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Grande Hotel

15 de setembro de 2011 3

Em 1913, a publicação Impressões do Brasil no Século XX, editada por Reginald Lloyd, dizia:

“Este hotel, montado com todo o conforto e de acordo com os princípios modernos de higiene, é propriedade dos srs. J. P. Bourdette e C. Cuervo. O Grande Hotel tem 130 quartos e salão de jantar para 200 pessoas; tem também salão de visitas, sala de leitura, ótimas salas de banhos, frios ou quentes, banhos turcos e de vapor. O hotel tem 25 empregados e em suas dependências existe um salão de barbeiro e outro de engraxates. O estabelecimento é iluminado a luz elétrica, para o quê tem instalação própria, com ventiladores e estufas em diversas dependências. No Grande Hotel têm se hospedado os viajantes mais ilustres… Entre eles, o marechal Hermes da Fonseca, por ocasião da sua eleição para Presidente da República.”

Na noite de sábado, 13 de maio de 1967, quando um grande incêndio destruiu todo o miolo do prédio situado na esquina da Rua da Praia com a Caldas Jr., já não havia mais nem sombra do glamour que esse edifício abrigou, especialmente nos anos 1930. Rebatizado como Edifício Marechal Mallet, seus antigos quartos foram transformados em conjuntos de escritórios comerciais e todo tipo de lojas de serviços.

A cidade, que assistiu comovida ao desenrolar do sinistro, conviveu, por três anos, com a lenta demolição das grossas paredes que evocavam o passado glorioso.

Onde hoje é o Shopping Rua da Praia, em maio de 1969, junto aos últimos vestígios desse Grande Hotel, um pátio de estacionamento acolhia DKWs, Simcas, Aero Willys, Gordinis e Fuscas.


Você lembra do Grande Hotel e do Edifício Marechal Mallet? Comente.

Comentários (3)

  • jose vilmar de medeiros diz: 15 de setembro de 2011

    Parabenizo matérias como essa e outras que já foram vinculadas na Zero Hora, só assim nós podemos sentir que em nossa mente estão arquivados fatos da nossa história, é só um toquezinho e lá vem tudo a tona. Eu era soldado da Brigada Militar e servia no Quartel General na rua da praia, se não me engano nr 522. Todo o efetivo de folga do QG, foi deslocado para fazer a operação rescaldo depois que os bombeiros conseguiram debelar as chamas.

  • José Renato Rodrigues Silveira diz: 15 de setembro de 2011

    No sábado do sinistro, estávamos o Adérito (português)o Silvio Paulo (advogado) tomando uma canja de galinha no Gambrinus, no Mercado Público quando vimos passar vários carros dos bombeiros subindo a Borges de Medeiros. No mesmo instante nos deslocamos à Praça da Alfândega e assistimos consternados ao fim do antigo Hotel e já na época Edificio Mal.Mallet.

  • Feliciano de Castro Veiga diz: 7 de setembro de 2015

    Estava com 11 anos de idade vendo um filme no cinema Imperial com o comediante mexicano Mário Moreno, Cantinflas. Entraram na sala de cinema e avisaram para sair com calma que havia um incêndio próximo. Na Praça da Alfândega, vimos pouco a pouco várias explosões no Grande Hotel. Fui testemunha ocular do fato e morava na quadra anterior, entre Caldas Júnior e João Manoel.

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