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A cadelinha do Parobé

16 de setembro de 2011 24

(Foto: Waldomiro Soares Filho, Banco de Dados – 4/1/1973)

Pouca gente lembra ou sabe que, antigamente, as águas do Guaíba banhavam a Avenida Washington Luíz – nessa época, chamada Pantaleão Telles.

Em 1956 começa o aterro que se estenderia da Usina do Gasômetro ao bairro Menino Deus. Os prédios da Escola Técnica Parobé (na foto acima, o setor das salas de aulas teóricas) estão entre os primeiros erguidos sobre essa nova área conquistada do rio.

As obras inciadas em 1959 terminaram em 1961, quando a nova escola foi inaugurada. Tranferida da Rua Sarmento Leite para seu novo endereço, esse tradicional instituto de ensino técnico e gratuito trouxe junto seus alunos. Na maioria, eles vinham da população de baixa renda e viam nos cursos profissionalizantes de grau médio a possibilidade de ingressar logo numa profissão e obter alguma renda que ajudasse em casa.

(Foto: Banco de Dados)

O turno integral – com aulas teóricas pela manhã e de oficina à tarde (foto acima) – mantinha os estudantes o dia inteiro na escola. Apesar do refeitório e da cantina, alguns alunos, com pouca grana, recorriam a um vendedor de cachorro-quente que estacionava seu carrinho no portão voltado à Avenida Perimetral – nesse primeiro momento, calçada com paralepípedos.

Numa genial jogada de marketing, conhecedor profundo das dificuldades de seu público-alvo, o comerciante disponibilizava também aos clientes a “cadelinha”, apenas pão com molho quente de cebola, sem salsicha. Custava menos e vendia mais.

Comentários (24)

  • Angelo Marins diz: 16 de setembro de 2011

    É sempre bom lembrar das histórias que fizeram parte do crescimento da cidade e principalmente do crescimento industrial do RS a partir de alunos que passaram por esta escola. Parabéns pela matéria.

  • Nilson Cornélio diz: 16 de setembro de 2011

    Lembro muito bem desta época quando eu entrei para o Parobé, através do exame de admissão e cursei mecânica, passando antes pela fundição, marcenaria, cerâmica e eletro. Bom tempo!

  • Vitor Silveira diz: 16 de setembro de 2011

    O Antigo Prédio do Parobé na Sarmento Leite, hoje abriga o curso de Engenharia Mecânica da UFRGS

  • joao Alves de Moraes diz: 16 de setembro de 2011

    Fiz o curso tecnico de estradas nesta instituição.Com certeza se naquela epoca fizessemos o ENEM, dariamos um baile.Esta gurizada, manja muito de computação,e-mail etc…. Conhecimentos gerais zero . Geração do superfluo.Pobres moços

  • Antonio Carlos Carvalho Diniz diz: 16 de setembro de 2011

    Entrei na ETP em 1956 na antiga escola da Sarmento Leite,nossa turma foi a primeira,formada na escola nova.São velhos tempos onde os formandos tinham quase a mesma formaçao técnica dos oriundos da Escola de Engenharia

  • Marcelo Xavier diz: 16 de setembro de 2011

    O Parobé aliás se chama assim em homenagem ao insigne professor e engenheiro que é um dos patronos da UFRGS e construtor do primeiro prédio do Campus, ali na Oswaldo com a João Pessoa.

  • Marcia diz: 16 de setembro de 2011

    Entrei no Parobé fazendo um concurso de seleção em 1987 e cursei eletrônica. Minha turma era eu + 26 meninos que sempre me respeitaram muito. Lá fiz amigos para vida toda. Grande escola!

  • Tamara diz: 16 de setembro de 2011

    Estudei no Parobé em 1997 á 2001, bons tempos em que a turma se reunia pra comer o cachorro do tio, não sei se era o mesmo comentado na reportagem acima, mas o cachorro do tio era bom.

  • Francisco Abad diz: 16 de setembro de 2011

    Estudei no inicio dos anos 70 e lembro de um vendedor de doces numa carrocinha que ficava na saida de veículos em direção ao Harmonia. Era famoso o “mata-fome”. Bolo de chocolate quadrado e enorme que satisfazia nossa fome de adolescente. Tinha até fiado para os habitues. Bons tempos…

  • Antonio Carlos G. Nichele diz: 16 de setembro de 2011

    Entrei no Parobé em 1953, era maravolhoso, tinhamos café da manhã às 7:30 ao meio dia, Almoço e a tarde café com lanche. Em 1964 em agosto dia 24 estávamos ensaiando para a para da mocidade, eu tocava tarola, e o professor nos informou que não iria haver ensaio porque o Presidente da República havia falecido, Suicidou-se. Gente, deu um quebra, quebra naquele dia, que niguém imagina, impressionante.

  • marcelo foschiera diz: 16 de setembro de 2011

    Cursei Eletronica de 1981 a 1987. Bons tempos. La conheci o mundo de verdade. Existem dois periodos em minha vida: AP ( ANTES DO PAROBÉ) e DP ( DEPOIS DO PAROBÉ ). Sou eternamente grato a essa escola.

  • Richard Aguiar diz: 16 de setembro de 2011

    Hoje Faço Eng de Controle e Automação na PUCRS; mas me formei Técnico Eletronico no parobé já em 2006, e com toda certeza é o que hoje faz com que possa ter oportunidades de trabalho melhor e não o meu curso de engenharia. sou muito grato a essa escola

  • Gabriel Bernárdez diz: 16 de setembro de 2011

    Fiz o antigo 2º grau, atual ensino médio, no Parobé na primeira metade dos anos 80. Estudei mecânica. A estrutura já era defasada mas com muito bons professores. Parece incrível falar isso hoje em dia, mas era um ambiente sadio: os estudantes, vindos de todas as partes da cidade, agiam como velhos amigos. Também sou eternamente grato a essa escola, famoso PARÓBA!!!

  • Flavio Camargo diz: 16 de setembro de 2011

    Estudei lá de 1983 a 1986, exelente escola.

  • Leonardo Antonio Ely diz: 16 de setembro de 2011

    Ingressei na Escola Técnica Parobé em 1979, curso de mecânica. Na época haviam poucas meninas em toda a escola, menos ainda no curso de mecânica. O prensado da lancheria da escola era “mundialmente” famoso. Escola maravilhosa, que nostalgia…

  • Carlos Eduardo Pianca Laydner diz: 16 de setembro de 2011

    Fiz o curso primário em colégio elitisada o Farroupilha, o admissão fiz no IPA, onde cursei o primeiro e segundo ano ginasial e em 1968 passei a estudar no Parobé, onde pela manhã era aula normal e a tarde curso de metalurgia, com os professores José Carlos Borges (Borgão), prof Ney, prof Cristo e o professor que não recordo o nome, mas a gurizada apelidou ele de professor Gênio. Até os dias de hoje falo para meus filhos: foi a melhor escola que estudei, que época boa. Me recordo do vendedor de cachorro quente, que todas tardes no recreio eu medeliciava comendo um e era serviço apenas com um pão casetinho, salsicha e mostarda, vendido pelo Sr. Chico, em um balaio e um fogareiro a carvão. Este mesmo Sr. Chico, nos anos 70, na badalação de domingos à tarde na beira da praia de Ipanema, lá estava ele com o baleio e o fogareiro, vendendo o tão delicioso cachorro quente. Tempos que não voltam mais, que saudades.

  • Telles diz: 16 de setembro de 2011

    Fiz edificacoes nos anos 80, e toquei bunbo na banda marcial manoel la porta filho como era chamada a banda do parobe, que banda tche

  • Vanderli F Pinto diz: 19 de setembro de 2011

    Estudei no Parobé de 1971 a 1973, na época era o Ginásio industrial, participei de quase todas as oficinas, cimento e gesso, marcenaria, mecânica e a minha preferida eletrotécnica, infelizmente não conclui, as poucas mas muito lindas garotas que haviam na escola e a participação no Gremio estudantil da escola, me faziam matar muita aula…
    Se tiver alguem dessa época, deve se lembrar do Sr. Sarmento, o porteiro, que tava sempre atrás dos gazeteiros… Ah!! Tempo bom, que não volta jamais.

  • Tayron Sanches Feijó diz: 24 de dezembro de 2011

    Eu fui mascote da banda do Parobé entre 1969 e 1972,não consigo encontrar nenhuma foto da época.
    Quem pode me ajudar?

  • Alexandre Scopel diz: 28 de dezembro de 2011

    Tayron Sanches Feijó,por acaso tu é o Tayron que trabalhava na CRT?se for entra em contato comigo,eu não tenho fotos mas quem sabe a propria escola tenha.
    alexandre.scopel@hotmail.com

    abraço.

  • Rosa Norte Pereira diz: 3 de junho de 2012

    Fiz ginásio industrial, e depois técnico em mecânica.
    Sou a moça que está naquela foto na oficina. Era meu primeiro ano técnico em 1973.
    Fazíamos cultura geral no Júlio de Castilho e as aulas práticas no Parobé.
    Depois voltamos a ter todas as matérias no Parobé. Eu era a única mulher da sala de aula.
    Tempos bons aqueles.

  • Claudio José Antoniazi (Gringo) diz: 30 de julho de 2012

    Estudei no Parobé em 1966/68 no curso de técnico em eletrotécnica. Eventualmente , nos calorões portoalegrenses, pulávamos a cerca (nas aulas de oficina, à tarde) e íamos dar um mergulho no rio no Guaiba. Nesta época ainda dava. Ainda hoje tenho amigos daquele tempo.

  • Clecio Tamasauskas diz: 8 de outubro de 2012

    Estudei no Parobé de 71 a 73, curso de Eletrotécnica vespertino. Lembro muito bem do Sr. Sarmento que cuidava para que ninguém “matasse” aulas. Na minha turma estudava também a filha do Seu João, o dono da cantina da escola. O nome dela era Margarida Maria Borges da Costa Dias, e o professor que nos dava aulas de oficina aos sábados, se chamava Prof. Domingos ! Era uma gozação ! Alguém lembra ? Bons tempos aqueles !!
    Mudei para São Paulo em 1977. Nunca mais soube de ninguém ! Saudades !

  • Luís Filipe Rosa diz: 5 de maio de 2013

    PAROBÉ -TURMA 2012- ELETROTÉCNICA PRESENTE.

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