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Posts com a tag "Vasco da Gama"

Qual jogador brasileiro ganhou mais Libertadores? Vocês nem imaginam...

27 de agosto de 2010 23

Esta pouca gente deve saber… Estou criando um levantamento que mostra os atletas brasileiros com mais títulos de Libertadores no currículo. Na minha análise, só considerarei atletas com três ou mais títulos. Evidentemente está incompleto, e por isto preciso da ajuda dos meus leitores.

Vítor, o único brazuca tetracampeão da Libertadores

Palhinha? Dinho? Fabiano Eller? que nada! O jogador do futebol brasileiro com mais títulos de Copa Libertadores da América é o discutível lateral-direito Vítor. Reserva do lendário Cafú em 1992 pelo São Paulo, Vítor foi titular na conquista de 1993 do tricolor paulista. Como titular, foi campeão ainda em 1997 pelo Cruzeiro e no ano seguinte pelo Vasco da Gama. Com restrições técnicas, sempre foi um jogador voluntarioso e muito disciplinado, sendo uma peça de confiança dos treinadores.

Três treinadores brasileiros conquistaram a Libertadores duas vezes: Luís Felipe Scolari (Grêmio 1995 e Palmeiras 1999), Paulo Autuori (Cruzeiro 1997 e São Paulo 2005) e o Mestre Telê Santana (São Paulo 1992 e 1993). EDITADO: o amigo Paulo César Filho lembrou de Lula, técnico campeão pelo Santos em 1962 e 1963.

TETRACAMPEÃO DA AMÉRICA

  • Vítor - 1992 e 1993 (ambos com o São Paulo), 1997 (Cruzeiro) e 1998 (Vasco da Gama)

TRICAMPEÃO DA AMÉRICA

  • Dinho - 1992 e 1993 (ambos com o São Paulo), 1995 (Grêmio)
  • Elivélton - 1992 e 1993 (ambos com o São Paulo), 1997 (Cruzeiro)
  • Fabiano Eller – 1998 (Vasco da Gama), 2006 e 2010 (ambos com o Internacional)
  • Palhinha - 1992 e 1993 (ambos com o São Paulo), 1997 (Cruzeiro)
  • Ronaldo Luiz – 1992 e 1993 (ambos com o São Paulo), 1998 (Vasco da Gama)


Lembram de outros? Me ajudem!

Antecipação da janela beneficia mais da metade dos times da Série A

19 de julho de 2010 5

Fiz esta pesquisa rápida e achei todos estes jogadores que foram beneficiados com a antecipação da janela de transferências. Pouca gente notou que o tamanho da mesma segue o mesmo, 30 dias. Vai abrir dia 19/07 e fechar no dia 19/08.

Isto significa que um time, por exemplo o Grêmio, pode contratar um jogador do exterior até o dia 19 de agosto. Mas poderá vender um jogador até o dia 31/08. Vale lembrar o princípio básico da janela de transferências: ela vale para quem compra e não para quem vende.

São pelo menos 11 times da Série A beneficiados, e diversos outros da Série B (que normalmente repatria brasileiros de mercados menores). Dia destes o pai de um deles me procurou para tirar dúvidas, um garoto que vai atuar na Série B. A FGF fala em até 60 jogadores.

A lista deve ser bem maior, estes são os 100% confirmados:

Ranking da Copa do Brasil - proposta de ranking diferente

17 de março de 2010 8

Para se elaborar um ranking histórico da Copa do Brasil, somar pura e simplesmente todos os resultados da história não é mais o critério mais adequado. IMPORTANTE:Lembrando que isto é apenas um levantamento histórico, para discussão de boteco.

Somando os títulos, o resultado é simples. Neste caso o Grêmio e o Cruzeiro dominam amplamente a competição com quatro títulos. O Grêmio tem dois vices a mais, então fica à frente do time mineiro. O Corinthians é o terceiro com três conquistas, o Flamengo tem dois títulos e todos os demais times levaram uma vez. 

Mas o somatório pura e simples não é legal. Isto porque desde 2002 os times brasileiros na Taça Libertadores não disputam a Copa do Brasil. Ou seja, um time que disputa todos os anos a Copa do Brasil significa que não disputa a Libertadores há muito tempo, e tem sido insuficiente. Vasco da Gama, Atlético-MG e Botafogo seriam beneficiados nesta análise. 

Manter o critério antigo, mais simples e correto, seria prejudicar quem conquista a chance de disputar a Libertadores. Então o amigo gremista Edison Klein, louco por estatísticas e grande colaborador do Almanaque Esportivo, bolou outra maneira de analisar os times. Ela leva em conta o desempenho de cada time na competição e também quantas participações o time teve. 

É o melhor ranking? Não sei, acho que não existe resposta para esta pergunta. Mas certamente é mais justo. No Campeonato Brasileiro, eu prefiro o somatório de pontos pelo simples fato de que, se um time não disputa o Brasileiro, é por demérito seu e não por prêmio, como ocorre na Copa do Brasil. 

No primeiro critério (premiação analisado com número de disputas), o líder é o Paulista de Jundiaí: disputou uma vez e levou o título. o Santo André tem 1 título em 2 anos. O Flamengo é o terceiro e o Grêmio é o quarto, certamente prejudicado por ter sido eliminado precocemente nas últimas participações.

Outro time pequeno presente é o 15 de Novembro de Campo Bom, que foi às semifinais e 3º fase em dois anos seguidos. De longo histórico de micos na competição apesar de um título e um vice-campeonato, o Inter é apenas o 13º colocado.

Já no segundo, como era de se esperar, o líder é o Grêmio, seguido de perto pelo Flamengo e Corinthians. Neste, os times brasileiros mais tradicionais são a maioria e apenas o Atlético-MG nunca conquistou uma Copa do Brasil.

Grêmio Campeão da Copa do Brasil 2001 - Crédito: Reprodução site http://www.torcedor.gremista.non.br

CRITÉRIOS

CAMPEÃO – 16 PONTOS
VICE    - 12 PONTOS
ELIMINADO NAS SEMIFINAIS – 8
ELIMINADO NAS QUARTAS    - 4
ELIMINADO NAS OITAVAS    - 2

O ÍNDICE DE PARTICIPAÇÃO LEVA EM CONTA A SOMA DE PONTOS DIVIDIDO PELO NRO DE PARTICIPAÇÕES
O ÍNDICE GERAL LEVA EM CONTA A SOMA DE PONTOS DIVIDIDO PELO NRO DE EDIÇÕES DO TORNEIO

10 PRIMEIROS NO ÍNDICE DE PARTICIPAÇÃO

EQUIPE              PTOS   PART     INDICE

1°) PAULISTA              16     1     16,0000
2°) SANTO ANDRÉ           16     2      8,0000
3°) FLAMENGO             120    15      8,0000
4°) GRÊMIO               124    17      7,2941
5°) CRUZEIRO             100    15      6,6666
6°) CORINTHIANS          110    17      6,4705
7°) PALMEIRAS             72    14      5,1428
8°) XV DE NOVEMBRO – RS   10     2      5,0000
9°) SÃO PAULO             50    11      4,5454
10°) FLUMINENSE            68    15      4,5333

10 PRIMEIROS NO ÍNDICE GERAL

1°) GRÊMIO               124    17      5,9047
2°) FLAMENGO             120    15      5,7142
3°) CORINTHIANS          110    17      5,2380
4°) CRUZEIRO             100    15      4,7619
5°) VASCO DA GAMA         84    19      4,0000
6°) PALMEIRAS             72    14      3,4285
7°) FLUMINENSE            68    15      3,2380
8°) INTERNACIONAL         64    18      3,0476
9°) ATLÉTICO-MG           64    18      3,0476
10°) SPORT RECIFE          54    15      2,5715

Neste ranking, o Inter está em 13.lugar, com 64 pontos,   em 18 participações, com um índice de 3,5555

Dívidas dos grandes clubes brasileiros: Tamanho vs. Perfil

09 de fevereiro de 2010 10

O sempre ótimo blog Olhar Crônico Esportivo fez uma bela análise sobre as dívidas dos principais clubes brasileiros. O blogueiro Émerson Gonçalves, que assim como eu sofre para ler alguns balanços fiscais de times da Série A, deixa bem claro como o TAMANHO da dívida importa, mas não é fundamental. O PERFIL da mesma é que muda tudo.

Isto fica exemplificado no caso do Internacional em comparação com o Palmeiras. A dívida do time paulista é menos da metade da dívida colorada (a Parmalat zerou as dívidas nos anos 90), porém quase 30% da dívida é de antecipações fiscais e empréstimos, de curto e médio prazo. É interessante ainda o fato do Palmeiras não ter nenhuma dívida trabalhista. Já no caso do time gaúcho, quase 95% da dívida está equacionada via Timemania, sendo paga em suaves prestações. 

Também fica claro o problema do Grêmio com as dívidas trabalhistas, que assola ainda Vasco da Gama, Botafogo, Fluminense, Náutico e Paraná. No Atlético-MG, Atlético-PR, Vasco da Gama, Corinthians, Santos, São Paulo e Coritiba são os adiantamentos de receitas e empréstimos particulares que pesam no conjunto deficitário.

Curiosidade: no Galo o empréstimo é do ex-presidente Ricardo Guimarães, em dívida já equacionada, e no Santos também do ex-presidente Marcelo Teixeira.

As dívidas fiscais de quase todos os times com a União estão equacionadas ou regularizadas via Timemania ou acertos individuais com o Governo. Então uma análise mostra que todos os times do Rio, o Santos, o Corinthians, o Atlético-MG e os dois paranaenses estão em uma situação financeira delicada.

Vale também destacar que alguns times, como o Grêmio e o Botafogo, conseguiram reduzir significativamente suas dívidas nos últimos anos. Ou seja, esta mesma análise ano que vem pode mostrar valores bem mais favoráveis a alguns clubes, complicando outros como o Corinthians que encerrou 2009 com um enorme déficit.

DEFINIÇÕES:

- Fiscais: as dívidas com o governo federal (quase que exclusivamente), referentes ao não pagamento de tributos diversos, inclusive INSS e IR; a  maior parte desses débitos está com seus pagamentos negociados no acordo da Timemania.

- Contingências: compreende as dívidas trabalhistas – a grande maioria nesse item – e dívidas cíveis.

- Empréstimos: dinheiro tomado nos bancos ou adiantado via Clube dos 13 e federações; no caso, como já explicado neste e no velho OCE, a parcela a receber futuramente sai via empréstimo bancário, devidamente aprovada pelo Clube dos 13 e Rede Globo e GLOBOSAT; grande parte da dívida do Clube Atlético Mineiro com seu ex-presidente, Ricardo Guimarães, está nesse item.

A próxima tabela é a mais interessante e que merece um olhar mais atento de cada torcedor. Ela mostra como é a composição dessas dívidas em cada clube:

Legenda: Passivo Total, Dívidas Fiscais, Dívidas Contingenciais e Dívidas em Empréstimos estão com valores em reais. Os percentuais são as relações entre a dívida total (Passivo) e o ítem analisado.

Clube

Passivo Total

(em reais)*

Dívidas Fiscais

(em reais)*

%

Dívidas Contingenciais/ Trabalhistas

(em reais)*

%

Dívidas em Empréstimos

(em reais)*

%

Vasco

308,1

99,2

32,2

111,1

36,1

97,8

31.7

Flamengo

278,3

201,5

72,4

36,5

13,1

40,3

14,5

Fluminense

272,9

140,3

51,4

132,6

48,6

0,02

0

Atlético MG

267,8

138,3

51,6

23,5

8,8

106,0

39,6

Botafogo

219,0

132,8

60,6

71,8

32,8

14,4

6,6

Corinthians

118,3

48,6

41,1

17,2

14,5

52,5

44,4

Palmeiras

55,1

39,5

71,7

0

0

15,6

28,3

Internacional

126,7

120,1

94,8

2,4

1,9

4,2

3,3

Santos

134,3

90,8

67,6

2,2

1,6

41,3

30,8

Grêmio

108,5

76,7

70,7

17,9

16,5

13,9

12,8

São Paulo

143,3

95,9

66,9

2,5

1,8

44,9

31,3

Cruzeiro

84,7

65,7

77,5

1,4

1,7

17,6

20,8

Coritiba

54,6

35,6

65,2

5,0

9,2

14,0

25,6

Náutico

44,9

28,9

64,4

14,1

31,4

1,9

4,2

Atlético PR

23,1

7,8

33,7

4,5

19,5

10,8

46,8

Paraná

26,2

16,6

63,4

9,3

35,5

0,3

1,1

Figueirense

9,3

8,4

90,3

0,9

9,7

0

0

São Caetano

2,1

0,3

14,2

0,1

4,8

1,7

81,0

Barueri

0,5

0,001

0

0,5

100,0

0

0

Totais

2.277,7

1.347,0

59,1

453,5

19,9

477,2

21,0

OBS: obrigado a todos que me mostraram que não tinha revisado o texto. Fiz correndo ontem à noite e ficou ruim. Agora tá bem melhor.

29/04/94: Flu 7x1 Bota. SETE anos depois, em 29/04/2001: Vasco 7x0 Bota!!

25 de janeiro de 2010 13

Pode um time levar SETE em um clássico e, exatos sete anos depois, levar novamente SETE em um clássico? Se for o Botafogo, pode! A humilhante goleada de 6×0 do Vasco da Gama sobre o Botafogo neste domingo me fez relembrar uma histórica coincidência do futebol carioca.

E curiosamente, as duas muito negativas sobre o time de General Severiano. O Botafogo levou duas goleadas de sete gols separadas exatamente por… SETE ANOS. Na mesma data: 29 de abril!

No dia 29 de abril de 1994, um forte time do Fluminense enfiou 7×1 no forte time do Botafogo, jogo válido pela Taça Rio. Ézio, Luís Henrique, Ézio, Luís Antônio fazem 4×0 ainda no primeiro tempo, Grizzo descontando para o Botafogo. Mário Tilico, novamente Luís Antônio e Branco fecham a histórica atuação: Fluminense 7×1. O curioso é o patrocinador do Botafogo: a marca de refrigerante SEVEN-UP (‘sete‘ em inglês)

Curiosamente, exatamente sete anos depois, no dia 29 de abril de 2001, o ainda fraco Botafogo levou 7×0 do Vasco da Gama, então campeão brasileiro e com uma constelação de craques: Romário, Juninho Paulista, Juninho Pernambucano, Euller, etc. Os goleadores daquela tarde: Romário (2x), Juninho Paulista (3x), Euller e Pedrinho.

Em casa e fora: as melhores campanhas desde 2003 na Série A

21 de dezembro de 2009 3

Encerrando a temporada 2009, vamos mostrar um levantamento com as melhores e piores campanhas de mandantes e visitantes no Campeonato Brasileiro desde o início da era ‘pontos-corridos’, em 2003.

Na ocasião, o Cruzeiro foi o melhor time em casa e também como visitante, confirmando sua avassaladora campanha naquela temporada. Somente em 2007 outro time foi o melhor como mandante e visitante: o São Paulo, que conquistaria o pentacampeonato nacional.

No Brasileirão 2009, a melhor campanha em casa evidentemente foi do Grêmio, único invicto da história dos pontos corridos em casa e aproveitamento de 82,46% no Olímpico. Já como visitante, o melhor foi o Cruzeiro, invicto há 12 jogos fora do Mineirão. O time mineiro conquistou 56,14% dos pontos como visitante.

O pior aproveitamento da história de um mandante foi do América-RN em 2007, com pífios 15,78% de aproveitamento. O time potiguar era o único a ter pior campanha em casa e como visitante até o Sport igualar esta marca, na atual temporada.

Apesar de ser o único invicto como mandante de um Brasileirão de pontos corridos, o Grêmio divide a primazia de ter o melhor aproveitamento da história ao lado do Cruzeiro (2008) e do Santos (2006), todos com 47 pontos em 19 jogos, perfazendo 82,45% de aproveitamento.

Como visitante, o melhor de todos é o Cruzeiro de 2003, com 63,76% de aproveitamento. O pior é o Ipatinga, com míseros 8,77% de aproveitamento ano passado.

MANDANTE

2003 – MELHOR: CRUZEIRO – 81,15 %
– PIOR: PONTE PRETA – 44,92 %
2004 – MELHOR: SANTOS e SÃO PAULO – 81,15 %
– PIOR: GRÊMIO – 42,02 %
2005 – MELHOR: PALMEIRAS – 73,01%
– PIOR: ATLÉTICO-MG – 34,92 %
2006 – MELHOR: SANTOS – 82,45 %
– PIOR: FORTALEZA – 35,08 %
2007 – MELHOR: SÃO PAULO – 73,68 %
– PIOR: AMÉRICA-RN – 15,78 %
2008 – MELHOR: CRUZEIRO – 82,45 %
– PIOR: VASCO DA GAMA – 43,85 %
2009 – MELHOR: GRÊMIO – 82,46%
– PIOR: SPORT – 42,11%

Classificação do time mandante - http://tabelasdefutebol.blogspot.com

VISITANTE

2003 – MELHOR: CRUZEIRO – 63,76 %
– PIOR: BAHIA – 10,14 %
2004 – MELHOR: PALMEIRAS – 55,07 %
– PIOR: VITÓRIA – 10,14 %
2005 – MELHOR: CORINTHIANS – 61,90 %
– PIOR: PAYSANDÚ – 14,28 %
2006 – MELHOR: INTERNACIONAL – 57,89 %
– PIOR: SANTA CRUZ – 10,52 %
2007 – MELHOR: SÃO PAULO – 61,40 %
– PIOR: AMÉRICA-RN – 14,03 %
2008 – MELHOR: SÃO PAULO – 50,87 %
– PIOR: IPATINGA – 8,77 %
2009 – MELHOR: CRUZEIRO – 56,14%
– PIOR: SPORT – 12,28%

2009 - Visitantes no Brasileirão

Os melhores ataques e defesas da história do Brasileirão

15 de dezembro de 2009 8

Hoje falaremos dos melhores ataques e defesas da história do Campeonato Brasileiro desde seu início, em 1971. Dos times que tiveram a melhor média de gols da história, e aqueles que tiveram o sistema defensivo menos vazado de cada competição, dados cortesia do sempre participante leitor Edison Klein.

O time que mais marcou gols em uma só edição foi o Cruzeiro, de 2003, que marcou 102 gols. Porém não é dele a melhor média, e sim do Guarani, autor de 53 gols em apenas 20 partidas na temporada de 1982, média de 2,65. Algo esperado para um time com ataque de Capitão, Careca e municiado pelo sempre talentoso, mas já veterano Jorge Mendonça.

O “pior melhor ataque”, ou seja, a menor média de gols de um “melhor ataque” foi do Flamengo de 1990, uma competição de horrorosa lembrança, que teve apenas 1,2 gols por partida. A síntese de um ano fraquíssimo que viu ainda o Olímpia campeão da América, o horrível Corinthians campeão brasileiro e uma Copa do Mundo lamentável, com meia dúzia de bons jogos na Itália.

Já a melhor defesa da história é do super Palmeiras de 1973, que sofreu míseros 13 gols em 40 partidas. Em compensação, a “pior melhor defesa” é do Internacional de 2005, vice-campeão no polêmico Brasileiro do “Zveitaço”, que sofreu 1,16 gols por partida.

Ao longo da história, o Grêmio foi quatro vezes a melhor defesa  e duas vezes o melhor ataque, incluindo a atual temporada. Já o Internacional foi uma vez o melhor ataque, e duas vezes a melhor defesa. Vejam os números.

ANO  MELHOR ATAQUE    MEDIA / JOGOS  MELHOR DEFESA   MEDIA / JOGOS
1971 ATLETICO-MG      1,4444 / 27    SANTOS         0,6400 / 25
1972 SÃO PAULO        1,7500 / 28    PALMEIRAS      0,6333 / 30
1973 SANTOS           1,5135 / 37    PALMEIRAS      0,3250 / 40
1974 ATLETICO-MG/FLAMENGO 1,7083 / 24 GREMIO         0,4583 / 24
1975  FLUMINENSE      1,8214 / 28    INTERNACIONAL  0,4000 / 30
1976  INTERNACIONAL   2,5652 / 23    PALMEIRAS      0,5238 / 21
1977  ATLETICO-MG     2,6190 / 21    CORINTHIANS    0,3684 / 19
1978  VASCO DA GAMA   2,0333 / 30    PALMEIRAS      0,5937 / 32
1979  PALMEIRAS       3,2000 /  5    CAMPINENSE-PB  0,5000 / 16
1980  CORINTHIANS     2,3888 / 18    SANTOS         0,6666 / 18
1981  VASCO DA GAMA   2,1578 / 19    SAO PAULO      0,6521 / 23
1982  GUARANI         2,6500 / 20    PONTE PRETA    0,6428 / 14
1983  PALMEIRAS       2,2000 / 20    BOTAFOGO-SP    0,5000 /  6
1984  PALMEIRAS       2,1428 / 14    FLUMINENSE     0,5000 / 26
1985  SAO PAULO       1,8000 / 20    SPORT RECIFE   0,5714 / 28
1986  SAO PAULO       1,8235 / 34    GUARANI        0,5294 / 34
1987  SPORT               1,4500 / 20    CRUZEIRO       0,4117 / 17
1988  VASCO DA GAMA   1,4400 / 25    VASCO DA GAMA  0,7200 / 25
1989  NAUTICO         1,5000 / 18    PALMEIRAS      0,7222 / 18
1990  FLAMENGO        1,2631 / 19 GREMIO         0,6956 / 23
1991  ATLETICO-MG     1,4285 / 21    SAO PAULO      0,6521 / 23
1992  BOTAFOGO        1,7037 / 27    BRAGANTINO     0,6800 / 25
1993  CORINTHIANS     1,9000 / 20    PARANA         0,7500 / 16
1994  PALMEIRAS       1,8709 / 31    PORTUGUESA     0,8000 / 25
1995  SANTOS          1,9259 / 27    PALMEIRAS      0,8260 / 23
1996  GREMIO          1,7931 / 29    GUARANI        0,6800 / 25
1997  VASCO DA GAMA   2,0909 / 33    PALMEIRAS      0,8484 / 33
1998  PALMEIRAS       1,9615 / 26    VASCO DA GAMA  1,0434 / 23
1999  CRUZEIRO        2,1739 / 23    PONTE PRETA    0,9583 / 24
2000  SAO CAETANO     2,2500 /  8    PARANA         1,0000 /  4
2001  ATLETICO-PR     2,1935 / 31    SAO CAETANO    1,0000 / 31
2002  SAO PAULO       2,1851 / 27    GREMIO         1,1034 / 29
2003  CRUZEIRO        2,2173 / 46    SAO CAETANO    0,8043 / 46
2004  SANTOS          2,2391 / 46    SAO PAULO      0,9347 / 46
2005  CORINTHIANS     2,0714 / 42    INTERNACIONAL  1,1666 / 42
2006  SÃO PAULO       1,7368 / 38    SAO PAULO      0,8421 / 38
2007  CRUZEIRO        1,9210 / 38    SAO PAULO      0,5000 / 38
2008  FLAMENGO        1,7631 / 38    GREMIO         0,9210 / 38
2009  GREMIO          1,7631 / 38    SAO PAULO      1,1052 / 38

COMPARANDO A DUPLA GRENAL.
MELHOR ATAQUE : GREMIO          2 VEZES, EM 1996 E 2009
INTERNACIONAL   1 VEZ, EM 1976

MELHOR DEFESA : GREMIO          4 VEZES, EM 1974, 1990, 2002 E 2008
INTERNACIONAL   2 VEZES, EM 1975 E 2005

INTERESSANTE OBSERVAR, TAMBÉM, QUE SOMENTE UMA EQUIPE FOI CAMPEÃ, POSSUINDO MELHOR ATAQUE E DEFESA (SÃO PAULO, EM 2006), E QUE APENAS UMA VEZ UM TIME FOI MELHOR ATAQUE, MELHOR DEFESA E NÃO FOI CAMPEÃO (VASCO DA GAMA, 1988)

Operário-MS 2x0 Vasco, ou "O Jogo do Disco Voador"

14 de dezembro de 2009 11

O dia 6 de março de 1982 ficou marcado para a história do futebol brasileiro e mundial. Mas não pela partida Operário-MS 2×0 Vasco da Gama, pelo Campeonato Brasileiro no estádio Morenão em Cuiabá. E sim por uma suposta aparição de um OVNI (Objeto Voador Não-Identificado) DURANTE a partida, no primeiro tempo.

Com estádio lotado para receber o grande clube carioca contra uma boa equipe local, que tinha um jovem lateral chamado Cocada (irmão do ex-craque da Seleção Brasileira Muller), e que depois jogou no Flamengo e no próprio Vasco) e que venceu com dois gols de Jones, que jogou pelo Internacional, tudo parou no primeiro tempo. Os jogadores mal perceberam, mas os torcedores viram um objeto imenso nas nuvens, se movendo rapidamente.

“- Foi um grande tumulto, muitas pessoas correndo e se empurrando. Logo em seguida, as luzes voltaram, aparecendo em cima das arquibancadas, e sumiram de novo. Foi um grande susto, mas ninguém sabia dizer o que era” – contou o radialista Ramão Cabreira, com 18 anos na época e que estava no estádio. Para os ufólogos, que acreditam na existência e visitas de vida extraterrestre, este foi o fenômeno isolado visto por mais pessoas ao mesmo tempo: os 24 mil torcedores presentes ao estádio.

O mais incrível é que pessoas que não se conheciam, em outras cidades e países da América do Sul, também viram objetos semelhantes naquela mesma noite, o que comprovaria a veracidade das informações. A Força Aérea Brasileira jamais confirmou, mas também nunca desmentiu, quaisquer informações adicionais sobre o incidente.

OBS: desculpem pelo erro de MS E MT, corrigido no texto mas ainda errado no link original.

Troca de técnicos: os times recordistas desde 2003

15 de junho de 2009 1

sde que o sistema de pontos-corridos foi adotado em 2003, a dupla Fla-Flu tem sido a recordista em trocar o comando técnico do time.

Com a entrada de Carlos Alberto Parreira no lugar de René Simões, o Fluminense completou 16 trocas e se igualou ao Flamengo neste `ranking da instabilidade`. O cálculo é feito sem considerar treinadores interinos mas contando, claro, interinos que foram efetivados como Marcelo Oliveira no Atlético-MG e Márcio Fernandes, no Santos.

Além das óbvias implicações desta análise, como maus resultados, falta de planejamento, erros nas avaliações de treinadores, o impacto dentro de campo é muito grande. O elenco acaba sofrendo com a instabilidade, sendo constantemente reavaliado sem sucesso ou segurança.

Logo atrás, o Atlético-MG, assolado por décadas sem títulos nacionais e só contabilizando duas Copa CONMEBOL no mesmo período (em 1992 e 1995). Rebaixado no Brasileiro de 2005, o Atlético-MG já trocou 15 vezes de treinador, a última ao substituir Émerson Leão por Celso Roth. Vasco da Gama e Corinthians, também rebaixados neste período, tiveram 13 trocas de comando técnico.

Porém o Corinthians já está com o mesmo treinador há quase um ano e meio. Mano Menezes segue sua trajetória no Grêmio, clube no qual ficou por dois anos e meio.

O Grêmio aliás tem um histórico de estabilidade no comando do time, lembrando dos quase quatro anos comandados pelo histórico Felipão. Desde 2006 foram apenas quatro treinadores e três trocas. O problema é o período imediatamente anterior, do instável ano do Centenário (2003) e do ano do segundo rebaixamento (2004) quando o Tricolor trocou oito vezes de técnico.

Na ponta oposta, vem o tricampeão brasileiro São Paulo, com míseras cinco trocas. Afinal, desde 2006 o treinador é o mesmo: Muricy Ramalho, a despeito de fases muito instáveis sobretudo em 2007 e 2008. Muitos apontam como este ano sendo o fim da “Era Muricy” no Morumbi, mas por enquanto segue tudo como está. O Internacional vem logo atrás com oito trocas no período:

Todos os técnicos do Grêmio:
2003: Tite, Darío Pereyra, Nestor Simionatto e Adílson Batista
2004: Adílson Batista, José Luis Plein, Cuca e Cláudio Duarte
2005: Hugo de León e Mano Menezes
2006: Mano Menezes
2007: Mano Menezes
2008: Vágner Mancini e Celso Roth
2009: Celso Roth e Paulo Autuori

Todos os técnicos do Internacional:
2003: Muricy Ramalho
2004: Lori Sandri, Joel Santana e Muricy Ramalho
2005: Muricy Ramalho
2006: Abel Braga
2007: Abel Braga, Alexandre Gallo e Abel Braga
2008: Abel Braga e Tite
2009: Tite

Falidos, clubes cariocas atrasam salários

07 de abril de 2009 3

Os quatro clubes grandes do Rio de Janeiro seguem seu calvário financeiro. Semana passada, o Flamengo anunciou que está partindo para um patrocínio privado, acabando os 25 anos de acordo com a Petrobrás. Sem esta exclusividade, os esportes olímpicos (como natação, basquete e ginástica olímpica) poderão buscar patrocinadores separadamente do futebol.

O que sinalizaria uma manobra em busca de mais recursos, na prática é apenas uma obviedade: há 4 anos o Flamengo não tem recebido em dia o valor de 14 milhões de reais acordado com a empresa por não ter certidões negativas de débitos com o Governo Federal.

Com uma divida astronômica superior a 200 milhões de reais, o time de maior torcida do Brasil tem atrasado sistematicamente salários, pagamento de dívidas trabalhistas e fornecedores. A folha salarial tem diminuído, mas cortes drásticos devem ser feitos para manter o clube abaixo da linha do déficit mensal.

No Vasco da Gama, algo semelhante ocorre. Rebaixado à Segunda Divisão, acertou com a estatal Eletrobrás um acordo vantajoso. Porém não conseguiu ainda oficializar o compromisso por causa das dívidas federais que lhe impedem de ter as certidões negativas. O Fluminense, com grande parte de sua milionária folha salarial bancada pela `parceira` Unimed, atrasa o salário de todos os demais atletas e funcionários.

O Botafogo, clube de menor receita e muitas dívidas, tem feito milagres financeiros na gestão de Maurício Assumpção. Conseguiu acertar os 4 meses de salários atrasados com jogadores do elenco, e aos poucos quitou dívidas com os jogadores que já saíram. Ainda imerso em dívidas, o Fogão precisa desesperadamente revelar um jogador e negociá-lo, para obter divisas e tapar buraco.

A situação continua bastante complicada. Mais alguns anos serão necessários para estabilização dos clubes cariocas.

SÉRIE COMPLETA:

A falência do futebol carioca, parte I

A falência do futebol carioca, parte II – Botafogo e Flu

A falência do futebol carioca, parte III – Flamengo e Vasco da Gama

A falência do futebol carioca, parte IV – Os erros

A falência do futebol carioca, final – O futuro