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O cinema era o espetáculo

10 de junho de 2013 0

Em nossa coluna do dia 8 de abril, enfatizamos a faceta de empresário inovador que Eduardo Hirtz possuía. Afinal, seu estabelecimento gráfico foi pioneiro na impressão sobre folhas de metal, o que incrementou muito a apresentação das embalagens no início do século passado. Mas ele empresta seu nome a uma sala de cinema da Casa de Cultura Mario Quintana pela importância que teve no desenvolvimento do cinema gaúcho. Ele é reconhecido como o produtor e diretor do que seria o primeiro filme de ficção rodado no Estado.

Eduardo Hirtz. Foto: Atelier Barbeitos, acervo de Rejane Hirtz Trein

O filme – que, até onde se sabe, não existe mais – era um curta-metragem de aproximadamente quatro minutos, e teve como título Ranchinho do Sertão, ou Ranchinho de Palha, não se sabe ao certo. Em 1908, Hirtz comprou a sala de cinema Recreio Ideal (na Andradas, defronte a Praça da Alfândega), onde veio a projetar pela primeira vez seu filme, feito no ano anterior. Em 1910, em sociedade com os Irmãos Petrelli, inaugurou o Cine Coliseu, na esquina da Voluntários da Pátria com a Pinto Bandeira. Quatro anos depois, no início da Avenida Independência, na Praça Dom Feliciano, em abril de 1914, ele abriu o Theatro Apolo (abaixo).

Foto: E. Becker, acervo de Rejane Hirtz Trein

O grande Apolo tinha 1.554 lugares de primeira classe e 450 na segunda. Foi a sala mais importante de sua época. Eduardo Hirtz, a quem a imprensa saudava como alguém “que tem contribuído decisivamente para elevar, através de seus bastos empreendimentos, o renome de progresso do Rio Grande do Sul”, morreu em 1951.

Um ingresso de poltrona de primeira classe no Apolo. Foto: acervo de Rejane Hirtz Trein

(colaborou Rejane Hirtz Trein)

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