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Posts de dezembro 2011

Saudações ao Ano-Novo

31 de dezembro de 2011 19

A noite de 31 de dezembro é um momento consagrado para a celebração do fim de um ciclo – e, especialmente, do início de outro. Chega o Ano-Novo com sua porção natural de expectativa, otimismo e alegria. E é assim há muito tempo.

Foto: arquivo pessoal

Não era diferente, por exemplo, em 1915, data da foto reproduzida acima. A cena se deu em Catanduva Grande, no interior de Santo Antônio da Patrulha: um grupo de vizinhos e amigos resolveu realizar um almoço para comemorar o primeiro dia daquele ano. Ali, a céu aberto, com mesa farta, confraternizaram pais, mães e crianças das famílias Genehr, Schnacher e Moraes, entre outras.

A euforia e a esperança tão evidentes nos rostos deles são as mesmas que o Almanaque Gaúcho deseja aos leitores neste final de 2011 e início de 2012. Como eles, propomos um brinde – que vale para saudar todos os próximos 12 meses também.

Ford 1940

30 de dezembro de 2011 3

Foto: arquivo pessoal de Maurício Garcia dos Santos

A foto acima mostra um ônibus Ford 1940, que nos anos 1940 servia à linha Dom Pedrito - Três Vendas, passando pelo obelisco da Paz Farroupilha, em Dom Pedrito. As crianças nas poltronas são filhos e sobrinhos do proprietário do veículo, Temistocles Garcia.

Da esquerda para a direita, aparecem Walney Tarouco Garcez (futuro dentista), Gilberto Garcez Garcia (médico pediatra), Airton Garcez Garcia (advogado), Marlene Garcia dos Santos (professora) e Ione Garcez Vieira (jornalista e escritora). A foto foi enviada por um dos netos de Temistocles, Maurício Garcia dos Santos, médico em Dom Pedrito.

Você usou essa linha de ônibus antigamente? Comente.

Choque de ordem

30 de dezembro de 2011 3

A Zero Hora de ontem informou que a Operação Golfinho, da Brigada Militar, terá este ano um reforço de 800 policiais a mais do que no verão anterior, elevando o número de envolvidos para um total de 4,7 mil homens.

Se alguém quiser saber como era antigamente, pode perguntar ao ex-guarda civil Valdevino Francisco da Silva, 79 anos, como fez o Almanaque Gaúcho ontem. Ele, lúcido e forte, vai contar que, durante o veraneio de 1955, depois de alguns distúrbios e vandalismos promovidos em Capão da Canoa por "filhinhos de papai" da "juventude transviada", o delegado Moisés Golubcik, titular da 10ª Delegacia de Polícia, no Bom Fim, na Capital, foi procurado por amigos e moradores do bairro, muitos dos quais passavam as férias naquele balneário. Eles pediam providências urgentes para que houvesse ordem e que a paz pudesse voltar à praia.

Atendendo à solicitação, o delegado falou com a chefia da Polícia Civil, que determinou o imediato envio de um grupo de policiais do "Choque" – o batalhão de elite da Guarda Civil.

Fotos: arquivo pessoal

Os guardas foram ao Litoral para resolver a questão e voltar, mas os apelos para que ficassem foram mais fortes. As calças compridas deram lugar às bermudas e, a partir de 1955, todos os anos, 15 homens eram destacados para a vigilância de Capão.

Em 1956, Tramandaí também passou a receber outros 15 policiais. Em Capão, eles dormiam numa barraca (cedida pelo Exército) montada no pátio da caixa d’água – e cada hotel, por cortesia, se encarregava da alimentação de dois guardas.

Nos primórdios do que viria a ser a Operação Golfinho, apenas 30 homens atuavam para manter a tranquilidade dos veranistas no litoral gaúcho banhado pelo sol de janeiro e fevereiro.

Você lembra da Guarda de Choque na vigilância do Litoral? Deixe seu comentário.

A era dos trailers

29 de dezembro de 2011 5

Ainda hoje existe, entre os mais jovens, a cultura de fazer à noite um poderoso lanche tão substancioso quanto barato e rápido, consumido normalmente ao lado de um trailer. É verdade que, agora, as alternativas se multiplicaram: churrasquinho, cachorro-quente, pastel e uma infinidade de tipos de xis-burguer.

Nem sempre foi assim. Antigamente, além do famoso pernil do Matheus, que comentamos aqui outro dia, não era muito fácil encontrar algo para comer durante a madrugada.

Foi então que, lá pelo fim dos anos 1960 e início dos 70, houve um grande boom. Proliferaram trailers de lanches e bebidas. Provavelmente a presença da maior fabricante de trailers do Brasil, a Turiscar de Novo Hamburgo, tem a ver com isso. A empresa, já extinta, chegou a fabricar, nessa época, 73 trailers por mês e produziu mais de 7 mil veículos, comerciais e de turismo. O que um dia tinha sido a carrocinha de um vendedor ambulante virou o trailer de um microempresário.

Foto: banco de dados, 24/07/1978

Um dos pioneiros foi o tradicional Zé do Passaporte, hoje instalado numa loja do mercado do Bom Fim, mas que ficou superconhecido quando instalou-se em um trailer, naquele largo.

Foto: banco de dados, 24/07/1978

Foto: Eneida Serrano, banco de dados, 5/7/1974

Outro sucesso foi o xis do Wimpy, na esquina da Rua Ramiro Barcelos com a Avenida Ipiranga. Veja abaixo:

Foto: Eneida Serrano, banco de dados, 5/7/1974

Foto: Ricardo Chaves, arquivo pessoal

O primeiro McDonald's chegaria a Porto Alegre em março de 1989. Uma das suas lojas mais movimentadas, na esquina da Silva Só com a Ipiranga, está em um terreno que no distante ano de 1974 foi ocupado por dois trailers que tinham o pomposo nome de Hot Center.

O Hot Center. Foto: banco de dados, 2/6/1974

Você também frequentou ou frequenta trailers como esses? Deixe seu comentário.

De Tchaikovsky a Mutantes

28 de dezembro de 2011 16

No próximo mês de março, quando Porto Alegre faz aniversário, o presente que está prometido para a cidade é a entrega do Auditório Araújo Vianna totalmente reformado e pronto. Essa nova vida que se iniciará com a conclusão das obras é, na verdade, a continuidade de uma existência que sempre foi muito relevante para a capital dos gaúchos.

Quando, em 1927, foi inaugurado o antigo auditório, que ocupava o terreno da Praça da Matriz onde hoje está o prédio da Assembleia Legislativa, a população ganhou, além de um lugar para ouvir boa música, um aprazível recanto para seu lazer.

Fotos: Léo Guerreiro, arquivo pessoal

Quase 40 anos depois, em 1964, o Legislativo se redimia pela ocupação, desde 1960, do nobre espaço do Araújo, entregando o atual auditório no Parque Farroupilha.

Foto: reprodução

Lembro que foi uma bela festa. Eu estava com meu pai - Hamilton Chaves, na época Secretário Municipal de Educação e Cultura - quando ele, no dia 12 de março de 1964, ao lado de Cândido Norberto, então presidente da Assembleia, participou da solenidade de inauguração. Tchaikovsky: Abertura 1812, com sinos, tiros de canhão e fogos de artifício.

Hamilton, o garoto Ricardo e Cândido Norberto na festa do Araújo em 1964. Foto: arquivo pessoal

Fotos: reprodução

Tão inesquecível quanto, anos depois (em março de 1971), ouvir (e fotografar), lá mesmo, os Mutantes e outros artistas, no show Som Livre Exportação.

Fotos: Ricardo Chaves, BD, 27/3/1971

Esse auditório sempre fez parte da vida dos porto-alegrenses. A foto de minha irmã Maria Teresa, aos dois anos de idade, em 1952, num dos bancos do Araújo antigo - e as fotos que a leitora Margarete Machado nos enviou, também ela, com dois aninhos em 1964, nos bancos do novo e então recém-inaugurado auditório - são a prova disso.

Maria Teresa no Araújo antigo. Foto: arquivo pessoal

Margarete com a mãe, Norma, no Araújo da Redenção. Fotos: arquivo pessoal.

Você também frequentou o Araújo Vianna na Praça da Matriz e na Redenção? Deixe seu comentário.

Vovô e a praça

27 de dezembro de 2011 4

A Praça da Alfândega, no centro de Porto Alegre, rodeada de prédios neoclássicos, era o lugar aprazível onde os namorados se encontravam para conversar e passear. Era ali, também, que se tiravam retratos, no intuito de ofertar à namorada – ou, quem sabe, deixar uma lembrança à posteridade. Os fotógrafos lambe-lambes costumavam instalar-se nas praças e jardins públicos do Brasil no início do século 20, e durante mais de três décadas retrataram as mais variadas situações e tipos humanos.

Foto: acervo do Museu Joaquim José Felizardo/ Fototeca Sioma Breitman

Por volta dos anos 1930, meu avô, Pedro Freitas Filho, então com seus 20 e poucos anos, tinha por hábito circular por ali. A praça – hoje um dos mais conhecidos cartões-postais da cidade – era de um verde intenso, com suas alamedas marcadas por pedras de um tom rosa muito antigo. Era a época em que a cidade iniciava sua modernização urbanística e de engenharia, com novas estruturas arquitetônicas mais arrojadas. Era a gestão Loureiro da Silva.

Na política, vivia-se um período de incertezas. Era o fim da República Velha (1889 – 1930) e o início de um novo período. Com Getúlio à frente do governo, iniciavam-se a Era Vargas e o Estado Novo – porém, para meu avô, este era um período de muito ceticismo. Taciturno, vovô, em seu terno Oxford (calças com bocas mais amplas), chapéu Panamá (que, apesar do nome, era fabricado no Equador) e gravata, lembrava galãs da época, como Humphrey Bogart e Clark Gable.

Porém, apesar da elegância, vovô transparecia um ar de desconfiança e preocupação. Talvez estivesse com expectativas quanto ao namoro que iniciava com a minha avó, Georgina, ou tomado pelas incertezas que se anunciavam com o novo período. Assim, era preciso deixar uma marca, uma presença, e nada mais apropriado do que um retrato tirado no lambe-lambe da Praça da Alfândega.

Os lambe-lambes fotografavam, normalmente, casais apaixonados ou famílias em momento de descontração. Dizem que o nome vem do ato de o fotógrafo lamber a chapa de ferro, que era coberta por uma camada de asfalto, para que a imagem se destacasse do fundo preto pela ação do sal presente na saliva.

Oitenta anos se passaram, a paisagem alterou-se, mas o retrato amarelado pelo tempo e o legado ficaram para atestar um outro estilo de vida: na moda, nos hábitos, na cultura, enfim, possibilitando o resgate, embora ínfimo, de outra geração.

(colaborou Janete Rocha Machado)

Veja mais fotos da Praça da Alfândega por volta dos anos 1930:

Fotos: banco de dados



Foto: acervo da Biblioteca Pública do Estado do Rio Grande do Sul

Você lembra do tempo dos lambe-lambes nas praças de Porto Alegre? Deixe seu comentário ou envie fotos para almanaque@zerohora.com.br.

Imagens chocantes

26 de dezembro de 2011 32

Em Cuba eles estariam nas ruas. O pessoal do Veteran Car Club certamente não aprovaria, mas no dia 17 de fevereiro de 1974, na praia do Cassino em Rio Grande, testemunhei uma estranha competição. A primeira prova brasileira de "choque-car".

Fotos: Ricardo Chaves, arquivo pessoal

Não saberia dizer se houve uma segunda, acho que não – e a razão talvez tenha sido exatamente o que motivou essa primeira: a destruição dos carros. Numa arena de 80 metros de diâmetro, 18 carros antigos entraram numa briga de vale-tudo, uma espécie de UFC automobilístico.


Sem vidros, com um santo-antônio para proteger o piloto e com as portas lacradas com solda, veículos das marcas Ford, Dodge, Chevrolet, Buick, Packard e Chrysler deveriam ser arremessados pelo motorista contra os adversários, colidindo até que restasse apenas um último em condições de funcionamento e rodagem.

Sob o delírio de quase 10 mil espectadores, nos primeiros 15 minutos da prova metade dos competidores já estava fora do páreo.




Transcorridos 45 minutos, presos um ao outro pelos para-choques, restaram dois bravos e fumegantes concorrentes: um Chrysler 1948 e um Chevrolet 1946. A prova ficou empatada e o prêmio em dinheiro (Cr$ 5 mil), dividido. Chocante.

Você lembra desta prova? Comente.

Poemas de Natal

24 de dezembro de 2011 1

Inúmeros leitores e colaboradores enviaram ao Almanaque Gaúcho seus versos inspirados pelo Natal. Reproduzimos aqui alguns deles - desejando ótimas festas aos leitores do blog.

Canção de Natal
Luiz Coronel

Silêncio,
por favor silêncio
apagai a luz.

Deixai que durma
entre feno e afagos
o doce Menino Jesus.

Por que tantos fogos,
Tumultos.
Se para iluminar o Natal
basta a Estrela-Guia
que lá no alto reluz?

Se quereis cânticos
que sejam meigas canções
que envolvam em sonho
o sono do Menino Jesus.

Fazei de vossas palavras
orações.

Sejam vossos gestos
devotos.

Só os pastores chegam
à manjedoura.

Os outros, de mil maneiras
aplainam madeiras
para construir
uma cruz.

Homem de Nazaré
Francisca de Carvalho Messa

Pilatos lavou as mãos
Jesus ferido e empurrado
Pelos guardas até o calvário
Com espinhos foi coroado
A mercê dos sanguinários
Foi na cruz pregado
E açoitado até a morte
Deu a vida por nós
Jesus o filho de Maria
O menino da estrebaria
Que nasceu na manjedoura
Rico da luz Divina
Dividia tudo com o povo
Nós devemos repartir
O pão com os famintos
Seguir a lição do Mestre
O Salvador do mundo
Ele vai voltar
Quem viver verá
O dia do juízo final.

Amigo secreto
Ana Cristina Duarte

Este ano é diferente
O Natal comemorar
O presente é secreto
Pro amigo que vou dar.

Mas a regra é a seguinte:
Tem que usar imaginação
Não pode comprar em loja
Pra não gastar nenhum tostão.

Cada um no seu estilo
Vai um bolo, um patê, um desenho, uma modinha,
Um bordado, ou um buquê.

Eu, como não sou prendada
Vou de versos pra você
Faz de conta que lha trago
Ouro, mirra e incenso
Os presentes que os Reis Magos
Ao nazareno ofertaram.

Lhe desejo muita paz, amor e alegria
E que aquela grande estrela
Seja sempre sua guia!
FELIZ NATAL!

Noites de Natal
Nety Maria Heleres Carrion

O comboio da esperança
carrega em seu bojo
as teclas do porvir

Parte em lua de mel
com a vida e nas estações
recebe as rezas das famílias

Monta seu palco com cenas
revestidas de sabedoria

Regido pelos concertos
das noites de Natal
o sonho aqui e ali
amealha dons
crescidos nas rotas
itinerantes

Cria eventos
que vão além
do pensamento

Nesta rota peregrina
o mundo brilha e brilham figuras
repletas de sonhos e fantasias

Natal
Nilda Melo Cezar

Natal,
De Cristo o nascimento
Não podem ser
Apenas palavras ao relento...
Deixemos a hipocrisia
Façamos
desse evento
Solidariedade, alegria,
Superação do descalabro.
Quiçá
Assim tenhamos
Humano renascimento.

Lá se vai uma eternidade...
Ruy Riograndino Franceschini

Lá se vai uma eternidade ...
São dias, meses e anos.
Hoje escrevo ...
Comemoramos ...
Anos do renascimento
Do filho do "SENHOR",
Que graças a sua delicadesa,
Bondade e AMOR
Nos deu seu filho
Como nosso "SALVADOR".
JESUS filho de MARIA
Assim se chamou
E assim nos declarou,
Como seus irmãos
Nos conclamou,
A rezar pelos desafortunados
E pelos necessitados.
Nós, que fazemos,
Que pensamos
E a que nos proclamamos?
Dúvidas
Infindáveis dúvidas.

Natal
Ialmar Pio Schneider

Ele era lindo envolto nos paninhos
Do seu bercinho plácido e divino,
Rodeado da chusma dos anjinhos
Que entoavam do céu um lindo hino.

Ele veio dar luz para os caminhos
Que seguiam pelo mundo um mau destino;
E veio dar amor aos pobrezinhos
E esperança do céu com seu ensino.

Uma lágrima bela e cristalina
Rolou amarga à face de Maria
Que já previa a dolorosa sina

Que o filho nesta terra levaria.
Já previa lá em cima na colina
Quando o cordeiro os braços estendia.

Natal de Jesus
Gilda Haubert

Natal de amor
Natal de luz
Natal de fé
Natal de esperança
Natal de criança
Esperando presente
Natal de gente grande
Buscando a PAZ.
Sinos tocando
Blim, blim, blão...
Lojas cheias, vendendo ilusão
Papai Noel vermelho
E gordo demais...
E ELE, Jesus-Menino
tão pobrezinho
nascido em Belém,
por onde andará?
Ninguém sabe
O que foi feito DELE...
E alguém se importa?
Queremos um
FELIZ NATAL, cheio de presentes
Uma mesa farta
Muito dinheiro...e nada mais...
NATAL, nascimento de Jesus!
Quem é esse Jesus?
Não sabemos...
Foi esquecido pelo tempo
E devolvido à manjedoura de Belém...
Feliz Papai Noel
Vermelho e gordo demais
Triste Jesus-Menino...
Tão pobrezinho nascido em Belém...

Natal
Evanise Gonçalves Bossle

Escrevi um poema
sobre o fim do ano...
São mensagens de NATAL
votos para um ano bom.
São palavras ao vento
sem destino final.
São desejos de sucesso.
São soluços  reprimidos.
São destinos transformados.
É a festa do Ano.
É a festa do Menino Sagrado.

Sempre o Natal

24 de dezembro de 2011 0

No presépio, todas as atenções se voltam para uma criança. A mãe, o pai, os Reis Magos que chegam, o pastor, e também os animais: o burro, a vaca. Todos estão voltados para a manjedoura onde o recém-nascido está deitado. É um menino, Deus.

Foto: Jean Pimentel, BD, 16/12/2010

É dos adultos a obrigação de entender a mensagem de esperança, mas o Natal é dos pequenos. É melhor que eles não compreendam, em detalhes, o que está acontecendo. Basta o clima, a atmosfera de fantasia, a cor das bolinhas na árvore, as luzinhas piscando.

Fotos: Ricardo Chaves


As figuras sob o pinheirinho, o laguinho feito com espelho, o algodão neve sobre os galhos. Os pacotes com presentes. O Natal tem que ter perfume de forno aceso, ter cheiro de struffoli (bolinhas de massa frita, com mel), ter gosto de panetone. Ter som de algazarra e silêncio ao tilintar o sininho. Ter escuro de expectativa e luz de lanterna.

Se o pinheiro não é mais daqueles naturais que eram vendidos nas esquinas, não importa. É até mais adequado para a preservação do ambiente.

Foto: Luiz Ávila, BD, 18/12/76

Foto: Hipólito Pereira, BD, 20/12/1974

Foto: Olívio Lamas, BD, 23/12/1977

Foto: Marcos Fernandes, BD, 18/12/1986

O que importa são as crianças. Porque, um dia, pelo buraco da fechadura, elas vão ver o tio se vestindo de Papai Noel - e aí nada mais será como antes.

Foto: Ricardo Chaves

Você lembra dos Natais de outros tempos? Comente.

Bodas de ouro

23 de dezembro de 2011 0

Às vésperas das festas de Natal e Ano-Novo, a família de Victor Vasconcellos Fernandes e Nair Cardozo Fernandes tem um motivo extra para comemorar: os 50 anos de casamento deles, que se completam nesta sexta-feira.

Foto: arquivo pessoal

A foto acima registra o dia da união, realizada há meio século, em Porto Alegre.