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A mesma praça

01 de outubro de 2012 2

Uma das principais referências na cidade de Santa Maria é a Praça Saldanha Marinho. Nos primórdios deste importante município gaúcho, ela foi chamada de Praça Conceição, ou Capelinha. Em 17 de novembro de 1837, Santa Maria passou a freguesia, e sua principal praça era então chamada de Praça da Matriz. No início do século 20, em homenagem ao engenheiro Joaquim Saldanha Marinho Filho, da Inspetoria Geral de Terras e Colonização, a praça recebeu o seu nome.

Cartão-postal mostra aspecto da praça em seus primeiros tempos. Foto: reprodução

Saldanha Marinho, em 1884, como chefe da Comissão de Discriminação de Terras, redigiu um relatório que enfatizava a posição estratégica da cidade e destacava as vantagens que viriam da iminente inauguração da estrada de ferro. Esse documento foi decisivo para que a vocação santa-mariense como centro de desenvolvimento se afirmasse.

O quiosque hexagonal se destacava no cenário da praça. Foto: Sioma Breitman, arquivo pessoal

Com o novo nome, que perdura até hoje, esse importante logradouro continuou como palco dos principais eventos, como as “Batalhas de Flores” dos carnavais de antanho. Em 1909, foi construída a Casa de Chopps, um quiosque de madeira que foi consumido por um incêndio em 1922. Em 1923, foi erguido um outro quiosque hexagonal para fins comerciais, como a venda de jornais e flores. Em 1933, a praça passou por uma reforma radical – instalou-se um coreto e, no lugar do quiosque, um chafariz.

A praça depois da reforma de 1933. Foto: Sioma Breitman, arquivo pessoal

Era a modernização chegando. Em qualquer tempo, só o que tem permanecido é a importância desse local para todos os habitantes da Boca do Monte.

Versão contemporânea de um dos lados da praça. Foto: Francisco Carlos Silva, reprodução

(fonte: “Praça Saldanha Marinho: Poluição Visual”, de Elzi Lisboa Mezzomo e Ana Maria Noro Grando)

Comentários (2)

  • Denis diz: 1 de outubro de 2012

    Infelizmente, a praça ficou horrorosa. Um verdadeiro lixo hipermoderno. O preço de uma modernidade burra!!!!E o pior é que tais crimes continuarão a ser perpetrados contra o patrimônio histórico. Aqui e em todo o Brasil.

  • Romilda Raeder diz: 21 de julho de 2013

    A nova ‘praça’ Saldanha Marinho, infelizmente, é mais uma prova do total desprezo de nossos políticos e administradores pela história e pelas tradições. Sua ignorância não lhes permite ver que conservar certos prédios, praças e outros ‘monumentos’ das cidades é uma questão de memória, portanto, uma questão de identidade. Mas esses senhores, com seus diplomas e narizes empinados, só fazem mostrar sua total incapacidade de avançar e modernizar sem destruir. Coitados. E quem perde são as populações.

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