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Frase do dia: Gilberto Gil

26 de junho de 2012 0

Foto: Dulce Helfer, BD, 17/5/2009

Gilberto Passos Gil Moreira ajudou a revolucionar a música brasileira, desfilou contra a guitarra elétrica, viveu no exílio, foi ministro, é artista. Ao completar 70 anos nesta terça-feira, o autor de Cérebro Eletrônico e Domingo no Parque ainda demonstra fôlego ao lançar um novo DVD - clique aqui para saber mais sobre o projeto.

Gil, ao lado de Caetano Veloso, articulou a Tropicália nos anos 1960, defendendo que a tradição da música brasileira não era incompatível com as modernidades do universo pop mundial. Nada mais coerente com sua obra, que soma dezenas de álbuns em ritmos de samba a reggae, de capoeira a rock, de bossa nova a forró. Uma fartura musical que rendeu a ele _ além, é claro, da admiração de muitos fãs - os prêmios Grammy para os discos Quanta Live (Melhor Álbum de World Music, em 1998) e Eletracústico (Melhor Álbum Contemporâneo de World Music, em 2005).

Criado no interior da Bahia e em Salvador, sua terra natal, Gil parece ter absorvido em iguais proporções as influências do sertão e da cidade grande. Estudou Administração e trabalhou como fiscal de impostos aduaneiros antes de abraçar definitivamente a música. Em 1967, já radicado em São Paulo, acabou participando de uma marcha contra a guitarra e em defesa da MPB, em julho de 1967. Logo abandonou tal ideia e, em outubro, defendeu Domingo no Parque ao lado dos elétricos Mutantes no Festival da TV Record.

No ano seguinte, Gil e Caetano foram presos, e se exilaram em Londres em 1969. Gil voltou em 1972 e, nas quatro décadas passadas desde então, lançou grandes álbuns, como Expresso 2222 (1972), Refazenda (1975), Parabolicamará (1991) e Banda Larga Cordel (2008), além de exercer o cargo de Ministro da Cultura de 2003 a 2008. O que não o impediu de prosseguir a carreira artística - seja lançando discos de músicas inéditas, seja cantando ao vivo seus sucessos, como Drão, de cuja letra vêm os versos publicados hoje no Almanaque Gaúcho ("O amor da gente é como um grão / Uma semente de ilusão / Tem que morrer pra germinar").

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