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Posts com a tag "Rubens Barrichello"

Túnel do Tempo: Há 12 anos, Rubinho vencia pela 1º vez na Fórmula-1

30 de julho de 2012 0

Na seção “Túnel do Tempo” do Almanaque Esportivo desta semana, vamos rever a primeira vitória de Rubens Barrichello na Fórmula-1: o GP da Alemanha de 2000. Há exatos 12 anos, Rubinho em sua primeira temporada pela Ferrari conseguia uma vitória improvável na saudosa pista de Hockenheim, ainda em seu traçado original.

Rubinho, que até a temporada 2000 tinha como melhores resultados dois segundos lugares (GP do Canadá 1995, GP de Mônaco 1996), e outros quatro terceiros (GP do Pacífico 1994; San Marino, França e Europa, todos no ano de 1999, fazia um início regular na Ferrari, muito atrás do companheiro Michael Schumacher e com dificuldades de andar próximo às McLaren Mika Hakkinen e David Coulthard. Segundo no GP da Austrália, Mônaco e Canadá, tinha sido 3º na Espanha, França e Áustria.  Obrigado ao leitor Gabriel Fiúza que me apontou a falha de levantamento.

No treino de classificação, diversos problemas deixaram o brasileiro em 18º lugar. Um início nada auspicioso para Rubinho… A corrida, com o tempo bastante nublado na área da Floresta Negra, já começava com problemas:  Schumacher e Giancarlo Fisichella se tocaram na primeira curva, batendo com força e abandonando a corrida, para decepção dos milhares de alemães que lotavam o autódromo torcendo pelo seu ídolo.

Faltando 17 voltas, com Hakkinen e Coulthard liderando com folgas, o incidente com o insano que invadiu a pista e ocasionou um novo safety-car. Este incidente foi citado semana passada aqui no Almanaque Esportivo: F-1 Bizarro: os 3 malucos que invadiram a pista durante as corridas!

Isto atrapalhou a corrida da McLaren, que perdeu tempo ao trocar os pneus de Hakkinen e Coulthard ao mesmo tempo, derrubando o escocês para o fim do pelotão. Só que a corrida maluca não havia se encerrado, e na saída do safety-car para os boxes, retornando à corrida, o francês Jean Alesi e o brasileiro Pedro Paulo Diniz batem violentamente, causando nova entrada.

Com poucas voltas e pista molhada em alguns setores, muitos pilotos foram para os boxes colocar pneus de chuva. Rubens Barrichello, Heinz-Harald Frentzen, David Coulthard e Ricardo Zonta, que não haviam parado e se seguravam com pneus de pista seca no asfalto molhado, estavam entre os primeiros, com Hakkinen em 5º lugar.

Frentzen quebrou, Zonta foi punido e depois bateu e Hakkinen encostou, indo para o 2º lugar. Nas voltas finais, Rubinho torcia para que a chuva não ocorresse, senão teria que parar ou perderia a vantagem. Com muito cuidado na pista molhada e de pneus slicks, o brasileiro conseguiu chegar à linha de chegada em primeiro lugar.

A emotiva narração de Galvão Bueno, do qual eu não sou muito fã, é lendária:

Barrichello comemora ao lado de Coulthard sua 1º vitória - Foto: AFP

Esta corrida foi marcada por alguns recordes:

  • Barrichello se tornou o piloto com mais GP’s antes de conquistar a primeira vitória: 123 largadas. Marca só quebrada pelo australiano Mark Webber (130 GP’s) em 2009 também no GP da Alemanha.
  • Seu 18º lugar na largada antes de obter a vitória era (e é ainda) a 3º melhor marca da história, superado apenas pelo 22º lugar do inglês John Watson no GP dos EUA em 1983 e pelo 19º lugar do norte-americano Bill Vukovich no GP dos EUA de 1954.
  • Foi a primeira vitória do Brasil desde o distante ano de 1993, no GP da Austrália e obtida por Ayrton Senna.
  • Rubens Barrichello encerrou sua carreira de 19 anos na Fórmula-1 em 2011 com: 322 GP’s, 11 vitórias, 14 pole-positions e 17 melhores voltas.

F-1 Bizarro: os 3 malucos que invadiram a pista durante as corridas!

23 de julho de 2012 1

Cornelius Horan invadindo o GP da Inglaterra de 2003 - Captura de TV

Vou contar agora casos inacreditáveis que colocaram os invasores, pilotos e fiscais de pista em desespero durante provas da Fórmula-1 nos últimos 15 anos. São três pessoas que invadem a pista durante provas e deixam todos em pânico até que são impedidas pelos comissários. Em resumo: três idiotas.

2000 – GP DA ALEMANHA – HOCKENHEIM

Na lendária pista de Hockenheim, ainda em seu antigo traçado, Um empregado demitido da Mercedes-Benz invadiu a pista na parte mais veloz do circuito e cruzou a mesma sob o olhar atônito dos fiscais de pista que tentavam impedi-lo. Com uma faixa dizendo que a montadora havia lhe demitido depois de 20 anos de serviço, este homem obrigou a entrada de um safety-car até que fosse imobilizado pelos fiscais.  A corrida ficou marcada por um fortíssimo acidente entre o brasileiro Pedro Paulo Diniz e o francês Jean Alesi e, claro, pela primeira vitória de Rubens Barrichello na Fórmula-1, a primeira em sete anos do Brasil na categoria.

2000 – GP DA INGLATERRA – SILVERSTONE

O demente padre irlandês Cornelius Neil Horan invadiu a pista em um setor de alta velocidade na 11º volta. Ao contrário do alemão invasor de três anos antes, Horan entrou no meio da pista com banners escrito “Leia a Bíblia” e “A Bíblia está sempre com a razão”. Horan correu sério risco de ser atropelado e causar um incidente de graves proporções, pois andava na contra-mão da pista em direção à curva, aonde a visibilidade dos pilotos seria menor. Ele foi imobilizado por um fiscal de pista antes que o pior ocorresse:

Este ex-padre (excomungado pela Igreja Católica), faria bem pior no ano seguinte: invadiria a prova de 42km da Maratona de Atenas e derrubou o brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima, que então liderava faltando poucos quilômetros. Vanderlei terminou com o bronze e posteriormente foi agraciado com a medalha “Pierre de Coubertin“, a honraria máxima do esporte mundial. Assim como em 2000, Hakkinen liderava mas perdeu a distância por causa do safety-car. Rubinho, em uma de suas melhores corridas na carreira, venceu novamente.

2004 – GP DA ESPANHA – BARCELONA

Nesta corrida o invasor foi um velho conhecido. O mundialmente conhecido e insano”Jimmy Jump” invadiu a volta de apresentação do GP da Espanha com sua habitual indumentária ‘promovendo’ a liberdade da Catalunha. Jimmy foi derrubado e retirado pelos fiscais de pista antes que os pilotos ficassem sabendo. A corrida, que não foi afetada pelo incidente, foi vencida por Michael Schumacher.

OBS: obviamente não citei o incidente do GP da África do Sul em 1977, Kyalami, no qual um fiscal de pista morreu atropelado pelo britânico Tom Pryce, igualmente morto no acidente. São casos diferentes, apesar do equívoco em estar dentro da pista ter sido idêntico.

Há 10 anos - "Hoje não, Hoje não... HOJE SIM": a maior vergonha da Ferrari

12 de maio de 2012 0

Há dez anos, uma das mais patéticas cenas da história da Fórmula-1 ocorreu. Foi no dia 12 de maio de 2002, na histórica pista de Zeltweg. Jamais, em 15 anos acompanhando o automobilismo, tinha escutado vaias tão estrondosas na Fórmula-1 até o GP da Áustria de 2002. Sim, foi aquela corrida que Rubens Barrichello deixou Michael Schumacher passar na última curva e ganhar a prova.

Nem os apupos contra o fascista francês Jean-Marie Balestre, no GP do Brasil de 1990, tinha sido tão escandalosa. Aquela era um sentimento de revolta maturado por meses desde os incidentes que tiraram Ayrton Senna da disputa do título no GP do Japão de 1989.

Porém o que ocorreu ao final da corrida disputada no A1-Ring foi algo espontâneo… Imediato… Sem nenhuma preparação.

Rubinho e Schumacher na reta de chegada...

Com o alemão disparado na liderança da temporada, Rubinho fazia um final de semana perfeito, culminando com uma corrida magnífica liderando de ponta a ponta a corrida em Zeltweg. Faltando oito voltas, com o alemão em segundo lugar, Rubinho começa a ser contactado pela equipe e ordenado por Jean Todt a deixar o alemão passar. Na última volta, na última curva, isto acontece.

O resultado? Uma vaia imensa no circuito, de maioria alemã e torcedora de Schumacher, que não aceita o que acabou de ver e reprova a atitude. Um pódio ridículo, com Schumacher deixando Barrichello subir para o primeiro lugar e um olhar simplesmente destruidor de Ralf Schumacher contra seu próprio irmão. Vejam as imagens e lembrem-se:

E uma entrevista em 2007 sobre isto:

Minha opinião: foi um erro grosseiro da Ferrari. Schumacher não precisaria, seria líder isolado de qualquer maneira. A equipe italiana liderava com tanta vantagem que aquilo foi um desgaste desnecessário.

Rubinho errou também. Ficou com a imagem de capacho eterno, poderia ter sim segurado a posição. Que arrumasse uma confusão, azar. Ficou com a imagem de medroso, de covarde.

Para todo o sempre.

Semana brazuca na F-1: 30 anos do 1º de Piquet e 20 anos do 3º de Senna!

20 de outubro de 2011 0

Comemorações especiaisl para o automobilismo brasileiro, pois na segunda-feira dia 17 e nesta quinta-feira dia 20 comemoramos dois dos mais importantes títulos de todos os tempos na Fórmula-1. No dia 17 de outubro de 1981, Nélson Piquet se sagrava campeão mundial pela primeira vez no GP dos Estados Unidos. Já no dia 20 de outubro de 1991, Ayrton Senna comemorou seu terceiro e último título mundial, no GP do Japão.

1981 – O primeiro título mundial de Nélson Piquet

A corrida final de 1981 seria disputada em Watkins Glen, mas por problemas financeiros passou para Las Vegas, no improvisado estacionamento de um Cassino, o Caesar’s Palace. Três pilotos tinham chances de ser campeão naquela tarde de sábado:  o argentino Carlos Reutemann, com 49 pontos, o brasileiro Nélson Piquet com 48 (vice-campeão do ano anterior) e o francês Jacques Laffite com 43 pontos. A rivalidade entre Piquet e Reutemann era muito grande, e Piquet ainda foi ajudado pelo ex-rival, o australiano Alan Jones, que era companheiro de Reutemann na Williams e tinha um relacionamento ainda pior com o argentino.

Reutemann largou na pole, mas despencou para o 5º lugar ainda na primeira volta, atrás de Alan Jones, Gilles Villeneuve, Bruno Giacomelli e Alain Prost.Na volta 17, Piquet passou por Reutemann, o que já lhe daria o título pois Laffite estava muito atrás. Sem a quarta marcha, Reutemann terminou a corrida em oitavo lugar, contra o quinto de Piquet e o sexto de Laffite.

Em uma pista cheia de curvas fechadas e um calor absurdo, Piquet passou 15 minutos se recuperando fisicamente antes de receber a taça de campeão mundial. Era o seu primeiro dos três títulos (seria campeão novamente em 1983 e 1987), e o terceiro do Brasil (que havia comemorado o bicampeonato de Émerson Fittipaldi em 1972 e 1974). Naquela temporada, Piquet venceu em Buenos Aires, Ímola e Hockenheim.

1991 – O tricampeonato de Ayrton Senna

Se eu não tinha idade para acompanhar as duas primeiras conquistas de Piquet, na última de Ayrton Senna foi exatamente o oposto. Vi todas as corridas de uma temporada sensacional em 1991, com reviravoltas ao longo do ano e se encerrando na penúltima prova em Suzuka, no Japão. De um domínio absoluto nas primeiras quatro provas, Senna se viu ofuscada pela mágica Williams de Adrian Newey (sim, este mesmo que projetou a Red Bull nos últimos anos) e viu o título se polarizar em uma disputa com o inglês Nigel Mansell.

O títulos se encaminhava para o inglês, mas uma vitória crucial de Senna na Hungria (Hungaroring) e outra na pista belga de Spa-Francorchamps mudou o panorama. Isto somado à uma desqualificação após uma bobagem da Williams no pit-stop de Mansell na pista portuguesa de Estoril, deixou o título à feição para o brasileiro. Ao chegar em Suzuka, Senna tinha 16 pontos de vantagem faltando 20 em disputa.

Nos treinos classificatórios, o companheiro de equipe Gerhard Berger fez a pole-position, deixando Senna em segundo e Mansell em terceiro. Posições inalteradas nas primeiras 10 voltas, com Berger disparando na liderança e Mansell preso por Senna. Na décima volta, o inglês errou a tomada da primeira curva e parou na brita: Senna tricampeão. Então Senna buscou a diferença para Berger e passou com facilidade. Na última curva, cedeu a liderança para o colega e grande amigo Berger, que conquistou sua primeira vitória na McLaren(mas também detestou a atitude).

Veja o compacto da corrida aqui e da temporada aqui:

Senna terminou a temporada vencendo em Phoenix, Ímola, Interlagos (sua 1º vitória em casa) , Montecarlo, Hungaroring, Spa-Francorchamps e Adelaide. Lamentavelmente, foi o último título brasileiro na categoria, que obteria ainda outros quatro vice-campeonatos: Senna em 1993, Rubens Barrichello em 2002 e 2004 e Felipe Massa em 2008.

Opinião: até quando pilotos vão morrer para algo ocorrer na CBA

04 de abril de 2011 2

A trágica morte de Gustavo Sondermann, aos 29 anos em uma corrida de Copa Montana ontem em Interlagos explodiu uma revolta que já ocorria há algum tempo no meio do automobilismo brasileiro. O que era silencioso ficou evidente e, acima de tudo, cristalino nos comentários de pilotos e jornalistas brasileiros especializados no assunto.

É evidente que o acidente é inerente ao esporte automotor, e que uma batida especificamente em “T”, ou seja, quando um piloto fica atravessado na pista e recebe um choque de outro carro em alta velocidade, é a mais mortífera de todas. Exatamente como a de ontem com Sonderman, e igualzinha à morte de Rafael Sperafico em 2007 na mesma curva.

O problema é que não foi o primeiro e nem será o último acidente na Curva do Café e não se vê definições da Confederação Brasileira de Automobilismo, uma entidade encastelada em si só (CBF), muito longe do esporte o qual se diz representante (na FIA, inclusive) e, principalmente, dos anseios da comunidade esportiva.

Isto é um reflexo do descaso no qual a entidade está mergulhado desde os nefastos anos sob comando de Paulo Scaglione, entre 2001 e 2009. A atual gestão de Cleyton Pinheiro recebe igualmente as mesmas críticas. Hoje um piloto de Stock Car paga 40 mil reais só para se inscrever na categoria máxima do automobilismo brasileiro, e o mesmo ocorre em todas as demais divisões e níveis.

Não existem critérios técnicos e o interesse financeiro impera absoluto em todas as categorias, cmo disse o jornalista Victor Martins em um longo desabafo “A Hora da Mudança. Ou seja, com dinheiro qualquer um pode correr em qualquer categoria. Para piorar, nada deste dinheiro vai para os esportes de base ou condições de segurança das pistas, como a ultrapassada Tarumã.

Sobre Interlagos, palco da Fórmula-1 desde 1990, o primeiro comunicado do presidente Cleyton Pinheiro foi colocar a culpa na FIA. Duvidam? Então leiam por vocês mesmos. Enquanto isto, ano passado o vice-presidente da CBA, Antonio dos Santos Neto, foi preso em setembro por fraude na Secretaria de Saúde do Pará. O ex-presidente da Federação Paraense (que não faz nada pelo esporte), segue no site oficial da entidade.

Hoje, o jornalista e acima de tudo amante do automobilismo Galvão Bueno fez uma “Carta Aberta” pedindo providências ali. Bruno Senna, Rubens Barrichello e Felipe Massa (amigo de infância de Sondermann) mostraram irritação e tristeza com o acidente que vitimou Sondermann.

Todos estes acidentes terem ocorrido na “Curva do Café” em Interlagos parecem ser sintomáticos. Falta coragem de mudar aquela pista, recuando as arquibancadas e aumentando a área de escape, ou simplesmente colocando uma chincana ali. Os pilotos que atuam no Brasil se mostraram profundamente tristes e revoltados, acusando a CBA de absoluto descaso com o esporte no país.

Felipe Maluhy, da Stock Car,  informou que desde 2008, após o acidente de Sperafico, se cogitam mudanças. A mais simples é a criação da chincana móvel utilizada em provas de motociclismo, e a outra é o já especificado recuo da arquibancada. Na primeira, os pilotos reclamaram e na segunda as questões financeiras rechaçaram.

Sérgio Jimenez, da veloz categoria GT3, chutou o balde: “Vão esperar quantos pilotos se fuderem pra fazer área de escape ali? Pagamos impostos pra quê? O templo do automobilismo brasileiro, custa afastar o muro? Custa quanto? É muito difícil ou vamos esperar morrer mais um piloto?”

Se vocês acham que pilotos não fazem nada pela categoria, vejam o que Émerson Fittipaldi e Jackie Stewart fizeram pela seguranças nas pistas do mundo inteiro na inesquecível série “Segurança nas Pistas”, do Almanaque Esportivo

VEJA TAMBÉM – OUTROS ACIDENTES NA CURVA DO CAFÉ

Rafael Sperafico morreu em 2007 na Stock Car:

Este ano, o fotógrafo João Lisboa, de 52 anos, morreu ali em um ‘track day’, com a pista aberta ao grande público. Ali também ocorreu o gravíssimo acidente de 2003 na Fórmula-1, envolvendo Mark Webber, Fernando Alonso e Giancarlo Fisichella.


Mais um acidente em 1999, quando o francês Stephane Sarrazin bateu e ricocheteou para dentro da pista no GP Brasil de F-1, mas felizmente ninguém o acertou:


SÉRIE COMPLETA – SEGURANÇA NA FÓRMULA-1


Há algo de muito podre no Reino da Confederação Brasileira de Automobilismo.

E não é de agora.

Com informações do site Grande Prêmio – http://www.grandepremio.com.br

GP DA ALEMANHA: Hoje não... Hoje não... Hoje sim... DE NOVO!

25 de julho de 2010 26

Fernando Alonso venceu pela segunda vez na temporada (a 1° foi na corrida de abertura da temporada), em mais um GP de Fórmula-1 marcado pela polêmica. Uma escandalosa ordem de equipe para Felipe Massa deixar Alonso passar na volta 49°, abriu caminho para a vitória do espanhol.

Em terceiro Sebastien Vettel que jogou fora a vitória após uma largada ridícula na qual saiu devagar e ainda espremeu perigosamente Alonso no muro, perdendo a posição para os dois da Ferrari.

A corrida transcorreu em vários tons de monotonia e teve pouca emoção, mas com quatro pilotos se esforçando depois de duplos acidentes envolvendo as duas Toro Rosso e as duas Force India, uma batendo na outra e todos permanecendo na prova. Rubens Barrichello se atrapalhou na largada e depois não conseguiu superar os carros à sua frente, terminando fora dos pontos depois de duas ótimas corridas.

Já o líder do campeonato Lewis Hamilton fez uma boa prova e chegou em quarto, seu máximo possível diante das circunstâncias. Foi beneficiado pela péssima prova de Mark Webber, que chegou em sexto, e pelo desempenho mediano de Jenson Button. Os dois da McLaren seguem na frente.

Fim do assunto da corrida, vamos a polêmica. Achei estranhíssimo selecionarem um trecho do Alonso quase inaudível, pois normalmente escolhem comunicações do engenheiro para o piloto. Quando ele falou eu pensei ter ouvido o ‘it’s ridiculous’. Tive certeza quando o Luciano Burti disse que não ia se complicar pois pode não ter entendido direito.

Algumas voltas depois, Massa ouviu claramente do seu engenheiro, Rob Smedley que Alonso era mais rápido: “Fernando está mais rápido que você. Você confirma que ouviu a mensagem?” . Na volta 49, após o grampo Massa acelerou a meia-força e deixou Alonso passar. Um patético “Desculpe” veio do mesmo engenheiro logo após a ultrapassagem. No final da prova, o mesmo engenheiro disse que Massa foi “magnânimo”.

Ele foi irônico e sua contrariedade após a corrida na coletiva oficial: “Bom, não preciso dizer nada sobre isso. Não cometi erro, ele me passou. A única coisa que sinto é que estávamos trabalhando pela equipe, e isso é o mais importante”

Sendo objetivo:

  • As chances de Alonso ser campeão são mínimas, quase 50 pontos atrás. Mesmo que a Ferrari continue ganhando todas as corridas (o que é praticamente impossível na equilibrada F-1 de hoje), a Red Bull e a McLaren teriam que cometer muitos erros e a Scuderia de Maranello nenhuma.
  • Massa tinha todo o emocional a seu favor, primeira corrida liderando, há 1 ano quase morreu.
  • Nem sempre o melhor carro consegue ultrapassar, mesmo que tente
  • Se não ocorre uma punição para a Ferrari, no Artigo 39.1 do Regulamento Esportivo que diz: “Team orders which interfere with a race result are prohibited” (traduzido: “Ordens de equipe que interferem no resultado da corrida são proibidas”).
  • Esta regra do jogo de equipe se não for aplicada hoje, tem que ser banida do regulamento.

    A Ferrari acaba de ser convocada para explicações aos comissários de prova, mas não vai dar em nada. Infelizmente.

A IMAGEM DO DIA vem do Twitter: @LucianoBurti Resumindo:  http://yfrog.com/mj6qpj

No Twitter do Luciano Burti quando este escreveu o mesmo que eu ouvi - Reprodução Twitter @LucianoBurti

A comunicação de boxes monitorada pela FIA começou justamente por causa da vergonha doLet’s Michael pass for the Championship no GP da Áustria de 2002 contra o também brasileiro Rubens Barrichello. Pela primeira vez na história da categoria, um vencedor foi vaiado escandalosamente ao final da corrida, assim como o pódio. Vejam de novo:

Em tempo, eu não deixaria o Alonso passar. Que se ralasse. Estou milionário, consigo emprego em outra equipe e estou me lixando. Ou definitivamente está comprovado que existe a “Cláusula Barrichello” nos contratos da Ferrari.

Como disse meu amigo Maurício Neves de Jesus, quando a coletiva é mais importante que a corrida, o esporte está doente. Só a Ferrari consegue fazer uma dobradinha sensacional em algo vergonhoso.

Uma pauta para a amiga Juliana de Brito: qual o papel da imprensa?  Noticia, torcer ou distorcer? A péssima e bairrista imprensa espanhola se superou. O Marca e o AS simplesmente ignoraram a ordem de equipe e o Marca ainda conseguiu dizer que Massa “enfeiou” o triunfo da Ferrari.

A imprensa inglesa reclamou, o sensacionalista alemão Bild disse “vitória fraudulenta sobre Vettel”. E a imprensa brasileira soltou os cachorros. Até a Gazzetta dello Sport criticou a Ferrari pela ordem de equipe.

Envolvidos na categoria também falaram:

Eddie Jordan, ex-dono da equipe Jordan: “Foi ilegal e foi roubo. Eles nos roubaram a chance de ter uma disputa roda-a-roda entre pilotos. A Ferrari deveria ter vergonha”

Niki Lauda, tricampeão mundial de F1 (uma delas pela Ferrari): “Vergonha” 

Christian Hornes, diretor da Red Bull: “Foi a ordem de equipe mais clara que eu já vi. É errado para o esporte. Os pilotos deveriam ter a permissão de disputar. Massa fez o melhor trabalho. Ele estava na liderança e as regras são bastante claras: ordens de equipe não são permitidas.”

Bom, vamos aos prêmios…

PREMIAÇÕES ESPECIAIS DO ALMANAQUE ESPORTIVO – F1-2010 (copyright by “Buteco Racing“):

http://wp.clicrbs.com.br/almanaqueesportivo/2010/03/17/premiacoes-especiais-na-f-1-2010-do-almanaque-esportivo/

Troféu “Jim Clark” - Para a bela corrida de Felipe Massa, 1 ano após quase morrer no GP da Hungria

Troféu “Rouge & Blanc” – Para Adrian Sutil, que foi atingido por Vitantonio Liuzzi e mesmo assim passou a corrida inteira andando rápido e tentando ultrapassar os outros.

Troféu “Chris Amon” – Para Lucas di Grassi, que fazia ótima prova para seubs objetivos e andava à frente das Lotus quando quebrou mais uma vez.

Troféu “Fiofó de Ouro” - Para Alonso, por ser piloto de uma equipe que joga contra o esporte, a Ferrari

Troféu “Didi Mocó Prize For Technical Achievements” – Para as trapalhadas dos segundos pilotos Jaime Alguesuari e Vitantonio Liuzzi, que acertaram os primeiros pilotos Sebastien Buemi e Adrian Sutil na largada.

Troféu “Porquê Eu Não Fiquei Com Minha Boca Fechada” - Para todos os envolvidos no “Radiogate Ferrari”.

Troféu “Dick Vigarista” - Preciso falar? Ferrari, claro.

VEJA TAMBÉM:

GP DA ALEMANHA 2009: A primeira de Webber na carreira!

GP DA ALEMANHA 2008 – A sorte de Nelsinho Piquet o leva ao pódio

GP DA INGLATERRA: Webber brilha e chuta o balde contra a RBR

16 de julho de 2010 0

Ao contrário do meu amigo de longa data “Ivan Capelli”, achei uma boa corrida o GP da Inglaterra de 2010. Tenho a impressão que o legendário autor do “Blog do Capelli” anda azedim… Deve ser o time dele… Não foi o espetáculo dos últimos anos, mas quem se esforçou conseguiu ultrapassar. E teve de tudo: polêmica, batidas, grandes desempenhos e notórios fracassos.

A vitória foi do australiano Mark Webber, que dominou a corrida de ponta a ponta mesmo sendo claramente prejudicado por sua própria equipe Red Bull Racing. Largou em segundo (explicação abaixo), conseguiu uma arrancada espetacular e assumiu a ponta antes da primeira curva. E no final fez um desabafo que deve ter repercussão nas próximas provas.

A RBR inventou uma asa dianteira nova e trouxe apenas dois exemplares para Silverstone. Sebastien Vettel quebrou o seu e a equipe tirou a de Webber, dando para o alemão por este estar “à frente no campeonato de pilotos“. Além de totalmente deselegante, a medida era muito discutível pois a diferença na tabela era muito pequena. Tanto é que Webber, com a vitória, superou Vettel.

Webber e Vettel, cada um com seu troféu - Crédito: Marcel Marchesi, http://marcelmarchesi.blogspot.com

Após a corrida, o australiano chutou o balde. Falou no rádio com o seu engenheiro: “Nada mal para um SEGUNDO piloto“. Isto foi amenizado pelo dirigente Christian Hornes, mas quero só ver o clima dentro da equipe nas próximas corridas. E se, caso uma situação semelhante ocorra novamente, Webber será privilegiado por estar na frente no Mundial de Pilotos.

 

A corrida foi ainda marcada por mais um pífio desempenho dos pilotos da Ferrari. Fernando Alonso furou o pneu de Felipe Massa, que caiu para o fim do grid. Depois o brasileiro rodou sozinho e jogou fora os míseros pontos que faria, na pior temporada dele na Ferrari.

Antes disto, o bicampeão Alonso, em uma disputa com Robert Kubica, foi espremido para fora da pista e cortou a chincana, ganhando assim a posição do polonês. Os comissários de pista demoraram 10 voltas e puniram Alonso com um drive-through, pois não dava mais para devolver a posição (o polonês abandonou logo depois). Para completar o azar, um safety-car devido a destroços da asa traseira da Sauber do espanhol Pedro de la Rosa entrou justo neste instante, e Alonso caiu lá para o final do grid após cumprir a punição.

Ao final da corrida, o diretor de prova Charlie Whiting disse que falou 3x com a Ferrari que era para Alonso devolver a posição, o que a equipe não concordou e não fez. Minha opinião: a punição foi ridícula, mas a equipe deveria ter discutido isto com Alonso. O dano foi muito pior.

Lewis Hamilton, que normalmente vai bem em casa, fez o máximo que podia e isto lhe manteve na liderança do Mundial de Pilotos, em um belo segundo lugar. Já Jenson Button seguiu sua maré de azar em GP’s na Inglaterra, largou muito mal mas terminou em um ótimo quarto lugar. Entre eles, Nico Rosberg que segue humilhando Michael Schumacher.

Aliás, ocorreu um momento curioso na prova reunindo quase todos os pilotos alemães, um atrás do outro e todos muito próximos: Vettel, Adrian Sutil, Schumacher e Nico Hulkenberg, inclusive estas foram as posições finais da prova do 7º ao 10º lugar.

Vale ressaltar ainda as brilhantes corridas de Rubens Barrichello, que repetiu o GP da Europa de Valencia e terminou em um brilhante 5º lugar, seguido pelo não menos glorioso 6º lugar do japonês Kamui Kobayashi. Vamos aos prêmios?

PREMIAÇÕES ESPECIAIS DO ALMANAQUE ESPORTIVO – F1-2010 (um copyright by “Buteco Racing“, a pedido dos amigos de longa data):

http://wp.clicrbs.com.br/almanaqueesportivo/2010/03/17/premiacoes-especiais-na-f-1-2010-do-almanaque-esportivo/

Troféu “Jim Clark” - Para Webber, que além de dar um tapa na própria equipe, superou o companheiro mesmo largando do lado sujo da pista.

Troféu “Rouge & Blanc” – Para Vettel, que foi parar no fim do grid e conseguiu superar vários adversários, chegando em um honroso 6º lugar.

Troféu “Chris Amon” – Para o mesmo Vettel, que teve pneu furado, confirmando o enésimo problema sério na temporada ao longo da corrida: quebras, rodadas, batidas. Está jogando o campeonato mais fora que Mansell fez em 1991…

Troféu “Fiofó de Ouro” – Para Rosberg, que pacientemente foi aproveitando os problemas dos rivais e chegou em um ótimo pódio.

Troféu “Didi Mocó Prize For Technical Achievements” – Para os comissários de pista. Fizeram bobagem no GP da Europa e conseguiram repetir a mesma em Silverstone, demorando um século para definir eventuais punições, com consequências desastrosas dentro da prova.

Troféu “Porquê Eu Não Fiquei Com Minha Boca Fechada” - Resolvi mudar o conceito deste prêmio. Agora vai para a melhor frase do final de semana. E neste é “Nada mal para um segundo piloto“, evidentemente de Webber.

Troféu “Dick Vigarista” -Para a Red Bull, que prejudicou claramente Webber e acabou sendo engolida pelo resultado final.Menção desonrosa para outra equipe, a Hispania, com sua decisão ridícula de tirar  Bruno Senna com a justificativa mais patética do mundo para colocar o pay-driver Sakon Yamamoto, que evidentemente ficou no fim do grid.

VEJA TAMBÉM:

GP DA INGLATERRA 2009 – Vettel, o `estraga-prazeres`

GP DA INGLATERRA 2008 – Show de Hamilton em casa!

GP DA EUROPA - Valencia consegue ser pior que Mônaco!

09 de julho de 2010 2

Em protesto contra este lixo de pista, me recuso a comentar mais detalhadamente o GP da Europa, em Valencia. É inadmissível que “belíssimas” e CHATÍSSIMAS corridas como Abu Dhabi e Valencia passem a existir por causa do “gênio” de Hermann Tike, que faz circuitos planos extremamente parecidos entre si e que não permitem ultrapassagens durante a corrida inteira.

Prova vencida facilmente por Sebastien Vettel, e que teve como ponto mais ‘emocionante’ o espetacular acidente de Mark Webber, que decolou na traseira de Heikki Kovalainen. De realmente bacana, a ótima corrida das Williams, sobretudo de Rubens Barrichello, que chegou em 4º lugar. Em compensação, péssima prova das Ferraris.

O acidente de Mark Webber, muito mais rápido que Heikki Kovalainen, gerou o grande susto da temporada. Confesso que segurei a respiração até ver o australiano mexendo a cabeça, felizmente sem sofrer nada.

Kovalainen e Webber fazem strike em Valencia - Print reprodução TV

O outro ponto digno de nota foi mais um equívoco na regulamentação da entrada do Safety Car, que causou uma punição muito branda para nove pilotos. A Ferrari foi bem prejudicada neste aspecto. Lewis Hamilton se deu bem, chegou em segundo lugar e disparou na liderança do Mundial de Pilotos.

PREMIAÇÕES ESPECIAIS DO ALMANAQUE ESPORTIVO – F1-2010:

http://wp.clicrbs.com.br/almanaqueesportivo/2010/03/17/premiacoes-especiais-na-f-1-2010-do-almanaque-esportivo/

Troféu Jim Clark – Rubens Barrichello, melhor corrida em muito tempo. Justo na pista aonde venceu ano passado. Menção honrosa para Sebastien Vettel, que foi perfeito liderando todo o GP com tranquilidade.

Troféu “Rouge & Blanc” – Para Kamui Kobayashi, que conseguiu DUAS ultrapassagens nas últimas duas voltas, uma delas sobre o bicampeão Fernando Alonso.

Troféu “Didi Mocó Prize for Technical Achievements” – Para o patético incidente ocorrido na GP2 envolvendo a equipe Coloni e o brasileiro Alberto Valerio. Sobrou para a câmera…




Troféu “Chris Amon”
- Para Nico Hulkenberg, que fez praticamente tudo certo na corrida e, quando os pontos eram certos, viu seu Williams-Cosworth ter problemas mecânicos…

Troféu “Fiofó de Ouro” - Para Mark Webber, por estar vivo depois disto:

Troféu “Porquê Eu Não Fiquei Com Minha Boca Fechada” - Todo mundo comportado

Troféu “Dick Vigarista”
– Para a FIA, que faz uma regra idiota de safety-car e ainda dá uma punição mais ridícula ainda.

VEJA TAMBÉM:

GP DA EUROPA 2009: Enfim, a 100° vitória brasileira!

GP DA EUROPA 2008: Inventaram um Mônaco espanhol…

Amanhã, os treinos para o GP da Inglaterra na sempre desafiadora Silverstone!

GP DE MÔNACO: Webber brilha intensamente no Principado

17 de maio de 2010 1

Uma corrida absolutamente perfeita de Mark Webber marcou o GP de Mônaco desta temporada 2010 da Fórmula-1. O piloto australiano, vivendo seu melhor momento técnico na carreira, repetiu a vitória da semana passada no GP da Espanha e venceu com méritos de ponta a ponta. Foi pole-position e só não completou o “Grand Chelem” (vitória, pole, melhor volta e vitória de ponta a ponta) porque seu companheiro de equipe Sebastien Vettel fez a melhor volta da prova no finalzinho. Aliás, curiosamente ocorreu o inverso no GP do Japão de 2009, quando Webber na penúltima volta fez a melhor volta da prova, tirando a primazia de Vettel.

Mark Webber vence o GP de Mônaco - Foto: Paul Gilham, Getty Images, Divulgação RBR

Depois dele, em uma corrida ofuscada pelo companheiro, chegou o alemão Vettel, que usou a cabeça e fez uma corrida pelos pontos. Os dois pilotos da Red Bull Racing lideram a temporada. Eles foram seguidos no sempre charmoso pódio monegasco pelo polonês Robert Kubica. Mesmo tendo apenas o quinto melhor carro da categoria (atrás de RBR, Mercedes, McLaren e Ferrari), Kubica sistematicamente tem feito grandes corridas e vai se mantendo entre os líderes.

O brasileiro Felipe Massa, em mais uma corrida discreta, chegou em quarto lugar e diminuiu muito pouco sua diferença para o líder. Já Fernando Alonso, que bateu no treino e largou em último, fez corrida estratégica e algum arrojo e chegou em 6° lugar, aproveitando o 1° safety car (de Nico Hulkenberg) para antecipar sua única troca de pneus.

Na corrida foram mostrados algumas vezes Lucas di Grassi, o Timo Glock e o Bruno Senna. Chega a ser ridículo a dificuldade que eles tem para conduzir o carro, totalmente desequilibrado. Fora a Lotus que nem é tão ruim assim e nem assim o Galvão Bueno aquieta (ele que criou o meio minuto de 30s na transmissão hoje). Rubens Barrichello fazia ótima prova depois de um ótimo treino até sua suspensão quebrar e ele jogar fora um 8° lugar.

Vamos aos prêmios?

PREMIAÇÕES ESPECIAIS DO ALMANAQUE ESPORTIVO – F1-2010:

http://wp.clicrbs.com.br/almanaqueesportivo/2010/03/17/premiacoes-especiais-na-f-1-2010-do-almanaque-esportivo/

Troféu “Jim Clark” – Para Webber, já que fez tudo perfeito no final de semana. Menção honrosa para Kubica.
Webber e Vettel: os favoritos ao título 2010 - Foto: Mark Thompson/Getty Images/ Divulgação RBR

Troféu “Rouge & Blanc” – Para Alonso, que largou em último e chegou em sexto. Tá certo que só passou carro ruim, mas ao menos passou. E combatividade é a moral deste prêmio.

Troféu “Didi Mocó Prize for Technical Achievements” – Para a estúpida tentativa de ultrapassagem de Jarno Trulli sobre Karum Chandhok, gerando o término da prova sob safety car. Menção desonrosa para a McLaren que esqueceu de tirar uma tampa da circulação de ar no grid, quebrando o carro do ex-líder do Mundial Jenson Button.

Troféu “Chris Amon” - Para o Jenson Button, que abandonou por causa de um erro ridículo da McLaren e sua tampa de refrigeração esquecida.

Troféu “Fiofó de Ouro” – Para Sebastien Buemi, que não fez nada até agora na temporada e achou um pontinho com a punição de Schumacher.

Troféu “Porque Não Fiquei com Minha Boca Fechada” – Para nossa transmissão global, primeiro ouvi os “500 de Esparta”, ao comentar sobre o ator Gerald Butler – veja aqui no You Tube. Logo após, ouvimos um “meio minuto = 20 segundos”.

Troféu “Dick Vigarista” – Para Michael Schumacher (o pai deste prêmio, vejam ao final deste post!), que tentou passar o Alonso após a saída do safety-car mesmo sendo evidentemente proibido. Perdeu 20 segundos, saindo da lista de pontuação. Achei a punição injusta, pois a bandeira verde foi sinalizada e isto foi um erro da direção de prova (artigo 40, ítem 13). Porém como o Ross Brawn já tinha dito para Schumacher tentar ultrapassar na relargada (o que vai contra o regulamento), fica de castigo para a Mercedes.

E que venha, em duas semanas, o GP da Turquia!

Veja também:

GP de MÔNACO 2008 – Hamilton brilha na “Côte d’Azur”
http://wp.clicrbs.com.br/almanaqueesportivo/2008/05/27/gp-de-monaco-premiacoes-especiais/
GP DE MÔNACO 2009: e dá-lhe Brawn GP de novo!
http://wp.clicrbs.com.br/almanaqueesportivo/2009/05/24/gp-de-monaco-e-da-lhe-brawn-gp-de-novo/

Dick Vigarista parte I: 1994
http://wp.clicrbs.com.br/almanaqueesportivo/2008/06/18/dick-vigarista-parte-i-1994
Dick Vigarista parte II: 1997
http://wp.clicrbs.com.br/almanaqueesportivo/2008/06/19/dick-vigarista-parte-ii-1997

GP DA ESPANHA: Sem chuva, nem tem graça em Barcelona...

17 de maio de 2010 1

Atrasado (mas não muito), vamos aos prêmios no GP da Espanha em Barcelona, a primeira prova da fase européia do Mundial 2010 da Fórmula 1. Ainda hoje, às 20h, a análise do GP de Mônaco, disputado ontem. A corrida em Montmelot normalmente é um porre de chata. Não tem desafios, os pilotos conhecem ela com a palma da mão (normalmente é usada para treinos), todo mundo tem um acerto bom, etc.

Este ano prometia mais, afinal a previsão era de chuva. E adivinhem o que ocorreu?

NÃO CHOVEU

Sendo assim, foi (quase) a chatice de quase todos os anos, com um pouco mais de emoção que o normal. Algumas ultrapassagens, bons desempenhos de alguns pilotos e uma vitória consagradora do australiano Mark Webber, entrando em definitivo na disputa pelo título mundial. O piloto da Red Bull Racing venceu com sobras, superando bem o companheiro Sebastien Vettel. Este teve problemas nos freios e caiu muito de rendimento, perdendo várias posições e saindo do pódio até a última volta… Mas isto mudou.

O pódio espanhol com Webber, Alonso e Vettel - Foto: Mark Thompson/ Getty Images/ Divulgação RBR

Já Fernando Alonso fez mais uma prova cerebral, sem erros e terminou no pódio, bem melhor que o brasileiro Felipe Massa, que segue em uma temporada medíocre na Ferrari. Alonso já comemorava o 3° lugar quando, na última volta, furou o pneu de Lewis Hamilton, que bateu e abandonou, dando de bandeja o 2° posto no pódio.

Quem realmente deu show foi o alemão Michael Schumacher. O heptacampeão mundial, com um novo carro mais à sua feição, fez bela prova e chegou em quarto lugar, com várias disputas envolvendo o atual campeão Jenson Button e ainda o brasileiro Felipe Massa.

Rubens Barrichello fez uma boa corrida e marcou pontos, o máximo que consegue sem muitos abandonos à sua frente. Já Bruno Senna e Lucas di Grassi seguem sofrendo com seus carros terríveis, respectivamente a pavorosa Hispania e a Virgin, que quebra mais que cristal. Vale ainda uma menção para a bela prova do espanhol Jaime Alguesuari, que marcou pontos e merecia inclusive chegar mais à frente.

PREMIAÇÕES ESPECIAIS DO ALMANAQUE ESPORTIVO – F1-2010:

http://wp.clicrbs.com.br/almanaqueesportivo/2010/03/17/premiacoes-especiais-na-f-1-2010-do-almanaque-esportivo/

Troféu “Jim Clark” – Para Mark Webber, totalmente soberano na chatice catalã. Ele não tem nada com isto e subiu na classificação. Menção honrosa para a bela prova do jovem espanhol Jaime Alguesuari, cada vez melhor.

Troféu “Rouge & Blanc” – Para Michael Schumacher, em seu primeiro grande GP após a aposentadoria cancelada. Muito bem em todo o final de semana, o alemão fez uma belíssima ultrapassagem sobre Jenson Button.

Troféu “Didi Mocó Prize for Technical Achievements” – Para o mecânico da Mercedes que liberou Nico Rosberg quando este estava com uma roda solta. E para Sebastien Buemi e seu acidente besta que tirou o ‘dono da casa’ Pedro de la Rosa. Quando as Saubers não quebram, são abalroadas…

Troféu “Chris Amon” - Para a Sauber, que nada fez na prova a não ser levar duas batidas nas primeiras três curvas. Azar de Hamilton também com seu pneu furado na penúltima volta, mas ele tem que aprender a poupar mais o equipamento…Pneu furado de Lewis Hamilton - Foto: Sutton Images, http://f1.gpupdate.net/en/

Troféu “Fiofó de Ouro” – Para Alonso, que não fez uma mísera ultrapassagem e ainda assim chegou em 2° lugar aproveitando dois problemas com Vettel e Hamilton nas voltas finais.

Troféu “Porque Não Fiquei com Minha Boca Fechada” – Todo mundo bem.

Troféu “Dick Vigarista” – Sebastien Buemi que acertou bizarramente o espanhol Pedro de La Rosa logo após a largada.


VEJA TAMBÉM:

GP DA ESPANHA 2008: Rubinho, o eterno perdedor

http://wp.clicrbs.com.br/almanaqueesportivo/2009/05/11/gp-da-espanha-rubinho-o-eterno-perdedor/