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Só se trumbica quem quer

26 de dezembro de 2013 3

Anúncio destaca inovação das ligações a longa distância.
Foto: Revista do Globo, Reprodução

Nesta época do ano, a necessidade que as pessoas têm em se comunicar, ao que parece, aumenta muito. Se durante os feriados das festas de final de ano, as ligações de caráter profissional ou comercial diminuem bastante, as chamadas de cunho social e afetivo se intensificam sobremodo. Quase todo mundo hoje está acessível e localizável e tornou-se imperdoável não manifestarmos nosso carinho por aqueles a quem amamos, se, agora, basta apenas pressionar algumas pequenas teclas. Tudo bem, isso custa dinheiro, mas a alegria de ser lembrado não tem preço… Ou melhor, tem, mas vale a pena.

 

Propaganda mostrava que a ligação a longa distância conectava a Capital e cidades do Interior. Foto: Revista do Globo, Reprodução

 

O telefone deixou de ser uma ferramenta principalmente para os negócios (o que justificava o alto investimento) como nos mostram esses anúncios da Companmhia Telephônica Rio Grandense, publicados na Revista do Globo, no final da década de 1930. Não por acaso, quando eu era piá, na minha família, só quem tinha telefone era meu avô Natale, proprietário do Açougue Di Leone, na Rua Duque de Caxias. A telefonia no RS se iniciou em 1886 com a Cia. União Telephônica. Mas foi em 1908, quando Juan Ganzo Fernandez (1872-1957) criou a Cia. Telephônica Rio Grandense, que as coisas começaram a evoluir de fato.

Durante muito tempo, o telefone foi uma ferramenta utilizada principalmente para os negócios. Foto: Revista do Globo, Reprodução

 

Em 1922, ele introduziu aqui uma central automática, que foi a primeira do país e a terceira na América do Sul. Em 1927, ele vendeu a firma para os americanos da International Telegraph and Telephone (ITT), mas continuou como seu diretor até 1940. Em 1968, chegou a comunicação por micro-ondas, e, um ano depois, tínhamos Discagem Direta à Distância (DDD). Hoje, no RS, para uma população em torno de 10 milhões de habitantes, temos cerca de 16 milhões de celulares nas mãos das pessoas – sem falar em skype e outras coisas. Como dizia o animador de TV Chacrinha, “quem não se comunica, se trumbica.” Portanto, atualmente, só se trumbica quem decide se trumbicar.

O Açougue di Leone, do avô Natale, o único que tinha telefone na família.
Foto: Revista do Globo, Reprodução.

Comentários (3)

  • salomao jacob golandski diz: 27 de dezembro de 2013

    em 1960 meu pai precisava telefonar para canoas e tinha que pedir ligação para o 02 a ligação demorava quase uma hora para se completar .

  • almir gomes diz: 27 de dezembro de 2013

    Em 72 comecei a trabalhar, como office-boy, num escritorio na r. Caldas Jr., uma das minha funções, quando não estava na rua, era (tentar) fazer interurbanos para a matriz, em SP, era direto, mas demorava cerca de 1/2 hora p/completar ligação, 1972 (!) e o homem já tinha ido à Lua…

  • Alexandre Giesbrecht diz: 28 de dezembro de 2013

    Do “alto” dos meus apenas 37 anos, não peguei essa época, mas peguei uma época em que muitas vezes precisava esperar minutos e minutos por uma linha, mesmo se eu quisesse discar localmente. Tenho mantido um microblog com manchetes e anúncios antigos, e estava com um anúncio parecido na fila para publicar. Acabei colocando-o no ar hoje, falando sobre como discar para o Rio de Janeiro e para cidades no interior de São Paulo: http://noticiassp.tumblr.com/post/71411287396/anuncio-publicado-na-folha-da-manha-25-de-agosto

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