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Maldito picumã

01 de março de 2013 0

Foto: Leo Guerreiro, arquivo pessoal

A foto acima, batida por Leo Guerreiro no final dos anos de 1950 (ou no início dos 1960), mostra a “ponta da cadeia” ou “ponta do gasômetro”, com a usina – que seria desativada nos anos de 1970 – ainda em plena e poluidora atividade. A geração de eletricidade a partir da queima de carvão mineral provocava sobre a cidade uma constante nuvem de fuligem, que era o terror dos que moravam, principalmente, no Centro.

Meu avô, Natale di Leone, era proprietário e morava ao lado do açougue que manteve durante muitos anos na Rua Duque de Caxias, no Alto da Bronze. Ainda muito criança, lembro de minha avó Fermina amuada, reclamando dos flocos negros que se depositavam sobre a roupa lavada que quarava ao sol. Na parte inferior da imagem, também aparece, cercada pelo alto muro pintado de branco, a Casa de Correção – ou Cadeião, como era chamado o presídio, até ser dinamitado em 1962.

No prolongamento do muro lateral (oposto ao que está ao lado da chaminé), segue a Rua Duque, e se vê o grande prédio da escola Ernesto Dornelles. No canto direito da cena, estão os tanques da Usina de Gás de Hidrogênio Carbonado. Eles abasteceram fogões e lampiões e denominaram aquela área.

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