Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros
Capa ZH ZH Blogs Assine agora

"A vida é para ser vencida"

07 de agosto de 2012 0

Lydia diante da obra do Hospital Banco de Olhos. Foto: Floriano Bortoluzzi, BD, 15/2/1967

Na edição de ontem, a coluna Há 30 Anos em ZH registrava a morte de Lydia Moschetti, ocorrida aos 94 anos, em 5 de agosto de 1982. A nota dizia ainda que ela, apesar de longeva, talvez não tivesse recebido todas as homenagens devidas. Verdade. A dívida que a sociedade gaúcha tem com essa extraordinária mulher será, para sempre, impagável. Os títulos de cidadã honorária ou seu nome atribuído a uma rua da Capital jamais serão suficientes. Mais que tudo, a pessoa que ela foi precisa ser lembrada. Melhor ainda se ela pudesse ser imitada.

Lydia Bastogi Giannoni Moschetti nasceu na Toscana, em 1888. Chegou ao Brasil com 19 anos. Em 1921, casou-se com o engenheiro Luiz Moschetti. Entre suas iniciativas, as duas mais conhecidas são o Instituto Santa Luzia (1941) e o Hospital Banco de Olhos (1956). É possível que, ao dedicar toda uma vida em benefício daqueles que tiveram, ou têm, problemas de visão, ela, silenciosa e metaforicamente, estivesse nos ensinando a ver adiante. Com sua ilimitada generosidade, alertava que devemos, principalmente, ver além do nosso próprio umbigo.

Foto: reprodução

Apesar dos preconceitos sofridos, duros e injustos especialmente com as mulheres da sua época, ela nunca cedeu. Foi atriz, cantora lírica, poetisa, escritora (fundadora da Academia Literária Feminina do Rio Grande do Sul), pintora e imbatível na dedicação ao próximo e a todo tipo de ação filantrópica. Desapegada, doou muitos de seus bens à cidade de Farroupilha, onde foi criado o Museu Municipal Casal Moschetti. “A vida não é para ser vivida, é para ser vencida”, dizia ela.

O Banco de Olhos, do qual Lydia foi uma das empreendedoras, em construção. Foto: reprodução

A fachada atual do prédio. Foto: Genaro Joner, BD, 24/1/2008

Envie seu Comentário