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Insigne comendador

05 de dezembro de 2011 1

O italiano Emilio Benvenuto Zanon nasceu em Valmareno, na província de Treviso, em 1920. Com cinco anos de idade, veio com a família para o Brasil – depois de breve passagem por Bento Gonçalves, a família estabeleceu-se em Guaporé. Ainda jovem, Zanon aprendeu desenho e pintura com o artista italiano Angelo Fontanive, radicado em Passo Fundo, na década de 1930.

Especializado em arte sacra, Zanon começou pintando a igreja de Evangelista, em Casca, na década de 1940. Esse foi o início de uma longa carreira de projetista e pintor de inúmeros templos no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná. Na região da serra gaúcha, ele trabalhou nas igrejas de Guaporé, Dois Lajeados, São Valentim do Sul, Nova Bassano, Bento Gonçalves (Cidade Alta) e Serafina Corrêa, entre outras. Sua obra-prima é, provavelmente, a Catedral de Toledo, no Paraná.

Zanon também ficou muito conhecido como autor de magníficos vitrais, como os do Santuário da Medianeira de Santa Maria. Com as dificuldades para importação de vidros coloridos, ele, em 1973, passou a fabricá-los em Guaporé. Com isso, pôde continuar incluindo vitrais em seus projetos de capelas e igrejas.

Foto: arquivo pessoal de Edmar Migliavacca, reprodução

Como reconhecimento ao seu trabalho, em 1985, ele foi agraciado pelo Vaticano com a comenda Equite Commendatore Ordinis Santis Gregori. Emílio Benvenuto Zanon foi vereador (de 1972 a 1976) e vice-prefeito de Guaporé (de 1977 a 1982). O comendador faleceu em 26 de novembro de 2008. Era brasileiro naturalizado desde 1958.

(Colaborou Edmar Migliavacca)

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Comentários (1)

  • Mª Claudette Rodrigues Graziottin diz: 15 de agosto de 2012

    O pintor Emílio Zanon, foi amigo e contemporâneo de meu pai Waldemar M. Grazziotin e foi o autor das pinturas internas(com forte simbologia maçônica) que embelezam a Igreja Matriz de Antonio Prado-RS, cidade tombada como Patrimônio Nacional por possuir preservado o maior conjunto arquitetônico da colonização italiana no Rio Grande do Sul.

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