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Posts com a tag "torcedores"

"Fantasma da Série B" invade jogo do Racing e provoca arquirrival Independiente

09 de junho de 2013 0

Esta história estou roubando descaradamente do legendário blog Impedimento, que aliás completou oito anos neste sábado (parabéns Douglas Ceconello & equipe!). No jogo Racing 2×0 Boca Juniors, um inusitado invasor paralisou a partida no segundo tempo, antes da cobrança de pênalti em favor do Racing (aliás batida e CONVERTIDA pelo goleiro Sebastian Saja, ex-Grêmio): UM ESPECTRO.

Nada menos que o “FANTASMA DE LA B“, um torcedor travestido de fantasma, com os dizeres “fantasma de la B” (“fantasma da Série B”) provocando o arquirrrival de Avellaneda, o Independiente, virtualmente rebaixado no Campeonato Argentino. E a polícia não conseguiu pegar o gaiato! haha

Esta iniciativa é claramente consequência de um vídeo que bombou nas redes sociais da Argentina na semana passada. Torcedores do Racing provocando o rival com a mesma indumentária, perguntando “Aonde é o campo do Independiente?”

Ah, e o Independiente? Levou 2×1 do River Plate no Monumental de Nuñez e está fadado a disputar a Segunda Divisão no próximo Apertura:

OBS: o sempre atento leitor Rodrigo Nunes mandou um vídeo dizendo que isto já ocorreu também em Rosário, quando a torcida do Newell’s Old Boys zoou o Rosario Central pelo rebaixamento:

Em estádio histórico, Croácia e Sérvia reabrem feridas de guerra e morte nas Eliminatórias

22 de março de 2013 0

Que seja um jogo de paz. Mas será difícil o ambiente não estar tenso no estádio Maksimir em Zagreb no primeirojogo em Eliminatórias entre as arquirrivais Croácia e Sérvia, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2014 às 14h desta sexta-feira sob os atentos olhares de 1.500 policiais em 36 mil torcedores croatas. E sérvios. Um jogo que evoca momentos dos mais tristes destes dois países, e ainda muito recentes. Marcas de horror e violência que ainda não foram apagadas. E talvez nunca serão.

Vice-líder do grupo ao lado da Bélgica, o time croata tem 10 pontos e pode virtualmente eliminar os sérvios caso vençam nesta tarde. O time sérvio, que disputou a última Copa do Mundo na África do Sul, vem de uma humilhante derrota em Belgrado para a Bélgica por 3×0, e de um fiasco contra a também rival Macedônia, 1×0 em Skopje.  Já os croatas venceram os últimos dois jogos sobre os macedônios (2×1 fora) e País de Gales (2×0 em Zagreb) e lutam pela classificação automática para o Mundial, garantida ao primeiro colocado de cada chave.

Porém um duelo entre croatas e sérvios, ainda mais neste estádio Maksimir, não envolve apenas o futebol. Unidos politicamente após a Segunda Guerra Mundial, estes dois países entraram em um sangrento conflito nos anos 90, a Guerra Civil da Iugoslávia. Vista como inevitável depois da queda do regime socialista e estava sendo ‘avisada’ em vários incidentes.

Um deles foi no futebol, exatamente no palco de hoje em Zagreb. A história deste jogo foi contada em uma das primeiras Séries do Almanaque Esportivo: “Futebol e Facistas – Uma relação antiga na Europa”, que trava sobre a relação entre facistas e torcidas organizadas na Iugoslávia, na Itália e na Inglaterra.

Em 13 de maio de 1990 um jogo entre o Dinamo Zagreb e o Crvena Zvedza (Estrela Vermelha) não ocorreu. Uma batalha campal no estádio Maksimir envolvendo as torcidas organizadas Bad Blue Boys (croatas) e Delije ( sérvios), braços políticos de movimentos ultranacionalistas de seus países, encerrou a partida.

O jogo ocorreu poucas semanas após uma eleição interna na Croácia que deu maioria no Parlamento a partidos que defendiam a independência. O clima de tensão era evidente. Quando o conflito explodiu no estádio após torcedores sérvios irem para cima dos croatas, uma extremamente permissiva polícia sérvia atacou sobretudo torcedores croatas, teoricamente em maioria no estádio.


No meio da confusão, alguns jogadores do Dínamo permaneceram em campo. Um deles era o craque Zvonimir Boban, capitão do Dínamo Zagreb. Ao ver policiais atacando covardemente um torcedor, Boban partiu para briga. Deu uma voadora no policial (bósnio, muçulmano) Refik Ahmetović. Seus companheiros agiram como guarda-costas protengendo Boban da reação da força policial.

Depois do jogo, Boban foi suspenso pela Federação Iugoslava por seis meses e ficou fora da Copa de 1990 na Itália, além de acusado criminalmente. Ele nunca cumpriu pena alguma e se tornou um ícone nacionalista em seu país. Meses depois, deixou a Croácia e se tornou um dos maiores jogadores do Milan nos anos 90 ao lado de, ironicamente, do sérvio Dejan Savicevic.

Sobre aquela triste tarde em Zagreb, Boban declarou: “Então eu estava lá, uma personalidade pública preparada para arriscar minha vida, carreira e toda a fama que eu havia conseguido. Tudo por um ideal, uma causa: a causa da Croácia”.

Zvonimir Boban - um herói nacional croata

O conflito que gerou centenas de feridos e durou cerca de uma hora, foi o estopim popular para protestos, levantes que culminariam com a declaração de independência da Croácia poucos meses depois. A Liga Iugoslava viu os times croatas e eslovenos desistirem depois daquela temporada.

Um ano depois, dia 18 de maio de 1991, o Dínamo Zagreb recebia de novo o Crvena Zvedza, já campeão, no mesmo estádio Maksimir. Já campeão e na final da Copa dos Campeões da Europa, o Crvenaera o franco favorito em um jogo que nada valia. Mas o presidente da Croácia, Franjo Tudjman estava no estádio e o clima era de extrema hostilidade aos sérvios. O capitão do Crvena, Robert Prosinecki (croata, aliás), reclamou para seu técnico, Ljupko Petrovic, que foi para cima do juiz.

Tempos depois,Petrovic deixou claro que o resultado do jogo foi arranjado: “Aquele jogo perdemos por razões políticas. Não teríamos como ganhar. Estávamos vencendo por 2×0, o juiz macedônio inventou um pênalti absurdo em Davor Suker e logo a seguir outro, gol, terminando 2×2 o primeiro tempo. No intervalo fui para cima do juiz e ele me disse discretamente: este jogo está marcado para uma vitória do Dínamo. O presidente croata está ali e não quer ver um time sérvio ganhando aqui, no meio de Zagreb, bem no momento que ele planeja declarar a independência da Croácia“. O Dínamo venceria por 3×2.

No dia seguinte, um plebiscito apontou 83% dos votos em prol da independência da Croácia. Dia 25 de junho os croatas se declararam independentes da República Federativa da Iugoslávia.

E a pior Guerra Civil em continente europeu desde a Segunda Guerra Mundial começou.

Senhoras e senhores. O Stadion Maksimir em Zagreb hoje tem uma rica história.

Infelizmente de momentos mais tristes que alegres no futebol.

Que, quando misturado com a política e interesses hostis, sempre sai perdendo.

LEITURA COMPLEMENTAR:

- Iugoslávia: Futebol e fascistas: uma relação antiga na Iugoslávia

Gauchão 2013: a agonia dos estádios vazios em um modelo errado de busca do público

20 de março de 2013 3

Ingressos caros versus nível técnico baixo? O resultado é: estádios vazios, torcidas desinteressadas, pouca repercussão e nenhuma qualidade. Temos aí a fórmula para um dos Campeonatos Estaduais mais medíocres dos últimos anos: o Gauchão 2013.

Levantamento da média de público feito por Wendell Ferreira e publicado esta semana ZH Esportes escancarou a situação vergonhosa nos estádios do Gauchão. A média de público é simplesmente desastrosa, como pode ser vista na planilha a seguir:

Tabela com média de público dos principais estaduais: Gauchão é um fiasco - Arquivo Pessoal

As explicações de Francisco Novelletto dizendo que a falta de cerveja nos estádios, o excesso de jogos transmitidos, e de que as bilheterias não são mais uma grande fonte de renda dos clubes simplesmente não convencem. Primeiro porque os times do interior tem poucos jogos transmitidos. O preço mínimo do Gauchão de 30 reais é totalmente incompatível com estádios velhos, mal-cuidados e jogos de nível técnico baixo.
Existe uma distorção no modelo apresentado por Novelletto: com os preços abusivos, sem promoções, os clubes estão se isolando de suas comunidades. E, para o futebol do interior, isto é o mesmo que morrer e continuar andando por aí. Sem contar os habituais absurdos na montagem da tabela da competição, algo salientado aqui no Almanaque Esportivo anualmente desde 2008, que privam comunidades inteiras de assistir jogos alternados de Grêmio e Internacional.
O importante nesta análise é fazer a qualificação dos dados. Na tabela apresentada, fica escarrado o problema quando analisamos a média sem considerar os jogos dos times grandes. A média em MG e SP é quatro vezes maior que a do Gauchão. MG tem mais que o dobro, enquanto apenas o Rio está em situação pior. Por exemplo, o modestíssimo Camboriú, pior média do Catarinense, teria média de público melhor que sete times do Gauchão.
E as soluções estão dentro do próprio futebol gaúcho. Sem preços mínimos, a Segunda Divisão tem um envolvimento bem maior das comunidades. Promoções, acertos com as empresas locais, horários adequados às realidades das comunidades em jogos não televisionados. É tão fácil, mas é necessário coragem e assumir a responsabilidade dos fatos.
Sobre o calendário inchado: o site Toda Cancha já apresentou uma tentativa de evolução no atual Calendário, publicada aqui no Almanaque: Gauchão pode evoluir: uma proposta de mudança no calendário do estadual.
Em 2000, com oito times na época, o Campeonato Gaúcho foi um impressionante sucesso de público e renda. Com alguns ajustes (talvez 12 times e semifinais e finais em jogo único por turno), o Gauchão poderia se tornar uma competição importante para as comunidades do Interior.

Como disse o amigo tuiteiro Luiz Mosca no Twitter: “-Se o Presidente da FGF entende q o dinheiro do público nao é mais relevante para os clubes do que o da TV, ele esquece o porquê destes clubes existirem”.


Bem longe dos “Congressos Técnicos em Cruzeiros marítimos” da FGF
Dos  OMISSOS dirigentes do futebol do interior.
O futebol gaúcho dos times do interior agoniza cada vez mais…

Geral do Grêmio: Assentos retráteis utilizados na Alemanha podem resolver impasse na Arena

20 de março de 2013 15

Os assentos retráteis, uma solução utilizada em Dusseldorf, na Alemanha, pode resolver o complicado problema envolvendo o Grêmio, a OAS, o Ministério Público RS e o Corpo de Bombeiros. A exigência de cadeiras por parte dos Bombeiros vai de contra o interesse dos administradores da Arena do Grêmio, que querem manter espaços populares e, principalmente, contra a identidade da Geral do Grêmio, um clamor popular pela permanência de locais em pé naquele setor.

Irritado com a falta de diálogo entre as partes envolvidas, pesquisei na internet e achei esta solução, que não foi implementada há muito tempo na Europa, é bem recente. A Espirit Arena em Dusseldorf, casa do Fortuna, tem 51 mil lugares e foi construída para a Copa do Mundo de 2006 e já está utilizando a solução tanto na área “popular” quanto na torcida visitante. Isto porque o assento retraído seria útil para evitar a depredação da torcida visitante, não ficando exposto.

Produzidos em metal, o assento retrátil, chamado de VARIO SEAT, ‘se esconde’ no degrau da arquibancada. Mais importante: atende os padrões da FIFA e UEFA, que exige locais sentados. Ou seja: ele atende o princípio básico do ‘safe-standing’ (torcer em segurança),introduzido no futebol europeu através do Relatório Taylor, na Inglaterra no início dos anos 90 pelo Lorde Taylor of Gosforth. Por exemplo, se isto já estivesse sendo utilizado em um jogo da Libertadores do Grêmio em uma quinta-feira, em poucas horas se tornaria padrão da FIFA para o amistoso da Seleção Brasileira contra a França, que irá ocorrer em junho.

Assento retrátil: ninguém consegue ver que ele existe - http://www.varioseat.com.br/

Aberta a cadeira, atende os padrões da FIFA

O assento retrátil também poderia ser utilizado em outro clamor do RS: na área da Popular do Inter. Prevista em sua totalidade por cadeiras para a Copa do Mundo de 2014, ontem mesmo o presidente Giovanni Luigi falou em buscar alternativas, com preços mais populares, para a torcida Colorada depois do Mundial.

TORCIDAS: Nike, Boca Juniors e um terremoto!

23 de outubro de 2012 3

Simplesmente genial a ação de marketing da multinacional Nike com o Boca Juniors, clube patrocinado pela empresa. Dono de uma torcida fanática em um estádio temível pela atmosfera intimidadora, o time de Buenos Aires utiliza algumas estratégias de impacto: microfones e captando o som da torcida e sendo amplificados por alto-falantes, torcida organizada pulando exatamente em cima do vestiário visitante, entre outros.

Relato de um jogador adversário: “Nós estávamos no campo perto da torcida do Boca. Eles começaram a gritar e pular. As paredes estavam tremendo e eu pensei: Isso tudo vai desabar”.Ou seja, um caldeirão.

La Bombonera ensandecida - Foto: AP Photo/Natacha Pisarenko/BD

La Bombonera ensandecida - Foto: AP Photo/Natacha Pisarenko/BD

Mas e em um estádio visitante? A Nike, em parceria com a agência de publicidade BBDO, fizeram a seguinte experiência em um jogo do Boca, a final da Copa da Argentina contra o Racing fora de casa: foram instalados quatro acelerômetros (veja o que é isto), que implementaram uma superfície virtual que interpretava o impacto da torcida pulando.

O resultado foi espetacular: simulação de um terremoto de 6.4 na escala Richter!

No final, o slogan da campanha da Nike: ““Toda partida é um jogo em casa. Esse é o Boca”.

Fim de semana vergonhoso nos gramados brasileiros - ATÉ QUANDO?

01 de outubro de 2012 9

Neste ano de 2012, o futebol brasileiro vive um limiar perigoso. Conceitos estão sendo invertidos, o que sempre foi certo está se tornando de uma tonalidade cinza. Perigosa. E inclusive com apoio das autoridades que regem a categoria em cenário nacional.

Por causa de um calendário imbecil, aliado a um péssimo desempenho, a Seleção Brasileira gera mais antipatia que apoio da população. Ao invés de celebrarmos a permanência de jogadores de alto quilate no país, lamentamos a cada rodada desfalques em seus times. A arbitragem nacional vive um de seus piores momentos, sem comando, critérios técnicos, planejamento a médio e longo prazo.

Se fosse só isto, ok, vá lá. Mas a situação está bem pior. Neste final de semana tivemos quatro lamentáveis incidentes envolvendo o direito do torcedor e a liberdade de expressão. Pessoas que sofreram agressões físicas e/ou morais por expressarem seu universal direito de discordar.

No primeiro, o árbitro gaúcho Leandro Vuaden atrasou em 16 minutos o jogo Náutico x Atlético-GO por causa de uma enorme faixa. Ela ousou afrontar as “OTORIDADES“, com a inaceitável frase: “Não irão nos derrubar no apito“. Um simples protesto contra erros consecutivos prejudicando o time pernambucano nas últimas partidas. O jogo só começou quando a faixa foi abaixada.

Como disse Ivana Albuquerque, a torcedora que levou a faixa: “Está na constituição que eu tenho direito de expressar minha opinião sobre qualquer coisa. Foi uma verdadeira estupidez do árbitro agir dessa forma“.

"Não vão nos derrubar no apito" - Faixa pretensamente ofensiva em Recife - Arquivo Pessoal

E o Vuaden achou que estava certo, como podem ver em entrevista à ZH Esportes. Porém o próprio Estatuto do Torcedor isenta quaisquer responsabilidades, como diz o artigo 13, inciso IV : “não portar ou ostentar cartazes, bandeiras, símbolos ou outros sinais com mensagens ofensivas, inclusive de caráter racista ou xenófobo“. Favor indicar aonde isto se aplica no caso deste sábado? Obrigado. Ah, e o Náutico poderá pagar multa pelo atraso. Quem atrasou foi o juiz, ora bolas!

No segundo caso, um torcedor escocês do Celtic Glasgow foi convidado a se retirar das Tribunas VIP do Pacaembu no jogo Corinthians x Sport Recife, tudo porque cometeu o crime capital de usar a camisa verde e branca do time, cores do rival Palmeiras. Sem comentários. Deve ser muito bizarro para um torcedor do Celtic, que tem uma secular (sem exagero) rivalidade com os Rangers especialmente no tocante à questão religiosa e social, correr risco de apanhar por causa das cores. Mas sem dúvida a culpa era dele.

O terceiro caso é mais próximo. No estádio Olímpico, meu amigo Fabrício Maraschin foi agredido, ameaçado, intimidado, teve sua carteirinha de sócio do Grêmio estragada (e por isto não viu o jogo Grêmio x Santos!), e teve sua câmera danificada pela Brigada Militar por ter cometido um crime inafiançável: girado a câmera na direção dos policiais.

A BM gaúcha, famosa por sua competência policial e absoluta incompetência em eventos esportivos (nada mais indicativo que as covardes agressões do jogo Internacional x Fluminense pelo Brasileirão de 2005, com centenas de feridos), teve mais um dia “não” nos estádios gaúchos. Dúvidas? Olhem na timeline dele, @finomaravilha, ao longo deste domingo.

Mas nada foi pior do que o ocorrido em Curitiba, no jogo Coritiba x São Paulo e sem dúvida o caso mais grave, uma garota de 13 anos torcedora do Coritiba e seu pai foram agredidos por marginais após receber a camisa de Lucas, jogador do São Paulo. Sob olhar complacente dos policiais (vejam o relato do jornalista, e torcedor do Coritiba, Rodrigo Salvador na ESPN), os dois foram agredidos por meia dúzia de marginais. O pai levou tapas e teve seu óculos roubado, sob o olhar complacente da inoperante polícia militar de Curitiba. Imagens do Globo Esporte aqui.

O Procurador-Geral do STJD, Paulo Schimitt, que considera seu papel levar a julgamento atletas, treinadores e dirigentes por questões mínimas, achou que a polícia etá certa: “Em Curitiba, a polícia agiu da maneira correta. Este tipo de conduta tem de ser considerado. Poderia acontecer tumulto e desordem, mas pela atitude da polícia não estou pensando em avaliar essa questão. O outro caso se refere a uma norma interna é a permanência em área vip, que é uma área específica. Não parece ser da nossa alçada. Fica a cargo do prejudicado, do direito civil“.

Desde quando autoridades policiais tem direito a se omitirem vendo cidadãos indefesos sendo agredidos por uma maioria?

Será que ele não pensa na imagem que a criança, sua família, tem do futebol nesta segunda-feira?
Gente da sua própria ‘torcida’? Que aliás, parece ter esquecido 2009…
Não sei se a Milena torcia mesmo para o Coritiba. Na real, nem importa.
Mas sei que ela deve estar repensando gostar deste esporte.

O futebol brasileiro teve neste final de semana dois dias trágicos. Sem mortes nem feridos graves.
Fisicamente.
Porém precisamos de mais Maracanãs e Morumbi lotados.

E menos escoceses do Celtic. Menos Fabrícios. Menos Ivanas. Menos Milenas.

E muito menos Paulo Schmitts.

A alma de quem ama este esporte apaixonante está ferida.

Tratem os torcedores como seres humanos: pela volta da civilidade nos Gre-Nais

30 de agosto de 2012 5

Trate um ser humano como um animal e ele irá se portar como um. Trate este mesmo “homo sapiens” com dignidade que seu comportamento será diferenciado. Esta deveria ser a prática nos estádios de futebol, mas nos últimos 15 anos assistimos uma involução na sociedade gaúcha.

Assistindo a vídeos de clássicos dos anos 90 vejo o quanto as torcidas de Porto Alegre, os dirigentes da dupla Gre-Nal e a Brigada Militar involuiu no quesito civilidade. Na época víamos 13, 15 mil torcedores da torcida adversária nos dois estádios, Beira-Rio e Olímpico. Duvidam? Então assistam o vídeo abaixo:

Claro que nem tudo era perfeito, brigas ocorriam especialmente longe dos estádios (no Trensurb, por exemplo). Também é bem verdade que hoje, com o expressivo número de sócios, este volume de visitantes não poderia se repetir. Mas, mesmo com estádios em perfeitas condições (como por exemplo no Gre-Nal de 2009 pelo Campeonato Brasileiro), o contigente de visitantes já havia caído para 2.800 torcedores, muito longe do limite máximo de 10% previstos no Regulamento Geral de Competições (algo entre 5 a 6 mil torcedores).

Incidentes no Gre-Nal do Brasileirão em 2008 - Foto: Valdir Friolin, RBS

No dia 7 de outubro de 2008, meu amigo Marcelo Barbosa da Rosa escreveu para o Paulo Sant’Ana e teve seu e-mail publicado. Seus argumentos estão disponíveis aqui e são muito semelhantes aos meus. Violência aumentou com redução da torcida?

Não é coincidência o fato dos grandes incidentes recentes no Beira-Rio e Olímpico terem começado com a redução de espaços. Nos Gre-Nais de 2004 pela Sul-Americana tivemos uma invasão da social do Beira-Rio, com poucos torcedores visitantes no estádio. O triste incidente do incêndio dos banheiros químicos em 2006 também tinha pouca torcida.

Se tu tem 300 marginais que irão tumultuar em quaisquer condições, eles serão 30% de um contingente de 1.000. Mas serão apenas 5% de 6 mil torcedores… Pensem nisto…

Outra questão são os tapumes. De acordo com a sempre eficiente (não) Polícia Militar o ideal é que os torcedores sejam colocados em currais de 500m de cumprimentos. Nem bois indo para o matadouro passam por tamanho constrangimento. Isto acirra o comportamento dos torcedores, especialmente no Beira-Rio. Considero aquilo uma afronta à civilidade dos torcedores.

A situação de torcida única é ainda mais ridícula. Além de ser uma prova de incompetência, como vimos na Polícia Mineira no último domingo (dúvidas? Olhem a coluna do comentarista Mauro Cézar Pereira, da ESPN, sobre os incidentes de Cruzeiro e Atlético-MG), é uma degeneração do conceito básico do esporte, que engloba torcedores nos estádios. E não adianta nada.

Evidentemente que sabemos de fatos lamentáveis ocorridos em clássicos Gre-Nais, como o incêndio dos banheiros químicos no Beira-Rio em 2006. Entretanto isto não pode ser desculpa para a omissão de dirigentes, autoridades. Porém para isto, deve-ser cumprido o Estatuto do Torcedor, focando em penalidade alternativas, punições radicais aos desordeiros e, em casos mais extremos, o encaminhamento à área judicial.

Com a Copa de 2014, os estádios brasileiros chegarão a um patamar nunca vistos anteriormente. Requinte e conforto estarão à disposição dos torcedores. Esperamos que a força de vontade dos dirigentes e das autoridades públicas também se renove com este novo ambiente.

Acima de tudo, cabe o discernimento de buscar alternativas mais civilizadas. O cerne do Relatório Taylor, o documento que levou a Inglaterra da mais profunda depressão futebolística para o topo das Ligas Nacionais, é: trate a todos como deseja ser tratado.

Foi assim que a Inglaterra se tornou o que é.

Queremos isto?

O Fascismo no futebol europeu - Série Especial no Almanaque Esportivo

04 de agosto de 2012 0

Em 2007, escrevi uma série no Almanaque Esportivo sobre grupos de ultra-direita envolvidos no futebol. Não só englobavam torcedores violentos, como também tinham posicionamentos políticos radicais. Em resumo, essencialmente grupos racistas, xenófobos e violentos.

The Muckers - Torcida neonazista do modesto inglês Blackpool

E violência é inimiga do futebol. Isto não combina, não faz sentido. Não existe.

Para lutar contra um inimigo, temos que conhecê-lo o máximo possível. Esta foi a intenção da série de posts sobre grupos de ultra-direita inseridos no futebol. Espero que tenham gostado.

O FASCISMO NO FUTEBOL EUROPEU

Postado por Alexandre Perin

Grêmio deve bater recorde de público em POA: vejam os últimos 10 anos!

24 de maio de 2012 2

O Grêmio, hoje contra o Bahia pelas quartas-de-final da Copa do Brasil, provavelmente terá o maior público deste ano em Porto Alegre.  O Tricolor precisa ter mais do que 35.530 torcedores no Olímpico, público do jogo Internacional 1×1 Santos pela Copa Libertadores em abril, o que é altamente provável.

Final da Libertadores de 2006 é o maior público da década - Marcelo Efeye/EFE

Nos últimos dez anos, em  seis temporadas o recorde de público foi do Internacional e em outras quatro foi o Grêmio. Nesta análise entram cinco finais. (OBS: tinha esquecido do jogo Grêmio 4×2 Flamengo, o sempre atento @tiagocorr me corrigiu no Twitter).

  • ANO – JOGO – COMPETIÇÃO – PÚBLICO TOTAL
  • 2011 - Grêmio 4×2 Flamengo – Brasileirão Série A – Público Total:  44.781
  • 2010 – Internacional 3×2 Chivas Guadalajara-MÉX – Copa Libertadores da América – Público Total: 53.124
  • 2009 – Internacional 2×2 Corinthians – Copa do Brasil – Público Total: 50.286
  • 2008 – Internacional 1×1 Estudiantes-ARG – Copa Sul-Americana – Público Total: 51.803
  • 2007 – Internacional 4×0 Pachuca-MÉX – Recopa Sul-Americana – Público Total:  51.023
  • 2006 – Internacional 2×2 São Paulo – Copa Libertadores da América – Público Total: 57.554
  • 2005 – Grêmio 2×0 Santa Cruz – Brasileirão Série B – Público Total: 50.960
  • 2004 – Internacional 0×0 Boca Juniors-ARG – Copa Sul-Americana – Público Total: 47.295
  • 2003 – Grêmio 3×0 Corinthians – Brasileirão Série A – Público Total: 50.282
  • 2002 – Grêmio 4×0 Ríver Plate-ARG – Copa Libertadores da América – Público Total: 50.828

Já no quesito recorde absoluto nos últimos 10 anos, curiosamente a divisão se mantém em 7 jogos do Inter e 3 do Grêmio, mas as partidas se modificam e dois Gre-Nais entram na análise: o da final do Gauchão de 2006 (algo que eu esperava), e o da Copa Sul-Minas de 2002 (que eu nem imaginava). Confiram os números:

  1. 2006 -  Internacional 2×2 São Paulo – Copa Libertadores da América – Público Total: 57.554
  2. 2006 -  Internacional 1×1  Grêmio – Campeonato Gaúcho – Público Total: 57.541
  3. 2010 -  Internacional 3×2 Chivas Guadalajara-MÉX – Copa Libertadores da América – Público Total: 53.124
  4. 2008 -  Internacional 1×1 Estudiantes-ARG – Copa Sul-Americana – Público Total: 51.803
  5. 2007 -  Internacional 4×0 Pachuca-MÉX – Recopa Sul-Americana – Público Total: 51.023
  6. 2005 -  Grêmio 2×0 Santa Cruz – Brasileirão Série B – Público Total: 50.960
  7. 2002 -  Grêmio 4×0 Ríver Plate-ARG – Copa Libertadores da América – Público Total: 50.828
  8. 2002 -  Internacional 1×1  Grêmio – Copa Sul-Minas – Público Total:  50.625
  9. 2009 -  Internacional 2×2 Corinthians – Copa do Brasil – Público Total: 50.286
  10. 2003 -  Grêmio 3×0 Corinthians – Brasileirão Série A – Público Total: 50.282

Pesquisa aponta as maiores torcidas da Europa

11 de dezembro de 2010 0

O ranking abaixo mostra apenas os times com maior torcida no continente europeu. Neste, o Barcelona é líder disparado com quase o dobro do segundo colocado, o arquirrival Real Madrid. Os times ingleses também estão bem, com Manchester United, Chelsea, Arsenal e Liverpool entre os dez primeiros.O levantamento é da empresa alemã de marketing esportivo Sport+Markt

Outrora soberana, a Juventus caiu muito de participação em virtude dos últimos escândalos e crise técnica da década atual. Surpreende a ótima participação dos times da Rússia (sede do Mundial de 2018), com Zenit, CSKA e Spartak entre os mais citados.

As maiores torcidas da Europa - Reprodução Sport+Markt

1. Barcelona-ESP – 57,8 (milhões de torcedores)
2. Real Madrid-ESP – 31,3
3. Manchester United-ING – 30,6
4. Chelsea-ING – 21,4
5. Bayern Munique-ALE – 20,7
6. Arsenal-ING – 20,3
7. Milan-ITA – 18,4
8. Internazionale-ITA- – 17,5
9. Liverpool-ING – 16,4
10. Juventus-ITA – 13,1
11. Zenit-RUS – 12,6
12. CSKA Moscou-RUS – 10,5
13. Spartak Moscou-RUS – 9,0
14. Olympique Marselha-FRA – 7,8
15. Ajax-HOL – 7,1
16. Galatasaray-TUR – 6,8
17. Olympique Lyon-FRA – 6,6
18. Fenerbahce-TUR – 6,1
19. AS Roma-ITA – 6,0
20. Dínamo Kiev-UCR – 5,3

Outro aspecto relevante é o número de torcedores dentro do próprio pais, mostrado na figura abaixo: