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Uma ponte na artéria

09 de março de 2012 10

Lá por volta de 1848, logo depois da Revolução Farroupilha, a Avenida José de Alencar, no arrabalde do Menino Deus, se chamava Rua Caxias. A Avenida Venâncio Aires era, então, a Rua da Imperatriz. Eram vias recém-traçadas e abertas e careciam de uma ligação entre elas. Para isso, foi concebida a Rua do Menino Deus, também chamada na época de Estrada do Menino Deus, cuja largura foi fixada em cem palmos.

Acabou recebendo temporariamente o nome de Santa Teresa, por ser o caminho de acesso ao colégio de mesmo nome, fundado por Dom Pedro II e dona Teresa Cristina em 1846.

A rua em 1880. Foto: banco de dados

A avenida hoje. Foto: Ricardo Chaves

A rua era reta e plana, e o único obstáculo era um arroio sobre o qual foi construída uma ponte de madeira. Em 1873, começaram a circular por ela os bondes de tração animal.

A ponte de metal. Foto: banco de dados

Em 1903, depois de a ponte ter sido vítima de problemas a cada enchente, foi construída outra, com estrutura de ferro e com 25 metros de vão.

Em 1888, como homenagem à abolição da escravatura, a via foi batizada de Rua 13 de Maio. Em 1935, o nome foi mudado para Avenida Getúlio Vargas. No princípio da década de 1940, o Arroio Dilúvio foi desviado e canalizado, e a ponte, que existe hoje num nível um pouco mais elevado, substituiu a antiga, que era de metal.

A ponte atual. Foto: Ricardo Chaves

Você lembra de outros tempos da Avenida Getúlio Vargas e do bairro Menino Deus? Deixe seu comentário.

Comentários (10)

  • Marcelo Xavier diz: 9 de março de 2012

    Dá para perceber que o nível da calçada foi elevado na esquina da Getúlio com a Ipiranga. O que não dá para entender é que demoliram aquela igrejinha bonita que era a Capela do Menino Deus para construir aquela coisa horrível no lugar dela.

  • Paulo diz: 9 de março de 2012

    Poxa!!! Se me lembro!!!
    Expointer na DPA Secretaria da Agricultura,Livraria do Globo,Restaurante Rox um belo pastel de bacalhau,Padaria Modelo na esquina da José de Alencar meu primeiro emprego aos 12 anos,Trailer de cachorro quente Meninão no posto Esso,a Casa das Estudantes que depois virou Mercury publicidade,as penções que vendiam ” comida em vianda” que o entregador levava de bicicleta,restaurante Chiwawa(o primeiro que era do careca). Puxa quanta lembrança e saudades!!

  • Marcelo diz: 9 de março de 2012

    Sem contar no Bar drink Estilo, na esquina da Bastian com a Getúlio, que na decada de 70, tinha uma pizza, cujo aroma e sabor ainda carrego na lembrança.

  • Sergio diz: 9 de março de 2012

    Lembro, com saudades, da lojinha do “seu” Dedé, na José de Alencar defonte à igreja, onde comprava botões para o jogo de futebol de mesa . . .

    Botões de camisa para minha mãe comprava na “dona” Mimi, na Getúlio Vargas ao lado do Cinema Marrocos, que ficava ao lado da Padaria Modelo, que por ser de esquina ficava ao lado do “seu” Dedé . . .

  • Rogério Mainieri diz: 9 de março de 2012

    Nasci e fui do hospital São Francisco para a Getúlio, esquina rua Beck, logo após fui morar na Rua Barbedo até meus 15 anos, só tenho coisas boas na memória dessa época. Fiz a catequese na igrejinha que antes emoldurava o fim da Getúlio, no que pode se dizer entroncamento com a rua José de Alencar. Que pena que demoliram com ela, era de uma beleza fulgurante, o progresso muitas vezes atrapalha. E o que falar das palmeiras da Getúlio, que beleza!

  • Leonardo diz: 9 de março de 2012

    É triste ver que a história da capital, do RS e do Brasil é totalmente negligenciada para fins de promoção política há muit tempo. Deveríamos propor que a av. getúlio vargas volte a ser chamada av. 13 de maio, como forma de mostrar claramente aos políticos que não queremos ruas com os seus nomes, e sim que a história seja preservada.

  • Vitoldo Haber diz: 9 de março de 2012

    No cine “marrocos”, eu assisti ao filme “Os Canhões de Navaroni”, (não sei se é assim que se escreve). Um filme que quando se pensava que estava terminando, só estava no meio. Hoje em dia não existem mais filmes de “longa metragem”. Saudades daquela época, que não voltam mais. Que bom que existam pessoas como o Ricardo Chaves. Gostaria de uma foto da igrejinha da época atual, se tiverem pois estou morado em SC desde 1983 e vou pouco a POA, e quando vou, não da tempo de visitar todos os lugares de minha adolecencia.

  • Vania diz: 10 de maio de 2012

    Alguém poderia me informar o que tinha na Av. Getulio Vargas antigamente, nas imediações (ou no próprio) Coral Express Hotel?

  • Roberto Bahy diz: 17 de maio de 2012

    Morei na Getúlio Vargas no início dos anos sessenta, próximo a rua Botafogo. Lembro muito do bonde, do trólebus, da churrascaria Itabira. Nunca gostei do nome da rua. Acho que poderia ter continuado a ser 13 de Maio.

  • Wilson Francisco da Silva diz: 1 de novembro de 2012

    A ponte de metal, da foto, ficava no riacho que passava atras da rua da Margem no incio do menino deus, e não, no arroio Diluvio, lembro- me como se fosse hoje.

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