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Frase do dia: Jayme Caetano Braun

07 de julho de 2012 0

Foto: Luiz Ávila, BD, 3/9/1983

“A um bochincho, certa feita, / Fui chegando de curioso, / Que o vicio é que nem sarnoso, / nunca para nem se ajeita”. Gaúchos nascidos no campo ou na cidade conhecem bem os versos de Bochincho, talvez o poema mais famoso de Jayme Caetano Braun. Uma prova simples e forte do talento do pajador nascido na Timbaúva (atual Bossoroca), um dos homens que melhor se expressou sobre as coisas do Rio Grande do Sul.

Braun foi radialista e funcionário público, quis ser médico mas não fez mais do que o Ensino Médio. Mas, acima de tudo isso, foi um exímio versejador, capaz de verdadeiras crônicas em forma de pajada – uma das formas poéticas mais rigorosas, aliás. Em livros e discos, a escrita e a destreza do poeta são evidentes, independentemente de sua formação (“Bendito aquele que estuda / porque estudar é importante, / embora o ignorante / tem sempre um santo que ajuda”, versos reproduzidos no Almanaque Gaúcho deste sábado).

Braun morreu há 13 anos, de parada cardíaca. Foi par de grandes artistas, como os também missioneiros Noel Guarany e Cenair Maicá. E até hoje inspira pajadores como Paulo de Freitas Mendonça, Arabi Rodrigues, José Estivalet e Pedro Junior da Fontoura, entre tantos outros.

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