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Exposição "Elis - 19 de Janeiro" emocionava gaúchos ao relembrar trajetória da cantora

20 de janeiro de 2014 1

 

Com o conjunto Norderto Baldauf, a voz da Pimentinha ganhou um melhores acompanhamentos. Foto: Reprodução

Com o conjunto Norderto Baldauf, a voz da Pimentinha ganhou um melhores acompanhamentos. Foto: Reprodução

 

Por muito tempo, a data da morte de Elis Regina, em 1982, recebeu reverências comoventes como a exposição Elis-19 de Janeiro, que se sucedeu durante nove anos seguidos em um antigo Espaço Cultural Yázigi. Desde o primeiro aniversário, em 1983, um público sob emoção conferiu ensaios de fotos, discos e recortes de jornais nos altos da Galeria Malcon, centro de Porto Alegre, e por ali pairava uma espécie de sentimento “elisático”, na expressão do curador da mostra, Renato Rosa, ele próprio seduzido pela perplexidade geral da cidade com a morte da Pimentinha.

 

Em 1959, Elis assinou seu primeiro contrato profissional para cantar no programa de Maurício Sirotsky Sobrinho, na Rádio Gaúcha. Foto: Banco de Dados

Em 1959, Elis assinou seu primeiro contrato profissional para cantar no programa de Maurício Sirotsky Sobrinho, na Rádio Gaúcha. Foto: Banco de Dados

 
Por isso, um, dois, três, nove anos depois, as pessoas visitavam a exposição e choravam diante do acervo e voltavam outro dia em busca da mesma catarse.
Um ponto alto era a projeção de shows e depoimentos em vídeo de sete horas que passava numa televisão, e as pessoas assistiam a parte dele e retornavam com a esperança de seguir a história. Em um dos vídeos Elis cantava Doce Pimenta com Rita Lee, que ela jamais gravara. Artistas plásticos que surgiam à época expuseram desenhos, gravuras e telas, e o poeta Luiz de Miranda escreveu “Elis Vive”, que, aliás, era o grafite corrente nas fachadas da cidade.

 

Com o conjunto Norderto Baldauf, a voz da Pimentinha ganhou um melhores acompanhamentos. Foto: Reprodução

Com o conjunto Norderto Baldauf, a voz da Pimentinha ganhou um melhores acompanhamentos. Foto: Reprodução

 

 
A exposição parou por cinco anos e voltou na Usina do Gasômetro em 1997 com uma foto de Elis em tamanho natural. Diante dela, visitantes paravam eletrizados. Havia no país inteiro um culto a Elis desde o final dos 1960 e a idolatria desaguou depois de 1982 em shows como a missa especial em São Paulo com participação de Milton Mascimento cantando sucessos de sua melhor amiga.

 

A cantora dando uma entrevista no jornal Última Hora. Foto: Banco de Dados

A cantora dando uma entrevista no jornal Última Hora. Foto: Banco de Dados

 
No segundo aniversário da morte da cantora, as rádios da RBS em cadeia transmitiram um texto de Luis Fernando Verissimo, que dizia:
“…Era uma baixinha complicada. Uma pimenta, planta miúda e ardente. Tinha que saber como lidar, senão ela queimava. Morreu e se transformou num milagre da botânica…”

Comentários (1)

  • Jorge diz: 21 de janeiro de 2014

    Acho que aquela primeira foto, com Baldauf, foi uma apresentação na SAT (Tramandaí), mas não tenho certeza.

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