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Marcante presença

02 de novembro de 2011 1

É principalmente através do seu trabalho que os homens se aproximam da eternidade. Se a fotografia for a atividade desse homem, isso fica ainda mais claro. O fotógrafo Ulysses Geremia morreu em 2001. Filho do imigrante italiano Giácomo Geremia, Ulysses aprendeu com o pai o seu ofício. Giácomo abriu o Studio Geremia em 1910, em Caxias do Sul, e foi o mais importante da área no início do século 20.

Foto: Tatiana Sager, BD

Nos primeiros anos de 1930, Ulysses começou a ajudar o pai e a desvendar os segredos da arte fotográfica. Ulysses levou adiante o prestígio do ateliê e, mesmo que representantes de diversas gerações tenham desfilado diante da sua lente, ele não se limitou aos clássicos portraits de estúdio. Fotografou também a paisagem urbana e o processo de desenvolvimento que a industrialização trazia para a região. Focou no homem, na cidade e no trabalho e contou, visualmente, o que aconteceu a sua volta entre 1933 e 1996.

Neve em Caxias do Sul, em 1941. Foto: Ulysses Geremia, reprodução

Congresso Diocesano de 1948. Foto: Ulysses Geremia, reprodução

Festa da Uva de 1950. Foto: Ulysses Geremia, reprodução

O acervo do Arquivo Histórico Municipal tem uma significativa coleção de mais de mil negativos de fotos feitas por ele.

Metalúrgica Abramo Eberle. Foto: Ulysses Geremia, reprodução do acervo do Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami

Hoje é 2 de novembro, dia dedicado a homenagear os mortos – e, exatamente há cem anos, nascia Ulysses Geremia. Nenhuma data é mais adequada, portanto, para que celebremos a sua perenidade.

(colaborou Roni Rigon)

Comentários (1)

  • Luiz Geremia diz: 2 de novembro de 2011

    Caro Senhor Ricardo Chaves,
    Gostaria de lhe dizer que fiquei extramamente emocionado com a materia dos 100 anos do nascimento do meu tio Ulysses Geremia.
    Ele é uma lenda da fotografia e eu me sinto orgulhoso em fazer parte desta familia de fotógrafos, que iniciou a arte de eternizar momentos em 1896, com o meu avô Giacomo Geremia, seguido por Ulysses, e posteriormente eu, sendo a 3ª geração, que em 2011 completamos 115 anos em atividade com esta arte.
    Não podemos nunca esquecer o passado. E me orgulho muito em saber de onde venho.
    Parabéns pela matéria e pela sensibilidade de lembrar de uma pessoa que fez história e é muito especial na família.
    Obrigado pela homenagem prestada ao Ulysses.
    Grande abraço Geremia

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