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A supremacia de um BMW

14 de maio de 2012 7

Na categoria Força Livre, certamente a prova 500 Quilômetros de Porto Alegre – disputada no circuito Cavalhada-Pedra Redonda – foi a mais importante do Rio Grande do Sul.

Grandes nomes do automobilismo marcaram presença ao longo das seis edições daquele evento. Até a quinta, todas foram vencidas por gaúchos pilotando carreteiras: Nativo Camozzato (1958), Catarino Andreatta (1960 e 1964), Orlando Menegaz (1962) e José Asmuz (1963).

Enriqueciam a tradicional prova o piloto argentino Juan Gálvez, o uruguaio Rômulo Buonavoglia e os paranaenses Ângelo Cunha e Altair Barranco, além de muitos paulistas – entre eles, Celso Lara Barberis, Antônio Versa e Jaime Silva.

Fotos: Floriano e Santos, BD, 11/8/1968

Na sexta e derradeira prova, realizada em 11 de agosto de 1968, prenunciando novos tempos, a hegemonia gaúcha foi quebrada por um BMW 1600, vermelho e de número 12, conduzido pelos paulistas Chico Landi e Jan Balder (fotos acima e abaixo).


O carro rodou impecável, emitindo um zumbido alto e agudo, tal como um estridente assovio. Encantou a todos os que assistiam ao espetáculo.

Chico Landi
Jan Balder

Do início à 21ª volta, o BMW foi conduzido por Landi, que abriu enorme vantagem sobre os demais. Mas o show ficou por conta de Jan Balder, que baixou o tempo do consagrado mestre de 5min10seg para 5min9seg, na extensão de 12,5 quilômetros do circuito.

Vitório Andreatta

Vitório Andreatta, heroico com seu Ford número 4, perseguiu com arrojo o BMW de São Paulo – mas este, mais leve e moderno, tornou-se o marco do fim da era das carreteiras (carros especialmente adaptados para as corridas).

Vitório Andreatta

Até então, nunca um outro modelo de carro havia sido fita azul em provas com a participação de carreteiras no Estado.

A classificação da prova

1º lugar – Chico Landi e Jan Balder (BMW número 12)

2º lugar – Vitório Andreatta (Ford número 4)

3º lugar – Henrique Iwers (GT Malzoni número 9)

4º lugar – Francisco Feoli (DKW número 99)

5º lugar – Breno Job Freire (Simca número 86)

(colaborou Guilherme Ely)

Você lembra desta corrida – ou de outras corridas de automóveis nas ruas de Porto Alegre? Deixe seu comentário.

Comentários (7)

  • salomao jacob golandski diz: 14 de maio de 2012

    eu estive lá , vi esta corrida , foi emocionate a vitoria de Chico Landi
    se não me falha a memoria foi nessa corrida que na ultima volta falto
    gazolina na carretera n 2 de Catharino Andreatta .

  • PAULO A.TREVISAN diz: 16 de fevereiro de 2014

    Só hoje vi essas fantásticas fotos dos 500km de 1968. Tenho muitas fotos dessa corrida nos arquivos do Museu do Automobilismo Brasileiro,mas essas estão com uma qualidade arrasadora.A carretera nº4 original do Vitorio está comigo aqui em Passo Fundo e acredito que o Jan Balder não tenha visto essa postagem.Vou recomendar.

  • RONI RAMOS GUIMARÃES diz: 26 de abril de 2014

    Tive o privilégio de assistir esta corrida, pois morava nas proximidades do circuito. Parece que ainda ouço o ronco dos motores. Matei a saudade vendo estas fotos das quais lembro-me como se fosse hoje.

  • Claudio José Antoniazzi diz: 25 de abril de 2015

    Também assisti esta corrida sentado num muro, na subida, depois da curva onde o Asmuz (SIMCA ESPLANADA) derrapou e bateu na escadaria da delegacia que havia lá naquela época. O BMW passeou pela pista. Vitório cumpriu o dever de casa e o Iwers foi brilhante com o Malzoni. O verdadeiro show e que roubava qualquer cena, eram as derrapagens controladas, naquela curva, que o Breno Freire executava com o SIMCA. Lamento que naquela época ñ se tinha a tecnologia para filmagens que temos nos dias de hoje. MESMO ASSIM: Bons tempos.

  • Claudio José Antoniazzi diz: 25 de abril de 2015

    RETIFICANDO: Quem derrapou na curva com o Esplanada, foi o Breno Fornari e ñ o José Asmuz, perdão pelo lapso.

  • Claudio José Antoniazzi diz: 25 de abril de 2015

    Curva da Otto Niemayer com Wenceslau Escobar

  • Ricardo Badi diz: 20 de abril de 2016

    Tinha 16 anos de idade. Assistimos essa corrida, no fim do retão, na praça, um pouco antes da delegacia, onde o Breno Fornari, na época fazendo a primeira corrida com seu protótipo Regente, se enfiou na última volta embaixo dos degraus da escada da delegacia! A superioridade das BMW era enorme, e não me lembro de terem Santo Antonio. Lembro de ter visto o carro, de perto mesmo, e estar o rádio, tocando!

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