Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts de fevereiro 2012

Cavaleiros de verão

29 de fevereiro de 2012 6

Houve uma época em que andar a cavalo nas praias do nosso Litoral não implicava participar das polêmicas cavalgadas realizadas à beira-mar todos os anos. Numa época de menos alternativas de lazer nos balneários gaúchos, os cavalos de aluguel eram uma das principais atrações - e um programa ansiosamente aguardado pelos veranistas.

Fotos: J. B. Scalco, BD, 13/1/1971

Em muitas praias, alguns moradores dispunham de cavalos devidamente encilhados que eram oferecidos aos visitantes em troca de um valor cobrado por hora de empréstimo.

Foto: Galeno Rodrigues, BD, 4/2/1973

Foto: banco de dados, janeiro de 1961

Foto: Antônio Pacheco, BD, 28/2/1979

Com o passar do tempo e o aumento do número de veículos nas ruas e de banhistas na areia, o convívio com os animais foi criando conflitos. Protestos e denúncias de maus-tratos, por parte de alguns locatários e proprietários, acabaram extinguindo, especialmente durante os anos 1980, essa antiga tradição dos veraneios sulistas.

Você lembra dessa época? Deixe seu comentário.

Uva, vinho e... chope

28 de fevereiro de 2012 11

Houve um tempo em que a uva, o vinho e o suco dividiam as atenções dos frequentadores da Festa Nacional da Uva _ cuja edição 2012 vai até domingo _ com outra bebida. Disputado em filas pelos consumidores, o Chopp Pérola, uma das tantas versões produzidas pela antiga Cervejaria Leonardelli, teve destaque desde as primeiras edições do evento.

Estande da cervejaria na Festa da Uva de 1937. Foto: acervo de João Carlos Leonardelli, divulgação

Como lembra João Carlos Leonardelli, o Neco, descendente dos fundadores da empresa, os estandes da cervejaria no saguão da prefeitura eram parada obrigatória de rainhas e autoridades, de Jânio Quadros a Euclides Triches (como prefeito e governador do Estado), de Getúlio Vargas a João Goulart.

- Todos brindavam e posavam com os canecos. Era uma tradição - conta Neco, 57 anos.

O estande na Festa da Uva de 1958. Foto: Ulysses Geremia, acervo de João Carlos Leonardelli, divulgação

Festa da Uva de 1965. Foto: Optica Caxiense Ltda., divulgação

O bisneto de Ambrogio Leonardelli - que fundou a Cervejaria Leonardelli em 1887 - mantém hoje um rico acervo de rótulos, garrafas e outros objetos relativos à firma, adquirida pela Antarctica em 1973 e extinta na década de 1990. Veja aqui alguns itens:

Fotos: Roni Rigon, banco de dados, 17/1/2012



João Carlos Leonardelli. Foto: Roni Rigon, BD, 17/1/2012

(colaborou Rodrigo Lopes, do Pioneiro)

Você lembra dos tempos do Chopp Pérola na Festa da Uva? Deixe seu comentário.

Caminhos de Canoas

28 de fevereiro de 2012 1

Foto: Arquivo Histórico de Canoas, reprodução

A Região Metropolitana também tem sua história de transformações e avanços no cenário urbano. O que fica mais evidente nesta imagem antiga de uma das principais vias de Canoas – a Rua Santos Ferreira, aqui mostrada na esquina com a Rua Santa Maria. O calçamento – para carros e pedestres – é a grande diferença para a feição atual da rua.

Borges avança

27 de fevereiro de 2012 4

Existem avenidas mais longas, mais largas e mais movimentadas em nossa cidade, mas nenhuma delas é mais importante, e tem mais a cara da Capital, do que a Avenida Borges de Medeiros. No passado, ela já foi chamada de Rua General Paranhos e chegou a ser conhecida por apelidos como Travessa do Poço, Beco do Freitas e Beco do Meireles.

Até que, em 1926, o intendente Otávio Rocha (1877 – 1928) – que dá nome oficial ao Viaduto da Borges – e o presidente do Estado Antônio Augusto Borges de Medeiros (1863 – 1961) – que hoje empresta seu nome à avenida – decidiram rasgar no centro de Porto Alegre uma artéria para atravessar, no sentido Norte-Sul, o morro que dividia aquela área cercada pelo Guaíba, no sentido Norte-Sul.

Foto: reprodução

Como mostra a foto acima, do início dos anos 1930 – que, por muitos anos, decorou uma das paredes do conhecido Café Farroupilha, na esquina da Borges com a Fernando Machado –, o novo eixo esbarrou, num segundo momento, no casario da Cidade Baixa, na altura da Praça Gal. Daltro Filho, ali onde aparece o Cine Theatro Capitólio.

Passados alguns anos, a avenida precisou crescer mais e avançou sobre as casas até encontrar o Guaíba, próximo ao prédio do Pão dos Pobres, como se vê na foto abaixo.

Foto: acervo Fotonick, reprodução

A água também não seria obstáculo. No início dos anos 1950, o aterro foi providenciado para que a via pudesse seguir a vocação de levar o progresso adiante – pelo menos até o Menino Deus, com o nome do líder chimango que mandou no Estado por mais de 25 anos.

Borges de Medeiros. Foto: reprodução

Você lembra de diferentes momentos da Avenida Borges de Medeiros? Deixe seu comentário.

Sogenalda

27 de fevereiro de 2012 18

Foto: reprodução

Os gaúchos – como a leitora Vera Teresinha Hartstein – se acostumaram, durante um bom tempo, a ver a figura acima em embalagens de produtos como arroz, feijão e lentilha. É a simpática logomarca da Sogenalda – que sugere um nome de pessoa, mas é sigla para Sociedade de Gêneros Alimentícios Ltda.

A empresa chegou a ser incorporada pela rede de supermercados Econômico, que hoje pertence ao grupo Nacional - Walmart. O nome Sogenalda ainda aparece em alguns produtos, mais frequentemente nas prateleiras de pequenos mercados, mas sem relação com o original.

Você lembra da marca Sogenalda? Deixe seu comentário.

Encontros de família

25 de fevereiro de 2012 1

Os Saldanha

Fotos: arquivo pessoal

Reunir informações e histórias sobre a trajetória da família Saldanha é uma das principais propostas do encontro que o clã organizou para amanhã, em Manoel Viana, na região da Fronteira Oeste do Estado.

No Piquete Caudilhos Vianense, os descendentes pretendem confraternizar e compartilhar causos como o da imagem acima, que registra uma caçada realizada por integrantes da família durante a década de 1940, na região de Piraju, próxima a Manoel Viana _ cidade da qual os Saldanha são uma das famílias mais representativas.

Para mais detalhes sobre o evento, o contato pode ser feito pelo e-mail inezsaldanha@uol.com.br.

Os Jacobsen


Com origens na região de Holstein, norte da Alemanha, a família Jacobsen se reúne amanhã em Venâncio Aires para uma confraternização entre os descendentes do imigrante Joachim Friederich Jacobsen, que chegou a Porto Alegre em 1825.

Na foto, aparece o núcleo familiar de um dos bisnetos de Joachim, Pedro João. Informações pelo e-mail ae.jacobsen@hotmail.com.

Você vai participar de um desses encontros? Deixe seu comentário.

Passo Fundo antes

25 de fevereiro de 2012 4

Foto: reprodução

Na foto acima, feita nas primeiras décadas do século passado, aparece um ponto importante da cidade de Passo Fundo: a esquina das vias Moron e Bento Gonçalves, no Centro.

O prédio em destaque à direita foi sede do Banco da Província. Hoje, restaurado, o edifício abriga uma das agências do Itaú no município.

Vale a pena

24 de fevereiro de 2012 2

No último sábado, cerca de 80 mil veículos passaram pela freeway rumo ao Litoral. Foi o recorde, num único dia, na história da rodovia. Durante o mesmo fim de semana, pela freeway e pela RS-040, cerca de 184 mil veículos se dirigiram "pras praia", como se diz num informal gauchês.

Talvez você seja um dos heróis desse êxodo e possivelmente estivesse dentro de um dos carros. Vida dura em busca de alguns momentos de descanso e lazer. Se, em seu destino, você ainda encontrou muita gente, pegou alguma fila ou teve dificuldades para conseguir algo de que precisava, as fotos deste post podem servir de consolo.

Se hoje as coisas não são fáceis, quem sabe elas nunca tenham sido. Nas três primeiras décadas do século 20, por exemplo: não dava para ir num dia e voltar no outro (ou no mesmo). Estradas, se existiam, eram ruins – e, além dos cavalos do motor, talvez você precisasse de uma junta de bois para desatolar o carro, como na foto abaixo, feita em 1930 em Capão da Canoa.

Fotos: reprodução

Comprar carne (não frigorificada) para o churrasco talvez exigisse a espera pelo abate do boi. Na imagem abaixo, aparece um dos primeiros açougues de Capão da Canoa, o Anno Bom, com as carnes expostas na janela e na porta.

Os hotéis não tinham muito (?) conforto, e talvez você mesmo pintasse a placa que identifica o estabelecimento, como fez um dos primeiros hóspedes do Hotel Nunes, de Capão, vide a foto abaixo.

Isso tudo e ainda por cima muita roupa na hora do banho de mar, especialmente nelas.

Fica acertado que agora é mais fácil. Tá?

Visão tri

23 de fevereiro de 2012 2

Desde o matemático Euclides (360 a.C – 295 a.C), passando por Leonardo da Vinci (1452 – 1519) e chegando ao americano Ray Kurzweil – 64 anos, famoso guru e visionário das novas tecnologias –, o homem segue inconformado com os resultados conseguidos para a representação da realidade tridimensional. Certo, diante de um televisor 3D é inevitável constatar que evoluímos bastante em comparação às imagens chapadas produzidas no antigo Egito.

Um desses inconformados, William Gruber, mostrou na Feira Internacional de Nova York, em 1939, um novo aparelho – que hoje pode parecer ridículo, mas, então, fez grande sucesso. Era o View-Master.

O View Master. Foto: Ricardo Chaves

Na verdade, Gruber deu uma atualizada na velha ideia das fotos P&B estereoscópicas, que também foram um must a virada do século 19 para o 20.

O visor estereoscópico. Foto: reprodução

Com o surgimento do filme Kodachrome (fotos positivas em cores) em 1935, Gruber bolou uma espécie de binóculo que servia de visor e ampliava pequenos cromos fotográficos de 16mm duplos, dispostos num disco de cartolina que era introduzido numa ranhura do aparelho.

As fotos eram obtidas por uma câmera especial com duas objetivas. Esse tipo de máquina fotográfica tirava duas fotografias simultaneamente – e, como as lentes guardavam a distância média que temos entre um olho e outro, ao vê-las ao mesmo tempo, temos a sensação de tridimensionalidade.

Catálogos de cromos para o View Master. Fotos: reprodução

Tosco? Pergunte para alguém com 60 anos que um dia ganhou um View-Master de presente e ali viu, em “profundidade”, seus ídolos dos seriados de TV, paisagens lindas e locais desconhecidos e interessantes.

Veja aqui um comercial de TV americano do View Master:

Você lembra desses dispositivos? Deixe seu comentário.

Bonde da folia

22 de fevereiro de 2012 1

Nesta Quarta-feira de Cinzas, já conhecemos a campeã do Carnaval de Porto Alegre, a Estado Maior da Restinga, que se apresentou no Porto Seco no sábado, segunda noite de desfiles no sambódromo porto-alegrense.

Em 1971, bem antes de haver o Complexo do Porto Seco, as oficinas da antiga sede da Carris Porto-Alegrense, na Avenida João Pessoa – prédio retratado recentemente aqui no Almanaque Gaúcho – serviram de local improvisado para a preparação de carros alegóricos e decorações carnavalescas.

Fotos: banco de dados

Depois que o último bonde elétrico circulou pelas ruas da Capital, em março de 1970, o edifício da Carris ainda funcionou até 1973, para depois dar lugar à Perimetral e ao Viaduto Imperatriz Leopoldina. Pelo menos naquele Carnaval, as alegorias conviveram ali com os velhos bondes desativados.


Naquele ano, o tema do Carnaval eram o tricampeonato brasileiro na Copa do Mundo do ano anterior e a América Latina. Tanto que um dos carros trazia uma réplica gigantesca da Taça Jules Rimet.

Também foram espalhados pela cidade bonecos representando nove países latino-americanos, com dimensões generosas: a cabeça de cada figura tinha dois metros de orelha a orelha. Enquanto bonecos e carros eram construídos, a população curiosa acompanhava os trabalhos através do grande portão de tela do pavilhão da Carris.


O desfile dos carros alegóricos de 1971 foi realizado na Terça-feira Gorda, em pista que começava no final da Avenida Borges de Medeiros e se estendia pela Rua João Alfredo.

Os bondes passaram, e o Carnaval 2012 também.