Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Choque de ordem

30 de dezembro de 2011 4

A Zero Hora de ontem informou que a Operação Golfinho, da Brigada Militar, terá este ano um reforço de 800 policiais a mais do que no verão anterior, elevando o número de envolvidos para um total de 4,7 mil homens.

Se alguém quiser saber como era antigamente, pode perguntar ao ex-guarda civil Valdevino Francisco da Silva, 79 anos, como fez o Almanaque Gaúcho ontem. Ele, lúcido e forte, vai contar que, durante o veraneio de 1955, depois de alguns distúrbios e vandalismos promovidos em Capão da Canoa por “filhinhos de papai” da “juventude transviada”, o delegado Moisés Golubcik, titular da 10ª Delegacia de Polícia, no Bom Fim, na Capital, foi procurado por amigos e moradores do bairro, muitos dos quais passavam as férias naquele balneário. Eles pediam providências urgentes para que houvesse ordem e que a paz pudesse voltar à praia.

Atendendo à solicitação, o delegado falou com a chefia da Polícia Civil, que determinou o imediato envio de um grupo de policiais do “Choque” – o batalhão de elite da Guarda Civil.

Fotos: arquivo pessoal

Os guardas foram ao Litoral para resolver a questão e voltar, mas os apelos para que ficassem foram mais fortes. As calças compridas deram lugar às bermudas e, a partir de 1955, todos os anos, 15 homens eram destacados para a vigilância de Capão.

Em 1956, Tramandaí também passou a receber outros 15 policiais. Em Capão, eles dormiam numa barraca (cedida pelo Exército) montada no pátio da caixa d’água – e cada hotel, por cortesia, se encarregava da alimentação de dois guardas.

Nos primórdios do que viria a ser a Operação Golfinho, apenas 30 homens atuavam para manter a tranquilidade dos veranistas no litoral gaúcho banhado pelo sol de janeiro e fevereiro.

Você lembra da Guarda de Choque na vigilância do Litoral? Deixe seu comentário.

Comentários (4)

  • valdir diz: 30 de dezembro de 2011

    Os da primeira foto eram meio gordinhos demais pra serem da tropa de elite…….

  • Valdevino da Silva conta histórias do GOE | Almanaque Gaúcho diz: 5 de janeiro de 2012

    [...] da coluna Choque de Ordem, publicada no dia 30 de dezembro aqui no Almanaque Gaúcho (veja aqui), que o comissário Valdevino Francisco da Silva, 79 anos, foi lembrado como figura indispensável [...]

  • Jefferson Andrade diz: 21 de maio de 2013

    Boa tarde, sou filho do falecido (1995) comissário de policia Irahy Andrade ( 1* da direita olhando a foto de frente).tenho orgulho e satisfação de ser filho de um servidor dedicado e digno, com mais de 40 anos de polícia, e ainda não estava aposentado. Eu ficaria extremamente grato com a Zero Hora se fosse publicado algo sobre ele, seria mais uma recordação do meu pai. Fico á disposição.

    Muito obrigado!

  • Nelson W. Korb diz: 23 de junho de 2014

    A Guarda Civil era muito eficiente, tinha épocas que o FBI vinha treinar e fiscais como O Valdevino e outros foram fazer cursos nos USA e Alemanha. O Grupo de Choque era muito respeitado…O D.P. Pedro Seelig, entrou na Policia como Guarda e trabalhou no Choque. Me recordo que cerca de 15 guardas do choque, GRUPO DE SOCORRO, de quepe vermelho…Os do Policiamento usavam uniforme azul e quepes azul, como a Policia dos USA. Os do Choque botas marron e quepe vermelhos…Num conflito eles vinham de caminhão, avisavam pela auto falante que todos saíssem das ruas e fossem para casa. O povo saia mas marginais atiravam, pedras…Eles lançavam então bombas de efeito moral que soltavam estrondos altos e muita fumaça e desciam do caminhão e o pau pegava…Em poucos minutos a rua estava limpa. Me recordo em 1964, num conflito na Borges, eu estava no semaforo da Borges com Salgado,,,dirigindo o Transito, da guarita da sinaleira. Então veio o choque para dispersar os manifestantes e mais abaixo perto da Rua da Praia estava estacionado com sua moto Jawa dois pistões 18 HP. o já idoso Fiscal de Transito Ribaski chefe dos motociclistas…O choque atirou uma bomba e essa rolou canhada abaixo da frente do Cine Vitória até a Rua da Praia e veio explodir bem debaixo da moto do Fiscal…Não vi mais nada a não ser fumaça e os gritos do velho fiscal….Voces não sabem atirar essas M…A coisa era séria mas eu tive que rir muito….

Envie seu Comentário