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Duelo na praça

19 de junho de 2013 0

A Praça Parobé surgiu em 1925, depois que a doca construída ao lado do Mercado Público foi aterrada, dando lugar a uma ampla área que foi ajardinada. Inclusive o lindo chafariz de ferro, antes instalado ao lado do Chalé da Praça XV, foi para ali transferido, antes de ser deslocado, definitivamente, para o Parque Farroupilha.

A praça nos anos 1930. Foto: Acervo Tecidos Raphael Dabdab

A grande enchente de 1941 causou grandes danos à praça. Mas, apesar disso, nos anos seguintes ela continuou concentrando as diversas atividades que se desenrolavam no Centro – como camelôs, fotógrafos lambe-lambe e chauffeurs de carros de praça que, com a gasolina racionada por causa da II Guerra, matavam o tempo jogando pauzinho (abaixo).

O jogo de pauzinho (acima) e o lambe-lambe (abaixo). Fotos: Revista do Globo, reprodução


Naquela época, dentre as atrações que procuravam chamar a atenção dos transeuntes, uma ficou célebre. O camelô português Eduardo Fonseca, enquanto anunciava seus produtos, mantinha no pescoço a famosa cobra Catarina, que ele havia comprado do Circo Sarrazani, na Bahia. Quando o público rareava, ele apelava para a infalível estratégia e anunciava, para dali a instantes, o “sensacional duelo entre a cobra Catarina e o lagarto Pascoal”.

Fonseca e a cobra. Foto: Revista do Globo, reprodução

Pascoal era o fleumático mascote de um outro camelô, Felipe Lazcane, desafeto de Fonseca, que conseguira o animal em Rio Pardo e trabalhava ali perto, também na praça. A luta, obviamente, nunca aconteceu.

Lazcane e o lagarto. Foto: Revista do Globo, reprodução

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