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Posts de janeiro 2012

O encontro dos Toscan

31 de janeiro de 2012 0

Aqui estão algumas imagens enviadas pela família Toscan, com registros do encontro realizado no último dia 21, em Flores da Cunha - conforme noticiado aqui no Almanaque Gaúcho.

Foi um dia inteiro de festa, com direito a missa em dialeto vêneto, almoço típico italiano regado a vinho e apresentação de teatro do Grupo Miseri Coloni.

A rainha da Festa da Uva 2012, Roberta Veber Toscan, também participou da festa, assim como as princesas Aline Casagrande e Kelin Zanette.

Veja as imagens:

Fotos: arquivo pessoal








Você também participou recentemente de um encontro de família? Envie fotos para o e-mail almanaque@zerohora.com.br.

O veloz Cucchiarelli

31 de janeiro de 2012 11

Quem curtia automobilismo na década de 1950 sempre ouvia o nome dele entre os vencedores. Era a época das carreteiras e dos circuitos em ruas ou estradas. Tempo de feras como Catarino Andreatta, Diogo Ellwanger e Aristides Bertuol, que competiam em carros possantes de "força livre".

Gabriel Cucchiarelli. Fotos: arquivo pessoal

Gabriel Cucchiarelli (1920 - 1985) competia numa categoria inferior (até 1.300 cc). Talvez por isso, tenhamos a falsa ideia de que suas vitórias seriam menos importantes ou que seu nome tenha sido menos vezes pronunciado. Engano. Em carros menores que a classe média usava para passear - como o britânico Austin A-40 (meu pai teve um desses) ou um pequeno Simca francês -, devidamente "envenenados" pelo seu fiel mecânico italiano Antonio Fontebasso, ele levava o número 12 ao alto do pódio.

Acima, o Austin. Abaixo, o Simca

Foi campeão estadual em 1955. No início dos anos 1960, quando nasceu a filha Graziela (ele já tinha os filhos Túlio, Gabriel Filho e Rogério), o piloto cedeu aos apelos da esposa, Dona Doracy, e abandonou as corridas. Numa das suas últimas provas, as 12 Horas de Porto Alegre em 1962, foi parceiro de Raul Fernandes e levou - heroicamente, contrariando as orientações de parar - seu DKW, sem as portas do lado do carona, que tinham caído após uma batida, até a bandeirada final. Não ganhou, mas fez história. Chegou a participar, com o parceiro Flavio Del Mese, de uma edição das Mil Milhas Brasileiras, em São Paulo, em 1957.

Veja outras imagens de Cucchiarelli em ação:





Ele ajudou, também, na criação do Autódromo de Tarumã. A foto abaixo, por exemplo, mostra uma reunião no Palácio Piratini para tratar do assunto. Aparecem, da esquerda para a direita, Normélio Dapoian (do Automóvel Clube), o então governador Ildo Meneghetti, Cucchiarelli (em pé), José Asmuz e Catarino Andreatta.

Embora competisse com carros menores, gostava mesmo era de um "banheirão". Teve Hudson, Pontiac e Dodge Charger. Trabalhando para a concessionária Ford Ribeiro Jung, foi grande vendedor do modelo de luxo Landau. Em sua loja, Gabrielauto, na Rua Ramiro Barcelos, foi atingido por um infarto fulminante. Morreu cercado por uma das suas maiores paixões: automóveis.

Veja recortes de jornais sobre a trajetória de Cucchiarelli:

Fotos: reprodução




Você lembra das corridas disputadas por Gabriel Cucchiarelli? Deixe seu comentário.

O Batalhão de Suez

30 de janeiro de 2012 12

Há 55 anos, o Exército do Brasil, ao lado de outros nove países, constituiu a primeira força de paz da ONU enviada ao Oriente Médio.
Embarque de soldados gaúchos do Batalhão de Suez em 1963. Foto: Banco de dados, 4/7/1963

Morador de Santo Cristo, no Noroeste, o alagoano José Ênid Ribeiro, 75 anos, fez parte do grupo de 6,3 mil homens que formaram o Batalhão de Suez.

José Ênid Ribeiro. Foto: arquivo pessoal

A intervenção diplomática e militar na Fronteira Árabe-Israelense, durante o conflito entre Israel e Egito e nos anos posteriores, teve início em 1957 e durou 10 anos. A finalidade era separar forças egípcias e israelenses. Os boinas azuis, como eram chamados, atuaram no processo de paz instaurado no deserto do Sinai, na Faixa de Gaza e em Jerusalém.


Ribeiro (de camisa listrada, ao centro) e outros militares em Jerusalém. Foto: arquivo pessoal

Em 1961, aos 25 anos, Ribeiro saiu do Rio de Janeiro para uma viagem de navio por 25 dias até o Egito. Ao aportar, organizava eventos para divulgação da cultura brasileira. Apresentações musicais e exposições fotográficas compunham o trabalho. Lembranças que ficaram registradas em 5 mil slides.

Do Egito, o então sargento viajou de trem ao longo do Canal de Suez até chegar à Palestina. Até 1963, sua função era chefiar a concessão de licenças para militares brasileiros saírem da Faixa de Gaza. Além disso, participava da patrulha às fronteiras da linha de demarcação entre árabes e israelenses. Dessa experiência, ficou a fluência em árabe, inglês, italiano e francês. Além disso, as recordações dolorosas de um ambiente de guerra.

- Numa ocasião, tive que recorrer a um hospital civil e me deparei com pessoas mutiladas, desfiguradas. Tudo aquilo que a gente acha que só existe no cinema pude ver na prática - relata Ribeiro.

Em 2009, o coronel da reserva José Ênid Ribeiro casou-se com uma gaúcha e mudou-se para Santo Cristo, onde atualmente tem um empreendimento imobiliário e um jornal.

(reportagem de Juliana Gomes)

Você também tem parentes ou amigos que integraram o Batalhão de Suez? Deixe seu comentário.

Novo Hamburgo, 1963

28 de janeiro de 2012 0

Foto: Foto Rex, acervo de Gerson de Oliveira

A foto acima, enviada pelo leitor Gerson de Oliveira, mostra um dos pontos mais movimentados da região central de Novo Hamburgo: as Bancas, na Avenida Pedro Adams Filho – ainda sem asfalto e com trânsito no sentido contrário ao atual, mas já repletas de movimentadas lancherias, como é ainda hoje.

O ano da imagem é 1963, quando foi realizada a primeira edição da Fenac, como indica o carimbo no verso da foto, reproduzido no detalhe abaixo.


Você também guarda imagens antigas de sua cidade? Envie para almanaque@zerohora.com.br.

Encontros de família - os Roman

28 de janeiro de 2012 7

Foto: arquivo pessoal

A família Roman deverá repetir, no próximo final de semana, o clima da foto acima. Trata-se do registro de uma festa familiar realizada em 1952 na localidade de Linha Primeira, município de Anta Gorda, na propriedade de Santo e Maria Roman, que aparecem reunidos com filhos, netos e parentes próximos.

Desta vez, 60 anos depois, descendentes de diferentes núcleos dos Roman vão se encontrar na comunidade de São Valentin, em Bento Gonçalves, em 4 de fevereiro. Com origens nas regiões italianas de Trentino, Vêneto e Friuli-Venezia Julia, a família participou das imigrações realizadas entre 1880 e 1930.

Para obter mais informações sobre o evento, o contato pode ser feito pelos endereços de e-mail roman1248@hotmail.com, rinavi1@yahoo.com.br e gilmarcarlos@yahoo.com.br.

Você vai participar do encontro? Deixe um comentário.

Guarda de Trânsito - mais imagens

27 de janeiro de 2012 1

Inspirada pela coluna sobre a Guarda de Trânsito, publicada na última quinta-feira, a leitora Silvia Cardoso enviou ao Almanaque fotos de seu pai, Ernestor Cardoso, falecido em 2009, que integrou a guarda em Porto Alegre entre 1956 e 1967.

Fotos: arquivo pessoal
Ernestor Cardoso

Objetos do guarda: emblema e apito

Agradecemos à Silvia pela colaboração e convidamos os demais leitores a enviarem imagens para o e-mail almanaque@zerohora.com.br.

Tintim por Tintim

27 de janeiro de 2012 2

O personagem Tintim está de volta aos cinemas, em filme de Steven Spielberg. O cineasta de 65 anos conheceu Tintim já adulto, mas outros tiveram seu primeiro contato com o repórter aventureiro ainda crianças, lendo suas histórias em quadrinhos. Criados pelo belga Hergé entre 1929 e 1983, esses gibis inspiraram diferentes filmes, peças e desenhos.

Foto: Ricardo Chaves

Acima, vemos um dos livros de histórias de Tintim: A Ilha Negra, enviado pelo leitor Léo Lyra de Leone. O volume foi ganho pelo irmão de Léo, Marco, em 1962 – foi o prêmio, oferecido pela Livraria e Editora Flamboyant, em um concurso no qual era preciso responder perguntas sobre um outro livro de Tintim, O Cetro de Otokar. As páginas cinquentenárias, comidas pelas traças, foram degustadas com igual prazer pelos jovens leitores.

Veja aqui o trailer do filme de Spielberg:

E aqui, alguns desenhos animados de Tintim:

Você também é fã das aventuras de Tintim? Deixe seu comentário.

No Adelaide's

27 de janeiro de 2012 8

Na virada dos anos 1960 para os 70, o melhor da boemia porto-alegrense cabia num pequeno bar que ficava na Rua Marechal Floriano, lá em cima, quase esquina da Duque de Caxias. Era tão pequeno e discreto que, até onde lembro, nem um luminoso de identificação possuía - e nem precisava... Todo o mundo da noite sabia que aquele era o melhor endereço.

Numa das poucas mesas estava sempre o maior deles, Lupicínio Rodrigues. A lista enorme de frequentadores assíduos inclui nomes como Alcides Gonçalves, Túlio Piva, Johnson (cantor), Plauto da Flauta, Clio e Lúcio do Cavaco, Jessé Silva, Darcy Alves, Gervásio e Cauby, alguns dos melhores violonistas do Estado. As cantoras Zilah Machado, Lourdes Rodrigues, Cléa Ramos, entre outras, também marcavam presença.

Foto: arquivo pessoal de Renato Rosa

A foto acima, enviada para este Almanaque pelo marchant Renato Rosa, mostra o poeta Luiz de Miranda e os artistas plásticos Henrique Fuhro e Léo Dexheimer dividindo uma mesa com o arquiteto Joaquim Brum. Em pé, à direita, de paletó e gravata, outro personagem importante e conhecido, o compositor Demósthenes Gonzales. A pessoa responsável por aglutinar tanta gente bacana aparece na foto ao fundo, no caixa, discreta como a fachada do seu bar: Adelaide Dias.

Por duas décadas, ela foi a "dona da noite" na capital dos gaúchos. Quando os anos 1980 chegaram e o espaço do Adelaide's ficou pequeno demais para os artistas e seus admiradores, ela abriu um novo bar de igual sucesso na Rua José do Patrocínio. No Chão de Estrelas, Adelaide continuou cultivando o talento gaúcho.

Você conheceu o Adelaide's ou o Chão de Estrelas? Deixe seu comentário.

Bem antes dos azuizinhos

26 de janeiro de 2012 14

No último dia 16, publicamos aqui uma nota e fotos sobre a Guarda Civil, que atuou em Porto Alegre até 1967. Comentamos que a Polícia Civil, nesta época, tinha um outro braço fardado, que era a Guarda de Trânsito, ou Divisão de Trânsito.

Graças à colaboração do nosso leitor Helio Oliveira, publicamos hoje a foto do distintivo da Guarda de Trânsito. O emblema tinha a imagem de uma sinaleira (que é como aqui na terra, em gauchês, chamamos o semáforo) e caracterizava os quepes brancos ostentados pelos policiais responsáveis por controlar o trânsito numa cidade que começava a se tornar uma metrópole.

Foto: arquivo pessoal

O distintivo, guardado com carinho por Helio, pertenceu ao guarda José Américo Pereira de Almeida, o querido "Tio Zico", falecido há quase 40 anos - mas que permanece, na memória do sobrinho, como um "amigão".

Como complemento, tratamos de encontrar, em nosso arquivo fotográfico, algumas imagens que muito revelam sobre o importante trabalho desenvolvido por esses dedicados servidores públicos.

Um guarda operando manualmente uma sinaleira. Fotos:  banco de dados

Em guaritas fechadas, ou sob pequenos toldos de lata, eles operavam os sinais luminosos de olho no fluxo, maior ou menor em cada sentido, nas principais esquinas da cidade.



Os mais velhos devem lembrar das "casinhas" instaladas nas esquinas da Avenida Borges de Medeiros com a Salgado Filho ou a Demétrio Ribeiro, ou ainda na Rua Duque de Caxias, na antiga Praça do Portão. Se você lembra, deixe aqui seu comentário.

Cartas de verdade

25 de janeiro de 2012 0

Há alguns anos, muita gente vem substituindo as cartas pelos e-mails – o que não tira a importância deste 25 de janeiro, em que se completam 349 anos da criação do Correio-Mor no Brasil.

Foto: reprodução

A data hoje é lembrada como Dia do Carteiro, e o selo acima lado mostra como a filatelia comemorativa pode ser histórica: lançado há cinco anos, ele celebra o bicentenário de nascimento de Giuseppe Garibaldi (1807 – 1882).

Veja abaixo outros selos comemorativos brasileiros lançados em anos recentes:




Fotos: reprodução

Você prefere as cartas às mensagens de e-mail? Deixe seu comentário.