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Amor à arte

31 de agosto de 2012 0

A Intendência Municipal, na atual Rua Marechal Floriano, no Natal de 1930. Na extrema direita da foto, o Hotel Amaral. Foto: Foto Bach, Arquivo Histórico Municipal Antônio Stenzel Filho

O prédio onde atualmente se encontra a Biblioteca Pública Municipal de Osório – cujo nome homenageia o advogado, político e intelectual Manoel Estevão Fernandes Bastos – foi construído no final do século 19 e serviu como sede do Grupo Escolar Conceição do Arroio, do Colégio Elementar e, depois da década de 1930, da Prefeitura Municipal e da Câmara de Vereadores da cidade (foto acima).

Os cerca de mil livros da Sociedade Amor à Arte, organizada em 1887, compunham a primeira biblioteca não particular do município. Somente em 15 de março de 1943, o prefeito Juvenal José Pinto cria por decreto a primeira biblioteca pública municipal, que em 5 de julho do mesmo ano passa a denominar-se Fernandes Bastos. Até 1952, ela permaneceu no andar superior do prédio da então prefeitura, passando posteriormente por vários locais até ser instalada em definitivo novamente no prédio que fora prefeitura.

Aspecto atual do prédio na Rua Marechal Floriano. Foto: Rodrigo Trespach, arquivo pessoal

Hoje, no mesmo local, junto à biblioteca, funcionam ainda o Museu Antropológico Leonel Mantovani e o Arquivo Público Municipal Antônio Stenzel Filho. A biblioteca, o arquivo e o museu passaram por reformas nos últimos meses e devem ser reabertos nas próximas semanas.

Fernandes Bastos foi intendente municipal em Osório, então Conceição do Arroio, em três oportunidades: 1912 – 1915, 1920 – 1924 e 1928 – 1934. Porto-alegrense, nascido em 3 de agosto de 1885, ficou órfão ainda menino. Iniciou sua formação educacional no Seminário Menor de Pareci, em Montenegro, que deixou na adolescência.

Fernandes Bastos. Foto: Acervo da Biblioteca Pública Fernandes Bastos

Intelectual, era fluente em alemão e francês e tinha aptidão para as artes cênicas, além de tocar piano e violino. Antes de chegar a Osório, passou por Santo Antônio da Patrulha, Passinhos e Tramandaí. Foi autor do livro Noite de Reis (1935) e, na condição de correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul (IHGRGS), escreveu inúmeros artigos sobre a história do Litoral Norte gaúcho. Faleceu em sua cidade natal, em 22 de setembro de 1938.

(colaborou Rodrigo Trespach)

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