Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Culto em Maquiné

29 de junho de 2013 2

O processo de colonização alemã no Litoral Norte, iniciado em 1826, espalhou a cultura germânica pela região nas décadas seguintes. Um das características mais marcantes dessa presença foi, além da língua, a atividade da igreja luterana. O primeiro pastor chegado com os luteranos prestou assistência às comunidades até o início da década de 1890. Depois da morte do pastor Karl Leopold Voges (1801-1893), chegou ao litoral o pastor Gustav Geisler (1857-1925). Foi Geisler quem começou a atender as cerca de 10 famílias luteranas que viviam na região do Vale do Rio Maquiné, nos anos 1890.

O pastor Geisler. Foto: Arquivo Histórico IECLB

Datam de 1893 os primeiros registros de batismo na comunidade. Em 1895, os cultos eram realizados em casas de família e, pouco depois, em um templo em madeira construído na Linha Pelúcio, na propriedade de Jacob Trespach, no interior de Maquiné. A igreja chegou a reunir em torno de 40 pessoas para o culto do pastor Augusto Ernesto Kunert (1923-2003), o primeiro pastor formado no Brasil a prestar assistência aos luteranos do Litoral Norte, entre 1949 e 1956.

O pastor Kunert (grisalho, ao centro da foto), em 1974, em Itati. Foto: Arquivo Elio E. Müller

Devido ao estado precário da antiga igreja de madeira, Kunert mobilizou a comunidade para que um novo templo fosse construído, na região central de Maquiné, então distrito de Osório. Alfredo Laux doou então um terreno, e a igreja foi construída e depois inaugurada em 30 de junho de 1951. Neste domingo, a comunidade celebra os 120 anos de atividade luterana em Maquiné e os 62 de inauguração da igreja.

A igreja em 2008. Foto: Tiago L. Trespach, arquivo pessoal

(colaborou Rodrigo Trespach)

Comentários (2)

  • Juliane Buffon diz: 29 de junho de 2013

    Prezado,
    Caso tenha interesse em mais informações sobre o referido templo, podemos passar, pois o doador do terreno, o Falecido senhor Alfredo Laux, é meu avô, pai da minha mãe, ele foi dentista na região, muito respeitado e admirado por todos, bem conhecido pelos mais antigos da cidade.
    Obrigada, pois isso emocionou de mais minha mãe, já que foi o pai dela parte dessa história e já que ela lutou muito para que o templo e o cemitério onde está enterrado meus avós, doadores da propriedade, permanecem ali.

  • Rodrigo Trespach diz: 3 de julho de 2013

    Olá Juliane,
    Você pode entrar em contato comigo pelo e-mail rodrigo.trespach@gmail.com e enviar as informações. Serão de enorme valia para a história da comunidade de Maquiné e do Litoral Norte gaúcho.
    cordialmente, Rodrigo Trespach

Envie seu Comentário