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Sempre novo, a cada ano

31 de dezembro de 2012 0

Foto: arquivo pessoal

Os cartunistas, em seus desenhos caricatos, sempre representam o ano que termina como um ancião de longas barbas brancas, normalmente apoiado num bastão com uma ampulheta nas mãos, que vai fatigado saindo de cena. Já o ano que vem chegando é apresentado como um bebê, ainda nas fraldas, prestes a fazer sua estreia nas coisas mais complicadas da vida.

Faz todo o sentido. Uma forma gráfica simples de mostrar que a vida segue seu curso natural. Como se tivéssemos virado mais uma vez aquele antigo instrumento de medir o tempo e observássemos os primeiros grãos da areia fina começando a cair, trocando de lado e escoando como se minutos fossem. Pois é isso mesmo o que acontece.

Talvez seja um erro julgar o ano que acaba tentando rotulá-lo de bom, ou ruim. É muito provável que, em 2012, alegrias e tristezas tenham se alternado em seu dia a dia, como no de todas as outras pessoas. É preciso ter esperança. Eventuais nostalgias, tão próprias deste espaço em seu jornal, só devem servir para alimentar o otimismo. Só quem vive uma longa e cheia vida pode, momentaneamente, sentir fortuita saudade.

Se o tempo estancasse, o garotinho da velha foto, que saúda a chegada do ano de 1953, não poderia estar aqui agora, 60 anos depois, escrevendo este texto para desejar aos leitores do Almanaque Gaúcho, e de Zero Hora, um feliz Ano-Novo.

Viva 2013!

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