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Paisagem aterrada

28 de junho de 2013 1

Foto: Museu Joaquim José Felizardo

Poucos recantos da Porto Alegre histórica mudaram tanto quanto este retratado acima. Trata-se do lado oeste da Praça da Alfândega na segunda metade do século 19.

Naquela época, as águas do Guaíba chegavam à altura da atual Rua Sete de Setembro e podiam ser acessadas por meio de escadarias como a que aparece no canto esquerdo da imagem. Assim como a água, eliminada dessa paisagem por sucessivos aterros, os dois prédios também já não estão ali há muito tempo. O da esquerda é a antiga sede da Caixa Econômica Federal, substituída depois por outra construção e, nos anos 1970, pelo edifício atual. O da direita, onde hoje fica a sede do Banrisul, foi a Delegacia Fiscal.

Curioso é que parte da escadaria reapareceu durante escavações realizadas na Praça da Alfândega em 2006 (foto abaixo).

Foto: Emerson Souza, BD, 2/11/2006

Comentários (1)

  • Marcelo Xavier diz: 29 de junho de 2013

    Se não me avisassem, juraria que fosse uma foto de Estrasburgo ou coisa parecida.

    Falando sério, essa foto deve ser de 1909. Nessa época, o segundo prédio da Delegacia Fiscal não existia. Tanto o que aparece em primeiro plano quanto o segundo são do Theo Wiederspahn que, à época, era testa de ferro da Rudolf Ahrons. Aliás, foi pela emergência de tantos prédios públicos no Centro (e a consequente valorização imobiliária da região) que a Municipalidade acabou completando o aterro que viria a se tornar o Cais Mauá. Até o fim da I Grande Guerra, surgiriam os prédios dos Correios, da Delegacia Fiscal e o Cais – todos da Ahrons; e ao mesmo tempo, o palacete da Fazenda (Afonso Hebert) e a Alfândega (Hermann Menschen).

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