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Frase do dia: Mercedes Sosa

09 de julho de 2012 0

Foto: Arivaldo Chaves, BD, 14/9/2008

Mercedes Sosa (1935 – 2009) só poderia ter nascido em pleno 9 de julho, data nacional argentina. Pertenceu a ela a voz mais característica de seu país _ uma voz forte, marcante, sempre associada a canções profundamente ligadas à alma de seus conterrâneos latino-americanos. Canción con Todos, Gracias a la Vida, Duerme Negrito, Todo Cambia, Volver a los 17 e Los Hermanos são alguns dos exemplos dessa conexão transcendental entre intérprete, música, letra e identidade cultural.

Haydée Mercedes Sosa nasceu no interior da Argentina, em San Miguel de Tucumán. Morou em outras cidades, como Mendoza e Buenos Aires, e até teve de se exilar em Paris e Madri no final dos anos 1970, perseguida pelo autoritário governo argentino de então. Já contava nessa época com a admiração do público, com quem experimentava intensa comunhão durante os espetáculos (“O canto é uma cerimônia de amor do artista para com o público”, na frase reproduzida neste sábado no Almanaque Gaúcho”).

Em vida, Mercedes cantou o folclore, sem medo de arriscar-se também por experimentos com a música pop e o tango. E também com a música brasileira: entre os inúmeros compositores que cantou, estão Chico Buarque, Milton Nascimento e Caetano Veloso, e Beth Carvalho e Fagner pertencem à extensa lista de duetos da cantora. La Negra (apelido que ganhou pela ascendência indígena) morreu há quase três anos, depois de longos períodos de saúde frágil devido ao Mal de Chagas. Mas nunca deixou de agradecer à vida.

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