Existe algo de muito profundo quando funcionários de uma empresa, mesmo os aposentados há bastante tempo, continuam se encontrando para confraternizar – como vai acontecer no próximo domingo, dia 1º de julho, no Sítio Conquista (de sugestivo nome), em Taquara. Eles ajudaram a construir a Cia. Brasileira de Petróleos Ipiranga S.A. e têm motivos para se orgulhar disso.
No sítio, poderá estar, e certamente teria muito para recordar, Amelito Barbosa, 93 anos, que viu pingar diante do seu entusiasmo as primeiras gotas de gasolina refinada pela Ipiranga. Em forma e inteiramente lúcido, apesar da idade avançada, ele contribuiu com importante depoimento para o livro O Pescador, do jornalista Willy Cesar Ferreira, que conta a trajetória do engenheiro Francisco Martins Bastos, fundador da empresa.
Amelito Barbosa (ao centro). Foto: arquivo pessoal
Carteira funcional de Amelito. Foto: reprodução
Amelito era um jovem de 18 anos recém-saído da Escola Técnica Parobé quando foi recrutado, com mais alguns poucos colegas, para ajudar “Chico Bastos” na difícil empreitada. Bastos fora para a cidade de Rio Grande, vindo de Uruguaiana, e Amelito apanhou um navio em Porto Alegre rumo a uma amizade que durou até a morte do engenheiro empreendedor.
Francisco Martins Bastos em 1970. Foto: banco de dados
No dia 7 de setembro de 1937, a Ipiranga foi inaugurada. Amelito já trabalhava lá desde o mês anterior, e lá ficou até se aposentar, em 1970. Além de colegas, os colaboradores da Ipiranga foram parceiros de um sonho.
Para informações sobre o encontro deste domingo, o contato é o e-mail baptista@primeiralinha.net.


A pessoa da direita da foto era meu pai , Engenheiro Heitor Amaro Barcellos, falecido em 28/10/1957, naquele então Diretor Superintendente da Cia Brasileira de Petróleo Ipiranga. Ele também foi um dos Técnicos pioneiros da industrilização do Petróleo no Brasil.
Grato
Heitor José Hormain Barcellos