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Suzy King

18 de julho de 2013 0

Muitos esqueceram dela – mas o pesquisador Alberto Oliveira acredita que possa haver mais alguém que, como ele, ainda se lembre de Georgina Pires Sampaio, ou Diva Rios, ou Suzy King. Três nomes para uma só pessoa, ou melhor, um nome e dois pseudônimos (ou nomes artísticos).

Suzy King. Foto: Fundo Última Hora – Arquivo Público do Estado de São Paulo

Filha de Josino e Etelvina Pires Sampaio, Georgina nasceu no Rio Grande do Sul, em 28 de agosto de 1917, mas iniciou sua carreira artística em 1939, em São Paulo, usando o nome de Diva Rios, como cantora de sambas e marchas. Mais tarde, no Rio de Janeiro, ela passou a se chamar de Suzy King e, como bailarina exótica, além de cantora, apresentava-se com duas grandes cobras enroladas em seu corpo sensual.

Suzy e seu show em 1956. Foto: Jornal das Moças, reprodução

Na trilha da celebridade atingida por Luz del Fuego, a famosa bailarina e naturista capixaba que é considerada uma das pioneiras do nudismo no Brasil, Suzy provocava muita confusão e acabava nas primeiras páginas dos jornais – mais pelos escândalos do que propriamente por seus dotes artísticos.

Expulsa da pensão em que vivia, ela alegou discriminação e deu queixa na polícia. Quando seus ofídios de estimação – a jiboia Catarina ou a sucuri Cleópatra – fugiam, espalhando o pânico no edifício em que ela passou a morar, em Copacabana, eram os vizinhos que chamavam a Rádio Patrulha. Em 1964, foi a última vez que se ouviu falar nela.

A artista e os policiais. Foto: Fundo Última Hora – Arquivo Público do Estado de São Paulo

Agora, além de Alberto Oliveira, que foi quem me falou dela pela primeira vez, também eu gostaria de saber que fim ela levou.

Foto: Fundo Última Hora – Arquivo Público do Estado de São Paulo

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