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Frase do dia: Rubem Braga

12 de janeiro de 2013 2

Foto: Dulce Helfer, arquivo pessoal

Rubem Braga (1913-1990), cujo nascimento completa hoje cem anos, é frequentemente apontado como o maior cronista brasileiro desde Machado de Assis (1839-1908).

Nascido na mesma Cachoeiro de Itapemirim (ES) de Roberto Carlos, Rubem foi um jornalista de vida agitada – acompanhou a Revolução Constitucionalista de 1932 em Minas Gerais e cobriu a ação da Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Itália, durante a II Guerra Mundial, entre outras aventuras. Começou a publicar livros nos anos 1930 e, nas décadas seguintes, firmou sua reputação como autor de crônicas, especialmente da vida carioca. Nos anos 1960, foi um dos fundadores da Editora do Autor, que deu origem depois à editora Sabiá, que publicou no Brasil Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez, em 1968.

Da experiência como editor, Rubem extraiu pelo menos um pensamento: “A atividade intelectual não é incompatível com a do homem de negócios”, frase reproduzida no Almanaque Gaúcho deste sábado.

A foto que ilustra este post é de autoria da fotógrafa Dulce Helfer. Leia abaixo um texto do jornalista Francisco Dalcol, do Segundo Caderno de Zero Hora, sobre a relação de Dulce e Rubem Braga – e confira mais informações sobre o centenário do cronista no Caderno Cultura deste sábado.

Em 1985, Dulce Helfer conheceu Rubem Braga no Rio de Janeiro, ao participar de um projeto do Museu Nacional de Belas Artes (MNBA).

- Conheci o Rubem por indicação do Mario Quintana, que já tinha fotografado e era meu amigo – lembra Dulce.

Depois de realizar fotos para a edição de um livro, a fotógrafa acabou viajando com Rubem pelo país. Na companhia do escritor, conheceu personalidades como Paulo Mendes Campos, Adélia Prado e Oswaldo França Jr.

- Fomos a São Paulo, Bahia e Minas Gerais. Todo mundo falava da cara fechada dele. O Rubem era muito gentil e engraçado, tanto que dizia que a cara feia era uma maneira de afastar os chatos – recorda Dulce.

Nos anos seguintes, Dulce voltaria a encontrar o escritor diversas vezes:

- Ficamos muito amigos. Quando ia ao Rio, parava no apartamento dele. Como os empregados que ele tinha ganhavam folga no fim de semana, eu virava a motorista do Rubem – lembra.

Comentários (2)

  • mariano palhares diz: 13 de janeiro de 2013

    Sobre a vida – e principalmente as circunstâncias que cercaram a a morte de Rubem Braga – vale a pena ler este excelente texto do mauro santayana, do Jornal do Brasil:
    http://www.maurosantayana.com/2013/01/rubem-e-o-poder.html

  • Marcelo Xavier diz: 13 de janeiro de 2013

    Rubem é o maior cronista de todos os tempos, tenho seus livros, estava lendo a Borboleta AMarela sem me dar conta do centenário do Velho Braga. Aliás, ele morou aqui por uns tempos e trabalhou na Caldas Júnior, era grande amigo do Carlos Reverbel. Juntos, eles foram à Paris e se hospedaram no mesmo prédio onde Proust escreveu suas últimas linhas da Recherche. Leio o Braga sempre, imitei-o várias vezes e nem tenho medo de proclamar que ele é mais do que inspiração quando eu escrevo, um cara genial que deveria ser mais lido.

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