Para os mais jovens, o nome Wallig - associado ao Zaffari Bourbon no mais recente shopping inaugurado na Avenida Assis Brasil, em Porto Alegre - talvez não traga nenhuma recordação. Os mais velhos sabem que esse nome esteve intimamente ligado à família gaúcha por muitos anos.
A antiga fábrica da Wallig na Assis Brasil. Foto: Arivaldo Chaves, BD, 9/1/1981
O shopping construído no local da antiga fábrica. Foto: Genaro Joner, BD, 26/4/2012
Depois da fazer, ao longo do tempo, conhecidos e bons fogões a lenha, essa indústria ajudou no salto de qualidade de vida experimentado pelas sofridas donas de casa. Com a chegada do "moderno" fogão a gás da Wallig, fazer um simples café não implicava mais a difícil operação de cortar gravetos com uma machadinha para iniciar o fogo. Bastava girar o botão e riscar um fósforo.
O fogão Wallig Visoramic (no anúncio acima, de 1958) trouxe outra inovação: um vidro na porta do forno e uma lâmpada em seu interior permitiam observar o que acontecia lá dentro sem a necessidade de abrir a porta. E depois ainda viria o… acendimento automático. Sei que isso tudo, hoje, parece bobagem. Mas perguntem para sua avó (ou seria bisavó?).
Anúncio de 1968. Foto: reprodução
Tudo, por aqui, começou com o imigrante alemão Pedro Wallig, que fundou uma indústria em 1904. Depois seu filho João - e posteriormente seu neto Werner - implementaram a fábrica e metalúrgica que se estabeleceu, nos anos 1940, no grande terreno agora ocupado pelo shopping, e que fazia também cozinhas e lavanderias industriais.
Visão lateral da área da antiga fábrica. Foto: JC Rangel, BD, 6/9/1984
Após uma malsucedida operação na metade dos anos 1960, que criou a Wallig Nordeste, em Campina Grande, na Paraíba, a indústria começou a definhar. Em 1981, mais um orgulho gaúcho faliu.
Você também lembra dos fogões Wallig? Deixe seu comentário.



Fiquei emocionada ao ler sobre a Wallig,meu querido pai trabalhou nesta empresa durante 35 anos, onde veio o meu sustento,meus estudos...Diante de um novo Shopping
pensei que a Wallig não seria lembrada... MANOEL NEVES GOMES este é o nome do meu querido pai que está com Deus. Obrigada Giselda Gomes
Prezado Ricardo
Acredito que há uma inversão nas fotos de localização da antiga Wallig.A foto mostrada como na Assis Brasil é na verdade a entrada da Francisco Trein e a foto da lateral,salvo engano meu,é que é na Assis Brasil
Grande abraço
Na minha infância, na década de 70, tínhamos em casa um fogão Wallig, e pelo que eu sei, era um fogão de muito boa qualidade; muito boa a lembrança dessa marca que foi um patrimônio gaúcho; valeu!
Minha mãe ainda tem um fogão Wallig (com 52 anos de uso diário), em perfeito estado, todas as peças originais, porcelana perfeita, forno perfeito como quando novo. E minha mãe não pensa em se desfazer dele nunca. Eu adoro o design do fogão, e parece que toda comida feita nele tem um sabor melhor, mais caseiro...
gostaria de obter um fogao wallig daqueles antiquérrimos.tem jeito?
Parabéns pela postagem.
Ótima recordação
Minha infância e adolescência se fizeram neste bairro e ainda trago na lembrança a imagem da fábrica. Muito bom recordar...
oi bom lembrar da fabrica. Tenho um fogão que deve ter +ou- 80anos foi o primeiro fogão a gaz da walig gostaria e vender para colecionador.
joão ruiz alves costa ; tudo bem? eu tenho um fogão antigo q vc vai gostar; ele deve 80 anos ou mais ñ encntrei sua história ,se quiser ver osite tem meu e-mail, um abraço.
I was fascinated by the story. Tis about a part of my ancestors I knew nothing about until lately. My great-grandfather left Burbach, Germany in the 1860's for Kenosha, Wisconsin with another brother. A third went to Luxembourg. The Walligs who migrated to Brazil must be another branch of the family, and very successful.