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A cadelinha do Parobé

16 de setembro de 2011 26

(Foto: Waldomiro Soares Filho, Banco de Dados – 4/1/1973)

Pouca gente lembra ou sabe que, antigamente, as águas do Guaíba banhavam a Avenida Washington Luíz – nessa época, chamada Pantaleão Telles.

Em 1956 começa o aterro que se estenderia da Usina do Gasômetro ao bairro Menino Deus. Os prédios da Escola Técnica Parobé (na foto acima, o setor das salas de aulas teóricas) estão entre os primeiros erguidos sobre essa nova área conquistada do rio.

As obras inciadas em 1959 terminaram em 1961, quando a nova escola foi inaugurada. Tranferida da Rua Sarmento Leite para seu novo endereço, esse tradicional instituto de ensino técnico e gratuito trouxe junto seus alunos. Na maioria, eles vinham da população de baixa renda e viam nos cursos profissionalizantes de grau médio a possibilidade de ingressar logo numa profissão e obter alguma renda que ajudasse em casa.

(Foto: Banco de Dados)

O turno integral – com aulas teóricas pela manhã e de oficina à tarde (foto acima) – mantinha os estudantes o dia inteiro na escola. Apesar do refeitório e da cantina, alguns alunos, com pouca grana, recorriam a um vendedor de cachorro-quente que estacionava seu carrinho no portão voltado à Avenida Perimetral – nesse primeiro momento, calçada com paralepípedos.

Numa genial jogada de marketing, conhecedor profundo das dificuldades de seu público-alvo, o comerciante disponibilizava também aos clientes a “cadelinha”, apenas pão com molho quente de cebola, sem salsicha. Custava menos e vendia mais.

Comentários (26)

  • Angelo Marins diz: 16 de setembro de 2011

    É sempre bom lembrar das histórias que fizeram parte do crescimento da cidade e principalmente do crescimento industrial do RS a partir de alunos que passaram por esta escola. Parabéns pela matéria.

  • Nilson Cornélio diz: 16 de setembro de 2011

    Lembro muito bem desta época quando eu entrei para o Parobé, através do exame de admissão e cursei mecânica, passando antes pela fundição, marcenaria, cerâmica e eletro. Bom tempo!

  • Vitor Silveira diz: 16 de setembro de 2011

    O Antigo Prédio do Parobé na Sarmento Leite, hoje abriga o curso de Engenharia Mecânica da UFRGS

  • joao Alves de Moraes diz: 16 de setembro de 2011

    Fiz o curso tecnico de estradas nesta instituição.Com certeza se naquela epoca fizessemos o ENEM, dariamos um baile.Esta gurizada, manja muito de computação,e-mail etc…. Conhecimentos gerais zero . Geração do superfluo.Pobres moços

  • Antonio Carlos Carvalho Diniz diz: 16 de setembro de 2011

    Entrei na ETP em 1956 na antiga escola da Sarmento Leite,nossa turma foi a primeira,formada na escola nova.São velhos tempos onde os formandos tinham quase a mesma formaçao técnica dos oriundos da Escola de Engenharia

  • Marcelo Xavier diz: 16 de setembro de 2011

    O Parobé aliás se chama assim em homenagem ao insigne professor e engenheiro que é um dos patronos da UFRGS e construtor do primeiro prédio do Campus, ali na Oswaldo com a João Pessoa.

  • Marcia diz: 16 de setembro de 2011

    Entrei no Parobé fazendo um concurso de seleção em 1987 e cursei eletrônica. Minha turma era eu + 26 meninos que sempre me respeitaram muito. Lá fiz amigos para vida toda. Grande escola!

  • Tamara diz: 16 de setembro de 2011

    Estudei no Parobé em 1997 á 2001, bons tempos em que a turma se reunia pra comer o cachorro do tio, não sei se era o mesmo comentado na reportagem acima, mas o cachorro do tio era bom.

  • Francisco Abad diz: 16 de setembro de 2011

    Estudei no inicio dos anos 70 e lembro de um vendedor de doces numa carrocinha que ficava na saida de veículos em direção ao Harmonia. Era famoso o “mata-fome”. Bolo de chocolate quadrado e enorme que satisfazia nossa fome de adolescente. Tinha até fiado para os habitues. Bons tempos…

  • Antonio Carlos G. Nichele diz: 16 de setembro de 2011

    Entrei no Parobé em 1953, era maravolhoso, tinhamos café da manhã às 7:30 ao meio dia, Almoço e a tarde café com lanche. Em 1964 em agosto dia 24 estávamos ensaiando para a para da mocidade, eu tocava tarola, e o professor nos informou que não iria haver ensaio porque o Presidente da República havia falecido, Suicidou-se. Gente, deu um quebra, quebra naquele dia, que niguém imagina, impressionante.

  • marcelo foschiera diz: 16 de setembro de 2011

    Cursei Eletronica de 1981 a 1987. Bons tempos. La conheci o mundo de verdade. Existem dois periodos em minha vida: AP ( ANTES DO PAROBÉ) e DP ( DEPOIS DO PAROBÉ ). Sou eternamente grato a essa escola.

  • Richard Aguiar diz: 16 de setembro de 2011

    Hoje Faço Eng de Controle e Automação na PUCRS; mas me formei Técnico Eletronico no parobé já em 2006, e com toda certeza é o que hoje faz com que possa ter oportunidades de trabalho melhor e não o meu curso de engenharia. sou muito grato a essa escola

  • Gabriel Bernárdez diz: 16 de setembro de 2011

    Fiz o antigo 2º grau, atual ensino médio, no Parobé na primeira metade dos anos 80. Estudei mecânica. A estrutura já era defasada mas com muito bons professores. Parece incrível falar isso hoje em dia, mas era um ambiente sadio: os estudantes, vindos de todas as partes da cidade, agiam como velhos amigos. Também sou eternamente grato a essa escola, famoso PARÓBA!!!

  • Flavio Camargo diz: 16 de setembro de 2011

    Estudei lá de 1983 a 1986, exelente escola.

  • Leonardo Antonio Ely diz: 16 de setembro de 2011

    Ingressei na Escola Técnica Parobé em 1979, curso de mecânica. Na época haviam poucas meninas em toda a escola, menos ainda no curso de mecânica. O prensado da lancheria da escola era “mundialmente” famoso. Escola maravilhosa, que nostalgia…

  • Carlos Eduardo Pianca Laydner diz: 16 de setembro de 2011

    Fiz o curso primário em colégio elitisada o Farroupilha, o admissão fiz no IPA, onde cursei o primeiro e segundo ano ginasial e em 1968 passei a estudar no Parobé, onde pela manhã era aula normal e a tarde curso de metalurgia, com os professores José Carlos Borges (Borgão), prof Ney, prof Cristo e o professor que não recordo o nome, mas a gurizada apelidou ele de professor Gênio. Até os dias de hoje falo para meus filhos: foi a melhor escola que estudei, que época boa. Me recordo do vendedor de cachorro quente, que todas tardes no recreio eu medeliciava comendo um e era serviço apenas com um pão casetinho, salsicha e mostarda, vendido pelo Sr. Chico, em um balaio e um fogareiro a carvão. Este mesmo Sr. Chico, nos anos 70, na badalação de domingos à tarde na beira da praia de Ipanema, lá estava ele com o baleio e o fogareiro, vendendo o tão delicioso cachorro quente. Tempos que não voltam mais, que saudades.

  • Telles diz: 16 de setembro de 2011

    Fiz edificacoes nos anos 80, e toquei bunbo na banda marcial manoel la porta filho como era chamada a banda do parobe, que banda tche

  • Vanderli F Pinto diz: 19 de setembro de 2011

    Estudei no Parobé de 1971 a 1973, na época era o Ginásio industrial, participei de quase todas as oficinas, cimento e gesso, marcenaria, mecânica e a minha preferida eletrotécnica, infelizmente não conclui, as poucas mas muito lindas garotas que haviam na escola e a participação no Gremio estudantil da escola, me faziam matar muita aula…
    Se tiver alguem dessa época, deve se lembrar do Sr. Sarmento, o porteiro, que tava sempre atrás dos gazeteiros… Ah!! Tempo bom, que não volta jamais.

  • Tayron Sanches Feijó diz: 24 de dezembro de 2011

    Eu fui mascote da banda do Parobé entre 1969 e 1972,não consigo encontrar nenhuma foto da época.
    Quem pode me ajudar?

  • Alexandre Scopel diz: 28 de dezembro de 2011

    Tayron Sanches Feijó,por acaso tu é o Tayron que trabalhava na CRT?se for entra em contato comigo,eu não tenho fotos mas quem sabe a propria escola tenha.
    alexandre.scopel@hotmail.com

    abraço.

  • Rosa Norte Pereira diz: 3 de junho de 2012

    Fiz ginásio industrial, e depois técnico em mecânica.
    Sou a moça que está naquela foto na oficina. Era meu primeiro ano técnico em 1973.
    Fazíamos cultura geral no Júlio de Castilho e as aulas práticas no Parobé.
    Depois voltamos a ter todas as matérias no Parobé. Eu era a única mulher da sala de aula.
    Tempos bons aqueles.

  • Claudio José Antoniazi (Gringo) diz: 30 de julho de 2012

    Estudei no Parobé em 1966/68 no curso de técnico em eletrotécnica. Eventualmente , nos calorões portoalegrenses, pulávamos a cerca (nas aulas de oficina, à tarde) e íamos dar um mergulho no rio no Guaiba. Nesta época ainda dava. Ainda hoje tenho amigos daquele tempo.

  • Clecio Tamasauskas diz: 8 de outubro de 2012

    Estudei no Parobé de 71 a 73, curso de Eletrotécnica vespertino. Lembro muito bem do Sr. Sarmento que cuidava para que ninguém “matasse” aulas. Na minha turma estudava também a filha do Seu João, o dono da cantina da escola. O nome dela era Margarida Maria Borges da Costa Dias, e o professor que nos dava aulas de oficina aos sábados, se chamava Prof. Domingos ! Era uma gozação ! Alguém lembra ? Bons tempos aqueles !!
    Mudei para São Paulo em 1977. Nunca mais soube de ninguém ! Saudades !

  • Luís Filipe Rosa diz: 5 de maio de 2013

    PAROBÉ -TURMA 2012- ELETROTÉCNICA PRESENTE.

  • Luis Carlos Slavutzki diz: 7 de julho de 2014

    Estudei no Parobé de 1966 a 1969 (Ginásio Industrial/ Serralheria) e na sequência de 1970 a 1972 fiz o Técnico Mecânico de Máquinas. Tinhamos aulas pela manhã e a tarde (inclusive no Sábado). O governador do estado (Triches?)entregou nossos diplomas.Todas as portas que se abriram e tudo que consegui na vida profissional foi graças a base sólida do Parobé. Também fui colega da Margarida, do Guto, do Pires, do Batata, do Serginho, do Longaray, do Paulo Ronaldo. Tenho uma foto da viagem que fizemos ao Rio e Sao Paulo. Lembro do Domingos, do Madeira, do Sarmento, da Amélia (esposa do diretor linha dura Dressler), do Flamarion, da Zane. Quem mais desta época? Dá sinal de vida no facebook!

  • Gilney da Cruz Barbosa diz: 14 de julho de 2014

    Estudei no Parobé de 1971 a 1978 – de 71 a 73 participe da banda Marcial, onde estreiamos Uniforme novo. Calças Brancas com listra azul, Coturnos, jaquetão azul e barretina branca na cabeça. Se aguem tiver fotos.

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