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Exposição homenageia o artista Angelo Guido

25 de novembro de 2013 1

Angelo Guido quando jovem. Foto: Acervo Artístico da Prefeitura de Porto Alegre

A exposição que está no antigo prédio da Prefeitura (de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 13h30min às 18h, até 14 de fevereiro de 2014) assinala os 120 anos de nascimento de Angelo Guido. O pintor ítalo-brasileiro nasceu em Cremona, no dia 10 de outubro de 1893, e chegou ao Brasil ainda criança. Estudou em São Paulo e, quando tinha pouco mais de 30 anos, radicou-se em Porto Alegre. Aqui, paralelo à prática da sua pintura, ele tornou-se pioneiro na crítica de arte e professor de História da Arte na recém-criada Escola de Artes. Entre os anos de 1959 e 1962, ele foi o diretor da escola e, ao aposentar-se, era Professor Emérito.Uma das principais características da sua obra é a relação que estabeleceu com a paisagem local. Muitas de suas telas retratam lugares conhecidos da Capital e seus arredores. São cenários que o tempo se encarregou de transformar, mas que seguem preservados pela bela e afetuosa interpretação do autor. Isso é o que ficou e permanece do homem (e sua obra) para a maioria das pessoas.

O mestre dando aula na Escola de Artes do Rio Grande do Sul.
Foto: Instituto de Artes da UFRGS, Divulgação

Para mim, ele é mais do que isso. Angelo Guido era o vizinho gentil que vivia numa casa grande e bonita, diante da que eu e minha família morávamos, na Rua Fernando Machado, no Centro. Nós não possuíamos telefone e, eventualmente, atravessávamos a rua para tocar a campainha e pedir, com desnecessário constrangimento, para usar o aparelho dele. Ingressar naquela casa, constantemente na penumbra e com as paredes forradas de quadros como um museu, foi experiência marcante para o garoto de 11 anos que eu era. Mais além do living, havia um jardim de inverno envidraçado, onde ele tinha um cavalete e trabalhava. Minha irmã, Maria Teresa, era amiga de Maria Rosa, uma sobrinha que Guido criava como filha, e que, numa noite inesquecível de inverno, convidou-nos para degustar pinhões e batatas-doces assadas nas brasas da lareira pelo mestre, então, com pouco menos de 70 anos. Isso foi no início dos anos de 1960. Ao final dessa década, ele partiu. Deixou os quadros e estas marcas na minha memória.

Veja abaixo algumas obras do artista (basta clicar na imagem para ampliá-la):

 

 

 

Comentários (1)

  • DAYSI ALVARENGA BENEPLACITO diz: 7 de julho de 2014

    Boa tarde, minha avó Alexandrina di Santi, era irmã de Ângelo Guido Nhocchi ; sempre que vinha a São Paulo ia a casa de minha avó acompanhado de sua esposa Tia Nina, e sua sobrinha Nina Rosa, era assim que era chamada por todos nós. Depois de seu falecimento, perdemos o contato com elas e gostaria se fosse possível, agora com a internet como meio de comunicação, saber onde encontrar essa prima distante como também a seus irmãos, Carlos Alberto e Guga como era chamado nos tempos de juventude, se não me falha a memoria o sobrenome deles era Calegari.
    Muito bom saber que a arte desse tio foi homenageada com tão bela homenagem.
    Grata,
    Daysi Alvarenga Beneplacito

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