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Irlandeses em Pelotas

17 de agosto de 2012 35

Houve uma colônia de irlandeses no Rio Grande do Sul, no século 19. Ficava em Pelotas, chamava-se Colônia Dom Pedro II e durou pouco tempo. Os irlandeses chegaram em 1852, escapando da Grande Fome que se abatia sobre seu país. Eram cerca de 300 pessoas, que cruzaram o mar em veleiros pequenos e vieram ocupar, na região de Capão do Leão (hoje município) os 40 lotes a elas destinados. Outro grupo, menor, foi assentado na localidade de Monte Bonito, a pouca distância do primeiro.

Os poucos registros existentes sobre os irlandeses contam que eles vinham do condado de Wexford, baronia de Forth, no sudeste da Irlanda. Havia no grupo agricultores e artífices. Aqui, recebiam material e ferramentas para plantar e construir moradias. A produção era transportada pelo Canal São Gonçalo, e os colonos muitas vezes eram vitimados por assaltos.

Alguns brasileiros os tratavam como “uns ruivos que falam uma língua que ninguém entende” – possivelmente o yola, idioma da região de Wexford na época, hoje extinto. Pelo menos um dos integrantes da colônia era inglês: Richard Lloyd Yates, que viajou com os irlandeses e conseguiu tornar-se proprietário de mais de 600 hectares de terra em Capão do Leão. Bom atirador, escrevia suas iniciais a bala num pedaço de madeira.

Ricardo Yates (neto dos pioneiros Richard e Mary) com a esposa, Adelia Maria, e os filhos pequenos, Ricardo e Eddy. Foto: arquivo pessoal

A colônia irlandesa não teve êxito. No ano seguinte à chegada, restavam apenas 30 famílias, ou cerca de 180 pessoas. Em 1859, havia 16 famílias, menos de cem pessoas. Por dificuldades econômicas, grande parte dos imigrantes debandou para Montevidéu, Buenos Aires e outros Estados do Brasil. Até o padre Patrick Donovan, que acompanhara os colonos, foi embora. A Colônia Dom Pedro II deixou poucas marcas em Pelotas, mas ainda existem na região descendentes dos pioneiros, com sobrenomes preservados: Stafford, Sinnott, Yates, Furlong, Monks, Carpenter. Em Monte Bonito, a Represa Sinnott lembra a presença dos imigrantes.

Uma saudação irlandesa é: “Dia duit, a chara” (“Deus esteja com você, meu amigo”).

(colaborou Adélia Yates)

Comentários (35)

  • Leonardo Rodrigues Gaubert diz: 17 de agosto de 2012

    Olá, amigo.

    Em São José do Norte e em Rio Grande existem muitos (mesmo) descendentes de irlandeses. Sou um deles, embora não tenha o sobrenome de solteira de minha mãe: Wyse. Posso contar-te, em síntese, o pouco que sei. Vinham de embarcação (muitas famílias), fugindo da grande fome. Tinham como destino Buenos Aires (Argentina). Ocorre que o navio teve avarias, e teve que parar em um porto próximo. Desembarcaram em São José do Norte (RS), onde encontraram terra produtiva. Como minha família (Wyse) era de agricultores, resolveram instalar-se por lá mesmo. Com o passar do tempo, muitos migraram para Rio Grande-RS, minha cidade natal.
    Abraço

  • Francisco Antonio Soto Vidal diz: 17 de agosto de 2012

    Parte desta informação e alguns outros dados de leitores se encontram no meu blogue sobre Pelotas. É um dos 5 posts mais acessados, desde que o blog começou em 2009. V. pelotascultural.blogspot.com.br/2011/06/ingleses-na-cidade-de-pelotas.html

  • Joaquim Dias diz: 17 de agosto de 2012

    Sou pesquisador em Capão do Leão, onde foi estabelecida a colônia Dom Pedro II, entre os arroios Fragata e São Thomé. Aqui existem algumas famílias descendentes dos iralndeses. Todavia, muitas destas famílias julgam-se atualmente descendentes de alemães, outras nem sabem que são descendentes de irlandeses. O fato talvez se explica pelo efemeridade da colônia. Convém salientar também que tanto os núcleos de Capão do Leão (o maior) e os de Monte Bonito (menor) ainda permaneceram com algumas famílias até aproximadamente até a década de 1880. No Centro de Doc. & Obras Valiosas da Bibliotheca Pública Pelotense é possível constatar em alguns documentos a venda de hortifrutigranjeiros produzidos pelos colonos ao Mercado Central em Pelotas, ainda em 1877.
    Este o link de um trabalho que fiz sobre a origem dos sobrenomes dos colonos irlandeses da colônia Dom Pedro II:
    http://capaodoleaohistoriaecultura.blogspot.com.br/2011/09/origem-dos-sobrenomes-listados-por.html

  • Alberto Yates Moroni diz: 19 de agosto de 2012

    Olá. A família da minha mãe diz que é descendente direto desses imigrantes irlandeses. Na verdade, depois dessa reportagem, conclui que meu tataravô (Richard Lloyd Yates), inglês veio de carona com os imigrantes irlandeses durante a fome das batatas na Irlanda e em Pelotas adquiriu vários hectares de terras, onde segundo a minha mãe, criava cavalos e tinha em torno de 60 escravos. Este foi assassinado por seu escravo de confiança, que ficou com toda a sua fortuna. Algumas linhagens familiares também se originam de Colônia do Sacramento. è importante falar que o historiador Leandro Betemps fez brilhante levantamento sobre essas familias, em dissertação de mestrado. A história de que a colônia se desfez rapidamente tem a ver, segundo a história oral, com a genialidade dos irlandeses, que se dispersaram rapidamente pelo estado, aliado a dificuldades econômicas, e que até hoje dificulta a localização de seus descendentes. Na Biblioteca Publica Pelotense consta a ata de fundação da Sociedade Colonizadora, que foi uma instituição social criada pelos charqueadores da época, para trazer imigrantes irlandeses a Pelotas, a partir de 1849.

  • Adelia Yates Porto da Silva diz: 21 de agosto de 2012

    Prezados Francisco Antonio Soto Vidal e Joaquim Dias, as pesquisas de ambos são valiosíssimas e devo agradecer porque utilizei várias delas em minha contribuição para a matéria de Zero Hora. Muito obrigada! Também são fontes importantes para essa busca, além de outros documentos e de relatos familiares, os trabalhos da economista Marinês Grando (Pequena Agricultura em Crise – FEE) e de Marcos Hallal dos Anjos (Breves Notas sobre a Colônia Dom Pedro II).
    cdn.fee.tche.br/teses/digitalizacao/teses_14.pdf
    http://www.ufpel.edu.br/ich/ndh/downloads/historia_em_revista_08_Instrumento_de_Trabalho.pdf

  • Joaquim Dias diz: 22 de agosto de 2012

    Ao amigo Alberto Yates Moroni, apenas uma observação:
    Fonte: KEHOE, Patrick. Comparative Studies of Irish Immigration in the Americas. Ferns, Ireland, (data imprecisa, mas denota ser da década de 80 – nota minha).
    Neste estudo uma breve menção à “Dom Pedro II” e uma importante anotação. O autor explica que houve uma dificuldade inicial na comercialização dos produtos agrícolas, o que causou o endividamento gradativo de alguns colonos. O porquê desta dificuldade as linhas se encerram e passam a outros casos. Seria, pois, então uma economia ainda dependente do trabalho escravo não estar “pronta” a receber o produto ou pagar o preço do trabalho livre? Divagação minha.
    Lógico que podíamos citar as experiências anteriores e bem-sucedidas da região do Vale do Rio dos Sinos, mas o fato é que a colônia dos irlandeses estabeleceu-se na Pelotas oitocentista – a cidade que tinha mais escravos em toda a província de São Pedro.

  • Rosemery Petter diz: 4 de novembro de 2012

    Ola! Gostei da matéria e dos comentários. Por serem pesquisadores gostaria da ajuda de vocês. Tenho o sobrenome Quinn da familia da mãe do meu pai. Tenho poucas informações acerca da imigração do meu bisavo para o Brasil. Algum de vocês poderia indicar alguma fonte para eu pesquisar? Parece que ele veio do Condado de Clare. Contudo, nao consiste em informação precisa. Desde já agradeço a gentileza.

  • Joaquim Dias diz: 5 de novembro de 2012

    Rosemery Petter, o sobrenome Quinn (variantes: Gwynn, Gwyne, Gwyn, Wyn, Wynn, Wynne, Gwinne, Quinne, Quinny) é comum na Grâ-Bretanha e Irlanda. A origem do mesmo é galesa, procedente de Carnavonshire, aproximadamente século XII. A palavra original “gwyn” possui o significado aproximado de “branco”, no sentido de “pálido”, “desbotado”. Na colônia Dom Pedro II havia uma família Wynn. Mas não possuo dados mais relevantes para afirmar que há relação. Sempre ao dispor.

  • Ana Elizabeth Maia Bilro Galvão diz: 23 de novembro de 2012

    No nordeste brasileiro,precisamente,na antiga província do Maranhão,no século XVIII,chegou um colono irlandês de nome Lancelot Belfort ou Belford,que comprou
    uma grande propriedade em que deu o nome de Kylrue,às margens do Rio Itapecuru.
    Esse ilustre colono foi o iniciador no Brasil da cultura do bicho-da-seda.Lancelot ca-
    sou-se com uma dama da sociedade maranhense, de tradicional família,filha de um norte-americano de nome Capitão Ewerton.Desse casamento iniciou-se uma grande
    prole nordestina,chegando ao Estado de Pernambuco onde temos uma família Belfort
    do Vale do São Francisco,até o Estado do Rio de Janeiro com a presença do engenhei-
    ro Belfort Roxo.

  • Eduardo Yates diz: 27 de novembro de 2012

    Olá caro colegas e possiveis parentes
    Tenho muita curiosidade sobre as historias fatos de minha familia, é pena que ja estamos no Brasil ha tempos e se espalhamos facilmente. Meu interesse é unicamente colher provas,artigos sobre a chegada dos Yates ao Brasil.
    Tento uma dupla cidadania.
    Obrigado a quem puder ajudar

  • Ana Eliza Espínola Lincoln diz: 17 de fevereiro de 2013

    Prezados Senhores

    A família da mãe do meu avô, Ana Octália Lincoln veio da Inglaterra para o Rio Grande do Sul, e depois foram para São Paulo. Gostaria de saber se há registro deles e em qual cidade do Rio Grande do Sul eles se estabeleceram. Estamos tentando levantar a nossa árvore genealógica para ver se temos parentesco com Abraham Lincoln.
    Obrigada desde já.
    Ana Eliza

  • Sergio Mota e Silva diz: 18 de fevereiro de 2013

    Muito interessante este blog e os detalhes nos comentários. Minha esposa tem origem britanica Irlandesa ou Inglesa o problema é que na documentação encontrada na Cúria Metropolitana no nascimento de um filho diz que ela é originária do “Reino da Inglaterra” mas no registro de nascimento de uma neta falando dos avós é dito que Helena Foques (sobrenome do marido e alterado de Voigt alemão) é natural do Reino da Irlanda. Seu sobrenome aparece num livro sobre São Leopoldo e ali diz Helena Forvel Foques. Suponho que o sobrenome esteja alterado e que possa ser Forwell, Farwell ou Farrell, na leitura ou pronúncia os escrivães terminavam aleijando os nome e sobrenomes. Mas não encontro nada sobre o casamento deles que pode ter sido em Pelotas, Porto Alegre, Florianóplis ou Rio de Janeiro. O Alemão tinha como nome completo Johannes Christianus Friedrich Voigt logo abandonado para apenas Cristiano Voigt e depois para João Frederico Fogues. Este alemão originário da Prússia veio na grande leva de mercenários contratados por D. Pedro I em 1827 para lutar na Cisplatina (Uruguai) e contra os Argentinos assim como vieram 4.000 irlandeses para o Rio de Janeiro sendo os homens sãos e jovens atrelados aos batalhões do Exército Imperial compulsoriamente. Do Rio a maioria vieram parte para Florianopolis e o restante para o Rio Grande passando por Pelotas e depois Rio Pardo e Santa Maria indo até a fronteira. A guerra durou pouco e logo foram dispersados ao retornarem ficando uma parte em Porto Alegree muitos chegaram a Pelotas e Florianópolis. Houve pelo menos dois casamentos conhecidos entre alemães soldados com irlandesas uma se chama Leonor ou Eleanor Dolly que se casaram em Santa Maria e a outra seria a Helen Forvel que não se sabe como chegou aqui nem o nome de seus pais morou em São Leopoldo de 1829 a 1842 quando venderam a casa para irem para São Jeronimo moraar já com o filho Johnny (João Frederico Fogues) e teve depois somente mais uma filha de nome Elizabeth Foques chamada de Bebeta que depois de casada com o alemão João Fischer foi morar em Porto alegre onde faleceu em 1900 deixando descendencia. Minha esposa descende do filho João Frederico Foques. Mas a irlandesa/inglesa é um mistério em nossa genealogia se alguém tiver alguma pista eu muito agradeceria e peço desculpas pela minha longa explanação.Só mais uma nota: um ramo dos Yates moram em Montevideu e são meus parentes pelos Garcia da Rosa. Obrigado! sermosilva@hotmail.com

  • Juliana Sinnott Reis diz: 26 de fevereiro de 2013

    Adorei a história, poucas pessoas conhecem essa pequena colonica de Irlandeses em pelotas, eu sou uma, meu vô era pelotense e seus pais era primos SINNOTT. E sei que tem uma história sobre o navio com o nome sinnott que venho da Irlanda muito interessante.
    Adorei ler um pouco das minhas origens!

  • Gil Marco Antonio de Aguirre diz: 13 de abril de 2013

    Tenho muita admiração pelos irlandeses por muitos motivos: pela garra em sobreviver, escapando da fome, do preconceito; pela genialidade criativa em diversas áreas do conhecimento, principalmente, a de escritores, revelando dessa maneira, toda uma literatura voltada às reflexões e críticas políticas da sociedade. Assim como o povo irlandês viveu períodos instáveis, de opressão, fome, desespero, angústia e tantos outros sentimentos negativos que presenciaram, souberam dignamente, erguer suas cabeças sem acreditar naqueles que, desprovidos de solidariedade e calor humano(o poder opressor), não souberam compreender o clamor de um povo que, acima de tudo, ansiava viver, puro e simplesmente em terras e lugares tão diferentes da terra natal. Sem palavras, o povo irlandês é como um guerreiro forte e destemido nos momentos mais difíceis da vida, sempre crendo em um poder supremo e nas forças da mãe-natureza que sempre lhes darão força, confiança e, principalmente, fé, a mola propulsora mantenedora da vida e esperança. Que Deus abençoe todos os irlandeses, e todos os que sofreram e sofrem atualmente por um mundo melhor e mais humano: imigrantes, migrantes e outros.

  • Marcus Islabão diz: 20 de abril de 2013

    Olá amigos, gostei muito deste blog, não só pela bela matéria, mas também pelo alto grau de detalhes fornecidos por todos, tenho uma dúvida e gostaría que os colegas instruídos me ajudassem.
    A questão é o seguinte:
    Moro em Pelotas e minha família veio das duas localidades citadas por vocês, sabendo que nossos sobrenomes de pai e mãe são respectivamente Alffonso, George e Islabão, e não sabermos nossa origem, gostaría se possível ser informado se há alguma ligação com o contexto.
    Meu e-mail: cislabaoc@gmail.com, desde já agradeço a atenção.

  • Sandro Malta Moran diz: 3 de agosto de 2013

    Eu também tenho ascendência irlandesa, ainda que distante. O vô do meu avô usava o saiote e tocava a gaita irlandesa, relato de meu tio-avô, já falecido. Sou de Rio Grande, perto de Pelotas, e pela relato do meu tio-avô, acredito que eles vieram para cá devido à grande fome de 1845.

  • Sergio Mota e Silva diz: 6 de agosto de 2013

    Houve também uma grande imigração de alemães e irlandeses e alguns ingleses, um italiano (assassinado) Foram recrutados para Colonização mas quando chegaram ao Rio de Janeiro (1827-1828) houve uma decepção geral tinham vindo como soldados mercenários do Imperador D. Pedro I. A maioria deles chegaram com suas famílias e passaram fome e doenças num depósito do Exército no Rio de Janeiro. Aí houve a Rebelião dos Irlandeses que já embriagados atiravam pedras nas tabernas e nos passantes em grande parte escravos causando grande ódio da população local. Eles foram destinados a virem para o Rio Grande do Sul para combater os argentinos mas pouco lutaram porque a Guerra logo terminou. Na volta, passaram por várias localidades inclusive Pelotas e Porto Alegre já liberados dos quartéis onde embriagavam-se e criavam atritos com os locais. Um grupo foi para Florianópolis e depois para o interior tentando uma colônia. Outro grupo retornou ao Rio de Janeiro onde estavam aguardando seus familiares. Desses alguns vieram morar no Sul e outros criaram uma colônia na Bahia a qual não deu certo e se dispersaram. Um dos chefes militares era o inglês Coronel William Wood Yates, chamado de Guilherme na tradução de seu nome. Então fica a dúvida se este Yates seria parente do aqui mencionado Richard Lloyd Yates, dos quais há um ramo uruguaio.

  • Aloisius Carlos Lauth diz: 29 de setembro de 2013

    Entre os anos de 1867 a 1870, funcionou uma colônia de britânicos e irlandeses na Região do Rio Itajaí-mirim, próximo à cidade de Brusque. A colonização recebeu imigrantes britânicos vindos com a Guerra de Secessão Americana, totalizando 1500 pessoas. Mas o lugar não se prestava para a colonização rural e o pessoal foi embora. Algumas familias permaneceram: Murphy, Potter, Bittencourt (franceses), Casett, Winter e outros mais. Valeu, Aloisius

  • Melissa diz: 13 de outubro de 2013

    Olá, adorei a história. Queria saber mais da chegada dos Stuarte, origem britânica, no qual sou parente, aqui no Rio Grande do Sul, mais precisamente em Porto Alegre, meu e-mail mel.aa@hotmail.com muito obrigada!

  • Fabio Tubbs diz: 4 de janeiro de 2014

    Confirmando o comentário do Sérgio Mota, meu sobrenome Tubbs veio de Justino Tubbs, um Irlandês que se casou com uma alemã em Gravataí-RS em 1843, ou seja, antes da Colônia de Pelotas. Justino Tubbs veio com os Alemães e foi um dos poucos Irlandeses que ficaram no Brasil. Na época(1827/1828) vieram 9 navios de Irlandeses, sendo que apenas 2 listas de passageiros existem até hoje, as demais(onde deve estar o nome de Justino) foram extraviadas. Sérgio, esse “Foques” pode ter vindo de “Fox”. O que acha?
    Um abraço a todos,
    Fábio Tubbs(Volta Redonda – RJ)

  • Peter O’Neill diz: 16 de julho de 2014

    Como irlandês radicado no Rio de Janeiro, gostaria de encontrar com descendentes irlandeses no Rio Grande do Sul para incluir registros de documentos e fotos num livro sobre as ligações históricas entre Brasil e a Irlanda, baseado em artigos disponíveis no seguinte site: . Vou visitar Porto Alegre de 6 à 16 de agosto de 2014, alem de Rio Grande (11 de agosto) e Pelotas (12 de agosto). Para marcar uma reunião, favor entrar em contato pelo e-mail: .

  • OscarFernando Wother diz: 23 de agosto de 2014

    Wother é um sobrenome inglês e conforme meu pai falava, vieram da Inglaterra para Pelotas durante a Guerra dos Farrapos. Provavelmente os Wother imigraram juntos com os Monck, Grill, Lemons e os Ness e outros ingleses naquela época. Lembro que o meu avô se reunia com um Sinnott e um Ness, entretanto na época eu era um menino e não ligava que o motivo era por suas ascendências serem britânicas. Meu pai dizia que os Wother trouxeram um baú e dentro tinha documentos que citava a aldeia Wother, local de procedência de nossa família inglesa. O meu sobrenome consta registrado duas vezes como uma família de produtores rurais no livro histórico inglês do século 11, sendo a fazenda da mansão Wother (Wother+ton=fazenda do Wother) em Shropshire e a fazenda das casas Wother (Wother+some=casas do Wother) em Yorkshire, que nos dias de hoje estes locais se tornaram em uma aldeia e um munícipio nos antigos condados citados na Inglaterra. O sobrenome Wother se refere a um homem anglo-saxão que habitava uma terra arborizada Este livro inglês administrativo e contábil, denominado Domesday Book ou Book of Winchester foi obra de arte do rei William, o conquistador normando, que 20 anos após a Batalha de Hastings, ainda no período do Old English, mandou seus escribas registrarem quantos proprietários de terras havia na Inglaterra, pois queria cobrar impostos pelos produtos dessas fazendas ou granjas. No ano de 1086 quando o Domesday Book foi criado, os nomes, apelidos e sobrenomes do povo anglo-saxão e viking formadores da Inglaterra, tiveram a chance de serem registrados e assim entrarem para a história inglesa. Observo que outros sobrenomes Pelotenses de ascendência inglesa constam no Domesday Book. Exemplos são os locais Ness e Neston em Cheshire (Neston-palavra escrita pelo moderno inglês e derivada de Ness+tun em Old English, significando fazendo do Ness), Sinnott em Hertfordshire (Sinnott=bravo vitorioso, derivada do nome Sigenoð em Old English), Yate em Gloucestershire (Yates=filho do Yate, significando alguém que morava perto do portão de um castelo) e Monk (ou Moncks=filho de Monk) em Yorkshire, que provém da palavra Munuc em Old English, significando monge.
    Vovô Thomas Wother (Willy como a vovó e amigos o chamavam), em torno de 1900 comprou uma chácara no Passo do Salso em Pelotas, onde tinha um abatedouro de porcos e frangos e possuía uma banca no mercado público Pelotense, através da qual comercializava seus produtos rurais. Além disto, fornecia carnes aos restaurantes de pelotas. Este empreendimento durou umas cinco décadas, pois eu era um guri de uns 10 anos (1957) e acompanhava o meu velho avô, que deveria já estar aposentado na década de 50. Vovô foi um dos primeiros assinantes telefônicos em Pelotas, pois na década de 50 me lembro do seu telefone antigo de manivela lá na sua chácara em Passo do Salso.
    Encerrando, gostaria de frisar que os britânicos, contribuíram muito com a modernização da cidade de Pelotas, onde podemos citar a estação de tratamento de água ETA “Sinnott” e as construções dos prédios da igreja catedral e o mercado Público Pelotense que tiveram uma pessoa de sobrenome inglês como um de seus arquitetos e a própria Light, a companhia de energia elétrica e os bondes elétricos foram possíveis com a participação dos britânicos. Eu escrevo tudo isto para ver se sensibilizo os grandes pesquisadores em história de Pelotas para pensarem, analisarem o que expus acima, fim de verem a possibilidade de colocar o verbete “britânico” no Dicionário histórico de Pelotas.
    Sou um inventor que sempre levou o nome de Pelotas bem alto e um aprendiz de pesquisador em história e quero contribuir com a montagem histórica da cidade do doce.
    Contatar com Oscar Wother ——– E-mail: oscarwother@live.com

  • Oscar Fernando Wother diz: 23 de agosto de 2014

    Wother é um sobrenome inglês e conforme meu pai falava, vieram da Inglaterra para Pelotas durante a Guerra dos Farrapos. Provavelmente os Wother imigraram juntos com os Moncks, Grill, Lemons e os Ness e outros ingleses naquela época. O meu sobrenome consta registrado duas vezes como uma família de produtores rurais no livro histórico inglês do século 11, sendo a fazenda da mansão Wother em Shropshire e a fazenda das casas Wother em Yorkshire. Este livro inglês administrativo e contábil denominado Domesday Book foi obra do rei William no ano de 1086 registrou quantos proprietários de terras existia em quarenta condados da Inglaterra, para poder cobrar os impostos. Além dos Wother, outros sobrenomes pelotenses de ascendência inglesa constam no Domesday Book: Os Ness em Cheshire, os Sinnott em Hertfordshire, os Yate ou Yates em Gloucestershire e Monk ou Moncks em Yorkshire.
    Encerrando, gostaria de frisar que os britânicos, contribuíram muito com a modernização da cidade de Pelotas, onde podemos citar a estação de tratamento de água ETA “Sinnott” e as construções dos prédios da igreja catedral e o mercado Público Pelotense que tiveram uma pessoa de sobrenome inglês como um de seus arquitetos e a própria Light, a companhia de energia elétrica e os bondes elétricos foram possíveis com a participação dos britânicos. Eu escrevo tudo isto para ver se sensibilizo os grandes pesquisadores em história de Pelotas para pensarem, analisarem o que expus acima, fim de verem a possibilidade de colocar o verbete “britânico” no Dicionário histórico de Pelotas.
    Sou um inventor que sempre levou o nome de Pelotas bem alto e um aprendiz de pesquisador em história e quero contribuir com a montagem histórica da cidade do doce.
    Contatar com Oscar Wother ——– E-mail: oscarwother@live.com

  • Oscar Fernando Wother diz: 23 de agosto de 2014

    O meu sobrenome inglês Wother consta registrado duas vezes no livro Domesday Book do século 11, sendo a fazenda da mansão Wother em Shropshire e a fazenda das casas Wother em Yorkshire. O Domesday foi obra do rei William no ano de 1086 que registra proprietários de terras em quarenta velhos condados da Inglaterra, para poder cobrar os impostos. Além dos Wother, outros sobrenomes importantes pelotenses de ascendência inglesa constam no Domesday Book. Exemplos: Os Ness em Cheshire, os Sinnott em Hertfordshire, os Yate ou Yates em Gloucestershire e Monk ou Moncks em Yorkshire.
    Talvez o fato acima sensibilize os pesquisadores da história pelotense e ponham o verbete “britânico” no Dicionário histórico de Pelotas. Sou pelotense e inventor Oscar Wother – contatar pelo e-mail: oscarwother@live.com

  • Oscar Fernando Wother diz: 30 de setembro de 2014

    Para: Sinnott de Pelotas, RS
    Sinnott – Este sobrenome é tanto Inglês como Irlandês. Vem do nome pessoal anglo-saxão Sigenoð, composto de dois elementos sige (victory) + noð (brave), que indica significar valente vitorioso. No período do Old English, ano de 1086 d. C. os escribas do rei William da Inglaterra anotaram Sinod de Hertfordshire, ou seja, escrito com a letra “d” no final dessa palavra no The Domesday Book, talvez por questão da pronúncia local da letra thorn no final do nome Sigenoð ou talvez pelo fato de na Idade Média poucos sabiam ler e escrever, sendo geralmente os monges a deter este conhecimento. Primeiramente o Domesday foi escrito em latim e os escribas do rei William tentavam obviamente anotar os nomes anglo-saxões em Old English, dai ocorriam obviamente os erros de grafia. Os ingleses atuais traduziram o Domesday para o inglês moderno e é claro, procuraram resgatar a escrita original anglo-saxônica de seus sobrenomes e nomes de locais. O sobrenome Sinnott foi registrado na Inglaterra no século 11 d.C., mas é mais comum na Irlanda escrito Sinnott e existe no condado de Wexford desde o século 13 d.C..
    Para: Rosemery Petter
    Gwynn – Conforme minhas pesquisas, o sobrenome é anglo-saxão e existe desde o 7º século DC na Inglaterra e não deriva do nome Quinn. Gwinn significa claro ou louro e este nome Foi encontrado primeiramente em Breconshire na Inglaterra.
    Quinn – Este sobrenome é irlandês e foi achado primeiramente em County Longford e houve um Quinn na famosa batalha de Clontarf took place na Irlanda, no ano de 1014 DC, sendo assim, século 11. O primeiro nome Quinn foi originalmente escrito em galês, O`Cuinn, o qual significa descendente de Conn. Pode também derivar de Ceann significando cabeça (head) ou de Coan, que quer dizer prudente (counsel).
    Contato: Oscar Fernando Wother (e-mail: oscarwother@live.com)

  • ELIZABETH SINNOTT TEIXEIRA diz: 31 de outubro de 2014

    Eu sou descente direto dos “Sinnott” , do 9º distrito de Pelotas, Colônia do Monte Bonito, próxima ao ETA Reservatório Sinnott. Meu pai tinha muita coisa documentada, em cartas escrita à pena, fotos antigas, dos irlandeses “Sinnott” que vieram da Irlanda! Pena que com o falecimento dele em 04/05/2012, tudo ficou com a família do 2º casamento!!! Eu gostaria de juntar tudo: fotos, documentos, livros e cartas, toda a história antiga para montar um documentário sobre a nossa família!!! Sinto muito por ele não tenha me passado isso antes! Eu temo por tudo se perder…. ): !!!!!

  • Nino Borges diz: 27 de novembro de 2014

    Sou descendente em linha direta de Richard Lloyd Yates, meu avô era Alberto Stafford Yates. A história nos apresenta de diversas faces, mas nenhuma, a meu ver tem tanto significado como a escrita. Possuo documentos que encontrei nas minhas pesquisas entre 1980 até hoje que comprovam coisas como: Richard Yates não falava yola, era o único inglês no grupo, todos demais eram irlandeses, no seu embarque em Liverpool em 20/12/1850 consta como profissão fazendeiro e que trabalhou para seus futuros sogros para pagar a passagem, aqui chegando com 17 anos. Das 6 cartas enviadas pelos parentes por mensageiros ,encontrei uma, onde era feito um pedido formal de desculpas, datada de 1864, e pedia seu retorno, oferecendo passagens para a família que porventura houvesse e comodidades…

  • Eli Marques diz: 6 de dezembro de 2014

    Boa Noite.Moro em SP Capital.Seu artigo sobre os imigrantes irlandeses e muiti bom.Gostaria de saber se teve algum irlandes que foi para pernambuco?Pois minha avo sempre disse para meu Pai que eles tinham ascendente de irlandeses.Estou tentando achar a arvore genealogica de minha Familia.Eu sei que tinha ingleses.Ja montei a arvore Genealogica por parte de mae.Sao Suicos do Cantao de Friburgo os Balmats ou Balmant aportuguesados.Muitos irlandeses tiveram que mudar seu sobrenomes?Desde ja obrigado e parabens pela reportagem.

  • Miriam Willy diz: 21 de fevereiro de 2015

    Olá! Sou neta de George Willy, inglês, nascido por volta de 1900. Imigrou para o Brasil por volta de 1925. Se uniu com minha avó, filha de alemães, de Brusque-SC. Teria ele ido morar em Pelotas, antes de vir para São Paulo? Teriam eles se casado em Pelotas, já que ela falava muito deste lugar? Grata

  • Katia Cristina O´Dwyer Nery diz: 15 de junho de 2015

    Boa noite! Seu artigo sobre os irlandeses é ótimo, Moro no Rio de Janeiro . Meus avôs bahiano e meu bisavô era irlandês que foram morar sul da Bahia acho na cidade de Tapeorá e trabalhava fabrica de tecidos em Valença. Sergio disse que colônia na Bahia a qual não deu certo e se dispersaram. Ele saberia mais sobre isto
    Obrigada!

  • Neil diz: 18 de junho de 2015

    Olá a todos. Eu realmente gosto de seu post eu sou do baronato de adiante em Wexford e todos os sobrenomes I regonise e ainda estão na área. Fiquei me perguntando alguém sabe mais sobre a língua Yola que as pessoas falavam. São as suas eventuais registros escritos dele, ou ele ainda existe? obrigado

  • Neil diz: 18 de junho de 2015

    Olá a todos. Eu realmente gosto de seu post eu sou do baronia de forth em Wexford e todos os sobrenomes I regonise e ainda estão na área. Fiquei me perguntando alguém sabe mais sobre a língua Yola que as pessoas falavam. São as suas eventuais registros escritos dele, ou ele ainda existe? obrigado

  • LUIS FERNANDO COITINHO MONKS diz: 22 de agosto de 2015

    Gostaria de reunir tudo sobre a família monks,origens,onde se estabeleceram no brasil,capão do leão,pelotas etc…,>brasão de família,o por quê de existir,monks,Moncks,monk,monkees,enfim,tudo relacionado,pois tenho reunido alguns pelo face e gostaria de relatar nossa história á todos!obrigado!

  • Débora Marshall diz: 19 de dezembro de 2015

    Prezados,

    Meu pai, já falecido, (cujo nome era DINARTE IOVARI MARSHALL), nasceu na cidade de Rio Grande-Rio Grande do Sul. Segundo meu pai, meu tetravô se chamava JAMES BALLANTINES MARSHALL (de origem britânica, nascido na Inglaterra), era cônsul da Inglaterra no Chile, onde conheceu uma moça índigena, com quem se casou. Ainda segundo meu pai, o casal acabou sendo transferido para o Brasil, onde acabou residindo até seu falecimento. Eles teriam se estabelecido no nordeste e, após algum tempo, teriam vindo para o sul do Brasil. Gostaria de saber as reais origens do sobrenome MARSHALL. Vocês poderiam me ajudar? Grata!

  • regina scheridon diz: 12 de maio de 2016

    Olá meu nome é regina scheridon.Meu avô se chamava Thomás scheridon .ela morava no interior de São jos do norte. O pouco que sei é que ele era irlandês.gostarias de saber mais sobre a minha origem

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