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Revolução Alemã, Parte V (final): O futuro do futebol alemão e lições a serem aprendidas pelo Brasil

19 de abril de 2013 8

Ao longo desta semana, o Almanaque Esportivo fez uma profunda análise de tudo que ocorreu na Alemanha nos últimos quinze anos. De como o futebol alemão chegou ao fundo do poço (para os rigorosos padrões germânicos). E a maneira pela qual conseguiu se reerguer do atoleiro: planejamento, organização, investimentos corretos e disciplina financeira.

Muitas dos problemas e das soluções apresentadas ao longo desta semana são perfeitamente factíveis de serem implementadas no Brasil, salvo as habituais diferenças culturais e econômicas entre os dois países. Podemos avaliar em três grandes grupos: formação de atletas, alterações estruturais no plano de jogo e modelo financeiro dos clubes.

  • CATEGORIAS DE BASE

Esta talvez seja a parte mais fácil de ser implementada no futebol brasileiro, mas a que requer mais seriedade e organização. A CBF, federação mais rica e rentável do planeta, tem totais condições financeiras de bancar centros de treinamentos espalhados em todo o Brasil. A questão é a falta de interesse da entidade em reduzir os lucros em prol do desenvolvimento do esporte. Sem contar a falta de transparência da gestão de Ricardo Teixeira e da atual, do contestado José Maria Marín.

Ao contrário da entidade máxima do futebol brasileiro, preocupada apenas em faturar com a Seleção, os clubes estão muito mais avançados na formação de atletas. Muitos times fazem investimentos pesados em categorias de base, com despesas e estruturas de gigantes europeus. É o caso da dupla Gre-Nal, Cruzeiro, Atlético-MG, São Paulo, Santos e o Fluminense.

O problema é no aspecto técnico dos treinamentos. O foco nas categorias de base é na obtenção de títulos e a parte física é privilegiada. Jogadores fisicamente privilegiados se destacam contra adversários ainda em formação física. Esquema táticos focados na vitória e não na construção correta do perfil técnico do atleta são priorizados.

O resultado é bastante insatisfatório porque, excetuando-se os jogadores diferenciados de praxe, os atletas chegam ao profissional com deficiências severas em fundamentos básicos, como passe, cruzamento, conclusões ou cabeceio. Uma reformulação no modelo técnico das categorias de base deve ser estudado, adaptado à realidade brasileira, e executado individualmente pelo menos entre os grandes clubes do país.

O curioso é que esta interessante fonte de renda para clubes com torcidas tradicionais em mercados consumidores mais restritos, como times de capitais nordestinas ou de estados como Pará e Goiás, investem muito pouco em algo que poderia ser a salvação financeira dos mesmos. O comparativo é válido com clubes portugueses como Porto, Benfica, e holandeses como Ajax e PSV, de mercados bem menores na Europa mas que conseguem equilibrar confrontos muitas vezes com um trabalho de excelência na formação de jogadores e prospecção de talentos.

  • REVISÃO DE CONCEITOS TÁTICOS DO FUTEBOL NACIONAL

A discussão neste ponto é mais ampla. Há muito tempo não vemos um time brasileiro com uma solução tática original, jogando de um jeito diferente. Existe uma uniformidade de esquemas táticos, e os resultados se baseiam apenas na diferenças individuais dos elencos e no moral (estado anímico) de cada equipe.

Os clubes brasileiros não possuem uma "filosofia de futebol" alinhada com o histórico de cada equipe, implementado desde as categorias de base. Falta um trabalho de longo prazo, que transcenderia o mandato dos presidentes eleitos das equipes brasileiras e estaria no DNA de cada time.

A média geral dos treinadores nos grandes times brasileiros ganha muito e está totalmente parada no tempo, repetindo trabalhos insatisfatórios e pulando de um clube para outros. Novos nomes no cenário nacional demoram demais para se afirmar. Com salários dos maiores do mundo, a Série A do Brasileirão hoje expõe treinadores limitados, com soluções táticas ultrapassadas e que habitualmente sofrem em confrontos contra adversários de outros países da América do Sul, com poder econômico bastante inferior ao do Brasil.

A sistemática de treinos nos grandes clubes brasileiros é uma repetição de movimentações sem maior profundidade, focados em individualidades contra um trabalho em conjunto. A eterna insistência em "definição dos onze titulares" resulta em um desgaste físico do grupo principal, além da ausência de alternativas táticas.

Mario Gotze, da nova geração alemã, passa pelo brasileiro Júlio César em amistoso de 2012 - Foto: Michael Probst AP

Quando pressionados, os principais treinadores "escapam pela direita", como o multicampeão Muricy Ramalho. Depois de escalar, pela primeira vez no ano, um esquema com três zagueiros justamente contra o Barcelona na final do Mundial, e ser impiedosamente surrado, Muricy ainda teve a audácia de dizer em 2013: "No Barcelona eles não levam muito a sério a parte tática"... Oi?

  • REFORMULAÇÃO DA MATRIZ DE RECEITAS DOS CLUBES BRASILEIROS

Hoje os times brasileiros sobrevivem das cotas de televisionamento. Mesmo que alguns, como Internacional e Grêmio, consigam receitas expressivas em seus quadros sociais, os estádios são fontes de despesas, não de receitas. O futebol brasileiro ainda não está pronto para uma presença de torcedores independentemente da fase do time, como vemos sistematicamente no Newcastle, Sunderland, Southampton e outros times médios. Afinal, o brasileiro só vai ao campo quando seu time está ganhando ou quase sendo rebaixado.

Sem esta fidelidade ainda impregnada no futebol brasileiro, o preço do espetáculo deve ser proporcional ao interesse do torcedor. Ao nível da competição. Ao poder aquisitivo do mercado envolvido. Para definições como estas, existem dois modelos financeiros: o inglês, com ingressos elitizados e que possuem demanda nos grandes clubes. E o alemão, intensamente discutido na última quarta-feira, focado na ocupação plena dos estádios.

Em decisões incompreensíveis de dirigentes de clubes e federações, ou atendendo à interesses das redes de TV, os preços mínimos dos jogos dos campeonatos inclusive competições menores como os Estaduais, estão muito acima de qualquer bom senso. É mais barato você assistir Borussia Dortmund x Bayern de Munique pelo Campeonato Alemão que ver Internacional x Esportivo pelo Gauchão. Isto simplesmente é inaceitável!

Com dezenas de milhões de pessoas entrando na emergente classe média brasileira, os times de futebol do país deveriam estar focando seus esforços neste público-alvo. Fidelizando um número maior de pessoas nos estádios, com uma taxa de ocupação bem superior à atual, aumenta a exibição dos patrocinadores aumenta neste mercado,pois a exposição de mídia da marca em um jogo com casa cheia é infinitamente maior que a de um estádio vazio.

O consumo no estádio aumenta, o número de famílias presentes aumenta. Um ciclo virtuoso de receitas.

A torcida é a razão de existir de todo e qualquer clube. Mais do que títulos, ídolos, estádios, dinheiro. Sem ela, o clube perde sua alma.

O futebol brasileiro precisa recuperar-se. Existem caminhos. E

O difícil é reconhecer os problemas e passar a trilhar, com paciência, planejamento e determinação.

Boa sorte, Brasil. E parabéns, Alemanha.

Brasileiros na Libertadores - Confiram os principais recordes

14 de março de 2013 1

Não tem sido lá grandiosa a participação brasileira até o momento na Copa Libertadores 2013. O único invicto é o Atlético-MG, e times como São Paulo e Palmeiras fazem campanhas tenebrosas. Porém historicamente os números são bem melhores.

Selecionei os nove brasileiros campeões da Libertadores (pela ordem de títulos: Santos, Cruzeiro, Flamengo, Grêmio, São Paulo, Vasco, Palmeiras, Internacional e Corinthians) e tirei alguns números interessantes. Vamos à eles (dados atualizados até o início da Libertadores 2013, exclusive)?

O São Paulo, tricampeão e tri-vice campeão, é o recordista em jogos e vitórias, mas cabe ao Palmeiras o maior número de gols pelos brasileiros. O melhor aproveitamento é do Cruzeiro, e o pior é do Vasco da Gama. Campeão invicto, o Corinthians tem a maior sequência sem derrotas: 16 partidas, na última edição. Já o Vasco tem o recorde negativo: 10 jogos sem vencer nas edições de 1985 e 1990, consecutivamente.

Os dados completos estão nesta planilha do Excel, compartilhada no Google Drive

  • Maior número de títulos: São Paulo e Santos, 3 títulos cada
  • Maior número de participações entre os campeões: São Paulo, 15 disputas
  • Menor número de participações entre os campeões: Vasco da Gama, 8 disputas
  • Maior número de jogos: São Paulo, 149 jogos
  • Maior número de vitórias: São Paulo, 77 vitórias
  • Maior número de gols: Palmeiras, 255 gols
  • Melhor aproveitamento entre os brasileiros campeões: Cruzeiro, 65%
  • Pior aproveitamento entre os brasileiros campeões: Vasco da Gama, 51%
  • Maior goleada: Santos 9x1 Cerro Porteño, 1962
  • Pior derrota: Santos 0x5 Flamengo, 1984 e Grêmio 5x0 Palmeiras, 1995

Fiz um levantamento também envolvendo os confrontos nacionais: ou seja contra que países cada time brasileiro campeão da Libertadores já atuou na história. Entraram as 10 Federações da CONMEBOL mais o México, que participa desde 1998.

O Inter jamais enfrentou times chilenos, enquanto o Corinthians nunca jogou contra peruanos. Já o Vasco da Gama não enfrentou times bolivianos. O Grêmio é o único a perder para todos os países. O Inter só se escapa pois nunca perdeu para bolivianos.

Confrontos dos brasileiros campeões versus adversários por países - Arquivo Pessoal

ESPECIAL: Estádio Olímpico e suas estatísticas finais de 58 anos de história!

03 de dezembro de 2012 13

Ontem encerrou-se o capítulo oficial da história do estádio Olímpico Monumental. Palco de 58 anos dos jogos do Grêmio Foot-Ball Portoalegrense, a velha casa Tricolor deixará de existir em 2013.

Se despediu com um 0x0 tumultuado, contra seu arquirrival Internacional em um jogo decisivo do Campeonato Brasileiro, depois de ter iniciado a sua trajetória em um 2x0 sobre o Nacional de Montevidéu, Torneio de Inauguração do estádio em 1954

O Almanaque Esportivo compilou as mais significativas (ou não) estatísticas da história do Grêmio.  Foram  1764 jogos, 1156 vitórias, 382 empates e e sofreu 226 derrotas. Marcou 3498 gols e sofreu 1303 (dados do @tribunagremista, o grande Bruno Coelho).

Em Gre-Nais foram 123 jogos, 41 vitórias, 48 empates e 34 derrotas, 152 gols marcados e 132 gols sofridos.


Primeiro jogo: Grêmio 2x0 Nacional-URU, torneio de inauguração do estádio em 19/09/1954
Primeira vitória: Grêmio 2x0 Nacional-URU, torneio de inauguração do estádio em 19/09/1954
Primeiro gol: Vítor (Grêmio), em Grêmio 2x0 Nacional-URU, torneio de inauguração do estádio em 19/09/1954
Primeiro gol gremista: Vítor (Grêmio), em Grêmio 2x0 Nacional-URU, torneio de inauguração do estádio em 19/09/1954
Primeira derrota: Grêmio 2x6 Internacional, torneio de inauguração do estádio em 26/09/1954
Primeiro gol sofrido: Jerônimo (Inter), em Grêmio 2x6 Internacional, torneio de inauguração do estádio em 26/09/1954
Primeira vitória em Gre-Nais: Grêmio 2x1 Internacional, Campeonato Citadino 1955 em 24/07/1955
Primeira derrota em Gre-Nais: Grêmio 2x6 Internacional, torneio de inauguração do estádio em 26/09/1954
Primeiro gol marcado em Gre-Nais: Sarará (Grêmio),em Grêmio 2x6 Internacional, torneio de inauguração do estádio em 26/09/1954
Primeiro gol gremista em Gre-Nais: Sarará (Grêmio),em Grêmio 2x6 Internacional, torneio de inauguração do estádio em 26/09/1954
Primeiro gol colorado em Gre-Nais: Jerônimo (Inter), em Grêmio 2x6 Internacional, torneio de inauguração do estádio em 26/09/1954
Maior público oficial: Grêmio 0x1 Ponte Preta, Brasileiro de 1981 - 98.421 (85.751 pagantes) em 26/04/1981- OBS: sobre este jogo existe uma polêmica, já que nas sociais era necessário 4 ingressos dos ditos "normais" e todos foram contabilizados como torcedores individuais. A prova da confusão é que o segundo maior público do Olímpico é de simplesmente 24 mil torcedores a menos, 74,238 torcedores em Grêmio 0x0 Flamengo pela final do Brasileiro de 1982. Quem quiser contribuir, informe. O Renato Rangel Torres fez um ótimo comentário, olhem mais abaixo.
Primeiro título no estádio: Internacional, campeão do torneio de inauguração do estádio em 26/09/1954
Primeiro título do Grêmio na "Era Olímpico": Campeonato Gaúcho de 1956, batendo o Pelotas fora de casa na final
Primeira finalíssima do Grêmio em seu próprio estádio: Grêmio 3x0 Guarany-Bagé, Campeonato Gaúcho 1958 em 11/03/1959
Primeiro jogo internacional oficial: Grêmio 0x0 São Paulo, Copa Libertadores 1982 em 03/09/1982
Primeiro jogo de Copa Libertadores: Grêmio 0x0 São Paulo, Copa Libertadores 1982 em 03/09/1982
Primeiro jogo da Seleção Brasileira: Brasil 3x0 Bulgária, amistoso em 28/10/1981
Último jogo: Grêmio 0x0 Internacional, Campeonato Brasileiro em 02/12/2012
Última vitória: Grêmio 2x1 São Paulo, Campeonato Brasileiro 20120 em 12/11/2012
Último gol: Marcelo Moreno (Grêmio), Grêmio 2x1 São Paulo, Campeonato Brasileiro 2012 em 12/11/2012
Último gol gremista: Marcelo Moreno (Grêmio), Grêmio 2x1 São Paulo, Campeonato Brasileiro 2012 em 12/11/2012
Última derrota: Grêmio 1x2 Portuguesa, Campeonato Brasileiro 2012 em 13/08/2012
Último gol sofrido: Rogério Ceni (São Paulo), Grêmio 2x1 São Paulo, Campeonato Brasileiro 2012 em 12/11/2012
Último gol marcado em Gre-Nais: Bolívar (Inter), Grêmio 2x2 Internacional, Campeonato Gaúcho 2012 em 05/02/2012
Último gol gremista marcado em Gre-Nais: Marcelo Moreno, Grêmio 2x2 Internacional, Campeonato Gaúcho 2012 em 05/02/2012
Último título no estádio: Internacional, Campeonato Gaúcho 2011 em 15/05/2010
Último título gremista da "Era Olímpico": Grêmio, Campeonato Gaúcho 2010 em 02/05/2010
Último título gremista no estádio: Grêmio, Campeonato Gaúcho 2010 em 02/05/2010
Último gol colorado em Gre-Nais: Bolívar (Inter), Grêmio 2x2 Internacional, Campeonato Gaúcho 2012 em 05/02/2012
Menor público do Olímpico: 55 pagantes em Juventude 2x1 Portuguesa, Campeonato Brasileiro 1997 em 03/12/1997 - OBS: O menor público do Grêmio foi de 271 pagantes no jogo Grêmio 2x0 Esportivo, Campeonato Gaúcho em 07/07/1994
Último jogo internacional oficial: Grêmio 1x0 Millionários-COL, Copa Sul-Americana 2012 em 30/10/2012
Último jogo de Copa Libertadores: Grêmio 1x2 Universidad Católica-CHI, Copa Libertadores 2011 em 26/04/2011
Último jogo da Seleção Brasileira: Brasil 2x0 Paraguai, Eliminatórias para o Mundial 2002 em 15/08/2001
Observações finais: em caso de erros ou omissões, mandem e-mail ou deixem  comentários!

Adeus, velho Olímpico! - Foto: Mateus Bruxel / Agencia RBS

PESQUISA: Todos os estrangeiros campeões ou vice da Libertadores jogando no Brasil

12 de julho de 2012 2

Depois do post falando sobre  Brasileiros no exterior: quais venceram a Libertadores e Liga dos Campeões!, resolvi inverter. Pesquisei quais jogadores estrangeiros foram campeões da Copa Libertadores da América jogando por clubes brasileiros. A lista, ao contrário do que eu pensava, não é muito extensa. O último a entrar foi o reserva, e quase nunca acionado, Luís Ramirez, peruano e campeão pelo Corinthians na semana passada.

O primeiro  estrangeiro campeão foi uma surpresa para mim. Achava que tinha sido o argentino Perfumo pelo Cruzeiro em 1976, mas depois vi que o defensor tinha sido adversário do Cruzeiro na final, jogando pelo River Plate.

Sendo assim, a primazia coube ao capitão gremista Hugo de León, campeão da América em 1983. Apenas dez anos depois, o também uruguaio Matosas (reserva), foi campeão. Depois tivemos dois títulos de Arce e Rivarola, os únicos estrangeiros bicampeões por clubes brasileiros (no Grêmio em 1995 e Palmeiras em 1999).

O recorde eu imaginava: o Inter de 2010 com 5 estrangeiros campeões da América, dois deles titulares e outros dois que começaram titulares, mas terminaram no banco. Curiosidade: o Santos jamais foi campeão ou vice-campeão da Libertadores com um atleta estrangeiro no grupo.

ESTRANGEIROS CAMPEÕES DA LIBERTADORES POR TIMES BRASILEIROS

  • 1983 – De León (URU) - Grêmio
  • 1993 – Matosas (URU) - São Paulo
  • 1995 – Arce (PAR), Rivarola (PAR) - Grêmio
  • 1999 – Arce (PAR), Rivarola (PAR) - Palmeiras
  • 2005 – Lugano (URU) – São Paulo
  • 2006 – Rentería (COL) – Internacional
  • 2010 – Bruno Silva (URU), Sorondo (URU), Pato Abbondanzieri (ARG), Guiñazu (ARG), D’Alessandro (ARG) - Internacional
  • 2012 – Luís Ramirez (PER) - Corinthians
  • Total: 12 jogadores campeões. Arce e Rivarola foram campeões 2 vezes.

Os vice-campeões são praticamente o mesmo número. Os primeiros foram os uruguaios Pedro Rocha e Forlán, vice-campeões em 1974 pelo São Paulo. Como curiosidade, Matosas que foi campeão em 1993 e vice-campeão em 1994, assim como Arce e Asprilla em 1999 e 2000; e Lugano em 2005 e 2006
ESTRANGEIROS VICE-CAMPEÕES DA LIBERTADORES POR TIMES BRASILEIROS

  • 1974 - Pedro Rocha (URU), Forlán (URU) - São Paulo
  • 1980 – Benítez (PAR) – Internacional
  • 1984 - De León (URU) - Grêmio
  • 1994 – Matosas (URU) - São Paulo
  • 2000 - Arce (PAR), Asprilla (COL) - Palmeiras
  • 2006 – Lugano (URU) – São Paulo
  • 2007 – Saja (ARG), Schiavi (ARG), Gavilán (PAR) – Grêmio
  • 2008 - Darío Conca (ARG) - Fluminense
  • 2009 – Sorín (ARG) – Cruzeiro
  • TOTAL: 13 jogadores vice-campeões

LEITURA COMPLEMENTAR

"Era Pontos Corridos": Inter melhora, Grêmio não ganha há 4 anos em estréias

21 de maio de 2012 0

Desde 2003 o Campeonato Brasileiro é disputado em pontos corridos, todos contra todos em turno e returno. Desde então o aproveitamento da dupla Gre-Nal não é dos melhores nas partidas inaugurais.  O Inter só venceu 3 vezes, com 3 empates e 4 derrotas.

O Internacional, que desde os anos 90 se especializou em arrancadas ruins, chegou a ficar cinco anos sem vencer na primeira rodada. Foi ganhar pela primeira vez apenas em 2008, um chorado 1x0 no Vasco com gol do zagueiro Sídnei. No ano seguinte, o momento mais marcante: 1x0 sobre o Corinthians no Pacaembu, com direito ao gol antológico de Nilmar, driblando meio time alvinegro. Já o pior momento foi a derrota de 3x2 para o Botafogo em 2007, em um jogo que seria a tônica da má-campanha colorada naquela competição.

ESTRÉIAS COLORADAS

  • 2003: Internacional 1x1 Ponte Preta - EMPATE
  • 2004: Figueirense 1x0 Internacional - DERROTA
  • 2005:  Internacional 0x2 Botafogo - DERROTA
  • 2006: Vasco da Gama 1x1 Internacional - EMPATE
  • 2007: Internacional 2x3 Botafogo - DERROTA
  • 2008: Internacional 1x0 Vasco da Gama - VITÓRIA
  • 2009: Corinthians 0x1 Internacional - VITÓRIA
  • 2010: Internacional 0x1 Cruzeiro - DERROTA
  • 2011: Santos 1x1 Internacional - EMPATE
  • 2012: Internacional 2x0 Coritiba - VITÓRIA

O retrospecto do Grêmio é ainda pior: duas vitórias, três empates e quatro derrotas na primeira rodada. O Tricolor não vence desde 2008, quando surpreendeu o São Paulo em pleno Morumbi e venceu por 1x0, em uma atuação de luxo do time que dominaria totalmente o primeiro turno daquele Campeonato Brasileiro. Mas, na minha opinião, o momento emblemático ocorreu em 2006: no primeiro jogo após o retorno da Série B, um Olímpico lotado viu o Grêmio jogar muita bola e bater o Corinthians, então campeão brasileiro e com Tévez no ataque, por 2x0.

ESTRÉIAS TRICOLORES

  • 2003: Atlético-PR 2x0 Grêmio - DERROTA
  • 2004: Grêmio 0x0 Flamengo - EMPATE
  • 2006: Grêmio 2x0 Corinthians - VITÓRIA
  • 2007: Paraná 3x0 Grêmio - DERROTA
  • 2008: São Paulo 0x1 Grêmio - VITÓRIA
  • 2009: Grêmio 1x1 Santos - EMPATE
  • 2010:  Atlético-GO 0x0 Grêmio - EMPATE
  • 2011: Grêmio 1x2 Corinthians - DERROTA
  • 2012: Vasco da Gama 2x1 Grêmio - DERROTA

Copa do Brasil: Recordes e maiores goleadas desde 1989

13 de abril de 2012 2

Ontem tivemos mais três jogos da Copa do Brasil 2012. Curiosamente três goleadas pela mesma diferença: Atlético-PR 5x1 no Criciúma, mais os 4x0 da Portuguesa no Juventude e do Fortaleza sobre o Náutico, todos pela segunda fase da competição. Considerando-se "goleada" no critério por 3 ou mais gols de diferença. A maioria das informações deste post são do grande colaborador Edison Klein.

Até hoje foram 447 goleadas em 2245 jogos, percentual de 19,91% na competição. Para efeito de comparação, no Campeonato Brasileiro foram 2011 goleadas em 15.250 jogos desde 1971, totalizando 13,18%. Se formos considerar apenas desde 1989, foram 13,19% de goleadas, 1022 em 7746 jogos. Idêntico! Mesmo nos pontos corridos (isto é de 2003 em diante), este panorama não se inverte, pelo contrário: 14,45% de goleadas, 556 em 3846 jogos. Confesso que fiquei bastante surpreso com estes dados.

O Atlético-MG é o time que mais goleou na história desta competição nacional: 25 vezes, a última de 5x0 no Peñarol-AM fora de casa. Ele superou o Flamengo, que tem 24 goleadas, o São Paulo e o Vasco da Gama com 21 goleadas. Na sequência, Vitória, Palmeiras, Corinthians e Cruzeiro com 20. Em casa, o Atlético-MG e o Vitória tem 17 goleadas, contra 16 do Palmeiras. Já como visitante, o recordista é o Corinthians com 9, seguido por Atlético-MG e Flamengo com 8.

O outro lado da moeda: os times mais goleados da competição. O 'recorde' é dividido por quatro times: CSA-AL, Rio Branco-AC, Remo e América-RN, todos goleados 9 vezes. Em casa, o América-RN, o CSA-AL, o Flamengo-PI, o Náutico e, pasmem, o Vasco da Gama tem 3 goleadas sofridas. Já como visitante, o Remo 'lidera' com 8, seguido por Rio Branco-AC e Atlético-MG.
Como referência, as maiores goleadas da competição em todos os tempos:

  1. 28/02/1991 - Atlético/MG 11 x 0 Caiçara/PI - Belo Horizonte/MG
  2. 28/03/2001 - São Paulo/SP 10 x 0 Botafogo/PB - São Paulo/SP
  3. 10/03/2010 - Santos/SP 10 x 0 Naviraiense/MS - Santos/SP
  4. 06/04/1993 - Internacional/RS 9 x 1 Ji-Paraná/RO - Porto Alegre/RS
  5. 28/02/1996 - Sergipe/SE 0 x 8 Palmeiras/SP - Aracajú/SE
  6. 10/02/1998 - Vasco da Gama/RJ 8 x 0 Picos/PI - Rio de Janeiro/RJ
  7. 04/03/1997 - Portuguesa/SP 8 x 0 Kaburé/TO - São Paulo/SP
  8. 26/04/1995 - Flamengo/RJ 8 x 0 Kaburé/TO - Rio de Janeiro/RJ
  9. 15/03/2000 - Interporto/TO 0 x 8 Bahia/BA - Porto Nacional/TO

Desempenho: Corinthians liderou por 27 rodadas, vejam outras curiosidades

06 de dezembro de 2011 0

Nada mais justo que o título brasileiro de 2011 para o Corinthians. O time de Parque São Jorge liderou o Brasileirão por 27 de 38 rodadas, um aproveitamento realmente espetacular.  Só uma rodada abaixo do G5 (naquela rodada o Vasco não estava entre os melhores), então absolutamente merecido.

Quem realmente bobeou foi o São Paulo, que ficou 29 das 38 rodadas na zona da Libertadores, mas acabou de fora, assim como Botafogo (31 rodadas) e Palmeiras (13 rodadas). Já o Internacional ficou apenas 3 rodadas no G5, e acabou obtendo a vaga. Em uma campanha absolutamente média, o Grêmio ficou 11 rodadas na insossa 12º colocação, posição aliás que acabou encerrando a competição.

Na ponta de baixo, o Atlético-MG ficou 15 rodadas no Z4 e escapou, assim como o Atlético-GO (6 rodadas) e o Cruzeiro (4 rodadas). O Avaí ficou todo o Brasileirão na zona de rebaixamento, sendo rebaixado merecidamente em último lugar. Outro que jamais saiu do Z4 foi o Atlético-PR. Porém foi o América-MG, também rebaixado (e 34 rodadas no Z4), quem ficou mais tempo na lanterna: 21 jogos.

Confira a relação completa (tabela NACOPA.NET):

Mapa do Desempenho - Brasileirão 2011 - Foto: Arquivo Pessoal

Inter conquista terceira classificação consecutiva: veja os recordistas

05 de dezembro de 2011 2
Ao terminar em 5º lugar no Brasileirão 2011, pela primeira vez em sua história, o Internacional obteve a classificação para a Libertadores por três anos consecutivos. O mesmo feito foi obtido pelo Corinthians, que igualmente vai disputar pela primeira vez na história.
Ao entrar em campo pela Copa Libertadores de 2012, o Colorado vai superar os números de 1976/1977 e ainda 2006/2007, quando disputou por dois anos seguidos. Se o Inter foi campeão em 2010, fracassou caindo na 2º fase de 2011.
O recordista isolado é o São Paulo, que disputou por sete anos consecutivos entre 2004 e 2010. Santos, Flamengo, Grêmio e Cruzeiro disputaram por quatro anos seguidos. Já Cruzeiro (de novo), Grêmio (de novo!!),  Palmeiras e o São Paulo (de novo também!) disputaram por três anos consecutivos.
SETE ANOS CONSECUTIVOS
  • São Paulo: 2004, 2005, 2006, 2007, 2008, 2009 e 2010
QUATRO ANOS CONSECUTIVOS
  • Santos: 1961, 1962, 1963, 1964
  • Flamengo: 1981, 1982, 1983, 1984
  • Grêmio: 1995, 1996, 1997 e 1998
  • Cruzeiro: 2008, 2009, 2010, 2011

TRÊS ANOS CONSECUTIVOS

  • Cruzeiro: 1975, 1976 e 1977
  • Grêmio: 1982, 1983 e 1984
  • São Paulo: 1992, 1993 e 1994
  • Palmeiras: 1999, 2000 e 2001
  • Corinthians: 2010, 2011 e 2012
  • Internacional: 2010, 2011 e 2012

OBS: em negrito os títulos nos períodos citados.

OBS2: Obrigado ao amigo Marcelo Bechler que me corrigiu sobre o Cruzeiro

OBS3: Obrigado também ao leitor Leandro Webster por um acréscimo sobre o Grêmio

Escurinho - Gol mais bonito da carreira em 1977

28 de setembro de 2011 0

Ontem a torcida colorada e o mundo do futebol se despediu do bravo Escurinho, vítima de complicações cardíacas após uma longa luta contra o diabetes. Não tenho capacidade de opiniar sobre suas qualidades ou escrever um texto bonito, mas fica aqui minha homenagem.

Para mim o gol mais bonito marcado pelo eterno ídolo colorado é este, mesmo sabendo da bela participação dele no gol histórico de Falcão contra o Atlético-MG, semifinais de 1976. E curiosamente, o gol antológico do "Escuro", como chamavam seus amigos, saiu em uma derrota.

Na goleada de 4x1 sofrida pelo Internacional contra o São Paulo em pleno Beira-Rio, Escurinho fez isto:

"O Rei das Copas": Inter conquista 15º título em 19 finais desde 2002

25 de agosto de 2011 10

Em 2002, o Internacional voltou a conquistar um título depois de cinco anos. Ok, foi o "Supercampeonato Gaúcho" contra o 15 de Novembro de Campo Bom, enquanto o país acompanhava a Copa do Mundo. De lá para cá, o Colorado viveu os melhores anos de sua história. Nas últimas dez temporadas, conquistou títulos oficiais e amistosos em todos os anos, e ainda as conquistas mais relevantes.

Mais interessante que os 15 títulos, 14 deles oficiais (e mais a amistosa Copa Dubai), é o retrospecto em decisões de mata-mata. Neste período foram 19 finais e apenas quatro vezes o Inter saiu derrotado: Campeonatos Gaúchos de 2006 e 2010; Copa do Brasil de 2009 e Recopa Sul-Americana em 2009.

Grêmio (2x), Corinthians e a L.D.U foram os algozes, enquanto o 15 de Novembro (de Campo Bom-RS, hoje licenciado) foi o freguesão, com três derrotas em finais de Estadual.

Confiram todas as decisões:

2002

  • Campeonato Gaúcho - 15 de Novembro

2003

  • Campeonato Gaúcho - 15 de Novembro

2004

  • Campeonato Gaúcho - Ulbra

2005

  • Campeonato Gaúcho - 15 de Novembro

2006

  • Campeonato Gaúcho - Grêmio
  • Copa Libertadores da América - São Paulo
  • Mundial de Clubes FIFA - Barcelona-ESP

2007

  • Recopa Sul-Americana - Pachuca-MÉX

2008

  • Copa Dubai - Internazionale-ITA (torneio amistoso)
  • Campeonato Gaúcho - Juventude
  • Copa Sul-Americana - Estudiantes de La Plata - ARG

2009

  • Campeonato Gaúcho - Caxias
  • Copa do Brasil - Corinthians
  • Recopa Sul-Americana - L.D.U. - EQU
  • Copa Suruga Bank - Oita Trinita - JAP

2010

  • Campeonato Gaúcho - Grêmio
  • Copa Libertadores - Chivas Guadalajara - MÉX

2011

  • Campeonato Gaúcho - Grêmio
  • Recopa Sul-Americana - Independiente - ARG