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29 de abril de 1987, o dia em que Muhammad Ali andou por Porto Alegre

06 de janeiro de 2014 2

Ali em frente à fabrica da Miura, na Sertório.
Foto: Olderige Zardo, Banco de Dados, 29/04/1987

 

Houve um dia em que o mito Muhammad Ali andou por Porto Alegre e provou nacos de picanha numa churrascaria do centro da cidade. Ele mesmo, tricampeão mundial na época em que o boxe mantinha todo o glamour que falta ao MMA. Muhammad era o boxe. Pois, 13 anos depois do último título, aquele da façanha diante de George Foreman, no Zaire, em 1974, registrado no documentário Quando Éramos Reis (1996), Muhammad perambulou pela Rua Sertório para fechar um negócio com a antiga fábrica Miura.

 

O boxeador saboreando uma picanha em uma churrascaria no centro da cidade. Foto: Olderige Zardo, Banco de Dados, 29/04/1987

 

Na quarta-feira 29 de abril de 1987, Ali apareceu com gestos lentos, olhar fixo, sorriso simpático e com um corpo nada a ver com o atlético peso-pesado dos ringues. Já tinha 121 quilos aos 46 anos e tremia as mãos do Parkinson descoberto no início dos anos 1980. Quando o provocavam, cerrava os punhos e gesticulava como um boxeador em defesa e esquiva, como fez na frente da fábrica da Miura.

 

Ali dando uma volta no conversível.
Foto: Olderige Zardo, Banco de Dados, 29/04/1987

 

O négocio de Ali era exportar carros fora de série. Já havia visitado Curitiba e fechado contrato com o Puma P-18 e pensava em fazer o mesmo com a venda de 240 unidades do Miura 787 para o Oriente Médio. Diretores da fábrica gaúcha, Aldo Besson e Itelmar Gobbi ficaram lisonjeados quando o ídolo lhes confidenciou durante o churrrasco: “Neste carro, eu colocaria o meu nome”. Disse isso após seus assessores dissecarem o carro.

 

Autógrafo do boxeador, no qual ele registrou o dia da visita a Porto Alegre. Foto: Reprodução

 

Havia um problema: para a exportação para os Estados Unidos e a Europa, carros do tipo deviam andar a 250 km/h ou 300 km/h e atingir 100 km/h em cinco a seis segundos. Teriam de adaptá-lo, depois do sim de Muhammad. Por último, Ali deu uma volta em um modelo Targa pela Sertório e Farrapos, que já não correspondiam à elegância daquele momento.

Comentários (2)

  • César Sebag diz: 4 de junho de 2016

    Eu falei com ele neste dia na rua Andrade Neves no centro de Porto Alegre

  • Roberto Angeli diz: 5 de junho de 2016

    Excelente postagem.
    Mas preciso fazer 1 retificação:
    O último título mundial do Campeão foi em setembro de 1978 na luta contra Leon Spinks, que havia lhe tirado o cinturão em fevereiro no mesmo ano.
    Um abraço.

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