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Posts com a tag "superação"

Fair-Play em prova de atletismo: atleta deixa outro que errou o caminho ganhar!

24 de janeiro de 2013 0

Iván Fernández Anaya. Um atleta de cross-country espanhol e autor de uma cena maravilhosa no mês passado do mais puro espírito olímpico e do amor ao esporte. De 24 anos, ele estava em segundo lugar na prova de Cross-Country de Burlada, Província de Navarra na Espanha, quando viu o líder, o queniano Abel Mutai parar a 10m da linha de chegada.

Iván Fernández Anaya e Abel Mutai – Foto: captura de vídeo YouTube

Mutai, bronze nas Olimpíadas de Londres nos 3.000m, achou que já tinha ganho e estava cumprimentando o público. Ivan deu um pique, encostou ao lado de Abel e, mesmo com alguma dificuldade, conseguiu fazê-lo entender que ele não tinha ganho a prova ainda, inclusive indicando o caminho. Com alguns empurrões, Abel chegou na linha de chegada e venceu, e depois cumprimentou Iván.

O fato ocorreu mês passado, mas só fiquei sabendo hoje, graças a um post no facebook do amigo Andreas Muller. Fica aqui minha homenagem.

Confiram outras histórias como estas no Almanaque:

Amor ao Figueirense muda vida de criança com deficiência em Florianópolis

10 de outubro de 2012 0

Elias Duarte da Rocha é um menino de 13 anos, morador da Lagoa da Conceição em Florianópolis. Portador de deficiência mental leve, o garoto tinha sérias dificuldades de adaptação na escola.

Quando a atenta professora Angela Augusta da Gama, especialista em crianças em processo de inclusão escolar e social, percebeu que o garoto era fascinado pelo Figueirense, tudo mudou.

Esta história é simplesmente sensacional. Porém não é minha, e sim da colega Sicilia Vechi, do jornal Hora de Santa Catarina.

Vale a leitura:

Elias, Angela. O Futebol. E uma nova vida - Foto: Caio Marcelo, Agência RBS

SUPERAÇÃO: A história de Gabriel, um brasileirinho especial

30 de agosto de 2012 2

Gabriel Muniz. Brasileiro. Onze anos. Depois de um período de testes no Centro de Treinamentos do Barcelona em Saquarema, o garoto foi convidado para treinar na Espanha, e viajará nos próximos dias para a Europa.

O que poderia ser uma simples prospecção de talentos precoces por uma potência européia se torna uma história inspiradora por um simples fato.E qual seria? Vejam o vídeo:

O menino nasceu com este problema, o que não lhe impediu de andar desde o período costumeiro, com um ano de idade. Ano passado, ganhou próteses mas prefere não utilizá-las para jogar futebol. Sua força de vontade comoveu os dirigentes do Barcelona, que custearam uma viagem para o CT na Catalunha. Lá, Gabriel terá a chance de conhecer seu grande ídolo e inspirador, o argentino Lionel Messi.

Gabriel em Saquarema, no CT do Barcelona

Mas nesta história, o inspirador é você, Gabriel.
Obrigado.

Superação Olímpica - As melhores histórias do esporte em Jogos Olímpicos

27 de julho de 2012 0

Agora um especial com posts com histórias muito especiais sobre os Jogos Olímpicos, de verão e de inverno. Vale a pena ler sobre histórias familiares. De vida. De morte. De superação pessoal. E até mesmo de muita sorte.

CURTAM OS JOGOS OLÍMPICOS DE LONDRES!!!

Confiram:

'L'Equip Petit' - A história de amor do time catalão que não marca gols!

02 de agosto de 2011 0

Margatània é um time infantil que disputa a Liga infantil da cidade de Vilanova i la Geltrú, próxima à Barcelona. A equipe catalã é composta de crianças de 5 a 6 anos, alunos dos colégios Margallo e Cossetània. Certo dia a história chegou aos ouvidor de Roger Gómez, produtor da TV Cangrejo, e ele resolveu fazer um documentário.

A história de amor pelo esporte, trabalho em equipe e, principalmente, a sinceridade das crianças cativam os espectadores. Eles não estão preocupados em ganhar por ganhar.

Se divertem, se dedicam, jogam. Por serem menores e não tão bons, perdem de qualquer maneira.E sabem que vão perder. E não se importam.

“Eles aprendem a jogar, passam bem a bola, respeitam o adversário, respeitam os companheiros de time, ajudam a equipe“, diz o pai de uma das crianças.

Uma vez nos meteram 20(gols)… Outra vez nos meteram nove(gols!). Fiquei boquiaberto!! Mas isto foi porque eles não eram tão bons“, diz o pequeno Adrià.

Os garotos e garotas comentam o que farão quando fizerem um gol, como irão comemorar. É contagiante.

O time levou 271 e só marcou 1 gol, através de Emma no último jogo do ano.

Um conto moderno, sobre uma história antiga.

Em um mundo hoje competitivo, lembramos de amor, companherismo.

O legítimo, puro e absoluto: FAIR-PLAY

Parabéns Margatània!

SITE OFICIAL

http://margatania.wordpress.com/

Sem as duas pernas, Alex Zanardi pilota moto a 240km/h em Monza!

31 de dezembro de 2009 1

Uma mensagem positiva, de superação de limites e de nunca desistir, encerra este ano do Almanaque Esportivo. O ex-piloto de F-1 e multicampeão da CART Alessandro Zanardi conseguiu mais uma proeza neste ano que termina.

Corrida de Cadeirantes do ex-campeão mundial da F-CART - Foto: Kathy Williens, APEle, que perdeu as duas pernas em um acidente horrível no circuito de Lausitz na Alemanha em 2001, andou em uma moto especialmente preparada a mais de 240km/h no circuito de Monza, na Itália. Fez o teste em uma promoção da revista italiana Riders Italian, em parceria com a BMW, correu em uma moto HP2 Sport adaptada, com controles manuais e um suporte para que ele pudesse apoiar os joelhos.

Ao final do teste, que ocorreu no último dia 11 de dezembro, muito emocionado o piloto chorou. “Obrigado a quem esteve envolvido e à BMW Motorrad Itália por esta tentativa aparentemente complicada. Vivi um dia fantástico que me permitiu experimentar novamente esses sentimentos maravilhosos que já não lembrava mais”, declarou o piloto, campeão na CART em 1997 e 1998.

Bicampeão na CART depois de uma fracassada passagem pela Fórmula-1 no início dos anos 90, Zanardi novamente foi mal na F-1 em 1999, na Williams. Voltou para a F-CART e liderava o GP da Alemanha, quando perdeu o controle de seu carro na saída dos boxes e rodou. Foi então violentamente atingido pelo canadense Alex Tagliani e a frente do seu cockpit se desintegrou. Zanardi teve as duas pernas amputadas no impacto, logo acima do joelho.

Desde o acidente, o carismático italiano tem participado de provas com carros adaptados, ganhando inclusive corridas do Campeonato Mundial de Turismo entre 2004 e 2009, quando encerrou a carreira. Também simbolicamente correu as últimas 13 voltas que restavam no dia do acidente, pilotando um F-CART no mesmo circuito alemão e finalmente encerrando sua carreira em monopostos.

Nos últimos anos, venceu provas de maratona para cadeirantes, incluindo Veneza e ainda desenhou suas próprias próteses, mais leves que o normal e com um design mais confortável. Mostrando que pessoas com deficiência física não precisam desistir da vida e podem realizar seus sonhos.

E é por isto que vou fechar meus posts de 2009 (estamos chegando ao milésimo post !!!) com este assunto. Agradeço aos mais de meio milhão de internautas que visitaram o blog. Que contribuíram com dicas, correções, sugestões de pautas, opiniões, críticas. Que me fizeram continuar com este hobby, que é escrever aqui, mas sempre com o objetivo de engrandecer discussões.

Então, encerro o ano com estas imagens da carreira deste popular piloto italiano, incluindo a lendária ultrapassagem na Corkscrew Curve em Laguna Seca(1996, última volta da última prova da temporada sobre Bryan Herta, também disponível com a narração ao vivo da ESPN). Sem dúvida, um cara especial

Com vocês, o Tributo à Alessandro Zanardi:

FELIZ 2010 A TODOS!

QUE SEJA MELHOR QUE 2009 E PIOR QUE 2011!

Superação Olímpica - As melhores histórias do esporte mundial

03 de setembro de 2009 1

Agora um especial com posts com histórias muito especiais sobre os Jogos Olímpicos, de verão e de inverno. Vale a pena ler sobre histórias familiares. De vida. De morte. De superação pessoal. E até mesmo de muita sorte.

Quando eu tiver tempo (cada vez mais raro), vou postar sobre as especiais histórias envolvendo a Medalha Olímpica “Pierre de Coubertin”, a mesma que o maratonista brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima recebeu após o incidente na Maratona de Atenas, em 2004.

Confiram:

Superação Olímpica - Celebre a Humanidade!

30 de setembro de 2008 2

Olimpíadas

Para fechar a saga olímpica de exemplos de superação e amor ao esporte, uma sequência de filmes patrocinados pelo COI (Comitê Olímpico Internacional). Neles, são são mostrados exemplos de superação, na vida e no esporte, e valores que deveriam ser sempre regra, e não exceção.

São momentos sublimes que ressaltam valores que jamais devem deixar de serem lembrados. Alguns vídeos tem narração de pessoas famosas, como o falecido ator Christoper Reeve (o eterno Superman), o presidente da África do Sul Nélson Mandela, o cego tenor italiano Andrea Bocelli e o ex-presidente da ONU, Kofi Annan.

Outros são apenas imagens selecionadas mostrando uma mensagem sobre o esporte e como ele deve ser visto por todos.

Celebre a Humanidade – Christoper Reeve

Celebre a Humanidade – Nélson Mandela

Celebre a Humanidade – Kofi-Annan

Celebre a Humanidade – Andrea Bocelli

Celebre a Humanidade

Superação(?) Olímpica: o maior rabudo do século!

30 de agosto de 2008 3

Sem dúvida, agora contarei a história do maior sortudo olímpico de todos os tempos. Depois de três eventos inacreditáveis, Steven Bradbury foi o primeiro campeão olímpico de inverno da Austrália e de todo o hemisfério sul do planeta Terra.

Ele conquistou a medalha de ouro nos 1000m de patinação no gelo, pista curta, nos Jogos Olímpicos de Inverno em Salt Lake City, 2002. Da maneira mais absurda e improvável de qualquer tempo, contando com incidentes inesperados. Algo como um time do Chipre vencer a Liga dos Campeões da Europa.

Bradbury era favorito nos Jogos de Inverno de Lillehammer em 1994, mas sofreu um tombo e perdeu a medalha, ganhando somente um bronze no revezamento 4x1250m.

Naquele mesmo ano, sofreu um corte profundo na perna em uma corrida, perdeu quatro litros de sangue e 111 pontos como brinde. Seis anos depois, outro acidente, um pescoço quebrado e mais quatro litros de sangue e dezenas de pontos após um novo corte. Escapando duas vezes assim, estava claro: a sorte estava com Steven…

Em 2002, já com 29 anos e mais pesado que no passado, seu objetivo era apenas uma colocação honrosa na sua despedida dos Jogos Olímpicos em sua quarta participação. Em sua primeira bateria Bradbury passou tranquilo. Mas quartas-de-final, Steven Bradbury chegou em um medíocre terceiro lugar e foi eliminado.

EVENTO IMPROVÁVEL NÚMERO 1: O francês Marc Gagnon, um dos favoritos ao título, foi desclassificado da mesma bateria. De lambuja, Bradbury ficou com a segunda vaga e se classificou.

Nas semifinais, o australiano era “carta fora do baralho” e não tinha chances. Estava muito atrás dos quatro primeiros colocados nas voltas finais.

EVENTO IMPROVÁVEL NÚMERO 2Um competidor caiu sozinho na última volta, primeira curva e caiu. Na sequência, outros dois bateram entre si e caíram. Bradbury se aproveitou, chegou em segundo lugar e garantiu vaga na final. Incrível, mas a sorte do atleta não havia terminado…

Antes da decisão, Bradbury foi profético: “eu já era lento, e agora serei mais ainda em minha quarta corrida seguida. Não tenho mais gasolina no tanque, então não faz sentido ficar no bolo se no final eu vou ficar em último de qualquer jeito. Então a idéia é aproveitar que alguém trombe ali na frente“. Sábias palavras, Nostradamus do século XXI…

Na finalíssima, cinco competidores disputavam três medalhas. Após cinco voltas, o australiano seguia em quinto lugar e bem longe dos demais, que se revezavam na disputa do título. Então chegamos à última volta.

EVENTO IMPROVÁVEL NÚMERO 3: Na última curva, o chinês Li Jiajun toca no coreano Ahn Hyun-Soo e cai. Hyun-Soo também perde o equilíbrio e derruba o norte-americano Apolo Ohno e o canadense Mathieu Turcotte. Um belíssimo “strike” no qual os três remanescentes caem, deixando o caminho livre para Bradbury.

Ele vinha sozinho, lá atrás e só de “butuca“, e ganhou de brinde o ouro olímpico. De tão inesperado, a sua primeira exclamação foi “Oh, fucking God!!!” que eu nem vou traduzir…Vejam a saga de Bradbury:

E assim o veterano Steven Bradbury recebeu a medalha de ouro nos Jogos de Inverno em Salt Lake City 2002. A primeira de ouro da Austrália em qualquer competição olímpica de inverno.

E isto só veio aproveitando uma desclassificação, depois um tombo de três concorrentes na última volta da semifinal, e novamente aproveitando uma queda espetacular dos quatro primeiros colocados, deixando o então último colocado com a medalha de ouro.

De lambuja. De bandeja. Sorte. Muita sorte.

Superação Olímpica: pai ampara filho em Barcelona'92

29 de agosto de 2008 3

“Derek Redmond não chegou em primeiro na prova de 400m rasos nos Jogos Olímpicos de Barcelona em 1992. Ele também não ficou em segundo lugar. Aliás, sequer foi o terceiro. Honestamente, Redmond foi o último colocado disparado em sua bateria na prova. Porém ele chegou”. Estas são as palavras de um comercial da VISA sobre um fato ocorrido há 16 anos, e é esta história que iremos contar.

Redmond foi um ótimo atleta da Grã-Bretanha, o melhor de seu tempo. Campeão europeu e mundial no revezamento 4x400m, era um dos favoritos à medalha de ouro nos 400m rasos.

Favorito na Olimpíada de Seul-1988, Redmond sofreu uma lesão no aquecimento da prova de 400m, dez minutos antes da prova. Ficou fora da Olimpíada e sofreu cinco cirurgias no tendão de aquiles. O sonho olímpico foi adiado em quatro anos…

Em 1992, Redmond era novamente um dos favoritos à medalha de ouro. O britânico fez o melhor tempo nas duas primeiras baterias. “Estava eufórico sobre minhas possibilidades naquele dia. Achava que ganharia mesmo se tivesse disputando a Maratona“, declarou posteriormente Raymond.

Na semifinal, ele largou bem e estava entre os primeiros nos 150m iniciais quando sofreu uma distensão muscular na coxa direita. Redmond parou, mancou e então caiu ao chão. Em lágrimas, só pensava que havia sofrido outra lesão, e de novo não teria chances de disputar uma medalha olímpica.

Quando ia ser atendido pelos médicos e retirado na maca, resolveu levantar-se e recusou ajuda. Todos imaginavam que ele sairia da pista e se arrastaria para a grama. Mas Derek seguiu adiante. Pulando em uma só perna, com dores lancinantes, o atleta faz um esforço supremo para completar a etapa.

Quando já estava quase desistindo, um velho gordo, de bermuda e camiseta, dribla a segurança e invade a pista. Era seu pai, Jim Redmond,  que disse: “Você não precisa fazer isto“. “Eu preciso completar a corrida“, replicou Derek. “Se você vai completar a prova, então vamos fazer isto juntos“, respondeu Jim.

O velocista declarou: “Eu odiei o mundo. Tudo que havia feito, trabalhado, tinha sido em vão. Odiava distensões. Odiava tudo. Estava tão furioso por ter me machucado de novo. Mas eu tinha que terminar a prova. Continuei mancando até faltarem 100m, e então senti uma mão em meu ombro. Era meu pai“.

Derek Raymond e seu pai Jim - Barcelona, 1992/The Philadelphia Inquirer

Na reta final, quase sem forças, o velocista se apoia no ombro de Jim, chorando muito. De dor e frustração por mais um objetivo não alcançado por causa de uma inesperada lesão.

Ambos chegam abraçados à linha de chegada, ovacionados pelos quase 70 mil espectadores no estádio Olímpico de Montjuich. Em lágrimas, Jim declarou após a corrida: “Sou o pai mais orgulhoso do mundo. Nem se ele tivesse ganho a medalha de ouro eu estaria tão honrado“.

Depois da prova, Derek afirmou: “Podiam me achar um herói ou um idiota. Não estava nem aí. Não fiz pela ovação. Fiz por mim. Seria eu que teria que conviver com o fato de não ter terminado a corrida pelo resto de minha vida“.

Derek e Jim Raymond. Filho e pai. Campeões da superação. E do esporte.

Pierre de Coubertin, idealizador dos Jogos Olímpicos da era moderna, ficaria orgulhoso do mais puro e absoluto lema do espírito olímpico.

Aquele que diz: “O Importante é competir