Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts com a tag "São Paulo"

BID DA CBF: Inter tem 144 jogadores, Grêmio tem 121 atletas

13 de agosto de 2013 7

O Inter é um dos tmes brasileiros com mais jogadores entre os times da Série A do Brasileirão no BID da CBF, que reúne os jogadores aptos para atuar em competições nacionais, sejam profissionais ou amadores. São 164 144 atletas (houve uma confusão no site da CBF que misturava o BID do Inter com o do Inter-SM, corrigda pela T.I. da CBF)  ao todo pela equipe de Porto Alegre. Estes números são inflacionados pelo fato do colorado ainda ter o time B.  O Grêmio é o sexto colocado, com 121.

BID da CBF – Reprodução http://www.cbf.com.br

Os dados foram compilados pelo jornalista paranaense Cauhê Miranda e estão atualizados até o dia 24 de julho deste ano. Me surpreendeu que o Corinthians seja o segundo e a redução drástica nos números do Atlético-PR, que já chegou a ter mais de 200 jogadores no BID e agora tem apenas 91.  Dica de post do amigo Franco Cruz.

CONFIRA O RANKING COMPLETO (dados de 24/07)

1. Corinthians – 149
2.Internacional – 144 (agora a correção)
3. Bahia – 135
4. São Paulo – 135
5. Atlético-MG – 122
6. Grêmio – 121
7. Fluminense – 112
8. Cruzeiro – 101
9. Coritiba – 98
10. Vasco – 96
11. Vitória – 95
12. Santos – 94
13. Flamengo – 92
14. Atlético-PR – 91
15. Botafogo – 91
16. Goiás – 69
17. Ponte Preta – 67
18. Náutico – 66
19. Criciúma – 60
20. Portuguesa – 53

Ronaldinho e mais seis: confira lista de campeões da Copa Libertadores e também da Liga dos Campeões da Europa!

25 de julho de 2013 0

Ronaldinho entrou para a história do futebol mundial nesta semana. Ele se tornou o sétimo jogador da história do futebol a ter conquistado títulos continentais em dois continentes: Europa e América do Sul. O título desta temporada da Copa Libertadores pelo Atlético Mineiro se aliou à conquista da Liga dos Campeões em 2006 pelo Barcelona.

Outros três brasileiros também conquistaram esta glória incomum: Roque Júnior, Cafú e Dida. O zagueiro e volante Roque Júnior foi campeão sul-americano pelo Palmeiras em 1999 e pelo Milan em 2003. Já Cafú em 1991 e 1992 pelo São Paulo, 2007 pelo Milan impressionantes 16 anos depois de sua primeira conquista. Finalmente Dida, campeão sul-americano pelo Cruzeiro em 1997 e pelo Milan em 2003 e 2007.

Além destes, outros três argentinos conquistaram esta glória: Juan Pablo Sorín, Carlos Tévez e Walter Samuel. O caso curioso é o de Sorín: foi campeão da Libertadores em 1996 pelo River Plate, curiosamente após jogar pela Juventus na Liga dos Campeões daquele mesmo ano. Na real, Sorín estava presente nas duas finais, mas seu nome está registrado.

Tévez é mais simples: campeão no Boca Juniors em 2003, e no Manchester United em 2008. Finalizando, Walter Samuel foi campeão no Boca Juniors em 2000 e na Internazionale em 2010.

Dois casos ficaram “sob júdice”, mas o Comitê Executivo deste blog (leia-se: eu) vetou a inscrição: Edmílson (que teria vencido a Libertadores em 1993 pelo São Paulo e depois em 2006 pelo Barcelona), e Santiago Solari (em 1996 pelo River Plate e em 2002 pelo Real Madrid). O brasileiro não jogou e não estava inscrito naquela Libertadores, o mesmo ocorrendo com Solari no título argentino. Por isto ficaram de fora da listagem.

A dica deste post é do amigo Ricardo Gullo(@gullofilho)

Pontos corridos decididos nos instantes finais: Flamengo 2009, City 2012

08 de julho de 2013 5

2009 – CAMPEONATO BRASILEIRO – FLAMENGO

2009. Campeonato Brasileiro. No ano mais surreal da história dos pontos-corridos, parecia que ninguém queria ser campeão. Mas hein? Pois era esta a sensação em uma competição que teve o Internacional como campeão do primeiro turno mas o Palmeiras assumindo a liderança e disparando no início do returno. Quando o título parecia favas contadas no Palestra Italia, a chegada de Muricy Ramalho desmantelou o elenco e afundou o time alviverde, que sequer se classificou para a Libertadores (ficou em quinto lugar, atrás do Cruzeiro).

Neste momento, tínhamos um novo favorito, o São Paulo, então tricampeão nacional consecutivamente. Mas tropeços cruciais contra Botafogo e Goiás deixaram espaço para o Flamengo, em uma arrancada fulminante. O time treinado por Andrade e com Petkovic e Adriano  comandando as ações, reagiu nas rodadas finais e chegou na última, dia 6 de dezembro, para enfrentar o Grêmio. Que já tinha dado férias para os titulares e entraria no Maracanã com um time praticamente reserva. E, para completar, sabendo que um empate poderia dar o título para o arquirrival Internacional, que precisava vencer o já rebaixado Santo André e torcer por um empate no Rio para conquistar o título. Por fora, o São Paulo precisava de tropeços dos dois. E isto não ocorreu.

Adriano, campeão pelo Flamengo em 2009 - Foto: Maurício Val, Vipcomm

Enquanto o Internacional empilhava gols no Santo André (terminaria 4×1), o Flamengo vivia uma tarde de drama. Saiu perdendo, gol de Róberson em uma cobrança de escanteio aos 20 minutos. Ainda no primeiro tempo, David Braz (também em escanteio), empatou aos 33 minutos. O jogo seguia tenso, e no Beira-Rio o Inter já vencia por 3×0. Somente aos 25 do segundo tempo, o hexa chegou: gol do capitão Ronaldo Angelim e o gol da vitória, título e da história do Flamengo, 2×1. E ainda teve drama, já que Maylson quase empatou de novo para os gaúchos aos 31, mas o placar final ficou mesmo em 2×1 para o Flamengo. Compacto:

Foi o último título nacional do Flamengo. O fim do sonho de uma conquista colorada de renome no cenário nacional.

Vale ainda a flauta: reação dos colorados no gol do Grêmio e no gol do Flamengo:

=================================================================================================

2012 – CAMPEONATO INGLÊS – MANCHESTER CITY

Se o Flamengo foi dramático, imaginem o que ocorreu com os torcedores do Manchester City. Sem títulos desde 1968, vendo o arquirrival Manchester United conquistando quase 20 títulos em 30 anos, tudo que os Citizens queriam era levantar o caneco no City of Manchester naquela ensolarada tarde de 13 de maio no Etihad Stadium. O time precisava vencer o Queens Park Rangers, que lutava para não cair, sob pena de ver justamente o arquirrival Manchester United (que havia jogado no lixo uma enorme vantagem nas últimas rodadas) vencer o Sunderland fora e ser campeão de novo.

Mas nada é fácil, ainda mais tentar destruir um jejum de 44 anos sem um título de campeão inglês. O Manchester City saiu na frente no finalzinho do primeiro tempo, um chute despretensioso do argentino Mariano Zabaleta que o goleiro Paddy Kenny aceitou. Mas no início do segundo tempo, bobagens de Joleon Lescott e do capitão Vincent Kompany deixaram o placar em um aterrador 2×1 para o Q.P.R, que virou já jogando com 10 jogadores após a estúpida expulsão do temperamental Joey Barton. Claro que a desgraça não era pouca, pois no Stadium of Light em Sunderland o United vencia por 1×0, gol de Wayne Rooney.

Manchester City campeão após 44 anos no ultimo minuto - Reprodução site oficial

45 do segundo tempo, e um milagre incrível do goleiro Kenny mantinha o jogo em 2×1 para o QPR. O sonho estava sendo adiado por mais um ano? O time do técnico Roberto Mancini precisava fazer mais 2 gols para ser campeão. Então, o milagre ocorreu. Primeiro o bósnio Edin Dzeko em escanteio cobrado pelo espanhol Davi Vila. E depois o espetacular argentino Sergio Aguero, aproveitando passe magistral do italiano Mario Balotelli, levaram este jogo para a história do futebol inglês. E para a galeria de heróis do Manchester City:

Ou isto, na TV do Manchester City:

E as reações dos torcedores do City e do United? http://www.youtube.com/watch?v=WrpDTnznE-E

VEJA TAMBÉM

Disputa de pênaltis na história - Grêmio (com vídeos!)

13 de maio de 2013 3

A derrota para o Juventude há duas semanas encerrou uma boa sequência de vitórias consecutivas nas penalidades para o Grêmio, que já somava 2 sucessos na temporada 2013. Repetindo 2011, quando perdeu o título estadual também em uma disputa de penalidades, o Tricolor ficou alijado da competição desta maneira.

Grohe defendendo o pênalti da LDU - Foto: Fernando Gomes / Agencia RBS

Ao longo da história, foram 35 disputas de pênaltis, contabilizando-se apenas jogos oficiais e divididos assim: Campeonato Gaúcho (15), Copa do Brasil (4), Campeonato Brasileiro (5), Copa CONMEBOL (2), Supercopa da Libertadores (3), Copa Mercosul (1), Copa Libertadores (4) e Copa Intercontinental (1).

O Grêmio venceu em 15 oportunidades: Campeonato Gaúcho (8), Copa do Brasil (1), Campeonato Brasileiro (1), Copa CONMEBOL (1), Supercopa da Libertadores (1)  e Copa Libertadores (3). As derrotas: Campeonato Gaúcho (7), Copa do Brasil (3), Campeonato Brasileiro (4), Copa CONMEBOL (1), Supercopa da Libertadores (2), Copa Mercosul (1) e Copa Intercontinental (1).

VITÓRIAS GREMISTAS NOS PÊNALTIS

DERROTAS GREMISTAS NOS PÊNALTIS

ALGUMAS CURIOSIDADES

  • No Brasileiro de 1988 e no Gauchão de 1989, jogos terminados em empate eram decididos em disputas de pênaltis. Por isto tantas repetições nestas duas competições.
  • O Grêmio foi campeão gaúcho de 1989 na disputa de pênaltis, com cobranças decisivas defendidas pelo veteraníssimo Mazaropi. O curioso é que o Inter tinha chegado na decisão invicto, com seis vitórias em seis disputas. Perdeu no jogo mais importante.
  • Em 1993, o Grêmio eliminou o Palmeiras nas quartas-de-final da Copa do Brasil. O curioso desta disputa é que o atacante Gílson errou duas vezes: no tempo normal e na disputa de pênaltis.
  • Em 1995, contra o Ajax, e em 2011, contra o Internacional, a disputa de pênaltis gerou não só a eliminação do Grêmio como a perda do título em disputa.
  • Em 1997, Grêmio e Brasil de Pelotas protagonizaram uma série de 22 pênaltis (Mauro Galvão tinha sido expulso, e o Brasil retirou um atleta da cobrança). Na primeira repetição, o melhor batedor Luizinho errou e o Grêmio se garantiu na final.
  • A mais bizarra foi em 1997, na Libertadores contra o Guarany de Assuncíon. O Grêmio converteu as duas primeiras, assim como o time paraguaio converteu a sua 1º cobrança. Dali em diante foram sete erros consecutivos até o erro derradeiro dos visitantes e a classificação tricolor.

VEJA TAMBÉM

Revolução Alemã, Parte V (final): O futuro do futebol alemão e lições a serem aprendidas pelo Brasil

19 de abril de 2013 8

Ao longo desta semana, o Almanaque Esportivo fez uma profunda análise de tudo que ocorreu na Alemanha nos últimos quinze anos. De como o futebol alemão chegou ao fundo do poço (para os rigorosos padrões germânicos). E a maneira pela qual conseguiu se reerguer do atoleiro: planejamento, organização, investimentos corretos e disciplina financeira.

Muitas dos problemas e das soluções apresentadas ao longo desta semana são perfeitamente factíveis de serem implementadas no Brasil, salvo as habituais diferenças culturais e econômicas entre os dois países. Podemos avaliar em três grandes grupos: formação de atletas, alterações estruturais no plano de jogo e modelo financeiro dos clubes.

  • CATEGORIAS DE BASE

Esta talvez seja a parte mais fácil de ser implementada no futebol brasileiro, mas a que requer mais seriedade e organização. A CBF, federação mais rica e rentável do planeta, tem totais condições financeiras de bancar centros de treinamentos espalhados em todo o Brasil. A questão é a falta de interesse da entidade em reduzir os lucros em prol do desenvolvimento do esporte. Sem contar a falta de transparência da gestão anterior de Ricardo Teixeira e da atual, do ainda mais contestado José Maria Marín.

Ao contrário da entidade máxima do futebol brasileiro, preocupada apenas em faturar com a Seleção, os clubes estão muito mais avançados na formação de atletas. Muitos times fazem investimentos pesados em categorias de base, com despesas e estruturas de gigantes europeus. É o caso da dupla Gre-Nal, Cruzeiro, Atlético-MG, São Paulo, Santos e o Fluminense.

O problema é no aspecto técnico dos treinamentos. O foco nas categorias de base é na obtenção de títulos e a parte física é beneficiada por esta avaliação. Jogadores fisicamente privilegiados se destacam contra adversários ainda em formação física. Esquema táticos focados na vitória e não na construção correta do perfil técnico do atleta são priorizados.

O resultado é bastante insatisfatório porque, excetuando-se os jogadores diferenciados de praxe, os atletas chegam ao profissional com deficiências severas em fundamentos básicos, como passe, cruzamento, conclusões ou cabeceio. Uma reformulação no modelo técnico das categorias de base deve ser estudado, adaptado à realidade brasileira, e executado individualmente pelo menos entre os grandes clubes do país.

O curioso é que esta interessante fonte de renda para clubes com torcidas tradicionais em mercados consumidores mais restritos, como times de capitais nordestinas ou de estados como Pará e Goiás, investem muito pouco em algo que poderia ser a salvação financeira dos mesmos. O comparativo é válido com clubes portugueses como Porto, Benfica, e holandeses como Ajax e PSV, de mercados bem menores na Europa mas que conseguem equilibrar confrontos muitas vezes com um trabalho de excelência na formação de jogadores e prospecção de talentos.

  • REVISÃO DE CONCEITOS TÁTICOS DO FUTEBOL NACIONAL

A discussão neste ponto é mais ampla. Há muito tempo não vemos um time brasileiro com uma solução tática original, jogando de um jeito diferente. Existe uma uniformidade de esquemas táticos, e os resultados se baseiam apenas na diferenças individuais dos elencos e no moral (estado anímico) de cada equipe.

Os clubes brasileiros não possuem uma “filosofia de futebol” alinhada com o histórico de cada equipe, implementado desde as categorias de base. Falta um trabalho de longo prazo, que transcenderia o mandato dos presidentes eleitos das equipes brasileiras e estaria no DNA de cada time.

A média geral dos treinadores nos grandes times brasileiros ganha muito e está totalmente parada no tempo, repetindo trabalhos insatisfatórios e pulando de um clube para outros. Novos nomes no cenário nacional demoram demais para se afirmar. Com salários dos maiores do mundo, a Série A do Brasileirão hoje expõe treinadores limitados, com soluções táticas ultrapassadas e que habitualmente sofrem em confrontos contra adversários de outros países da América do Sul, com poder econômico bastante inferior ao do Brasil.

A sistemática de treinos nos grandes clubes brasileiros é uma repetição de movimentações sem maior profundidade, focados em individualidades contra um trabalho em conjunto. A eterna insistência em “definição dos onze titulares”, do “treino alemão” (uma ironia hoje em dia) resulta em um desgaste físico do grupo principal, além da ausência de alternativas táticas.

Mario Gotze, da nova geração alemã, passa pelo brasileiro Júlio César em amistoso de 2012 – Foto: Michael Probst AP

Quando pressionados, os principais treinadores “escapam pela direita”, como o multicampeão Muricy Ramalho. Depois de escalar, pela primeira vez no ano, um esquema com três zagueiros justamente contra o Barcelona na final do Mundial, e ser impiedosamente surrado, Muricy ainda teve a audácia de dizer em 2013: “No Barcelona eles não levam muito a sério a parte tática”Oi?

  • REFORMULAÇÃO DA MATRIZ DE RECEITAS DOS CLUBES BRASILEIROS

Hoje os times brasileiros sobrevivem das cotas de televisionamento. Mesmo que alguns, como Internacional e Grêmio, consigam receitas expressivas em seus quadros sociais, os estádios são fontes de despesas, não de receitas. O futebol brasileiro ainda não está pronto para uma presença de torcedores independentemente da fase do time, como vemos sistematicamente no Newcastle, Sunderland, Southampton e outros times médios. Afinal, o brasileiro só vai ao campo quando seu time está ganhando ou quase sendo rebaixado.

Sem esta fidelidade ainda impregnada no futebol brasileiro, o preço do espetáculo deve ser proporcional ao interesse do torcedor. Ao nível da competição. Ao poder aquisitivo do mercado envolvido. Para definições como estas, existem dois modelos financeiros: o inglês, com ingressos elitizados e que possuem demanda nos grandes clubes. E o alemão, intensamente discutido na última quarta-feira, focado na ocupação plena dos estádios.

Em decisões incompreensíveis de dirigentes de clubes e federações, ou atendendo à interesses das redes de TV, os preços mínimos dos jogos dos campeonatos inclusive competições menores como os Estaduais, estão muito acima de qualquer bom senso. É mais barato você assistir Borussia Dortmund x Bayern de Munique pelo Campeonato Alemão que ver Internacional x Esportivo pelo Gauchão. Isto simplesmente é inaceitável!

Com dezenas de milhões de pessoas entrando na emergente classe média brasileira, os times de futebol do país deveriam estar focando seus esforços neste público-alvo. Fidelizando um número maior de pessoas nos estádios, com uma taxa de ocupação bem superior à atual, aumenta a exibição dos patrocinadores aumenta neste mercado,pois a exposição de mídia da marca em um jogo com casa cheia é infinitamente maior que a de um estádio vazio.

O consumo no estádio aumenta, o número de famílias presentes aumenta. Um ciclo virtuoso de receitas.

A torcida é a razão de existir de todo e qualquer clube. Mais do que títulos, ídolos, estádios, dinheiro. Sem ela, o clube perde sua alma.

O futebol brasileiro precisa recuperar-se. Existem caminhos. E

O difícil é reconhecer os problemas e passar a trilhar, com paciência, planejamento e determinação.

Boa sorte, Brasil.

E parabéns, Alemanha.

Brasileiros na Libertadores - Confiram os principais recordes

14 de março de 2013 1

Não tem sido lá grandiosa a participação brasileira até o momento na Copa Libertadores 2013. O único invicto é o Atlético-MG, e times como São Paulo e Palmeiras fazem campanhas tenebrosas. Porém historicamente os números são bem melhores.

Selecionei os nove brasileiros campeões da Libertadores (pela ordem de títulos: Santos, Cruzeiro, Flamengo, Grêmio, São Paulo, Vasco, Palmeiras, Internacional e Corinthians) e tirei alguns números interessantes. Vamos à eles (dados atualizados até o início da Libertadores 2013, exclusive)?

O São Paulo, tricampeão e tri-vice campeão, é o recordista em jogos e vitórias, mas cabe ao Palmeiras o maior número de gols pelos brasileiros. O melhor aproveitamento é do Cruzeiro, e o pior é do Vasco da Gama. Campeão invicto, o Corinthians tem a maior sequência sem derrotas: 16 partidas, na última edição. Já o Vasco tem o recorde negativo: 10 jogos sem vencer nas edições de 1985 e 1990, consecutivamente.

Os dados completos estão nesta planilha do Excel, compartilhada no Google Drive

  • Maior número de títulos: São Paulo e Santos, 3 títulos cada
  • Maior número de participações entre os campeões: São Paulo, 15 disputas
  • Menor número de participações entre os campeões: Vasco da Gama, 8 disputas
  • Maior número de jogos: São Paulo, 149 jogos
  • Maior número de vitórias: São Paulo, 77 vitórias
  • Maior número de gols: Palmeiras, 255 gols
  • Melhor aproveitamento entre os brasileiros campeões: Cruzeiro, 65%
  • Pior aproveitamento entre os brasileiros campeões: Vasco da Gama, 51%
  • Maior goleada: Santos 9×1 Cerro Porteño, 1962
  • Pior derrota: Santos 0×5 Flamengo, 1984 e Grêmio 5×0 Palmeiras, 1995

Fiz um levantamento também envolvendo os confrontos nacionais: ou seja contra que países cada time brasileiro campeão da Libertadores já atuou na história. Entraram as 10 Federações da CONMEBOL mais o México, que participa desde 1998.

O Inter jamais enfrentou times chilenos, enquanto o Corinthians nunca jogou contra peruanos. Já o Vasco da Gama não enfrentou times bolivianos. O Grêmio é o único a perder para todos os países. O Inter só se escapa pois nunca perdeu para bolivianos.

Confrontos dos brasileiros campeões versus adversários por países - Arquivo Pessoal

ESPECIAL: Estádio Olímpico e suas estatísticas finais de 58 anos de história!

03 de dezembro de 2012 13

Ontem encerrou-se o capítulo oficial da história do estádio Olímpico Monumental. Palco de 58 anos dos jogos do Grêmio Foot-Ball Portoalegrense, a velha casa Tricolor deixará de existir em 2013.

Se despediu com um 0×0 tumultuado, contra seu arquirrival Internacional em um jogo decisivo do Campeonato Brasileiro, depois de ter iniciado a sua trajetória em um 2×0 sobre o Nacional de Montevidéu, Torneio de Inauguração do estádio em 1954

O Almanaque Esportivo compilou as mais significativas (ou não) estatísticas da história do Grêmio.  Foram  1764 jogos, 1156 vitórias, 382 empates e e sofreu 226 derrotas. Marcou 3498 gols e sofreu 1303 (dados do @tribunagremista, o grande Bruno Coelho).

Em Gre-Nais foram 123 jogos, 41 vitórias, 48 empates e 34 derrotas, 152 gols marcados e 132 gols sofridos.


Primeiro jogo: Grêmio 2×0 Nacional-URU, torneio de inauguração do estádio em 19/09/1954
Primeira vitória: Grêmio 2×0 Nacional-URU, torneio de inauguração do estádio em 19/09/1954
Primeiro gol: Vítor (Grêmio), em Grêmio 2×0 Nacional-URU, torneio de inauguração do estádio em 19/09/1954
Primeiro gol gremista: Vítor (Grêmio), em Grêmio 2×0 Nacional-URU, torneio de inauguração do estádio em 19/09/1954
Primeira derrota: Grêmio 2×6 Internacional, torneio de inauguração do estádio em 26/09/1954
Primeiro gol sofrido: Jerônimo (Inter), em Grêmio 2×6 Internacional, torneio de inauguração do estádio em 26/09/1954
Primeira vitória em Gre-Nais: Grêmio 2×1 Internacional, Campeonato Citadino 1955 em 24/07/1955
Primeira derrota em Gre-Nais: Grêmio 2×6 Internacional, torneio de inauguração do estádio em 26/09/1954
Primeiro gol marcado em Gre-Nais: Sarará (Grêmio),em Grêmio 2×6 Internacional, torneio de inauguração do estádio em 26/09/1954
Primeiro gol gremista em Gre-Nais: Sarará (Grêmio),em Grêmio 2×6 Internacional, torneio de inauguração do estádio em 26/09/1954
Primeiro gol colorado em Gre-Nais: Jerônimo (Inter), em Grêmio 2×6 Internacional, torneio de inauguração do estádio em 26/09/1954
Maior público oficial: Grêmio 0×1 Ponte Preta, Brasileiro de 1981 – 98.421 (85.751 pagantes) em 26/04/1981- OBS: sobre este jogo existe uma polêmica, já que nas sociais era necessário 4 ingressos dos ditos “normais” e todos foram contabilizados como torcedores individuais. A prova da confusão é que o segundo maior público do Olímpico é de simplesmente 24 mil torcedores a menos, 74,238 torcedores em Grêmio 0×0 Flamengo pela final do Brasileiro de 1982. Quem quiser contribuir, informe. O Renato Rangel Torres fez um ótimo comentário, olhem mais abaixo.
Primeiro título no estádio: Internacional, campeão do torneio de inauguração do estádio em 26/09/1954
Primeiro título do Grêmio na “Era Olímpico”: Campeonato Gaúcho de 1956, batendo o Pelotas fora de casa na final
Primeira finalíssima do Grêmio em seu próprio estádio: Grêmio 3×0 Guarany-Bagé, Campeonato Gaúcho 1958 em 11/03/1959
Primeiro jogo internacional oficial: Grêmio 0×0 São Paulo, Copa Libertadores 1982 em 03/09/1982
Primeiro jogo de Copa Libertadores: Grêmio 0×0 São Paulo, Copa Libertadores 1982 em 03/09/1982
Primeiro jogo da Seleção Brasileira: Brasil 3×0 Bulgária, amistoso em 28/10/1981
Último jogo: Grêmio 0×0 Internacional, Campeonato Brasileiro em 02/12/2012
Última vitória: Grêmio 2×1 São Paulo, Campeonato Brasileiro 20120 em 12/11/2012
Último gol: Marcelo Moreno (Grêmio), Grêmio 2×1 São Paulo, Campeonato Brasileiro 2012 em 12/11/2012
Último gol gremista: Marcelo Moreno (Grêmio), Grêmio 2×1 São Paulo, Campeonato Brasileiro 2012 em 12/11/2012
Última derrota: Grêmio 1×2 Portuguesa, Campeonato Brasileiro 2012 em 13/08/2012
Último gol sofrido: Rogério Ceni (São Paulo), Grêmio 2×1 São Paulo, Campeonato Brasileiro 2012 em 12/11/2012
Último gol marcado em Gre-Nais: Bolívar (Inter), Grêmio 2×2 Internacional, Campeonato Gaúcho 2012 em 05/02/2012
Último gol gremista marcado em Gre-Nais: Marcelo Moreno, Grêmio 2×2 Internacional, Campeonato Gaúcho 2012 em 05/02/2012
Último título no estádio: Internacional, Campeonato Gaúcho 2011 em 15/05/2010
Último título gremista da “Era Olímpico”: Grêmio, Campeonato Gaúcho 2010 em 02/05/2010
Último título gremista no estádio: Grêmio, Campeonato Gaúcho 2010 em 02/05/2010
Último gol colorado em Gre-Nais: Bolívar (Inter), Grêmio 2×2 Internacional, Campeonato Gaúcho 2012 em 05/02/2012
Menor público do Olímpico: 55 pagantes em Juventude 2×1 Portuguesa, Campeonato Brasileiro 1997 em 03/12/1997 - OBS: O menor público do Grêmio foi de 271 pagantes no jogo Grêmio 2×0 Esportivo, Campeonato Gaúcho em 07/07/1994
Último jogo internacional oficial: Grêmio 1×0 Millionários-COL, Copa Sul-Americana 2012 em 30/10/2012
Último jogo de Copa Libertadores: Grêmio 1×2 Universidad Católica-CHI, Copa Libertadores 2011 em 26/04/2011
Último jogo da Seleção Brasileira: Brasil 2×0 Paraguai, Eliminatórias para o Mundial 2002 em 15/08/2001
Observações finais: em caso de erros ou omissões, mandem e-mail ou deixem  comentários!

Adeus, velho Olímpico! - Foto: Mateus Bruxel / Agencia RBS

PESQUISA: Todos os estrangeiros campeões ou vice da Libertadores jogando no Brasil

12 de julho de 2012 2

Depois do post falando sobre  Brasileiros no exterior: quais venceram a Libertadores e Liga dos Campeões!, resolvi inverter. Pesquisei quais jogadores estrangeiros foram campeões da Copa Libertadores da América jogando por clubes brasileiros. A lista, ao contrário do que eu pensava, não é muito extensa. O último a entrar foi o reserva, e quase nunca acionado, Luís Ramirez, peruano e campeão pelo Corinthians na semana passada.

O primeiro  estrangeiro campeão foi uma surpresa para mim. Achava que tinha sido o argentino Perfumo pelo Cruzeiro em 1976, mas depois vi que o defensor tinha sido adversário do Cruzeiro na final, jogando pelo River Plate.

Sendo assim, a primazia coube ao capitão gremista Hugo de León, campeão da América em 1983. Apenas dez anos depois, o também uruguaio Matosas (reserva), foi campeão. Depois tivemos dois títulos de Arce e Rivarola, os únicos estrangeiros bicampeões por clubes brasileiros (no Grêmio em 1995 e Palmeiras em 1999).

O recorde eu imaginava: o Inter de 2010 com 5 estrangeiros campeões da América, dois deles titulares e outros dois que começaram titulares, mas terminaram no banco. Curiosidade: o Santos jamais foi campeão ou vice-campeão da Libertadores com um atleta estrangeiro no grupo.

ESTRANGEIROS CAMPEÕES DA LIBERTADORES POR TIMES BRASILEIROS

  • 1983 – De León (URU) – Grêmio
  • 1993 – Matosas (URU) – São Paulo
  • 1995 – Arce (PAR), Rivarola (PAR) – Grêmio
  • 1999 – Arce (PAR), Rivarola (PAR) – Palmeiras
  • 2005 – Lugano (URU) – São Paulo
  • 2006 – Rentería (COL) – Internacional
  • 2010 – Bruno Silva (URU), Sorondo (URU), Pato Abbondanzieri (ARG), Guiñazu (ARG), D’Alessandro (ARG) – Internacional
  • 2012 – Luís Ramirez (PER) – Corinthians
  • Total: 12 jogadores campeões. Arce e Rivarola foram campeões 2 vezes.

Os vice-campeões são praticamente o mesmo número. Os primeiros foram os uruguaios Pedro Rocha e Forlán, vice-campeões em 1974 pelo São Paulo. Como curiosidade, Matosas que foi campeão em 1993 e vice-campeão em 1994, assim como Arce e Asprilla em 1999 e 2000; e Lugano em 2005 e 2006
ESTRANGEIROS VICE-CAMPEÕES DA LIBERTADORES POR TIMES BRASILEIROS

  • 1974 – Pedro Rocha (URU), Forlán (URU) – São Paulo
  • 1980 – Benítez (PAR) – Internacional
  • 1984 – De León (URU) – Grêmio
  • 1994 – Matosas (URU) – São Paulo
  • 2000 – Arce (PAR), Asprilla (COL) – Palmeiras
  • 2006 – Lugano (URU) – São Paulo
  • 2007 – Saja (ARG), Schiavi (ARG), Gavilán (PAR) – Grêmio
  • 2008 – Darío Conca (ARG) – Fluminense
  • 2009 – Sorín (ARG) – Cruzeiro
  • TOTAL: 13 jogadores vice-campeões

LEITURA COMPLEMENTAR

"Era Pontos Corridos": Inter melhora, Grêmio não ganha há 4 anos em estréias

21 de maio de 2012 0

Desde 2003 o Campeonato Brasileiro é disputado em pontos corridos, todos contra todos em turno e returno. Desde então o aproveitamento da dupla Gre-Nal não é dos melhores nas partidas inaugurais.  O Inter só venceu 3 vezes, com 3 empates e 4 derrotas.

O Internacional, que desde os anos 90 se especializou em arrancadas ruins, chegou a ficar cinco anos sem vencer na primeira rodada. Foi ganhar pela primeira vez apenas em 2008, um chorado 1×0 no Vasco com gol do zagueiro Sídnei. No ano seguinte, o momento mais marcante: 1×0 sobre o Corinthians no Pacaembu, com direito ao gol antológico de Nilmar, driblando meio time alvinegro. Já o pior momento foi a derrota de 3×2 para o Botafogo em 2007, em um jogo que seria a tônica da má-campanha colorada naquela competição.

ESTRÉIAS COLORADAS

  • 2003: Internacional 1×1 Ponte Preta – EMPATE
  • 2004: Figueirense 1×0 Internacional – DERROTA
  • 2005:  Internacional 0×2 Botafogo – DERROTA
  • 2006: Vasco da Gama 1×1 Internacional – EMPATE
  • 2007: Internacional 2×3 Botafogo – DERROTA
  • 2008: Internacional 1×0 Vasco da Gama – VITÓRIA
  • 2009: Corinthians 0×1 Internacional – VITÓRIA
  • 2010: Internacional 0×1 Cruzeiro – DERROTA
  • 2011: Santos 1×1 Internacional – EMPATE
  • 2012: Internacional 2×0 Coritiba – VITÓRIA

O retrospecto do Grêmio é ainda pior: duas vitórias, três empates e quatro derrotas na primeira rodada. O Tricolor não vence desde 2008, quando surpreendeu o São Paulo em pleno Morumbi e venceu por 1×0, em uma atuação de luxo do time que dominaria totalmente o primeiro turno daquele Campeonato Brasileiro. Mas, na minha opinião, o momento emblemático ocorreu em 2006: no primeiro jogo após o retorno da Série B, um Olímpico lotado viu o Grêmio jogar muita bola e bater o Corinthians, então campeão brasileiro e com Tévez no ataque, por 2×0.

ESTRÉIAS TRICOLORES

  • 2003: Atlético-PR 2×0 Grêmio – DERROTA
  • 2004: Grêmio 0×0 Flamengo – EMPATE
  • 2006: Grêmio 2×0 Corinthians – VITÓRIA
  • 2007: Paraná 3×0 Grêmio – DERROTA
  • 2008: São Paulo 0×1 Grêmio – VITÓRIA
  • 2009: Grêmio 1×1 Santos – EMPATE
  • 2010:  Atlético-GO 0×0 Grêmio – EMPATE
  • 2011: Grêmio 1×2 Corinthians – DERROTA
  • 2012: Vasco da Gama 2×1 Grêmio – DERROTA

Copa do Brasil: Recordes e maiores goleadas desde 1989

13 de abril de 2012 2

Ontem tivemos mais três jogos da Copa do Brasil 2012. Curiosamente três goleadas pela mesma diferença: Atlético-PR 5×1 no Criciúma, mais os 4×0 da Portuguesa no Juventude e do Fortaleza sobre o Náutico, todos pela segunda fase da competição. Considerando-se “goleada” no critério por 3 ou mais gols de diferença. A maioria das informações deste post são do grande colaborador Edison Klein.

Até hoje foram 447 goleadas em 2245 jogos, percentual de 19,91% na competição. Para efeito de comparação, no Campeonato Brasileiro foram 2011 goleadas em 15.250 jogos desde 1971, totalizando 13,18%. Se formos considerar apenas desde 1989, foram 13,19% de goleadas, 1022 em 7746 jogos. Idêntico! Mesmo nos pontos corridos (isto é de 2003 em diante), este panorama não se inverte, pelo contrário: 14,45% de goleadas, 556 em 3846 jogos. Confesso que fiquei bastante surpreso com estes dados.

O Atlético-MG é o time que mais goleou na história desta competição nacional: 25 vezes, a última de 5×0 no Peñarol-AM fora de casa. Ele superou o Flamengo, que tem 24 goleadas, o São Paulo e o Vasco da Gama com 21 goleadas. Na sequência, Vitória, Palmeiras, Corinthians e Cruzeiro com 20. Em casa, o Atlético-MG e o Vitória tem 17 goleadas, contra 16 do Palmeiras. Já como visitante, o recordista é o Corinthians com 9, seguido por Atlético-MG e Flamengo com 8.

O outro lado da moeda: os times mais goleados da competição. O ‘recorde’ é dividido por quatro times: CSA-AL, Rio Branco-AC, Remo e América-RN, todos goleados 9 vezes. Em casa, o América-RN, o CSA-AL, o Flamengo-PI, o Náutico e, pasmem, o Vasco da Gama tem 3 goleadas sofridas. Já como visitante, o Remo ‘lidera’ com 8, seguido por Rio Branco-AC e Atlético-MG.
Como referência, as maiores goleadas da competição em todos os tempos:

  1. 28/02/1991 – Atlético/MG 11 x 0 Caiçara/PI – Belo Horizonte/MG
  2. 28/03/2001 – São Paulo/SP 10 x 0 Botafogo/PB – São Paulo/SP
  3. 10/03/2010 – Santos/SP 10 x 0 Naviraiense/MS – Santos/SP
  4. 06/04/1993 – Internacional/RS 9 x 1 Ji-Paraná/RO – Porto Alegre/RS
  5. 28/02/1996 – Sergipe/SE 0 x 8 Palmeiras/SP – Aracajú/SE
  6. 10/02/1998 – Vasco da Gama/RJ 8 x 0 Picos/PI – Rio de Janeiro/RJ
  7. 04/03/1997 – Portuguesa/SP 8 x 0 Kaburé/TO – São Paulo/SP
  8. 26/04/1995 – Flamengo/RJ 8 x 0 Kaburé/TO - Rio de Janeiro/RJ
  9. 15/03/2000 – Interporto/TO 0 x 8 Bahia/BA – Porto Nacional/TO