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A parte feliz da vida

23 de agosto de 2012 1

Foi uma aventura. No verão de 1962, meu pai colocou a família na camionetazinha e partiu para as férias no Rio de Janeiro. Saímos de manhã e, lá pelo meio-dia, paramos depois de atravessar a ponte do Rio das Antas. Tomamos banho numa pequena cachoeira e almoçamos uma galinha enfarofada, preparada por minha mãe na véspera. Dormimos em Curitiba, onde visitamos uma tia. No dia seguinte, chegamos a São Paulo, com tempo para descansar e tomar um ice cream na Rua Augusta. A viagem era prêmio à minha irmã Maria Teresa, que havia passado no Exame de Admissão. A irmã menor, Maria Betânia, então com dois anos, muito pequena para a aventura familiar, ficara em Porto Alegre.

Nilce, Maria Teresa e Ricardo Chaves no Rio. Foto: Hamilton Chaves, arquivo pessoal

Eu e Teresa vimos o Rio pela primeira (e inesquecível) vez a bordo de uma Vemaguet. A perua DKW (a sigla, em dado momento, passou a designar a expressão alemã “Das Kleine Wunder”, “a pequena maravilha” em português) alcançava uma velocidade entre 120 e 125 quilômetros por hora. Mas para que mais? O motor de dois tempos e três cilindros consumia óleo, que era misturado à gasolina na hora de abastecer. Mais que um ronco, emitia um ruído de panela fazendo pipoca.

Anúncio da Vemaguet publicado na Revista Senhor de abril de 1960. Foto: reprodução

Carrinho valente, o DKW foi o segundo veículo (o primeiro foi a Romi Isetta) de fabricação brasileira, produzido de 1956 a 1967. Foi o primeiro a ter certificado do Geia, órgão do governo JK encarregado de estimular a produção automobilística no Brasil. Que viagem…

Visita de Juscelino Kubitschek à fábrica da Vemag, em 1956. Foto: arquivo pessoal

Você também lembra da DKW Vemaguet? Deixe seu comentário.

Comentários (1)

  • Deivis diz: 28 de agosto de 2012

    Inimaginável essa DKW a 120 km/h!

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