Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Frase do dia: Jackson do Pandeiro

10 de julho de 2012 1

Foto: reprodução

Nas últimas décadas, a música brasileira viu crescerem as fusões entre diferentes tipos de música regional com elementos do pop universal - vide os trabalhos de artistas como Vitor Ramil, Zeca Baleiro e Nação Zumbi, para citar apenas alguns. Em 1959, essa combinação já era realidade para o ritmista paraibano José Gomes Filho, que fazia sucesso no Rio de Janeiro como Jackson do Pandeiro e estava lançando uma de suas gravações mais conhecidas, Chiclete com Banana (Gordurinha e Almira Castilho), canção que diz: "Eu só boto bebop no meu samba / Quando o Tio Sam tocar meu tamborim".

O moleque José Gomes gostava de brincar de artista de filme mudo, com o nome Jack Perry. O apelido Jack pegou - mais tarde, quando o pandeirista e cantor já trabalhava no rádio, foi aconselhado por um diretor a adotar Jackson, que "ficaria mais sonoro". O caso é que, como tinha acontecido com Luiz Gonzaga nos anos 1940, Jackson do Pandeiro chamou a atenção dos brasileiros cantando uma música de balanço semelhante ao do samba, mas com farto tempero nordestino ("Música que tem balanço, no Brasil, faço todas elas. E o coco (dança tradicional do Nordeste) é o pai do negócio", explicava ele).

Antes de ver a carreira deslanchar no Rio de Janeiro, onde trabalhou na Rádio Nacional, Jackson passou por João Pessoa e Recife. Na primeira, tocou em cabarés - o que, segundo ele mesmo, foi válido para tudo o que veio depois. "Quem toca em cabaré pode tocar em qualquer lugar" é a frase reproduzida no Almanaque Gaúcho desta terça-feira em que se completam 30 anos da morte do artista.

Veja aqui outro dos hits gravados por Jackson do Pandeiro, Sebastiana (do refrão "A - E - I - O - U Ipsilone"):

Comentários (1)

  • Celso Gonzaga Porto diz: 10 de julho de 2012

    Se não me engano, JACKSON DO PANDEIRO gravou também, em 1954, uma música com o nome "ELE DISSE", cuja letra é a carta testamento de Getúlio Vargas. A letra inicia dizendo: "Ele disse muito bem/O povo de quem fui escravo não será mais escravo de ninguém (repete)"

Envie seu Comentário