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Caixa de ressonância

13 de julho de 2012 3

A fotografia é poderosa para ajudar-nos a estabelecer comparações. O registro implacável das transformações, se processando ao longo do tempo, evidencia qual o rumo que tomou a mudança. É por esse motivo que imagens, muitas vezes, podem ser tão cruéis.

O peso dos anos não precisa, necessariamente, tornar tudo pior. Como as pessoas, a velha cidade tem de evitar perder sua identidade. Resistir para não ser uma caricatura do que já foi. O espaço aberto na marra, como na foto abaixo, é a cicatriz na face da urbe.

Nos espaços vazios, ficavam o prédio da Caixa Federal (em primeiro plano) e o Grande Hotel. À direita, está a Rua Caldas Junior. No alto, ao fundo, a Catedral Metropolitana. Foto: Maurecy Santos, BD, 23/12/1976

O quarteirão ao lado da Praça da Alfândega enfatiza as oportunidades perdidas. O prédio da Caixa Econômica Federal já foi o gracioso “castelinho” que ficava próximo ao Grande Hotel, como se vê na foto de 1932.

A Praça da Alfândega, com a Caixa Federal à direita, em 1932. Foto: Tabacaria Alpha, reprodução

Demolido, o prédio deu lugar a uma nova sede, o interessante prédio art déco que, em 1976, também veio abaixo.

O segundo prédio da Caixa na Praça da Alfândega. Foto: Olívio Lamas, BD, 28/10/1976

Talvez alguém, um dia, sinta falta do atual prédio da Caixa, inaugurado em 1979 (abaixo). Não estarei aqui para assistir. Ainda bem.

Foto: Fernando Gomes, BD, 16/11/1979

Comentários (3)

  • Marcelo Xavier diz: 13 de julho de 2012

    Decó no Centro acho que agora só o edifício Nunes Dias e o Guaspari.

  • salomao jacob golandski diz: 14 de julho de 2012

    o edificio do grande hotel foi destruido por um incendio em 1967
    foi demolido para dar lugar a um grande edificio comercial .

  • Denis diz: 16 de julho de 2012

    O antigo prédio era belíssimo, e o estilo art-deco do posterior também…Uma lástima (um crime talvez) o incêndio do edifício do Grande Hotel. Essa quadra toda deveria ter sido preservada…menos mal que o clube do comércio e os outros prédios do lado da alfandega ainda estão lá. Triste cidade que não se importa que dia a dia prédios sejam demolidos sem a menor resistência ou remorso. Levando, como disse o colunista, parte de nossa história e identidade. Qualquer foto antiga revela a diferença drástica entre as cidade do passado e agora. Construções desordenadas, sem qualquer planejamento, fachadas de prédios de qualquer estilo, em nada combinando. Um verdadeiro caos, um lixo urbano de nossos tempos.

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