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A era dos trailers

29 de dezembro de 2011 10

Ainda hoje existe, entre os mais jovens, a cultura de fazer à noite um poderoso lanche tão substancioso quanto barato e rápido, consumido normalmente ao lado de um trailer. É verdade que, agora, as alternativas se multiplicaram: churrasquinho, cachorro-quente, pastel e uma infinidade de tipos de xis-burguer.

Nem sempre foi assim. Antigamente, além do famoso pernil do Matheus, que comentamos aqui outro dia, não era muito fácil encontrar algo para comer durante a madrugada.

Foi então que, lá pelo fim dos anos 1960 e início dos 70, houve um grande boom. Proliferaram trailers de lanches e bebidas. Provavelmente a presença da maior fabricante de trailers do Brasil, a Turiscar de Novo Hamburgo, tem a ver com isso. A empresa, já extinta, chegou a fabricar, nessa época, 73 trailers por mês e produziu mais de 7 mil veículos, comerciais e de turismo. O que um dia tinha sido a carrocinha de um vendedor ambulante virou o trailer de um microempresário.

Foto: banco de dados, 24/07/1978

Um dos pioneiros foi o tradicional Zé do Passaporte, hoje instalado numa loja do mercado do Bom Fim, mas que ficou superconhecido quando instalou-se em um trailer, naquele largo.

Foto: banco de dados, 24/07/1978

Foto: Eneida Serrano, banco de dados, 5/7/1974

Outro sucesso foi o xis do Wimpy, na esquina da Rua Ramiro Barcelos com a Avenida Ipiranga. Veja abaixo:

Foto: Eneida Serrano, banco de dados, 5/7/1974

Foto: Ricardo Chaves, arquivo pessoal

O primeiro McDonald’s chegaria a Porto Alegre em março de 1989. Uma das suas lojas mais movimentadas, na esquina da Silva Só com a Ipiranga, está em um terreno que no distante ano de 1974 foi ocupado por dois trailers que tinham o pomposo nome de Hot Center.

O Hot Center. Foto: banco de dados, 2/6/1974

Você também frequentou ou frequenta trailers como esses? Deixe seu comentário.

Comentários (10)

  • Marcelo Xavier diz: 29 de dezembro de 2011

    Eu peguei o tempo do Zé do Passaporte do tempo da carrocinha, isso foi até lá por 1998, 1999.

    Me lembro de uma crônica do livro Barco de papel, onde o Carlos Revelbel fala do advento das carrocinhas de cachorro-quente, que ele via como algo do tipo sinal dos tempos.

  • Délcia Prates diz: 29 de dezembro de 2011

    E como me lembro Ricardo.Aos domingos dia de namorar,minha madrinha e seu namorado(e depois marido) sempre finalizavam o passeio no Zé do Passapote e euzinha junto né kkkk de segura vela kkkk.. Hum ! que delicia pura lembrar disto…
    Lembra do trailers chamado Chivitus,que tinha na frente do estádio o Olimpico? Muito bom tbm. abaços

  • almir gomes diz: 2 de janeiro de 2012

    Foi uma febre, até instituíram (A Caldas Jr., através da Folha da Tarde) o concurso “Rei do Cachorro Quente”, em que trailers eram anonimamente “provados” por integrantes do jornal e o julgamento, c/premiação em dinheiro, acho, saía lá pelo final do ano. Claro que estes 2 aí, Zé e Wimpy sempre figuravam entre os favoritos e a disputa envolvia receitas de molho nunca reveladas, guardadas como “segredo de estado”, no meu bairro – V.Assunção – tinha o Ki-Baião, também muito bom no trivial (X etc.), saborosa lembrança.

  • Edinei diz: 3 de janeiro de 2012

    Morando em Maceió vejo a influência dos trailers de Porto Alegre naquela cidade. Hoje, a melhor lancheria é chamada também de Chivito’s, fica em frente à praia de Pajuçara. E o Passaporte, a cidade toda chama cachorro-quente de passaporte.

  • Vitoldo Haber diz: 25 de fevereiro de 2012

    ‘Lembro-me de um trailer situado na esquina da Carlos Gomes com Plinio Brasil Milano, decada de 70, onde eu fazia os lanches à noite depois da aula (E.T.Parobé). Não existe mais, ouvi dizer que se mudou para o lado da pracinha ali existente. O dono na época era um ex-caminhoneiro, e o molho para o cachorro-quente era incrivel, mais a saúde pública VETOU o molho.

  • Ricardo Missel diz: 2 de dezembro de 2013

    Lembro bem do Wimps na Ramiro,na verdade eram três,dois de cada lado do prédio da faculdade e um do outro lado da rua.Lanche fantástico,até hoje sinto falta de um igual,não sei se era pela demora.As filas eram enormes e esperar era uma coisa que nunca baixava de 40 mins. quando na hora do pico.Levou dois prêmios “Rei do Cachorro Quente” seguidos,não sei por quê fechou.O Zé sempre foi mais tranqüilo e durou bem mais,estive lá pela última vez em 1988.Havia outro na descida da Mostardeiro,à esquerda junto ao parque que aglutinou muito nos anos 70,o X Rock Dog e mais a frente no cruzamento o legendário Torta de Panela.Que tempo bom…

  • Ricardo Missel diz: 2 de dezembro de 2013

    Caro Vitoldo,seria o Plutão que,sim mudou para a rua paralela a Plínio e me lembro de outro ponto deles na Assis Brasil com a Marechal José Inácio(rua do cemitério São João),tambem foi antológico,não sei se ainda existe..

  • Rejane Sarmento diz: 16 de maio de 2015

    Creio que um dos também famosos trailers, que fazia o maior sucesso nos anos 70 era o Rocão, localizado incialmente no Parcão, que por um movimento de assinatura dos morados dos edifícios do entorno do parque, conseguiram que tirassem o Rocão para Av Plinio Brasil Milano, bem próximo da Carlos Gomes.

  • Luis Dal Corso diz: 21 de maio de 2015

    Lembro bem do Zé do Passaporte, do Plutão da Plinio, do 14 Bis também na Plinio, do Torta de Panela perto do parcão Moinhos de vento e depois foi para a Assis Brasil perto do hospital Cristo Redentor. Outro lanche que eu gostava muito era o cachorro-quente do Rosário na frente do colégio de mesmo nome. Era apenas uma carrocinha tipo de pipoqueiro e hoje se tornou uma franquia com lanches vendidos até no estádio Beira-rio.

  • Jr. diz: 27 de julho de 2015

    Atualmente, após serem atingidos pelo raio gourmetizador, são chamados de food trucks.

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