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Explosão fatal

25 de junho de 2012 15

Depois da grande explosão, a casa de número 178, na Rua Doutor João Inácio, no Quarto Distrito, tinha algumas poucas de suas paredes ainda em pé. Numa delas, pendurado por um prego, um relógio parado e com o vidro do mostrador quebrado marcava a hora da tragédia: 15h35min.

Fotos: banco de dados

Nesse momento, quase um quarteirão inteiro desapareceu. Uma pensão, uma “boate”, algumas oficinas industriais, o depósito de uma arrozeira, um bazar e um depósito de fogos de artifício praticamente sumiram do mapa, deixando seis pessoas mortas e ferindo outras 57.

Era dia 3 de maio de 1971. Fulgor era o nome do depósito de fogos de artifício que voou pelos ares, levando junto tudo o que estava a sua volta e espalhando o efeito do desastre no raio de um quilômetro.

Naquela semana, o depósito recebera grande quantidade de foguetes – afinal, no mês seguinte, viriam as festas juninas e o sempre perigoso consumo de fogos.

Você lembra da explosão do depósito da Fulgor? Deixe seu comentário.

Comentários (15)

  • salomão jacob golandski diz: 25 de junho de 2012

    me lembro muito bem desata explosão o proprietário morreu , muitos corpos de pessoas voaram mais de 100 metros , tremeu a rua toda , pareceu um terremoto

  • Vitoldo Haber diz: 25 de junho de 2012

    Lembro-me bem. Estavamos na aula de educação física, jogando bola (Escola Técnica Parobé a uns 3 ou 4 km de distancia), e sentimos o chão vibrar, não me recordo, se foi na 1º ou 2º explosão. Comentaram que até na ponte do Guaíba encontraram pedaços de corpos. Foi horrível, espero que nunca mais ocorram tragédias como essa.

  • Julio C P Silva diz: 25 de junho de 2012

    Eu lembro muito bem desse acontecimento pois na época eu era um menino de 11 anos e morava com minha mãe em um prédio na Av.Farrapos no terceiro andar. Do nosso prédio conseguia-se ver os pilares da ponte do Guaíba, não haviam prédios enormes que cortam a visão como hoje. A explosão da Fulgor foi impressionante, eu vi no exato instante da minha janela levantar-se um cogumelo no ar, tal qual se vÊ em explosões de bombas devastadoras de cidades. Os vidros da janela quase quebraram com o impacto da explosão.Logo em seguida as notícias davam conta de pedaços de gente espalhados naquela região do Guaíba. Foi uma tragédia. Curioso que alguns meses antes de ir morar ali naquele apartamento, haviamos visitado e sondado a locação de outro que ficava justamente ao lado da fábrica dos foguetes na Rua João Inácio. Desistimos por achar o lugar muito ermo a noite. Sorte nossa.

  • JORGE PENA diz: 27 de junho de 2012

    LEMBRO, MUITO BEM, ESTUDAVA NA ESCOLA VISCONDE DE MAUA, SENAI, A EXPLOSÃO FOI POR VOLTA DAS 13H30MIN, NOS ESTAVAMOS TROCANDO A ROUPA, A TARDE IAMOS PARA OFICINA EU FAZIA MECANICO AJUSTADOR, ESTAVA SÓ DE CUECA QUANDO DEU A PRIMEIRA EXPLOSÃO OLHAMOS PELA JANELA E VIMOS UMA NUVEM DE FUMAÇA E UM AVIÃO PASSANDO NO EXATO MOMENTO PENSAMOS E BOMBA, NA SEGUNDA EXPLOSÃO AINDA MAIS FORTE, QUEBROU VIDROS, CAIU REBOCO, TORNO, PLAINA, E OUTRAS MAQUINAS MESMO CHUMBADA NO PISO SE DESLOCARAM, SAIMOS CORRENDO, PARA A FARRAPOS, NÃO ENTENDIAMOS PORQUE VINHA GENTE COM SANGUE, FRATURAS DA FARRAPOS, VOLTEI NA ESCOLA COLOQUEI A ROUPA E FUI EMBORA PELA MAUA, QUANDO PASSOU A EXPLOSÃO COMEÇOU A CAIR DESTROÇOS, TINHA PEDAÇOS DE PESSOAS NO VIADUTO DO GUAIBA, NA PORTA DA IGREJA NAVEGANTES, NO TELHADO DO ARROZ INDIO, FICAMOS UMA SEMANA SEM AULA, PARA ENG. ANALISAR A SITUAÇÃO E COLOCAREM AS MAQUINAS NO LUGAR, MESMO ASSIM, APÓS ALGUNS DIAS AINDA SE ENCONTRAVA PERNA NOS TELHADOS E UM MAU CHEIRO NO BAIRRO, NA EPOCA USAVAMOS O ONIBUS LINHA 1 VOLUNTARIOS DA PATRIA QUE ERA MAIS RAPIDO, TENHO A IMAGEN DA SEGUNDA EXPLOSÃO GRAVADA NA MEMORIA FOI IGUAL A BOMBA ATOMICA, SUBIO UMA NUVEM ESCURA APOS ABRIU UM CHAPEU O CHÃO TREMEU, FOI ASSUSTADOR.

  • Adriano Schorr diz: 27 de junho de 2012

    Minha mãe estava grávida de mim neste dia e minha irmã estuadava no colégio Godói, muito próximo ao fato, e estava em sala de aula durante o acontecimento.
    Ontem conversei sobre o fato com uma pessoa que era adolescente na época e ele me comentou que na casa ao lado, onde a parede ficou “dobrada”, as pessoas da casa morreram mas sobreviveu uma criança que estava em um carrinho de bebê e ficou sob a “cobertura” gerada pela queda da parede.
    Esta pessoa tem grande chance de estar viva, deve estar na faixa dos 40 anos. Seria bom se ela pudesse ser localizada e fosse incluída na reportagem …

  • Susana Szortyka Luders diz: 28 de junho de 2012

    Neste dia estávamos de mudança para uma casa, distante umas 15 casas do depósito, na rua Dr. João Inácio. Eu, com 10 anos e meus irmãos com 8 e 4 anos. Na hora da explosão, estava fazendo o tema de casa em frente a janela. Até pouco tempo, pensei que fosse coisa da minha cabeça ter visto o tal cogumelo. A casa era de madeira e a única peça da casa em alvenaria era o banheiro. Lembro que nos levaram para lá e nos protegeram se inclinado sobre nós. Não lembro em que momento saímos da casa. Mas, lembro que o cordão de isolamento desta rua começava pela minha casa. Diziam que tinham botijões de gás que poderiam explodir. Lembro de corrermos em direção à Av. Presidente Roosevelt, e outro tanto de gente indo em direção à explosão. A Escola 1º de Maio havia liberado seus alunos. Um deles era Álvaro, que tentava voltar para sua casa, ao lado ou quase ao lado do depósito. Sua irmã era a Márcia, a menina sobrevivente do carrinho de bebê. Sua mãe era amiga da minha. Minha mãe foi visitá-la no hospital e mais tarde acabou falecendo. Disse que tinha pólvora nos pulmões. Não sei se era verdade. Uma perna foi encontrada sobre um telhado e era de uma familiar desta senhora. Identificaram, porque ela costumava usar mais de um par de meias nos pés. Contam, que em cima do depósito, o dono estava fazendo a casa para trazer a família que morava na mesma rua, perto da Pres. Roosevelt. Graças a Deus isso não chegou a acontecer, sobreviveram. Havia uma lavanderia, umas 7 casas depois do depósito. Seus funcionários fugiam, de uniforme branco, sujos de sangue. Quando voltamos para casa, a janela tinha caido sobre a mesa em que eu estudava. Graças a Deus, não sei como, eu não estava lá. Minha mãe, dona Miguelina, era costureira e estava fazendo o enxoval de sua irmã que ia casar. Ela também estava lá para ajudar na mudança. Seu noivo foi buscá-la, e ela, depois, não sabia indicar o endereço de nossa casa. Teve um primo da minha mãe que foi ver se precisávamos de ajuda e minha mãe não o reconheceu. Estava traumatizada. Tinha tanto cartucho de fogos de artifício, chapéus de palha, sujeira e quem sabe, algum pedaço de gente no nosso pátio… Acho que a casa em que estavamos indo morar só não foi a baixo, porque estava com todas as portas e janelas abertas. Morávamos de aluguel e o dono da casa foi ajudar a colocar as telhas, fechar as janelas com corda para que pudéssemos dormir lá. O cheiro de carne podre permaneceu por muito tempo naquela região. Lembro deste cheiro. Havia muito barulho das sirenes. Até hoje, se escuto uma sirene, sinto vontade de chorar.

  • Luiz diz: 1 de julho de 2012

    É interessante ver que (talvez por coincidencia) ainda hoje existem algumas construções demolidas no local..

    http://goo.gl/maps/15Sg

  • Teresinha Moreira diz: 20 de julho de 2012

    Naquele dia, eu estava na sala de minha casa, fazendo a lição de casa quando ocorreu a primeira explosão. Minha mãe estava no pátio e correu para dentro de casa, me puxando para a rua. Ela pensava que tinha caído um avião, porque momentos antes, escutamos o barulho de uma aeronave passando. O depósito de fogos havia se mudado há pouco tempo para o local onde ocorreu a explosão. Antes, funcionava bem ao lado da minha casa. O dono do depósito era um Senhor muito simpático e gentil. Eu costumava brincar com os filhos dele – um menino de sete anos e uma menina de três. Nunca vou esquecer o rostinho do menino atravessando a rua João Inácio, vindo do colégio 1º de Maio e olhando para o local da explosão. Foi tudo muito triste. Logo após eles se mudaram e nunca mais tive notícias deles. Espero que estejam bem. Eles também foram grandes vítimas dessa tragédia, perdendo o pai ainda muito crianças.

  • Francisco diz: 7 de agosto de 2012

    Tinha 9 anos quando aconteceu o fato, mas lembro que brincavamos quando ouvimos a explosão (acho que a maior delas, pois só escutamos uma) e o chão vibrou. Moravamos em Alvorada e a primeira coisa que pensaram foi em pedreira, pois havia algumas que as vezes podiamos escutar. Mas aquela foi muito estranha, pois foi muito forte e demorada. Depois ouvimos pelo rádio as notícias sobre a explosão da “Fulgor” e o terror que foi na época.
    Foi uma das coisa que marcaram a minha infância, assim como os militares e os tanques nas ruas do centro de Porto Alegre em 1964, quando eu tinha 2 anos. Mas isso é uma outra história.

  • Graziela Zanini diz: 8 de agosto de 2012

    Lembro bem, eu completei 5 anos no dia 7 de maio daquele ano. Minha mae e eu estavamos na cozinha ela quando aconteceu a explosao, nossa casa ficava ao lado da Lavanderia que era um predio alto, acho que foi por isso que a casa nao veio abaixo, minha mae pensei que a oficina de meu pai que ficava ali tambem, tinha explodido, ai meu pai apareceu na porta para nos tirar de dentro de casa, havia muita fumaca, pessoas correndo feridas com sangue na rua, sirenes, aquelas coisas que lembram filma de guerra. Minhas irmas estavam no escola 1 de maio e minha mae na maior tensao esperano por elas,eu chorava muito, perdemos a casa e para poder dormir ali tiveram que colocar uma lona sobre o teto e amarrar as portas e janelas que cairam, foi horrivel ate hoje me emocino ao lembrar.

  • Marco Aurélio da Silva diz: 13 de setembro de 2012

    Lembro muito bem, pois morava perto e perdi um amigo que trabalhava na fabrica, eu era um menino, hoje estou com 52 anos e nunca esqueci o estrondo da explosão. foi horrivel. Na minha casa os vidros quebraram e caiu parte do telhado da minha casa

  • Paulo roberto camaratta diz: 28 de janeiro de 2013

    lembro perfeitamente da explosão do deposito da fulgor em 1971. tinha 12 anos estava na sala de aula da escola 1º de maio quando ouvimos sucessivos estouro de fogos de artifícios seguido de uma grande explosão, corremos para pátio ,avistamos a segunda explosão de maior intecidade era dois grande cogumelo de fumaça e fuligem um dentro do outro neste momento passava um avião houve panico e correria nos corredores da escola vidraças quebrava o chão tremia , pedaços de corpos humanos e artefatos caiam sobre a escola uma tarde de horror no bairro navegantes .Estou com 54 anos lembro como se foce hoje.

  • milton souza da silva diz: 6 de março de 2013

    olá eu estava lá avenida Sertório numero 350 mecânica e fundição farrapos.
    iniciando como torneiro mecânico foi orrivel quebrando as vidraças da empresa e nos ferindo.aqui fica um abraço!!!

  • Adriano Schorr diz: 18 de abril de 2013
  • Ângela Costa diz: 3 de agosto de 2013

    Lembro-me desta tragédia e fomos até o local olhar os destroços no outro dia e nesta época eu morava na rua São Jorge bairro Navegantes, no mesmo terreno onde hoje funciona a transportadora Venâncio Aires. Parecia o final de uma guerra.
    A terra tremeu e deu um zumbido e uma nova explosão aconteceu e um cogumelo de fogo apareceu no céu como se fosse uma bomba atômica, Acredito que foi no momento que pegou na dinamite. Deus nos livre de algo assim novamente
    Eu tinha apenas 6 anos e quase nada entendia,mas muitos dizem que foi devido a um cigarro que tudo começou.

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