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Posts de abril 2012

Acesso difícil

30 de abril de 2012 4

A Avenida Mauá,  em 13/12/1971, ainda sem o muro.

A Avenida Mauá, em 12/12/1975,  já com o muro.

A Avenida Mauá foi, e continua sendo, uma das principais rotas para se chegar ao centro da cidade. Nas fotos acima podemos observar essa importante via da Capital em dois momentos  distintos. Na foto a esquerda, de dezembro de 1971, ainda não havia sido construído o polêmico muro que separou o porto do centro histórico. Apesar do espaço amplo a situação não se apresenta menos caótica, com veículos estacionados e uma grande quantidade de carros e ônibus engarrafados que enfrentavam diariamente um grande congestionamento. Na outra foto, de dezembro de 1975, portanto 4 anos depois, o muro já isolava a área portuária (que, como tantas outras, era identificada como de área de segurança nacional, com acesso restrito) e os problemas do trânsito continuavam como antes. No local do antigo Mercado Livre (uma espécie de CEASA que existia no centro), e da Estação Ildefonso Pinto, então recentemente demolidos, um grande estacionamento tentava minimizar a eterna encrenca de se encontrar um lugar central para largar o carro. Ali, hoje, está a Estação Mercado, do Trensurb. É provável que o trem, e um certo esvaziamento na importância do Centro, com a fuga das empresas para outros bairros, tenham contribuído para aliviar um pouco o fluxo de trânsito na Avenida Mauá, que apesar disso continua grande.

Antiferrugem

30 de abril de 2012 0

Todo sardento sofre. Ou pelo menos sofria. Antes de gozação ter o pomposo nome de bullying, como hoje é conhecida, quem era garoto e tinha o rosto ornamentado por pintas escuras, recebia os mais diversos apelidos: Ovo de quero-quero, ferrugem, carijó... entre outros. Nessa época também não existiam ainda os metrossexuais e, portanto, os cremes se destinavam exclusivamente a cútis (era assim que se chamava a pele, naquela época) feminina. Um deles fazia grande sucesso nos anos cinquenta: Antisardina, ao qual a propaganda, como esta publicada pela Revista do Globo em  3/11/1956,  atribuía "poder mágico" contra sardas, manchas, espinhas e rugas.

Encontros de Famílias

28 de abril de 2012 1

Família Vidor

É amanhã o grande encontro da família Vidor. Em 2 de janeiro, completaram-se já 132 anos que os Vidor chegaram ao Brasil. O reunião será na paróquia do bairro Cruzeiro, em Caxias. Giovanni Vidor e Giulia Balliana chegaram com os filhos Giordano, Tommaso Giuseppe, Martino Antonio, Francesco e Virginia Em 8 de abril de 1882, nascia a última filha do casal, Sabina Luigia. Os descendentes se casaram e fincaram raízes em Caxias e região, com alguns seguindo suas vidas Brasil afora. A vida se deu por conta da unificação italiana e de um perfil socioeconômico dela decorrente. Giovanni era natural da província de Treviso, região do Vêneto (norte da Itália). O encontro da família, na verdade, ocorre já neste sábado, com um filó no CTG Paixão Cortes. No domingo, haverá missa e almoço festivos na paróquia do bairro Cruzeiro. Quem tiver interesse em participar pode acessar o site www.familiavidor.com.br ou falar com Guiomar Vidor, no telefone (51) 8149-0302.

Família Anele 

Preparem-se, integrantes da família Anele: será em 20 de maio o 1º Encontro da Família Anele, em Porto Alegre. As tratativas para a definição do local onde ocorrerá a grande reunião estão em andamento. A ideia dos organizadores é reunir todas as ramificações da família. A organização está sendo feita pelos descendentes de Gennaro Anele (com a esposa e os filhos na foto) e Francisco Anele. Os Anele se originam Morano Calabro (Itália). Para mais informações a respeito do encontro histórico (por ser o primeiro de muitos segundo os organizadores), os telefones são 3233-5447 e 3233-4002. Também é possível se comunicar pelo facebook: familiaanele. Neste perfil, constará o endereço da festa.

Família Geib

A família Geib era bastante numerosa já na região do Hunsrück. Alguns integrantes da família já vieram por volta de 1873. Outros chegaram 10 anos depois. Há pelo menos quatro grandes ramificações dos Geib. Todos se estabeleceram inicialmente no Rio Grande do Sul. Em pouco tempo, porém, espalharam-se por todo o território nacional e no vizinho Paraguai. Os descendentes de Johann Philipp Geib, residentes no oeste de Santa Catarina, estão organizando um encontro de todos os ramos da grande família Geib, que se realizará na Linha Taipas, em Mondaí (SC), neste domingo. Para confirmar presença e mais informações, pode-se ligar para o telefone (49) 36-47-0892 e falar com Rolf e Heidi (rolfb@brturbo.com.br e heidi_bc@hotmail.com).

Repouso suspenso

27 de abril de 2012 2

 

Foto: José Abraham/ Acervo da Alfonso Abraham

Os "modernos" Convair 340, de empresas aéreas como a Real, pousados no pátio, início dos 60.

Entre abril de 1953 e setembro de 2001, esse terminal de passageiros foi o principal aeroporto do Estado. Antes dele, existiu o Aeródromo de São João, inaugurado em 1940. Em 1950, o político gaúcho Joaquim Pedro Salgado Filho, ministro da Aeronáutica, morreu num acidente aéreo no interior do Estado. No ano seguinte, em sua homenagem, o antigo aeródromo passou a ser chamado de Aeroporto Internacional Salgado Filho. Em 1953, foi inaugurada a estação que aparece nas fotos e que hoje é identificada como Terminal 2. Em 2001, com a inauguração do novo aeroporto, esse terminal foi desativado. Em 2010, voltou a funcionar para ajudar a suprir a demanda que cada vez aumenta mais. Por volta de 1960, época em que as fotos foram feitas, a Capital tinha 641 mil habitantes, uma cidade muito diferente da Porto Alegre de hoje.

 

Foto: Léo Guerreiro/Arquivo Pessoal

Poucos carros diante do terminal e bancos de madeira no saguão.

 

Foto: José Abraham/ Acervo Alfonso Abraham

Foto: Léo Guerreiro/Arquivo Pessoal

Os velhos e bons Douglas DC-3  povoavam a pista do Salgado Filho no fim dos anos 50 e início dos anos 60.  Porto Alegre tinha 641 mil habitantes.

No tempo em que jogaram pelos rivais

26 de abril de 2012 0

Os dois treinadores que se enfrentarão no Gre-Nal deste domingo têm algo em comum quanto aos seus vínculos gaúchos. Só que no lado oposto. Se Dorival Júnior, conhecido na época apenas como Júnior, foi um volante que passou a temporada de 1993 no Grêmio, Luxemburgo não chegou nem a um ano defendendo o Inter como lateral-esquerdo. Ambos tiveram passagens discretas nos atuais adversários.    ( Léo Gerchmann)

Júnior, o volante gremista

A carreira de Dorival Júnior como jogador se iniciou na Ferroviária, de Araraquara _ sua cidade natal. Era 1982. Depois de passar pelo futebol catarinense, retornar ao interior paulista e passar pelo Coritiba, no Paraná, o volante Júnior seguiu para o Palmeiras, em 1989, onde viveu talvez seu melhor momento. No Grêmio, não chegou a se firmar. Era tido como um volante aplicado, de boa saída de bola e liderança positiva no vestiário (gostava de fazer piadas com os companheiros, relaxando o ambiente nos momentos mais tensos) _ o que já poderia indicar seu futuro como treinador. O curioso é que na época o Estado tinha, além do Grêmio e do Inter, o Juventude como clube de chegada. E foi no Juventude que Dorival Júnior encerrou sua carreira como jogador. Ou seja, jogou em todos, menos no clube que treina atualmente.

Vanderlei, o lateral colorado

Já Vanderlei Luxemburgo tem como recordação do atual rival menos as partidas (lateral-esquerdo, não chegou a se firmar na meia temporada em que ficou no Beira-Rio) que disputou como jogador e mais os colegas, em 1978. Era gente como Falcão, Caçapava, Valdomiro, o centroavante Bill e o ponta-esquerda Peri, também de passagem fugaz no clube _ mas com quem manteve talvez a amizade mais próxima. Aquele era um Inter de transição. O clube, campeão brasileiro em 1975 e 1976, perdera a hegemonia regional para o Grêmio em 1977 e se reorganizava. Em 1979, um ano depois, voltou a ser campeão brasileiro, desta vez de forma invicta. Carioca, Luxa começou no Flamengo, em 1971, onde ficou até 1978. Ainda em 1978, foi para o Inter. Em seguida, transferiu-se para o Botafogo, onde encerrou a carreira.

Aberta para balanço

25 de abril de 2012 1

      Calculadora dos anos 1940 e livro de contabilidade dos anos 50.

Aqueles que forem à Biblioteca Central da PUC, até segunda-feira, vão encontrar, no saguão, a exposição  Contabilidade _ Um Balanço da História. Conhecerão o acervo do Museu Brasileiro de Contabilidade, criado em 1996, em Brasília, que incursiona pelo país. A mostra conta a evolução da profissão no Brasil e no mundo.  Documentos, mobiliário, máquinas e fotografias nos ajudam a passear por outras épocas. No final do século 19, a indústria de São Paulo se expandia, com a multiplicação de estabelecimentos bancários e comerciais. Era preciso formar gente para gestão eficiente das empresas. Em 2 de junho de 1902, foi fundada a Escola Prática de Comércio. Os profissionais foram se qualificando, e as exigências começaram a ir bem além da caligrafia esmerada exigida dos antigos guarda-livros. Do ábaco aos computadores, a tecnologia foi aliada nessa trajetória. Além das ferramentas, algumas pessoas foram decisivas no reconhecimento da atividade. Por isso, um dos painéis lembra Ivan Carlos Gatti (1936/2002), líder da classe contábil gaúcha e brasileira, o homenageado especial.

 


Ábaco ou Soroban

 

 Registradora Monroe, década de 1940.

 Calculadora  Sueca marca Addo-X  Modelo 341  usada em 1956.

Em 2 de junho de 1902 foi fundada, em São Paulo, a Escola Prática de Comércio.

Veloz e eterno

24 de abril de 2012 5

     Em Morro Alto, no dia  17 de fevereiro de 1952, Burlamaque vinha na frente, com o seu Cadillac LaSalle. Próximo a Santa Terezinha  uma capotagem tirou-lhe a vida.

Sobre o pedestal, o busto em bronze. Em torno dele, na Avenida Araribóia, de Capão da Canoa, as carreteiras estacionadas roncaram alto, subindo o giro dos seus motores durante um longo minuto. Para homenagear um piloto morto, o silêncio seria inadequado. Antoninho Burlamaque, o piloto que virou estátua, nasceu em Guaporé, em março de 1919. Em 17 de fevereiro de 1952, aos 33 anos, capotou sua "barata" Cadillac LaSalle, próximo à praia de Santa Terezinha, enquanto disputava a prova do 1º Circuito das Praias do Atlântico, e morreu. Antoninho iniciou sua carreira em 1950, quando disputou o 1º Circuito da Zona Sul, ficando com a quinta colocação, depois de adquirir a carreteira Ford 1940 V8 de Alcídio Schroeder. Ainda em 50, participou do  2º Circuito da Pedra Redonda, enfrentando os cobras da Capital, e classificou-se em 3º lugar.  Em 1951, competiu fora do Estado, obtendo um nono e um quinto lugares.  Com uma carreira ascendente, estava vencendo quando ocorreu o acidente. Diogo Ellwanger ganhou a taça, mandou gravar nela "Ao virtual vencedor do Circuito das Praias do Atlântico" e foi a Caxias do Sul entregá-la à viúva.
                                                   Colaboraram:  Armando C. Burlamaque e Nelson M. Rocha

      O busto de Antoninho Burlamaque na Avenida Araribóia em Capão da Canoa.

      O Cadillac LaSalle com a frente ainda quase original. ( Fotos: Arquivo Pessoal)

Saudosismo pelo Genius

24 de abril de 2012 0

 

O antigo brinquedo ainda pode ser encontrado com preços que variam de R$150 a R$300. 

A caixa traz uma propaganda que condiz com a realidade: são cinco maneiras diferentes de jogar. Emoção e ação para todas as idades. O computador que brinca. Um jogo eletrônico emocionante. Aceite o desafio: pense rápido e tente repetir suas sequências de luzes e sons.
Não há como não brincar!
Lançado em 1980 pela Estrela, o Genius foi um dos primeiros  jogos  eletrônicos vendido no Brasil. Era um brinquedo muito popular na década de 1980 e que buscava estimular a memorização de cores e sons. Com um formato semelhante a um OVNI, possuía botões coloridos que emitiam sons harmônicos e se iluminavam em sequência. Cabia aos jogadores repetir o processo sem errar. Provoca saudosismo nos adultos de hoje. Em 1987, a Prosoft desenvolveu um Genius para MSX  1, como pode ser visto na seção screenshot. O Genius original possuía três jogos diferentes e quatro níveis de dificuldade.

Velho parceiro

23 de abril de 2012 0

Todo mundo se surpreende quando vê aquele trator, antigão e novinho, circulando pelas ruas de São Leopoldo. Se ele entra num posto de combustíveis, então, é atração certa para motoristas e  frentistas. Quando o proprietário para ao lado de uma das bombas de gasolina e pede para encher o tanque, imaginam que esteja equivocado e indicam a bomba do óleo diesel. Mas não, o velho Ford 1954 bebe bem e só toma mesmo a nobre gasolina. É relíquia de família e foi recuperado pelo veterinário e pecuarista Fábio Justo Scherer, 45 anos, que teve pena em vê-lo abandonado e enferrujando. Fábio foi incentivado pelo cunhado e mecânico Olisom Krug, que abraçou o desafio e conseguiu a adesão do colega Lothar, dono de uma retífica. Até adesivos originais foram trazidos dos EUA por uma irmã de Fábio. O veículo pertenceu a Salustiano Justo, que fabricava papelão e é avô materno do veterinário. Salustiano passou o trator para o genro, Roque Scherer que tinha lavoura de soja e milho na região de São Leopoldo e Capela de Santana. Roque, às vezes, também usava o trator para apanhar a esposa, Dona Celita, na parada do ônibus na Vila Scharlau. Foi nele que Fabio (e mais gente) aprendeu a dirigir. A chegada de tratores mais modernos e eficientes, movidos a óleo, tornou obsoleto e aposentou o velho Ford, mas não foi suficiente para acabar com os sentimentos e a nostalgia que ele despertava. Longa vida ao velho parceiro. 
                                                                                Colaborou Déo Junior

Recurso do povo

23 de abril de 2012 1

No transcorrer de 1920, em uma rústica construção na localidade de Três Forquilhas, próximo a Torres, o comerciante Olivera Alves de Farias inaugurou a Casa Faria, que abrigava um pequeno comércio com os mais diversos gêneros, como fazendas, ferragens, louças e miudezas. Com o lema "este estabelecimento é o recurso do povo", inscrito na fachada do prédio, o empreendimento cumpria sua finalidade e reforçava o abastecimento da região. Na imagem ao lado, o proprietário (de bombacha) e seu filho Amazonas Farias posam com Maneca Quadros (este sobre o cavalo branco), tio do radialista Lauro Quadros. Maneca era um político gaúcho daquela área. Morreu, com alguns correligionários, no trágico naufrágio do barco a vapor Bento Gonçalves, na Lagoa da Pinguela, em 20 de setembro de 1947. No total, morreram 18 pessoas.  
                                                                                                                                                      Colaborou Nesy Farias