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Uma pioneira ao volante

08 de junho de 2012 0

Hoje, num tempo em que as mulheres pilotam inclusive portentosas aeronaves militares, ainda há quem faça piadas sobre a relação feminina com o volante – como se as barbeiragens do trânsito nosso de cada dia fossem responsabilidade exclusiva das condutoras. O fato é que, há pelo menos 70 anos, esse mito vem sendo derrubado. Nilza Campos Ruschel, de Venâncio Aires, foi alguém que contribuiu muito para isso.

Nilza Campos Ruschel. Fotos: reprodução

Ela foi uma pioneira no automobilismo de competição no Estado, entre 1938 e 1941. Foi contemporânea e adversária de grandes pilotos gaúchos, como Norberto Jung, Júlio e Catarino Andreatta, Diogo Ellwanger, Dirceu Oliveira e Adalberto Moraes.

Nilza disputou, em março de 1941, o Circuito da Charqueada, em Cachoeira do Sul, com uma barata Ford Modelo A, conversível, número 20, de quatro cilindros.

O Ford número 20

Enfrentou carros mais potentes, como Ford V8, Mercury, La Salle e Oldsmobile. Depois de percorrer os 150 quilômetros da prova, ela conquistou um honroso quinto lugar, atrás de João Figueiredo, Iracy Freire, Mario Dornelles e do vencedor Norberto Jung.

Três meses depois, no circuito do Cristal, em Porto Alegre, Nilza disputou a prova na categoria standard organizada pelo Touring Club, pela Associação Rio-grandense de Volantes (Arvo) e pela Folha da Tarde. O resultado financeiro da competição seria distribuído às vítimas da grande enchente que tinha inundado Porto Alegre meses antes. Depois de 75 quilômetros (cinco voltas), a piloto voltou a conquistar o quinto lugar com seu Ford.

Na esteira – ou seria na poeira? – da veloz Nilza, surgiram outras competidoras, como Silvana Tasca, Cristina Rosito, Bia Crestani e Letícia Zanetti, parceira de Cacau Ricci no Capacete de Ouro de 2002.

(colaboraram Graziela e Nelson Marques da Rocha)

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