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Hirtz, o iniciador destemeroso

08 de abril de 2013 3

Muita gente sabe que na casa de Cultura Mario Quintana tem uma sala de cinema cujo nome é Eduardo Hirtz. Alguns sabem, também, que Hirtz foi um pioneiro do cinema gaúcho, realizador de filmes e dono de algumas das primeiras salas de cinema da Capital. O que, talvez, muitos desconheçam é que ele foi, junto com seu irmão Francisco, um pioneiro da indústria gráfica em nosso Estado.

Segunda sede da gráfica dos Hirtz foi inaugurada em 1937, na Rua da Conceição. Foto: Acervo de Rejane Hirtz Trein

A firma Hirtz e Irmão, “estabelecimento graphico” fundado em 7 de janeiro de 1897, foi, aqui, a primeira empresa a imprimir sobre folhas de flandres, o que possibilitou enorme incremento nas embalagens de produtos como banha e café, por exemplo. No início do século passado, a gráfica deles fazia trabalhos em fototipia, fotogravura e litografia.

Os irmãos Hirtz: na mesa grande, Francisco está à esquerda e, Eduardo, com a mão no rosto.
Foto: Acervo de Rejane Hirtz Trein

Eduardo nasceu em 1878, em Duisburgo (Alemanha) e chegou ao Brasil, com os pais e irmãos, em 1881. Depois de trabalhar como aprendiz de ourives, com Carlos Foernges, em Montenegro,  Eduardo, já no início dos anos de 1920, estava instalado com sua gráfica na Rua Almirante Barroso.  Uma nova e moderna sede foi inaugurada, em 1937, na Rua da Conceição.

Operários limpam as pedras litográficas. Foto: Acervo de Rejane Hirtz Trein

Com justo orgulho, sua bisneta, a artista plástica Rejane Hirtz Trein, assume o papel de guardiã das memórias desse representante  “audaz e resoluto do progresso artístico e industrial em nosso Estado”, morto em 1951. Afinal, ele foi, como dizem as palavras da Gazeta Comercial de 1942: “um benemérito, através das lutas pacíficas da inteligência e do trabalho. O Rio Grande do Sul saberá colocá-lo, como ele merece, na galeria dos seus legítimos heróis!”

Rótulo de café e, numa feira, estande com latas impressas pelo estabelecimento gráfico Hirtz e Irmão.
Foto: Acervo de Rejane Hirtz Trein

Colaborou Renato Rosa

Comentários (3)

  • Rejane Hirtz Trein diz: 8 de abril de 2013

    Muito boa reportagem sobre o Eduardo Hirtz e este lado no comércio do Rio Grande do sul, que poucos conhecem. Parabéns Ricardo Chaves

  • Claudio Roberto Petersen diz: 8 de abril de 2013

    Minha vó era filha de Francisco Hirtz, que era casado com Manoela de Castro , minha vó chamava-se Emilia Hirtz Petersen.
    Belo documentário, verdadeira reliquia.
    Parabéns
    Claudio Petersen

  • Liane Hirtz Carvalho diz: 11 de abril de 2013

    Linda a reportagem do meu bisavô. Eu não conhecia estes detalhes das embalagens de café. Sou irmã de Rejane Hirtz Trein. Parabéns Ricardo Chaves.

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