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O ano da escolarização

29 de agosto de 2012 0

No dia 7 de março de 1961, o governador gaúcho Leonel Brizola convidou jornalistas da Capital e de outros estados do Brasil para uma solenidade no Salão Nobre da Reitoria da UFRGS. Lá, ele anunciou o que seria, de acordo com reportagem publicada na Revista do Globo 791, da primeira quinzena de abril, “a mais importante cruzada já levada a efeito em prol da educação da nossa gente”.

Fotos: Palácio Piratini, divulgação

Ao lançar a campanha – que tinha como slogan “Nenhuma criança sem escola no Rio Grande do Sul” –, o governador entregou simbolicamente à população 2 mil novas escolas. O plano – que, como registrou a reportagem, “merece o aplauso e a admiração de todos os homens de boa vontade” – exigiu esforços de todos os organismos diretamente ligados ao problema: Secretaria de Educação e Cultura, Secretaria de Obras Públicas, apoio das prefeituras municipais e das comunidades interessadas na expansão do ensino, além de entidades privadas que compreenderam o alcance da iniciativa. Foi criado o Serviço de Expansão Descentralizada do Ensino Primário (Sedep) que articulou convênios entre Estado e prefeituras.

Uma das escolas inauguradas em 1961

Segundo as estatísticas, existiam, em 1958, 1.795 escolas estaduais, com 281.370 crianças matriculadas. Com a inauguração das novas unidades escolares, esse número quase dobrou, e passou para 549 mil. Os professores, que eram um contingente de 9 mil, passaram a ser mais de 20 mil. Quando os jornalistas deixaram a Reitoria, a surpresa: no terreno em frente, ao lado do Instituto de Educação, onde nada havia quando chegaram, surgiu um pavilhão de madeira, pré-fabricado como alguns das escolas entregues naquele dia.

O pavilhão erguido diante da Reitoria da UFRGS

Meio século depois, talvez não faltem tantas escolas como antigamente – mas, infelizmente, a educação continua precisando de muitas respostas.

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