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Frase do dia: Jorge Amado

10 de agosto de 2012 0

Foto: Juan Carlos Gomes, BD

Jorge Amado está na TV quase todas as noites, com a nova adaptação de seu romance Gabriela, Cravo e Canela (1958). Uma justa homenagem a um dos gigantes da literatura brasileira, cujo nascimento completa cem anos neste 10 de agosto. No caso, a Ilhéus retratada no romance – que já tinha sido vertido para a linguagem televisiva nos anos 1970 e também para o cinema, nos 1980, com Sônia Braga no papel principal (leia mais aqui) – é o cenário da infância do escritor. Depois de nascer em uma fazenda no interior baiano, Jorge viveu ali com a família, e depois morou em Salvador na adolescência, antes de ir estudar no Rio de Janeiro.

Nos anos 1930, Jorge começou sua carreira literária, com livros como O País do Carnaval (1931), Cacau (1933) e Jubiabá (1935). Durante o Estado Novo, exilou-se em países como Argentina, Uruguai, França e República Tcheca. Depois, foi deputado federal por São Paulo, sempre defendendo leis que beneficiassem a cultura. Foi premiado no Brasil e no Exterior e casou-se com Zélia Gattai, também escritora (leia mais aqui).

Gabriela, Cravo e Canela é um dos livros mais famosos de Jorge, embora outros títulos também tenham sido adaptados para cinema, teatro e televisão – Capitães de Areia (1937), Dona Flor e seus Dois Maridos (1966), Teresa Batista Cansada de Guerra (1972) e Tieta do Agreste (1977) são alguns deles. Em todos eles, o Brasil profundo é, mais do que cenário, um personagem marcante (“Não pretendi nem tentei jamais ser universal senão sendo brasileiro e cada vez mais brasileiro”, disse o escritor em seu discurso de posse na Academia Brasileira de Letras, em 1961.

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