

Talvez o jogador mais bem pago do futebol mundial em todos os tempos ao longo de sua carreira, Beckham também foi um grande jogador. Começou sua carreira como um clássico winger inglês, pela direita. Detentor de um chute e um cruzamento fora do normal, com uma ótima velocidade, Beckham é um especialista em bolas paradas.

Depois de ser multicampeão no Manchester United, foi para o Real Madrid no projeto “Galácticos” do presidente Florentino Pérez. Em Madrid, se tornou um meio-campista central aonde se destacou pela precisão nos passes, apesar de ter tido sua faixa preferencial ocupada por outro “galáctico“, o português Luís Figo, mas só obteve conquistas nacionais, não obtendo sucesso na Liga dos Campeões.

Fora dos gramados, se tornou garoto propaganda de diversas multinacionais, desde ternos de luxo, passando por carro, refrigerantes, lâminas de barbear, etc. Sua receita com publicidade superava e muito os já espetaculares salários, e ‘Becks’ sempre foi um dos 3 jogadores com camisas mais vendidas, em quaisquer dos times que defendeu.

Fora de campo, casado com a ex-Spice Girl Victoria Adams, era figurinha carimbada nas notas sociais, grandes eventos, envolvido em diversas polêmicas de “affairs” extra-conjugais, mas nada comprovado e nunca em um escândalo digamos, mais “pesado”. Até por sua fortíssima imagem de marketing era necessário uma exibição quase sempre positiva. Não à toa, sua chegada ao futebol norte-americano aumentou consideravelmente o público e o interesse dos EUA na Major League Soccer, a Liga Norte-Americana de futebol.

Beckham virou garoto-propaganda da MLS, a Liga norte-americana - Foto: Saul-Loeb-AFP

Ficamos aqui com alguns tributos a um dos mais técnicos jogadores que eu vi atuar. Gols antológicos ou decisivos.

PRINCIPAIS TÍTULOS

Manchester United

  • Supercopa Inglesa (4)
  • Campeonato Inglês (6)
  • Copa da Inglaterra (2)
  • Liga dos Campeões (1)
  • Copa Intercontinental (1)

Real Madrid

  • Campeonato Espanhol (1)
  • Supercopa Espanhola (1)

Los Angeles Galaxy

  • Campeonato Norte-Americano (MLS Cup) (2)

Paris Saint-Germain

  • Campeonato Francês (1)

Revolução Alemã, Parte IV: aonde patinam as Ligas da Inglaterra, Espanha e Itália

18 de abril de 2013 2

A Liga Alemã já foi o “patinho feio” dos grandes países europeus. Com gramados ruins, estádios piores e poucos craques, a Bundesliga estava muito longe de seus pares ingleses, alemães e espanhóis. Hoje é a segunda liga mais badalada da Europa, com regras atrativas de divisão de cotas de TV e premiações esportivas. O equilíbrio técnico é muito maior que nos gramados espanhóis, a situação técnica e financeira é bem superior à italiana. Por fim, a transparência da origem dos recursos é melhor que a inglesa.

Se dentro de campo, os grandes craques ainda estão na Inglaterra na milionária Premier League, a distância para a Bundesliga reduziu-se drasticamente. Os mercados consumidores dos países em desenvolvimento já assistem mais o futebol alemão. Vamos avaliar hoje as causas desta mudança radical e a comparação com os demais, sempre traçando um paralelo entre o modelo econômico (já discutido na parte III) e aspectos técnicos/táticos (avaliados na parte II deste estudo).

  • ESPANHA

O futebol espanhol e sua “La Liga” vivem um momento perigoso. Barcelona e Real Madrid hoje possuem 50% da receita de TV , existindo um profundo abismo entre eles e os demais. O economista espanhol José María Gay de Liébana comentou recentemente que o modelo está fracassado, citando o fato de que em 2011 os times espanhóis gastaram 200 milhões de euros a mais do que arrecadaram. Algo ainda mais dramático avaliando-se a profunda crise econômica do país, que afeta a média de público, a situação financeira dos clubes, patrocinadores e o valor dos direitos de televisionamento.

Crise econômica na Espanha afeta o futebol – Foto: Andres Kudacki / AP

Na Espanha os horários de televisão são esdrúxulos (lembra algum lugar?) e os preços mínimos são abusivos: o ingresso mais barato na Espanha é de 25 euros. E isto que o modelo espanhol tem três preços: “normal”, “clássicos locais” e “contra Barcelona e Real Madrid”. Os estádios espanhóis, em sua maioria, são péssimos e incompatíveis com os valores apresentados. E o valor ínfimo do pay-per-view de 15 euros (lembra algum lugar, parte II?) acomoda os torcedores em casa, na TV.

Barcelona e Real Madrid chegam a receber 10x mais de TV que os times menores, e 5x mais que todos os demais, com quase 50% da audiência. Já fiz um estudo sobre isto em 2012, intitulado “Futebol espanhol: ‘Nossa liga não é só a maior porcaria da Europa, mas do mundo’ “. Vale conferir também o documentário abaixo, em inglês:

Em compensação a situação das categorias de base da Espanha é melhor que no resto do mundo. Há 20 anos um processo longo de formação de jogadores deixou clara esta evolução, com títulos nas divisões de base e depois com o sucesso total em duas Eurocopas e na última Copa do Mundo, que a “Fúria” é um dos países de elite no esporte. Resta saber se o naufrágio econômico recente e a incompreensível divisão dos direitos de televisionamento possam ter um impacto futuro nesta política de sucesso na formação de jogadores.

  • INGLATERRA

No país que criou o futebol, o problema é o desequilíbrio financeiro causado por grandes investidores na Premier League, e uma incapacidade de formar novos jogadores. Estamos acostumados a ver magnatas despejando centenas de milhões de euros (em alguns casos, ‘lavando’), buscando a glória rápida, sem planejamento.

Isto nem sempre promove o sucesso, caso recente do Queens Park Rangers, virtualmente rebaixado com um elenco milionário na atual temporada inglesa. O Portsmouth sofreu um castigo ainda maior: depois de ter sido sucessivamente comprado e vendido por diversos controladores, descumpriu pagamentos, atrasou salários, perdeu pontos. Quase faliu e hoje está próximo da quarta divisão, em uma derrocada fulminante.

Eventualmente os resultados são positivos, como no Manchester City (campeão inglês) e no Chelsea (campeão europeu), mas a dependência de uma fonte externa de recursos é imensa. O que será do Chelsea no dia que Roman Abramovich resolver parar de “brincar de futebol”? Não temos esta resposta.

Roman Abramovich gastou 2.2 bilhões no Chelsea até chegar ao título europeu – Foto: CARL COURT / AFP

Porém o problema também existe nos gramados. O trabalho nas categorias de base, seguindo um modelo implementado em 1997 pelo ex-treinador Howard Wilkinson é terrível. Oss grandes times, quase todos comandados por bilionários, almejam resultados rápidos e investem em grandes estrelas, enfraquecendo o desenvolvimento local.

Jogadores formados em times como Arsenal e Liverpool acabam rodando em times menores, por falta de oportunidades, e contratados posteriormente pelos mesmos times nos quais iniciaram a carreira. E não é falta de locais de treinamento: existem centros de excelência nas categorias de base, um acesso rápido ao site da Federação Inglesa deixa claro que não é a estrutura e sim o resultado deste trabalho o “xis da questão”

Decisões radicais como exigir que cinco, seis ingleses devem sempre serem escalados pelas equipes promoveriam uma gradual qualificação do futebol nacional, mas teriam resultados de mídia e financeiros impopulares, com a fuga das grandes estrelas dos principais times. Então, nem a Premier League tampouco os clubes de elite adotam medidas deste porte. Com clubes dependentes de investimentos externos, regras financeiras bastante flexíveis, os débitos se avolumam.

Os times ingleses ainda estão entre os principais da Europa, mas suas finanças não estão sadias. Um calendário sem parada de inverno deixa os times bastante desgastados, com dificuldades na reta final da temporada. A constatação final fica evidenciada nos resultados ruins do “English Team” nos últimos 15 anos, sempre longe dos favoritos desde o ótimo time de 1998 e com jogadores que ainda não jogam em outros centros, o habitual “anglocentrismo“. Até fora de uma Eurocopa, como em 2008, a Inglaterra já conseguiu. São questões não tão visíveis perante ao charme da Premier League. Mas os problemas existem, e são graves.

  • ITÁLIA

Se na Espanha os resultados dos gigantes e da Seleção são brilhantes, e na Inglaterra a liga é ainda a melhor do mundo, o “Calcio” sofre problemas generalizados que afetam a saúde de sua histórica “Serie A“. Primeiro, uma situação econômica ruim. Depois, violência desenfreada entre os “ultras” sem uma resposta qualificada das autoridades. Também com estádios decrépitos e uma Liga em franca decadência, minada por escândalos consecutivos de corrupção. Outro problema são ingressos caríssimos nos grandes centros, afastando os jovens dos estádios.

Terminaram os problemas? Que nada: muitos times em situação financeira delicada, alguns em estado de falência ou falidos. Um modelo de futebol ultrapassado, no qual os presidentes dos clubes mandam demais e planejam de menos. A situação do futebol italiano só não é pior porque encerrou-se em 2006 um ciclo de grandes craques com um titulo mundial. Problemas. Problemas. Problemas.

Mas os clubes não sabem o caminho do sucesso. Por quase uma década, um contrato de TV que deu dinheiro demais para alguns times deixou a situação parecida com a da Espanha. Em 2011 o contrato foi renegociado em termos muito melhores, diminuindo a discrepância de valores entre os maiores e os menores, mas o resultado ainda não ocorreu de fato nos gramados. Recentemente, a Fiorentina, o Perugia, Piacenza, Ancona e outros tantos clubes menores pediram falência e foram declarados extintos.

Itália, campeã mundial em 2006, vive momento conturbado fora de campo – AFP PHOTO / GIUSEPPE CACACE

Nas categorias de base, a preocupação é grande. Repetindo o ocorrido com o futebol alemão na década retrasada, os italianos chegaram ao esgotamento de uma geração talentosa de Alessandro Del Piero, Francesco Totti, Alessandro Nesta, Fabio Cannavaro, Paolo Maldini sem reposição. Poucos times, como a Fiorentina e o Genoa, possuem um trabalho primoroso nas equipes “Primavera“. Recentemente passos foram dados na direção correta, formando novos atletas e organizando as categorias de base. Ainda em um patamar inferior ao do passado, das glórias dos anos 80 e 90. Falta um longo caminho.

Mas, talvez, o grande problema seja fora dos gramados: a sempre presente corrupção, envolvendo suborno de árbitros e atletas. Três grandes escândalos estouraram na Itália nos últimos 30 anos, 2 deles só na década passada. O problema endêmica em todas as esferas da sociedade italiana, é particularmente profunda no futebol: gigantes como Milan e Juventus já foram rebaixados, e muitos outros foram punidos. Porém viradas de mesa e redução de penas são comuns, o que afeta a credibilidade do esporte nacional.

Não foi à toa que recentemente os times italianos perderam a quarta vaga na Liga dos Campeões, dada apenas aos três primeiros do ranking da UEFA. Líderes do mesmo há cerca de dez anos, os times da Série A foram ultrapassados primeiro pelos espanhóis, depois pelos ingleses. E agora, adivinhem… Pelos alemães!

E o Brasil nesta análise? Este será o tema da última parte da análise, a ser publicado amanhã…

Revolução Alemã, Parte III: O modelo comercial de sucesso da Bundesliga, focado na classe média

17 de abril de 2013 2

Para ser dono de um time de futebol na Alemanha basta ser dono de uma vasta fortuna e comprar um time. Certo? Errado! Dos 36 times da primeira e segunda divisão da Alemanha, 34 são controlados por seus torcedores, incluindo o gigantesco Bayern de Munique. Apenas o Bayer Leverkusen (da indústria química Bayer), o Wolfsburg (da montadora Volkswagen) possuem “donos”, e ambos por razões históricas, já que foram fundados e são bancados há mais de 60 anos por estas empresas.

As regras financeiras são rigorosas e as punições em caso de débitos com clubes e jogadores são inflexíveis. Eventualmente algum magnata pode bancar dinheiro no clube, como Dietmar Hopp (fundador da gigante de tecnologia SAP e mecenas do Hoffenheim), mas o princípio se mantém: 50% +1 das ações do clube devem permanecer com seus sócios-torcedores.

O resultado é uma competição saudável. Sim, o Bayern de Munique ainda é díspar na questão financeira e tem uma arrecadação maior por ter 10 milhões de torcedores, com um poder de consumo espetacular. Mas também isto é reflexo de 23 anos de superávit financeiro, algo sem igual em nenhum outro grande clube europeu.

E ainda assim, neste mesmo período desde 1991, ganhou 11 títulos nacionais e apenas uma Liga dos Campeões, exatamente o mesmo número do rival Borussia Dortmund. Um domínio bem menor que os protagonistas de outros países, especialmente na Inglaterra e Espanha. Basta vez que nos últimos 5 anos, três times diferentes foram campeões: o próprio Bayern de Munique, o Borussia Dortmund e o Wolfsburg.

Impulsionado pelos novos estádios do Mundial de 2006, a média de público alemã foi para a estratosfera. São absurdos 45 mil torcedores por jogo, a melhor do futebol mundial. E na Segunda Divisão é de 17 mil, melhor que quase todos os últimos anos no Brasil. Qual o segredo? A procura pela fidelização da classe média alemã, com ingressos baixos e a aproximação da torcida com o clube.

Temos um exemplo claro, em Dortmund com o Borussia. Com preço de 11 euros por jogo do Campeonato Alemão, o “paredão amarelo” do Borussia Dortmund no Westfalenstadion está sempre abarrotado, uma imagem marcante ao redor do planeta. São 20 mil torcedores que complementam a absurda média de 80 mil por jogo, a melhor do mundo.

Com um sistema espetacular de formação de atletas, o time de Dortmund saiu da virtual falência há pouco menos de dez anos para uma solidez financeira impecável. Formando atletas aos montes, prospectando outros em times menores, o time obteve um lucro superior a 45 milhões de euros na última temporada, quando conquistou o bicampeonato nacional. Na Liga dos Campeões, em um grupo duríssimo com Real Madrid, Ajax e Manchester City, ficou em 1º lugar. Agora está nas semifinais da competição.

Mosaico da torcida do Borussia Dortmund na lendária Südtribüne – Crédito: AFP PHOTO / ODD ANDERSEN

Todos os clubes alemães fazem pacotes com bons preços e uma variedade de valores capazes de caber no bolso dos alemães. A receita com a venda de ingresso é importante, mas uma eventual renúncia financeira é largamente compensada pelos gastos no estádio no dia de jogos e em visitas ocasionais que se tornam rotineiras.

Comprova-se isto avaliando os números de receitas dos times da Bundesliga: em média o retorno financeiro do “Match Day Experience” (424 milhões de euros) é bem próximo aos valores obtidos em cotas de televisionamento (594 milhões de euros) e patrocínios (523 milhões de euros). Uma diferença abissal em comparação com outros países, como a Inglaterra, Itália e Espanha, totalmente dependentes das receitas de TV.

Uma análise comportamental dos torcedores no “Match Day” deixou claro que o consumo e a sensação de felicidade é maior do que em outros países europeus, no qual o torcedor paga mais pelo ingresso mas consome pouco no estádio. O pacote de serviço oferecidos aos torcedores deixa o ambiente tão familiar que o consumo é elevado, como se fosse um shopping center. Imagens da Allianz Arena em Munique:

Não é à toa que 40% do público nos estádios alemães é composto por mulheres. Elas trazem crianças, que vão perpetuando este vínculo com o time, com a torcida, com o estádio. Com o futebol.

Esta relação com os demais países da Europa é que iremos estudar nesta quinta-feira, na penúltima parte da série.

Michael Owen anuncia aposentadoria: aquele que foi sem nunca ter sido

19 de março de 2013 0

O atacante inglês Michael Owen anunciou hoje sua precoce aposentadoria, aos 33 anos,. O garoto-prodígio, que aos 17 anos já era convocado e estrela da Seleção Inglesa, não aguentou a série de lesões que arrasaram com sua carreira especialmente nos últimos 8 anos.  Lenda do Liverpool, Owen estava jogando no Stoke City e vai parar em maio, ao término do Campeonato Inglês.

Pela Inglaterra, Owen marcou 40 gols em 89 jogos, se tornando o 4º maior artilheiro da história do selecionado. Ele disputou as Copas do Mundo de 1998 (quando foi eleito a revelação do torneio), 2002 e 2006, e também as Eurocopas de 2000 e 2004.

Michael Owen, camisa 10, comemorando um dos seus últimos gols pela Inglaterra em 2008 - Foto: Alastair Grant/AP

Michael Owen estreou em maio de 1997, quando tinha apenas 17 anos. Nos dois anos seguintes, foi o artilheiro do Campeonato Inglês pelo Liverpool e se tornou estrela da Copa do Mundo da França com apenas 18 anos, marcando dois gols. Na ocasião, marcou um dos gols mais bonitos da competição, no derradeiro jogo inglês contra a Argentina pelas oitavas-de-final em Nantes:

De volta ao Liverpool, Owen se tornou um dos principais atacantes do planeta. Sua média de gols é das melhores: 297 jogos, 158 gols. Seu grande momento foi em 2001, quando foi campeão da Copa da Inglaterra, da Copa da Liga Inglesa e da Copa da UEFA, em uma antológica final contra o espanhol Alavés:

Depois de sete temporadas, em 2005, Owen se tornou um dos jogadores mais caros do planeta ao se transferir para os “Galáticos” do Real Madrid. Lá, claramente não se adaptou ao clube e teve uma certa má-vontade da torcida e imprensa. Ainda assim marcou 13 gols e se tornou o jogador com melhor relação entre gols e minutos jogados da Liga.

De volta à Inglaterra, se tornou o jogador mais caro da história do Newcastle. Depois de um ano parado por lesão (ocorrida durante o Mundial 2006 e que causou uma surpreendente indenização de 11 milhões de libras para o Newcastle), marcou muitos gols no time de Tyneside antes de começar a sentir lesões recorrentes. Sem contrato renovado, assinou um compromisso de risco e foi para o Manchester United, arquirrival histórico do Liverpool. Jogou eventualmente, as lesões aumentaram e em 2012 foi para o Stoke City aonde tem jogado muito pouco.

Ficamos com o tributo a Michael Owen: aquele que foi sem nunca ter sido:

POR TODA A VIDA: jogadores ainda em atividade que só jogaram em um time!

19 de fevereiro de 2013 8

Ontem contei a história dos doze jogadores brasileiros que atuaram por um só time ao longo de toda a carreira e por mais de dez anos. Hoje vamos citar os principais jogadores (das maiores ligas sul-americanas e européias) que atuaram por um só time por dez ou mais anos e que ainda estão em atividade.

Esta história é repleta de craques, muitos deles conhecidos de todos nós, e outros jogadores surpreendentes. Mas, repetindo: só valem atletas que jamais defenderam dois times como profissionais, valendo empréstimos, times no início ou final de carreira.

Interessante ressaltar que o jogador que ficou mais tempo em um só clube e por toda a sua carreira é o supremo defensor italiano Paolo Maldini, que jogou por assombrosos 25 anos pelo Milan. Ainda em atividade, o galês Ryan Giggs é o recordista. Ele está há 23 temporadas no Manchester United.

Ryan Giggs, recordista com 23 anos no Manchester United - Foto: Andrew Yates / AFP

Apenas um time tem quatro atletas na lista: o Barcelona, que novidade né? Xavi, Iniesta, Puyol e Victor Valdés (que sairá desta lista pois vai trocar de clube em 2014). Com três atletas o Manchester United (Darren Fletcher, Ryan Giggs e Paul Scholes), o japonês Kashima Antlers (Masashi Motoyama, Hitoshi Sogahata e Takeshi Aoki).

Com dois jogadores: o escocês Kilmarnock (Garry Hay e James Fowler), o inglês Liverpool (Jamie Carragher e Steven Gerrard), a italiana Roma (Francesco Totti e Daniele de Rossi) e o russo Zenit (Vyacheslav Malafeev e Igor Denisov).

Ainda vou ressaltar alguns nomes e seus respectivos times: Gianpaolo Bellini (Atalanta-ITA), Gastón Turus (Belgrano-ARG), Carlos Gurpegi (Athletic Bilbao-ESP), Bastian Schweinsteiger (Bayern de Munique-ALE), Marc Planus (Bordeaux-FRA), Oka Nikolov (Eintracht Frankfurt-ALE), Héctor Reynoso (Chivas Guadalajara-MÉX), Tony Hibbert (Everton-ING), Steven Cherundolo (Hannover 96-ALE), Sabri Sarioglu (Galatasaray-TUR) e Iker Casillas (Real Madrid-ESP)

Real Madrid x Manchester United: confiram a história deste confronto de titãs!

13 de fevereiro de 2013 0

Hoje teremos Real Madrid vs. Manchester United, pelas oitavas-de-final da Liga dos Campeões no majestoso Santiago Bernabéu. Será o primeiro confronto do gênio Cristiano Ronaldo contra seu ex-clube, 3 temporadas após sua ida para Madrid e contra um técnico que considera como um pai, o multicampeão Sir Alex Ferguson.

Virtual campeão inglês, o time visitante busca seu quarto título europeu, enquanto os espanhóis tentam salvar a temporada desastrosa na Liga nacional, na caça de seu décimo título continental. Este jogo tem muita história ao longo de quase 50 anos, que serão contadas agora pelo Almanaque Esportivo. 3 dos 4 confrontos tiveram o vencedor campeão europeu ao final da competição. Então, divirtam-se!

O primeiro confronto ocorreu na temporada 56/57, 3×1 para o Real na ida, 2×2 na volta nas semifinais da então Copa dos Campeões, e o Real Madrid seria o campeão pelo segundo ano consecutivo. Já em 1967/68, o Manchester ganhou de 1×0 e segurou um mítico 3×3 no Santiago Bernabéu, também válido pelas semifinais da Copa dos Campeões. O Manchester se sagraria campeão europeu pela primeira vez, pouco mais de 10 anos após a Tragédia de Munique.

Temporada 99/2000. Depois da histórica “Tríplice Coroa“, com direito ao título da Liga dos Campeões sobre o Bayern de Munique com requintes de crueldade (dois gols nos acréscimos), o Manchester United era o melhor time do planeta naquela temporada. Nas quartas-de-final da Liga dos Campeões pegaria o Real Madrid, 0×0 na partida de ida.

No jogo de volta, as coisas começaram erradas quando Roy Keane fez um gol contra. Raúl, em lançamento de Steve McManaman, ampliaria para 2×0. Então, o lance mágico: após um drible absurdamente humilhante de calcanhar sobre Henning Berg, o cracasso argentino Fernando Redondo cruzou para Raúl fazer 3×0. David Beckham (um golaço), e Paul Scholes (de pênalti), reduziriam o marcador, mas a vitória e a classificação já eram de Madrid. Dali em diante, del Bosque se firmaria e se consagraria como técnico campeão mundial em 2010 e europeu em 2012, ambos pela Seleção Espanhola. Vejam o compacto :

Em 2003, foi a vez de um brasileiro brilhar, o mítico Ronaldo, em confronto também pelas quartas-de-final da Liga dos Campeões. E olha que nos dois lados tínhamos: Zidane, Raúl, Roberto Carlos, David Beckham, Ryan Giggs, Ruud van Nistelrooy! No jogo de ida, 3×1 para o Real Madrid com gols de Luís Figo e Raúl (2x). Na partida de volta, Ronaldo abriu o marcador, cancelado por van Nistelrooy. Em oito minutos frenéticos, Ronaldo faria 2×1, Iván Helguera (contra) deixaria tudo igual, antes de Ronaldo fazer seu hat-trick aos 14 do segundo tempo, e deixando a classificação praticamente garantida. Com uma reação de muita raça, o Manchester empatou e virou com dois gols de Beckham, insuficientes para a classificação mas valorizando os brios do time inglês. Confiram os gols:

Meu palpite para o duelo desta temporada?

Meu coração diz Manchester United.

Minha mente diz Real Madrid.

Veremos quem irá acertar.

As maiores reviravoltas da história do futebol europeu: grandes viradas

08 de março de 2012 0

Ao longo de mais de 50 anos, a Liga dos Campeões da Europa (outrora chamada de Copa dos Campeões da Europa) já vivenciou diversas viradas de expectativa. Isto quase ocorreu na última semana, quando o Arsenal fez 3×0 no Milan depois de ter levado 4×0 no jogo de ida em Milão. A quase reviravolta depois de levar quatro gols já ocorreu antes, e várias vezes.

Vamos à listinha? Valendo Liga dos Campeões, Liga Europa e as extintas Recopa Européia, Copa da UEFA e Copa dos Campeões. Das histórias, a mais sensacional é a do Metz em 1985, que reverteu um 4×2 em casa para 4×1 em pleno Camp Nou contra o todo-poderoso Barcelona.

AS MAIORES VIRADAS DA HISTÓRIA

  • Schalke 04-ALE OCI 3×0 KB-DIN (2×5 no jogo de ida e 3×1 para os alemães-ocidentais na partida desempate) - Copa dos Campeões 1958/59
  • Leixões-POR 5×0 La Chaux-de-Fonds-SUI (2×6 no jogo de ida) – Recopa Européia 1961/62
  • Real Madrid-ESP 5×1 Derby County-ING (1×4 no jogo de ida) - Copa dos Campeões 1975/76
  • Partizan Belgrado-IUG 4×0 Queens Park Rangers-ING (2×6 no jogo de ida) – Copa da UEFA 1984/85 *
  • Barcelona-ESP 1×4 Metz-FRA (4×2 no jogo de ida) - Recopa Européia 1984-85
  • Real Madrid-ESP 4×0 Borussia Moechengladbach-ALE OCI (1×5 no jogo de ida) – Copa da UEFA 1985/86 *
  • Barcelona-ESP 3×0 IFK Gotenborg-SUE (0×3 no jogo de ida) - Copa dos Campeões 1985/86
  • Werder Bremen-ALE 5×0 Dínamo Berlim-ALE ORI (0×3 no jogo de ida) - Copa dos Campeões 1987/88
  • Bayer Leverkusen-ALE 3×0 Espanyol-ESP (0×3 no jogo de ida)- Copa da UEFA 1987/88 **
  • Deportivo La Coruña-ESP 4×0 Milan-ITA (1×4 no jogo de ida) - Liga dos Campeões 2003/04
  • Fulham-ING 4×1 Juventus-ITA (1×3 no jogo de ida) – Liga Europa 2009/10
    OBS: * = Classificado no critério de gols fora
    OBS: ** = Classificado nos pênaltis

Futebol espanhol: 'Nossa liga não é só a maior porcaria da Europa, mas do mundo'

30 de agosto de 2011 2

Já ouviram falar de uma Liga que vendeu individualmente os direitos televisivos e gerou uma dupla com receita muito maior do que os demais? Ops, não é o Brasil e sim a Espanha. Ao menos por enquanto…

“Nossa Liga não é só a maior porcaria da Europa, mas do mundo. É uma liga de terceiro mundo em que dois clubes roubam o dinheiro de televisão dos demais”. Foi com esta impactante declaração que o presidente do Sevilla, José María Del Nido, disparou contra o abismo financeiro que existe nas últimas temporadas entre Real Madrid, Barcelona e o resto.

Neste final de semana, o Real Madrid arrasou a Real Sociedad por 6×0, enquanto o Barcelona pegou o Villarreal (4º na última temporada) e enfiou 5×0 mesmo com inúmeros desfalques. Ano passado, ambos dispararam em relação ao resto, algo repetido nas duas últimas temporadas. Curiosamente, desde que mudou o regime financeiro e a venda dos direitos passou a ser individualizada.

A disparidade financeira entre os gigantes e o resto chegou ao limite nas últimas  temporadas e a repercussão na vida esportiva começa a ser sentida. Barça e Real recebem 140 milhões de euros anualmente dos direitos de TV, contra 42 milhões de Valencia e Atlético de Madrid, e o resto ganhando muito menos.

Até a semana passada, a Liga Espanhola estava em greve de jogadores. Eles pediam salários atrasados, o direito de rescindir contrato após 3 meses de salários atrasados, fundos para bancar . Os times médios da Espanha, que nos anos 90 e início do século XXI eram protagonistas até mesmo da Liga dos Campeões (em especial Valencia, Sevilla e Deportivo La Coruña), hoje se arrastam nas competições continentais.

É verdade que nos últimos 28 Campeonatos Espanhóis, em 24 anos a dupla Barcelona e Real Madrid foi campeã, com dois títulos do Valencia, um título do Atlético de Madrid e mais um do Deportivo La Coruña. Além da já habitual potência inglesa, os times médios e grandes da Alemanha e França hoje fazem força na Europa, enquanto até mesmo o decadente futebol italiano mostra sinais de recuperação após uma ótima renegociação de contrato dos direitos televisivos.

Porém o que ocorre nas últimas 3, 4 temporadas é um massacre técnico sobre as demais equipes.

Fiz um levantamento envolvendo as últimas temporadas, vou reproduzir abaixo:

CONSIDERAÇÕES

  • As células em azul claro indicam anos que Barça e Real Madrid não ficaram entre os dois primeiros.
  • As células em azul escuro indicam anos que Barcelona e Real Madrid não ficaram entre os quatro primeiros.
  • As células em vermelho indicam temporadas nas quais o Barcelona e o Real Madrid dominaram. As em verde são anos dominados por times fora da Dupla Galática.

ANÁLISES

  • Nas primeiras oito temporadas do levantamento, Barcelona e Real Madrid só fizeram a dobradinha 2 vezes. Já o campeão não saiu da dupla em 3 oportunidades.
  • Barcelona e Real Madrid não ficaram sequer entre os 2 primeiros duas vezes.
  • Neste mesmo período, Barcelona e Real Madrid ficaram de fora dos 4 primeiros em 4 oportunidades, 3x o Real e 1x o Barcelona
  • Nas oito temporadas seguintes, o Barcelona e o Real Madrid ganharam o título em 7 anos.
  • Só o Valencia, em 2008, foi campeão diferentemente da “Dupla Galática”.
  • Apenas 1x Barcelona e Real Madrid não fizeram a dobradinha: em 2007/2008.
  • Desde 2004, o percentual de pontos do “Resto” contra a “Dupla Galática” baixou para níveis de 70% a 60%, enquanto antes o percentual mais baixo foi 84%.

Ah, a Liga Italiana que negociava individualmente agora partiu para um modelo coletivo. Vejam os resultados:

Futebol italiano negocia direitos de TV em conjunto e bate recorde