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A chama da Wallig

21 de maio de 2012 10

Para os mais jovens, o nome Wallig - associado ao Zaffari Bourbon no mais recente shopping inaugurado na Avenida Assis Brasil, em Porto Alegre - talvez não traga nenhuma recordação. Os mais velhos sabem que esse nome esteve intimamente ligado à família gaúcha por muitos anos.

A antiga fábrica da Wallig na Assis Brasil. Foto: Arivaldo Chaves, BD, 9/1/1981

O shopping construído no local da antiga fábrica. Foto: Genaro Joner, BD, 26/4/2012

Depois da fazer, ao longo do tempo, conhecidos e bons fogões a lenha, essa indústria ajudou no salto de qualidade de vida experimentado pelas sofridas donas de casa. Com a chegada do "moderno" fogão a gás da Wallig, fazer um simples café não implicava mais a difícil operação de cortar gravetos com uma machadinha para iniciar o fogo. Bastava girar o botão e riscar um fósforo.

Foto: reprodução

O fogão Wallig Visoramic (no anúncio acima, de 1958) trouxe outra inovação: um vidro na porta do forno e uma lâmpada em seu interior permitiam observar o que acontecia lá dentro sem a necessidade de abrir a porta. E depois ainda viria o… acendimento automático. Sei que isso tudo, hoje, parece bobagem. Mas perguntem para sua avó (ou seria bisavó?).

Anúncio de 1968. Foto: reprodução

Tudo, por aqui, começou com o imigrante alemão Pedro Wallig, que fundou uma indústria em 1904. Depois seu filho João - e posteriormente seu neto Werner - implementaram a fábrica e metalúrgica que se estabeleceu, nos anos 1940, no grande terreno agora ocupado pelo shopping, e que fazia também cozinhas e lavanderias industriais.

Visão lateral da área da antiga fábrica. Foto: JC Rangel, BD, 6/9/1984

Após uma malsucedida operação na metade dos anos 1960, que criou a Wallig Nordeste, em Campina Grande, na Paraíba, a indústria começou a definhar. Em 1981, mais um orgulho gaúcho faliu.

Você também lembra dos fogões Wallig? Deixe seu comentário.

Comentários (10)

  • Giselda Gomes diz: 23 de maio de 2012

    Fiquei emocionada ao ler sobre a Wallig,meu querido pai trabalhou nesta empresa durante 35 anos, onde veio o meu sustento,meus estudos...Diante de um novo Shopping
    pensei que a Wallig não seria lembrada... MANOEL NEVES GOMES este é o nome do meu querido pai que está com Deus. Obrigada Giselda Gomes

  • Gilberto R. de Oliveira diz: 23 de maio de 2012

    Prezado Ricardo
    Acredito que há uma inversão nas fotos de localização da antiga Wallig.A foto mostrada como na Assis Brasil é na verdade a entrada da Francisco Trein e a foto da lateral,salvo engano meu,é que é na Assis Brasil

    Grande abraço

  • Mauricio Reis diz: 23 de maio de 2012

    Na minha infância, na década de 70, tínhamos em casa um fogão Wallig, e pelo que eu sei, era um fogão de muito boa qualidade; muito boa a lembrança dessa marca que foi um patrimônio gaúcho; valeu!

  • Andréa Dalbosco diz: 25 de maio de 2012

    Minha mãe ainda tem um fogão Wallig (com 52 anos de uso diário), em perfeito estado, todas as peças originais, porcelana perfeita, forno perfeito como quando novo. E minha mãe não pensa em se desfazer dele nunca. Eu adoro o design do fogão, e parece que toda comida feita nele tem um sabor melhor, mais caseiro...

  • joao ruiz alves costa diz: 16 de agosto de 2012

    gostaria de obter um fogao wallig daqueles antiquérrimos.tem jeito?

  • Jofre Vargas diz: 14 de outubro de 2012

    Parabéns pela postagem.
    Ótima recordação

  • Helen diz: 23 de outubro de 2012

    Minha infância e adolescência se fizeram neste bairro e ainda trago na lembrança a imagem da fábrica. Muito bom recordar...

  • eloiza gaspar diz: 21 de março de 2013

    oi bom lembrar da fabrica. Tenho um fogão que deve ter +ou- 80anos foi o primeiro fogão a gaz da walig gostaria e vender para colecionador.

  • eloiza gaspar diz: 20 de abril de 2013

    joão ruiz alves costa ; tudo bem? eu tenho um fogão antigo q vc vai gostar; ele deve 80 anos ou mais ñ encntrei sua história ,se quiser ver osite tem meu e-mail, um abraço.

  • Mark Wallig diz: 14 de maio de 2013

    I was fascinated by the story. Tis about a part of my ancestors I knew nothing about until lately. My great-grandfather left Burbach, Germany in the 1860's for Kenosha, Wisconsin with another brother. A third went to Luxembourg. The Walligs who migrated to Brazil must be another branch of the family, and very successful.

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