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Hermano de mano caliente

23 de maio de 2013 3

Atahualpa Yupanqui na Califórnia da Canção Nativa, em 1980. Foto: Tude Munhoz, banco de dados

Nesta quinta-feira, em Buenos Aires, na Argentina, diversos artistas – entre eles, o gaúcho Demétrio Xavier – estarão reunidos no Salão Azul do Senado para prestar uma homenagem a Don Atahualpa Yupanqui, que morreu nesta data, 21 anos atrás. Quando nasceu, em 1908, ele recebeu o nome de Héctor Roberto Chavero mas, ainda adolescente, decidiu que adotaria o nome do último imperador inca.

Pajador, compositor, violonista, cantor e mito, ele se tornou um dos maiores nomes da música folclórica latino-americana. É autor de inúmeros clássicos da música criolla, como Los Hermanos (“Yo tengo tantos hermanos…”) ou Los Ejes de mi Carreta (“Porque no engraso los ejes…”), e também foi ele quem resgatou do folclore popular Duerme Negrito, uma canção-símbolo da América do Sul.

Quem teve a oportunidade histórica de ouvi-lo, em dezembro de 1980, na Califórnia da Canção Nativa, em Uruguaiana, certamente entende a humildade irônica da frase que encerra a letra de El Payador Perseguido: “!Talvez alguno se acuerde que aqui cantó um argentino!”.

(colaborou Geraldo Hasse)

Comentários (3)

  • Marcelo Xavier diz: 23 de maio de 2013

    MITO

  • Regis Dias diz: 23 de maio de 2013

    Ricardo, acredito que no Brasil não exista ninguém que colecione mais que eu tudo o que se relaciona a Atahualpa Yupanqui. Quando o descobri era tarde. Já tinha falecido. Nunca pude conhecê-lo ou ver pessoalmente uma de suas apresentações. Me contento com os filmes que tenho e com o que consegui baixar da internet. Atahualpa foi um homem extraordinário. Violonista, poeta, pajador, cantor, compositor, folclorista, musicista, indigenista, ecologista, escritor… tudo sem ter cursado um curso superior e com as agruras que a vida lhe tocou… Tens razão quando o defines, como último dos adjeticos, como… MITO!

  • Luiz Carlos Teixeira diz: 27 de setembro de 2015

    Ricardo, eu tive o privilégio de estar em Uruguaiana na X Califórnia da Canção Nativa e assistir ao maravilhoso espetáculo do “gaúcho” – como a imprensa o tratava – Atahualpa Yupanqui. Na época estudava no RS e são inesquecíveis as recordações da “Cidade de Lona”.

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